Uma postagem só para mulheres

Bete, era dona de casa, ou talvez fosse melhor defini-la como a esposa de Wellington Farias, um alto funcionário de uma indústria produtora de açúcar. Vivia em um condomínio de classe alta, circundado por vários outros apartamentos de “gente importante da sociedade paulista”. Já havia tentado ter filhos, fazer faculdade, ter relacionamento com o pessoal do condomínio, mas nada tinha dado certo. Os dias eram longamente tediosos. O desejo por adrenalina era latente no seu coração. Dentro do apartamento todo tipo de conforto que a maioria das mulheres de sua idade, apenas sonha. Sala de vídeos, banheira de hidromassagem, empregada, e um cartão de crédito com um limite estratosférico.

Ela costumava passar seus dias entre madrugadas assistindo filmes românticos da TV a cabo e visitas pela tarde ao shopping center para fazer compras, que só serviam para atulhar o closet. Entre sapatos contava mais de 200 pares.

Bete era bonita. Nas palavras dos homens do condomínio, que a viam de relance, “de parar o trânsito”. Mas ela era o tipo de mulher, que não olhava para os lados.

Em um daqueles dias arrastados, Bete se preparava para entrar na banheira de hidromassagem para um banho relaxante. Mas estava tão absorta pelos seus pensamentos de como o sapato novo da sua coleção ficaria bem com aquele vestido preto para a festa de 15 anos de sua sobrinha, que se esqueceu de fechar a cortina da janela de seu quarto, quando seu corpo nu foi captado pelos olhos de um homem já maduro, de um apartamento frontal. Seus olhos paralisaram nos olhos dele. E ali ficaram por alguns segundos, até que ela decidiu, fechar lentamente a cortina sem, entretanto fazer questão de cobrir-se.

Ela então por pura curiosidade, decidiu descobrir quem era o homem que a olhava. E veio a descobrir que ele  o dono da indústria de açúcar que seu marido Wellington Farias trabalhava.

Bete sabia que chamava atenção dos rapazes desde seus quinze anos, quando eles disputavam uma chance de falar com ela na escola e recebia bilhetinhos nos cadernos. Sempre gostou de namorar. Mas depois que havia se casado, havia construído um casamento bom. Wellington era um homem íntegro, e capaz de sacrifícios pessoais pelas pessoas que amava.  Considerava a empresa onde trabalhava sua segunda família. E enxergava seu patrão como um pai.

O dono da indústria, de açúcar, que ela sequer lembrava o nome, só o sobrenome: Doutor Stein, era um homem de negócios típico: obcecado com trabalho, e que nas festas não tinha tempo para considerar a presença de ninguém a não ser daqueles que tinham algum interesse de negócios. Já havia sido apresentada a ele, mas foi tão ignorada que o apagou da memória.

No dia seguinte ao acontecido, Bete com um preparo que parecia o de um encontro, se perfumou e colocou uma roupa insinuante e foi para seu quarto no mesmo horário do dia anterior e para sua surpresa lá estava ele com os olhos fixos como que adivinhando a presença dela. Esse ritual se repetiu durante uma semana, ao cabo da qual ela recebeu o telefonema: era o Senhor Stein. Ele queria conhece-la. Falou com a autoridade e força característica de um empreendedor. Ela não pode resistir. A adrenalina naquele ponto, enchia de promessas o coração amortecido pela monotonia do dia a dia de Bete. Eles se encontraram, e se apresentaram:

– Como você se chama perguntou Bete.

E ele respondeu:

– Stein… Davi Stein.

E você?

– Bete… Bete Seba.

O resto da história você que lê a Bíblia, já conhece. (1)

As mulheres tem um poder de sedução que pode colocar homens de grandes realizações prostrados. Elas têm o poder de unir ou destruir uma família. Tem a capacidade de influenciar decisões nos mais altos escalões do poder, quase que imperceptivelmente. Como nos surpreenderíamos ao descobrir o tanto de decisões masculinas cuja mentora foi a mulher. Antônio Carlos Magalhães  falecido político brasileiro  dizia: Não confio em homem cuja mulher não gosta de mim. Algumas mulheres não tem consciência disso, precisam ser instruídas. Outras mulheres tem a plena consciência de seus poderes, e estas tem uma decisão a tomar: agir com caráter ou usar seu poder irresponsavelmente. Como diria o filme de Hollywood: com um grande poder vem uma grande responsabilidade.

