O discípulo gaudério

A última ceia

Esse é o primeiro post daquilo que pretendo  seja um blog de um discípulo que interesse a outros discípulos. Não escondo que sou discípulo de Jesus. Quando estudava no seminário uma pergunta costumava pipocar em nossas mesas de debate: Creio em Cristo por causa da Bíblia ou na Bíblia por causa de Cristo?

Há vinte anos atrás minha resposta seria: Creio em Cristo por causa da Bíblia! Ah, mas agora né não. Creio na Bíblia por causa de Cristo. Sempre surpreendente, suas perguntas e trajetória continuam me fascinando depois de haver tomado uma decisão de segui-lo há uns curtíssimos 25 anos. De três em três anos uma nova revolução acontece na minha vida, só porque eu insisto em continuar lendo os evangelhos sem nenhuma cartilha evangélica em mãos.

Lembro de que nos anos oitenta ouvíamos: crente não bebe, não vai ao cinema e não dança. Uma checagem constante me demonstrou que o que a cultura de igreja ensinou não expressava a liberdade e o vigor de Jesus. Eis que ele bebe (what?), era chamado de beberrão e vejam só transformou água em vinho, ele não vai no cinema mas vai em banquetes muito mal falados com gente não recomendável (a tal roda dos escarnecedores) e para acabar com tudo ele ainda vai a festas, e festa em Israel todos sabem tinha que ter dança.

Falo dessas coisinhas pequenininhas só para reforçar o fato de ser um aprendiz. No melhor e no pior sentido. As vezes ando sobre as águas e as vezes afundo. As vezes tenho uma paciência de Jó e outras vezes a ira de João. Sou capaz de eloquentes declarações de fé para depois ver minhas palavras deteriorarem em fanfarronice. Creio, para em seguida pedir  ajuda na minha pouca fé. Sim sou aprendiz. Sou formando, sou um gerúndio interminável.

Sou gaudério também. Tenho história e raízes. Beijo minha terra e tenho um sentimento de nacionalidade com o Rio Grande. Vejo a cuia que roda de pessoa em pessoa como um símbolo da Ceia, da comunhão, da confraria aberta prá quem quiser chegar. Quando a cortina se abrir e a realidade vier a tona, avisto chegando no céu uma turma bonita de gaúchos (e prendas) de bota, bombacha e espora  juntamente com toda língua, tribo e nação celebrando o Cordeiro.

Comprometido com minhas raízes e com o que quero ser é que espero transbordar por aqui com palavras e imagens que façam a diferença.

O discípulo gaudério

3 pensamentos sobre “O discípulo gaudério

  1. Mas bah tchê! Texto macanudaço este, hein?! Fabiano, que tu possas levar a qualquer rincão que fores, a qualquer coxilha que o Senhor te enviar, a mensagem do evangelho para alcançar e transformar vidas. Que este blog seja um luzeiro em meio as trevas que permeiam a web.
    Um grande quebra costelas de duas volteadas e meia.

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