Cientistas explicam por que mulheres se apaixonam mais depois do sexo

Publicado no Terra

Sexo é um dos assuntos mais interessantes que existem. Todos gostam de falar sobre ele e de fazê-lo, e o assunto sempre causa arrepios, dores de cabeça e confusão. Mas os cientistas não sabiam, até pouco tempo, o que acontecia exatamente com o cérebro durante a atividade sexual. Todavia, pesquisadores da universidade norte-americana Rutgers descobriram que 30 diferentes áreas cerebrais são ativadas durante o orgasmo, segundo noticiou o jornal britânico Daily Mail desta terça-feira (30).

Dois minutos após o ápice sexual, o cérebro ativa áreas relacionadas a recompensas, segundo notaram os cientistas. A pesquisa, que contou apenas com mulheres, destacou que o cérebro feminino ativa pontos do sistema nervoso que bloqueiam a dor, assim elas sentem apenas prazer.

Sabe-se também que durante o ato sexual há muita ocitocina envolvida, e este é o hormônio “do amor”, que nos faz confiar nas pessoas e que diminui nossas defesas, como lembrou o especialista em saúde sexual Arun Ghosh. Como as mulheres produzem mais desse hormônio, tornam-se mais propensas a se apaixonar – principalmente depois do sexo.

Diferentemente delas, os homens recebem apenas uma descarga de prazer com o orgasmo. “O principal hormônio envolvido no prazer masculino é a dopamina, que pode ser viciante”, contou o médico, justificando por que muitos homens sofrem de compulsão sexual.

Outros benefícios
Manter uma vida sexual ativa e regular pode trazer outros benefícios à saúde. Segundo cientistas da Universidade de Princeton (EUA), o sexo pode ajudar no nascimento de células cerebrais que, tradicionalmente, morrem conforme envelhecemos. Por melhorar a oxigenação cerebral, o sexo ajuda na prevenção da demência.

O orgasmo também pode ser um analgésico natural, pois bloqueia a transmissão de estímulos dolorosos pela espinha, e os hormônios envolvidos no ato sexual ajudam a prevenir a depressão e melhoram o sono.

Foto: Getty Images

10 tentações de quem vê outros caindo em tentação

Quando o amor fraqueja, a tentação viceja!

Assim, aquele que julga estar firme, cuide-se para que não caia. (1)

Obedeçam aos meus decretos e ordenanças, pois o homem que os praticar viverá por eles. (2)

Para nossa tristeza todos  já tivemos de ler manchetes do tipo abaixo em nossas comunidades. Quem disser que não, está inventando o que não existe: igreja a prova de pecado.

Líder evangélico é flagrado recebendo sexo oral da secretária no seu escritório.

Pastor deixa esposa e filhos e vai viver em outro estado.

Pastor é descoberto desviando dinheiro da igreja para seus negócios particulares.

Líder evangélico é descoberto pagando garotos de programa para manter relações  homossexuais.

Pastor é levado à justiça por ex-membros sob acusação de abuso de poder e intimidação.

Cada uma dessas notícias foi pinçada da minha realidade e da realidade de amigos ao longo dos anos. Sei que estou tocando um tema delicado, mas acho importante que tantos que passam por esse blog e que na sua maioria são membros de igrejas, reflitam sobre nossa postura como comunidade diante de problemas que acabam vindo ao público. Quem fica de fora também é tentado em um momento de crise. Aqui vão algumas das tentações:

1. Pensar que todos são iguais. Nem carros que foram planejados e fabricados em série, reagem iguais expostos a mesmas situações, quanto mais nós homens forjados de forma tão especial. O cínico dirá: não há pessoa honesta, só há pessoa mal investigada. Mentalidade desse tipo serve apenas para afrouxar nossa luta contra o pecado e com certeza essa ideia vem das trevas.

2. Ir embora quando você é mais necessário. Não! Falha humana e pecado são superabundantes em todas as igrejas que se conhece. Nessa hora se espera uma postura de quem é confrontado: quebrantamento e outra postura de quem está em pé: amor! Na hora da crise é que precisamos demonstrar que somos pessoas que tem coragem para superar dificuldades e triunfar. Não somos ratos, somos tripulantes desse navio.