Quando nossa autoestima está em baixa, somos tentados a seduzir. Como você acha que estava Bate-Seba, há meses longe do marido? Há muito tempo sem saber o que é ser desejada, ela como qualquer ser humano se sentia um lixo. Ou você pensa que ela foi apenas uma vítima inocente nesse processo de adultério de Davi?  Será que ela não sabia que o rei era seu vizinho? Será que ela não sabia que Davi a contemplava de longe tomando banho, dia após dia? Será que Davi não era a pessoa “ideal” para levantar sua autoestima? Homem mais alto do poder em Israel. Bem apessoado. Boa conversa.

Cuidado quando você estiver se sentindo sozinha. Procure companhias que vão lhe dar bons conselhos. Se você estiver em um relacionamento que não está suprindo suas necessidades emocionais, é tempo de buscar o diálogo, não de seduzir outra pessoa.

Quando usamos a sedução para resolver nossos problemas de autoestima atraímos as pessoas erradas para nossas vidas. Sim, a pior espécie de pessoas é atraída a nós quando agimos a partir da baixa autoestima. Ao esquecermos quem somos, aqueles que  estão em trevas na sua alma se aproximarão, com a boca e o corpo cheio de promessas, mas carregando a morte em seu coração. Uma sedução jamais resolverá problemas de autoestima. Sempre será necessário outra e outra e outra. Quantos casamentos equivocados, em razão do desespero. Quantos bons casamentos destruídos em função da cegueira?

É fácil aprender a seduzir, mas ninguém pode saber as consequências  dessa aventura. Muitas pessoas que aconselhei se meteram em relacionamentos destrutivos pelo fato de acharem que podiam controlar as ações, ate o momento em que viram que criaram uma situação irreversível.

Eu digo as pessoas da igreja: não brinquem com o mal. Pois o mal nunca brinca com a gente. Não coloque a cabeça na boca do jacaré, porque jacarés são predadores. Se você está a tempo, pare logo, agora! Não adianta dizermos depois: porque tu permitiste oh Deus? Quando nós mesmos pavimentamos o caminho da tragédia. Olhares, gestos, conversas, relacionamento e mal consumado. Tudo vai chegando aos poucos para nos enganar. Acorde.

Um quebra costelas.

O discípulo gaudério.

(1)    II Samuel 11:1-26

A ditadura da maioria

Êeeeeh! Oh! Oh!

Vida de gado

Povo marcado, Êh!

Povo feliz!…

Essa música do Zé Ramalho  é do início dos anos 80 e  retornou a cena no meio dos anos 90 e como toda boa música, consegue falar a diferentes gerações sem perder a força, pois trata de temas universais.

O tema em questão é a tendência humana de viver governado pela massa, pelo que todo mundo faz. O ser humano gosta de imitar, e a imitação mais óbvia é a da maioria. Até porque quem exercer sua liberdade de ser diferente da maioria será castigado em diferentes níveis em uma sequência perversa: questionamentos, críticas fortes, ridicularização, isolamento e até perseguição.

Vejam como isso funciona em dois momentos bem corriqueiros. As pesquisas eleitorais demonstram que um determinado candidato está na frente por uma larga margem. Então aquele que iria votar em uma terceira força aparentemente derrotada na pesquisa, desiste a fim de não “perder a eleição”. Em outro cenário temos aquelas pessoas que deixam de escolher o tipo de música que gostam (embora com o advento da internet tenham toda liberdade de escolher o que ouvir), para optar por seguir “as paradas de sucesso”, aquilo que todos estão escutando. Nos dois casos se abre mão da consciência e da liberdade de escolha, respectivamente, em função da ditadura invisível da maioria.

A imposição de pensamentos, comportamentos e atitudes em massa não chegam por acaso. Existem lideranças políticas e religiosas, detentores do poder econômico, e líderes que estão interessados em comportamentos massivos e não críticos.

Na sociedade que vivemos a ditadura da maioria tem pelo menos três pilares: a moda, a propaganda e autoimagem fraturada.

A moda pode impor vestimentas que achamos ridículas e até incoerentes com nosso estilo de vida. E ai de quem se atrever a não andar na moda. Pense em como você trata uma pessoa que não anda na moda: como uma pessoa desconectada, inferior ou até como pobre coitada. Ora, a moda encontra outras áreas onde estende suas garras, sempre com uma lógica: precisamos nos adequar ao que está sendo feito, porque é o que está se fazendo!

A propaganda tem interesse em promover comportamentos consumidores em massa pois eles significam lucros na estratosfera. A propaganda através da insistência, talento e criatividade repete tanto um conceito que de repente estamos reproduzindo sem qualquer consciência uma ideia destrutiva.

A autoimagem fraturada é usada quando ouvimos: mais de um milhão de pessoas não podem estar erradas! Então nos sentimos incapazes de questionar aquilo que os números parecer apoias. Mas não há segurança nos números.

A  Bíblia  adverte:

“Não acompanhe a maioria para fazer o mal. Ao testemunhar num processo, não perverta a justiça para apoiar a maioria”(1)

A figura humana que se levantava contra a ditadura da maioria tinha um nome: profeta. Mais do que um vidente ele era uma instituição ambulante contra o abuso instalado e tornado costume.

Observando a Jesus nos evangelhos e a vida cotidiana, notamos que a multidão é sujeita alterações de humor e gostos drásticos. Em um momento rende-se em louvores a Jesus em outros se levanta violentamente contra ele. Em outro momento glorifica ladrões como Barrabás em outros declara Jesus como rei.

É muito fácil se render a voz do povo. Somos capazes de nos viciar na aprovação da maioria. É impressionante o que pessoas normais são capazes de fazer escondidas por detrás da multidão. Podem matar e torturar. Quem já foi a um estádio de futebol que o diga. Estar entre a multidão pode se tornar um álibi para desculparmos nossas maldades: todo mundo faz. Mas não é esse o critério de Jesus. Em vários momentos o vemos rejeitando a aprovação e a avaliação que a multidão faz dele. Ele não se engana. Ele sabe.

Em um momento emblemático, ele se vê abandonado pela multidão que o seguia após uma pregação dura. Ele se volta aos seus discípulos e pergunta: Vocês não querem ir também? E Pedro responde com uma frase profunda: Para onde iremos se tu tens as palavras da vida eterna. O discípulo precisa dar as costas para multidão a fim de seguir a Jesus. Jamais se deixe levar pelo sórdido pensamento de que Deus está do lado da maioria.

Sim como discípulo sou chamado ao custoso  trabalho, de utilizar a inteligência que Deus me deu para tomar decisões de acordo com a verdade. Sou chamado a usar a liberdade dos filhos de Deus para me posicionar contra a turba enlouquecida. Sou chamado à busca da justiça a luz do evangelho. Sou chamado a ficar sozinho a fim de permanecer fiel aquele que nos chamou.

Que a voz de Deus fale mais alto na vida dos seus discípulos, do que os gritos da multidão.

Um abraço quebra costelas.

O discípulo gaudério.

(1)    Êxodo 23:2

Não tá morto quem luta e quem peleia

Antes que a palavra bullying fosse utilizada, a realidade crua das ruas já demonstrava força na minha vida. Eu estudava frequentava a escola pela manhã, e minha mãe trabalhava de tarde e a noite na faculdade. Meu pai ficava pouco em casa e passava a maior parte do tempo conversando com os amigos uma vez que já estava aposentado.

Eu passava a maioria do tempo, solto na rua. E uma das lições que aprendi é que quem se sente forte, sempre acha que pode se beneficiar disso. Hoje tenho 1,81m de altura, mas quando criança com os meus 9 ou 10 anos, lamentavelmente pra mim e felizmente para os outros, eu era o menor de todos. Baixinho e franzino, eu procurava compensar com malandragem ao quadrado meu sentimento de inferioridade física.

Alguns daqueles momentos de tensão  são vívidos para mim até hoje. Como no dia em que em meio ao jogo de bola (no tempo em que a criançada se criava na rua e não na frente do computador) nos vimos invadidos por uma turma de meninos bem maior que nós disposta a nos “afofar” não sei bem porque razão. Só lembro que saí pela tangente sem que ninguém me percebesse, e cheguei até a minha casa em segurança, me sentindo orgulhoso de minha esperteza, enquanto os outros ficavam ali para enfrentar a situação. Só que quem foge, acaba aprendendo que a tensão nunca acaba com uma fuga.

Logo em seguida deste episódio a rivalidade entre as ruas em que morávamos só fez crescer. E para complicar nossa situação, precisávamos cruzar o território  no qual habitavam esses inimigos ameaçadores: nossos pais nos mandavam comprar leite diariamente em um bar que ficava justamente  na rua deles.

Não esqueço a bolsa verde de nylon que eu carregava. Mas também não esqueço algo que meu irmão nove anos mais velho que naquela época era um mentor para mim me disse antes de eu sair: Se alguém cercar vocês e eles forem maioria, por mais medo que vocês sentirem, se eles não tocarem vocês, não corram! Quem se acostuma a fugir, vai acabar tendo que fugir a vida inteira.