3. Tudo se acabou! Na verdade é um novo começo, uma nova oportunidade. Nenhum fundamento eterno como é o evangelho se moverá do lugar pelo que acontece entre os homens. Jesus continua reinando, o evangelho continua transformando e na presença de Deus há plenitude de alegria. “Todos os que olham para ti, estão alegres” nos diz o profeta.

4. Pensar que o pecado que se vê é o pecado que mata. Na verdade, todo grande erro público é conseqüência de várias condescendências pequenas que se arrastam ao longo dos anos originando o tropeço público que tanta tristeza traz a todos. Cuide das pequenas coisas em sua vida.

5. Esquecer que embora o servo de Deus esteja sendo tratado ele é ainda amado por Deus, e será tratado por Deus como todos os seus filhos o são.

6. Pensar que no seu arraial não acontecem essas coisas. Essa é a cegueira típica do fariseu: alegrar-se na piedade falsa. Crer que determinado tipo de coisa não acontece com minha igreja e comunidade. Que somos especiais e não estaremos sujeitos a erros grosseiros.

7. Se o meu líder fez eu também vou fazer. Essa é a voz das trevas querendo se infiltrar nos fazendo esquecer que obediência é vida em abundância. Por detrás dessa afirmação há uma sutil saudade do pecado, um desejo escondido buscando um álibi para se realizar. Pela Escritura sou ensinado que a palavra de Deus e minha conformidade com ela não são ordens arbitrárias de Deus com o fim único de impor sua vontade, mas são vida quando obedecemos com consciência. Quem achar que quem adulterou está vivendo o melhor tempo de sua vida, vá e pergunte e ouça a realidade como ela é. Quem achar que divórcio é moleza, não tem ideia da tempestade. Quem pensar que reconstruir a integridade espatifada é café pequeno está caído e não sabe.

8. Ver o pecado como ofensa pessoal. Os líderes são “totem e tabu” como afirma Caio Fábio citando a Freud. Quando aparentam estar bem são idolatrados em um panteão escondido da nossa psique. Por essa mesma razão quando não suprem nossas expectativas, quando não são por nós, quando não nos representam, quando não fazem aquilo que gostaríamos nós mesmos de fazer nós os reduzimos a pó e os tornamos tabus em nossas comunidades. Ouvi de um pastor após saber do adultério de um líder evangélico reconhecido: o que vou fazer com esses livros? O que será de tudo que ele falou? E acabou banindo os livros da sua biblioteca, como se o que foi dito estivesse desqualificado agora.

9. Esquecer que embora um seja culpado, todos são responsáveis de alguma maneira. Isso é o mais difícil para uma comunidade entender. O sentimento de traição da causa exacerbado acaba aleijando a capacidade de reflexão. Ano passado Davi Silva do Geração de Davi veio a público confessar que mentia a respeito de suas experiências de visões sobrenaturais em quase todas as suas pregações. Houve um sentimento muito forte de tristeza e decepção. Acho que de tudo que já vi sendo confessado esse é realmente um pecado que deveria ser tratado na sua profundidade, mas… O que o levou a sentir a necessidade de mentir sobre esse assunto para ser ouvido? É uma questão para todos pensarem. Quais as doenças da nossa cultura são expostas pelo mal confessado. Vejamos o caso dos políticos e do povo brasileiro. Dizemos que os políticos são corruptos e nós o povo somos trabalhadores inocentes, vítimas impolutas. Mentira! Esse discurso só serve a própria corrupção. Nós somos um povo corrupto, pois se fosse diferente não admitiríamos o que se faz nos escritórios de Brasília mais um segundo sequer.

10. Colocar panos quentes. Deixa que o tempo arrume. O que arruma as coisas é o arrependimento e o quebrantamento diante dAquele que constantemente junta nossos pedaços e vê nossas misérias. Minha esposa comentava comigo que está na moda as pessoas dizerem: Eu não me arrependo de nada do que fiz. Quem não se arrepende de nada ou é perfeito ou é um perfeito asno espiritual. Arrependimento é metanóia, mudança de mente. E só mentes fechadas e corações arrogantes não se arrependem.