E lá fomos nós, comprar o leite, torcendo para que não houvesse ninguém na rua de cima. Só que a nossa torcida não nos ajudou em nada e acabamos encontrando nossos “rivais”. Um a um eles saíram de suas casas como que chamados a uma batalha e nos cercaram rapidamente. Sabe quando as pernas ficam bambas, e a vontade de correr toma conta da gente? Bom foi isso que me dominou naquela tarde. Rapidamente aquele pessoal nos rodeou, e começaram a desfiar seu repertório de impropérios impublicáveis. Eles gritavam nos nossos ouvidos enquanto caminhávamos em direção a bar. Chamavam-nos para a briga. Que iriam nos destruir, quebrar nossos ossos e coisas deste tipo. E eu só ouvia em minha cabeça a voz de meu irmão: “não foge”, “não foge”. E não fugi.

À medida que chegávamos mais perto do bar, mantendo o mesmo ritmo de caminhada, os gritos foram diminuindo, até cessarem por completo. Eles tinham ido embora. E ali uma lição ficou tatuada em minha alma inconscientemente: quando a guerra estourar, mantenha a posição! Não tolero em mim qualquer abandono do meu posto. Se entender que Deus me quer em um lugar, nada me moverá dali.

Todo dia precisamos enfrentar algum tipo de intimidação. Pessoas, situações e os agentes das trevas desejam encher nossa alma de medo, pois o medo nos transforma em pessoas facilmente manipuláveis. Veja como a intimidação acontece nas páginas da Bíblia:

Acabe tenta colocar rótulos em Elias. Queria calar sua voz profética.

“É você mesmo, perturbador de Israel”. I Reis 18:17

Mical manifesta desprezo por Davi. Queria roubar sua espontaneidade.

“Como o rei de Israel se destacou hoje, tirando o manto na frente das escravas de seus servos, como um homem vulgar.” II Samuel 6:20

Golias ridicularizou a Davi. Queria destruir sua fé simples.

“Por acaso sou um cão, para que você venha contra mim com pedaços de pau”   I Samuel 17:43

Jezabel fez ameaças a Elias. Queria fazê-lo fugir.

“Que os deuses me castiguem com todo o rigor, se amanhã nesta hora eu não fizer com a sua vida o que você fez com a deles.” I Reis 19:2

Neemias recebeu falsas profecias. Queriam distraí-lo.

“Percebi que Deus não o tinha enviado, e que ele tinha profetizado contra mim porque Tobias e Sambalate o tinham contratado.” Neemias 6:10-13

Ben-hadade usou de autoritarismo com o rei de Israel – queria dominá-lo.

“A sua prata e o seu ouro são meus, e o melhor de suas mulheres e filhos também.”    I Reis 20:3.

As vezes a intimidação se mostra  óbvia, mas outras bem sutil. É preciso discernimento. Ora seja o que for que você enfrente, não permita que quem quer que seja, lhe roube a consciência. Não fuja de ninguém. Mantenha sua posição. Não esqueça: quem se acostuma a fugir, não estará presente na hora mais decisiva de sua vida! “Não tá morto quem luta e quem peleia!”

Um abraço quebra costelas

O discípulo gauderio.

O profeta Daniel e a MTV – parte final

Continuando o nosso papo de ontem, sobre alcançar a juventude, aqui vão mais alguns princípios para um trabalho com jovens que faz a diferença. As citações no artigo são todas do livro do profeta Daniel.

1.Eles falam a língua da juventude – 1:5

Daniel e seus companheiros usaram os nomes que lhes deram na corte do Rei Nabucodonosor.  Em outras palavras: “eles falaram a língua deles”. A mensagem não muda, continua com o mesmo poder, mas é necessário falar na língua de quem queremos alcançar. Para isso é preciso gostar de jovens, falar com jovens e principalmente ouvir jovens. É por isso que eu gasto tempo olhando a MTV, porque eu quero me comunicar com os jovens e graças a isso tenho podido falar ao coração deles aonde tenho ido. Já me chamaram de pastor da Geração Coca-cola. Não me importo desde que possa atingi-los!

2. Eles são abertos ao novo – 1:1-4. Note que Daniel sai da segurança de sua terra para ministrar em  um contexto totalmente novo sem qualquer ressentimento. Mas ele não fica lamentando os velhos tempos, nem dizendo ”no meu tempo”

Jovens líderes podem trazer uma visão fresca e relevante sobre como alcançar a outros jovens de uma forma que nós já escolados na igreja jamais imaginamos! Estamos preparados para isso ? Pode ser santamente desconcertante. Minha pergunta é: quais foram as mudanças que operamos a fim de alcançar melhor a juventude? Seguimos o modelo tradicional de “campanhas evangelísticas”? Se existe algo que consome um dinheiro monumental são campanhas evangelísticas, com um resultado pífio. Em toda igreja que vou ministrar, faço a pergunta: Quantos daqui se converteram a partir da televisão, rádio ou campanhas evangelísticas? Em mais de dez anos de viagens apenas duas pessoas de milhares me disseram ter se convertido por qualquer um desses meios. E se gasta muito dinheiro com isso! Existe uma forma mais eficaz e mais simples pela minha experiência: construção de relacionamentos de amor! Se você ama mais a juventude, do que os métodos para alcança-la, você precisa mudar os métodos!

3. Eles não têm vergonha de comunicar seus valores   Daniel assumiu abertamente  que ele acreditava em um Deus que governava acima do rei e de todos .4:25,26

Não queremos absorver os valores vazios da MTV, mas eles são assertivos e naturais quando falam do que pensam. De nossa parte há uma timidez só explicável por um fraco discipulado e conseqüente superficialidade.

Ficamos com medo de perder o jovem e jamais o desafiamos a tomar uma decisão séria com Cristo. Enquanto isso vamos  entretendo-os com um pouco de diversão barata para mantê-los dentro do prédio da igreja mas com a cabeça e estilo de vida descomprometido com Cristo. Estar na igreja não é o mesmo que estar em Cristo. Para isso temos de ser radicais e chamá-los a uma decisão séria diante do chamado de Cristo a sermos seus discípulos !  É mais fácil Deus fazer a obra no fogo ou mesmo no frio do que na mornidão ou banho-maria confortável que mantemos para inflar os números de nossas estatísticas e nossos egos.

4. Eles abordam com franqueza os problemas da juventude –  Daniel não colocou panos quentes no problema do rei. Apesar de a hierarquia os separar 4:25-27

Os jovens são naturalmente curiosos e fazem perguntas. Se nós não respondermos essas perguntas com naturalidade e franqueza alguém mais o fará, ganhará a confiança deles e ficaremos trabalhando na igreja apenas a fachada cristã e não uma raiz espiritual sólida e inabalável. Vejo um grande despreparo nas lideranças dos jovens. Não há uma busca e aprofundamento. E hoje mais do que em qualquer tempo, os recursos estão a disposição de todos. Além disso vejo que  as perguntas que os jovens fazem são respondidas com um olhar de condenação. Falando de educação sexual estou acostumado a ouvir: – Não fala muito que vai dar vontade na gurizada. E eu penso:- O que vai estimular a promiscuidade é a repressão e a negação. Quando tornamos qualquer assunto proibido, o desejo é atiçado como neurose. Nenhum assunto pode ser proibido.

5. Eles estão onde a juventude está – Daniel foi colocado em um local estratégico e procurou a oportunidade para ministrar ao rei. Ele foi onde estava a  necessidade. 2:14-16

Onde estão os jovens ? Estão na escola. É por isso que a boca de fumo se estabelece na escola. Porque quer chegar nos jovens. Precisamos começar a invadir as escolas com o evangelho. A escola é hoje o lugar mais estratégico para comunicarmos o evangelho. Em Pelotas começamos com a coreografia, mas queremos mais. É preciso que se abram discussões de assuntos importantes, que os professores cristãos não se encolham e também se tornem um pouco pastores, que venhamos a público discutir as grandes questões a luz do evangelho. Um tempo atrás fui convidado para uma conversa sobre religiões no auditório de um colégio de ensino médio. Eu, um padre e um kardecista. Achei aquilo uma maravilha. Um momento que se revelou estratégico para o ensino do evangelho. Mais com atitudes até, do que com palavras.

6. Eles exploram ao máximo as possibilidades da interatividade. Observe uma reunião de juventude em nossas igrejas. Quando nós ouvimos o jovem falar? Procuramos experimentar ao máximo em nossa igreja, para ver como podemos funcionar melhor e percebemos que você pode ter uma ministração da palavra extraordinária só utilizando perguntas e permitindo que eles falem e opinem. Em meio a cada pergunta você vai embutindo os princípios do evangelho. Assim, do jeito como Jesus fez. Ele ensinava em meio a perguntas e diálogos fervilhantes.

Não tenho a presunção de dar receitas, mas se este artigo servir como matéria de reflexão em nossa “tribo”, já estarei satisfeito.

Um abraço quebra costelas

O discípulo gaudério.