Com temor e tremor, e um coração carente de misericórdia, escrevo todas estas coisas para mim mesmo e para quem achar que precisa de discernimento em um momento de crise.

Um abraço quebra costelas.

O discípulo gaudério.

(1)   I Coríntios 10:12

(2)   Levítico 18:5

Shakira, Sandy e a luta com expectativas

Shakira e Sandy são casos de estudo quando o assunto são expectativas. Shakira começou sua carreira no final dos anos noventa com um estilo pop original com letras impregnadas de um romantismo simples. Com o potencial performático singular já que dançava em um estilo diferente de todas as artistas do gênero e com o talento de compositora associado a ela, Shakira despertou a atenção dos gringos que abriram as portas da grande indústria da música acenando para ela com a possibilidade de tornar-se uma estrela pop mundial. Só que o pop não poupa ninguém como diria Humberto Gessinger, e para que o passo gigantesco fosse dado, ela teria que vender sua alma ao diabo da indústria. E foi o que ela fez. Atendendo as expectativas do mercado mundial, ela pintou o cabelo de loiro, tirou a roupa e começou fazer pose de mulher sensual com gemidos e trejeitos típicos de toda artista desse “calibre”.

Aqui na terra brasilis, temos a Sandy que foi educada em valores familiares “normais” com uma presença forte dos pais na sua vida. Ela não faz o tipo esperado pelo mundo pop, mas ao mesmo tempo quer permanecer na crista da onda. Fez sucesso enquanto era pequena mas vê sua carreira declinando a medida em que se recusa a fazer o que todos querem que ela faça: o gênero “devassa”. Nessa luta ela dá um passo a frente e dois atrás, ora ela faz uma propaganda que sugere que ela vai ceder a pressão das expectativas, ora ela dá explicações de que não vai expor sua vida pessoal em praça pública. O que a mídia toda espera dela e não esconde em entrevistas e matérias sem fim é que ela seguindo os passos de todas as outras tire a roupa, chute o balde, seja polêmica e banque a mulher objeto.

Diferente do que se diz por aí nenhum astro pop é revolucionário quanto a implementar novos valores, pelo contrário são astutos para conseguirem discernir o que o povo espera deles e ganhar com isso. Lady Gaga dá a meninada tudo o que eles querem em doses paquidérmicas: extravagância, hedonismo e sensualidade sem freios, da mesma forma como a vovó Madonna fez nos anos 80.

Mas não são só os artistas que precisam lidar com o que esperam os outros. Desde pequeno vivemos sob expectativas. Um dia participando de um curso de liderança alguém parafraseou a primeira lei espiritual da Cruzada Estudantil da seguinte maneira: Deus te ama e todo mundo tem um plano maravilhoso para sua vida. Quanto mais pública se torna a nossa vida, tanto mais as expectativas se amontoam sobre nós. Estar consciente delas e saber quais atender e quais rejeitar é um segredo de sobrevivência.

Jesus lutava constantemente com elas:

Sua mãe: “Eles não tem mais vinho”. (1)  Como que dizendo:  Faça alguma coisa logo.

Fariseus: “Mestre queremos ver um sinal miraculoso feito por ti”  Talvez pedindo: Nos surpreenda.

Amigas: “Senhor se estivesses aqui meu irmão não teria morrido”   Sutilmente dizendo: Esperávamos você aqui mais cedo.

Povo: “Mestre ordena a meu irmão que reparta comigo a herança” Impondo o peso: Resolva todos os nossos problemas.

Atrás de cada frase que Ele ouviu havia algum tipo de pressão. Mas Ele nunca se sentiu obrigado a atender a todos em tudo, embora atendesse a muitos.

Isso pode se tornar algo muito doido.  Conheci um homem que impunha a tirania de suas expectativas à família. Um dia ele chegou em casa, e logo fechou o rosto demonstrando descontentamento. A família ficou na volta querendo saber o que tinha acontecido. Ele respondeu: Vocês não fizeram a comida que eu queria comer. O pessoal se defendeu: Mas tu não disseste nada! Ele respondeu deixando a todos sem palavras: Mas vocês tinham que saber!

Os pais também tem sonhos a respeito de seus filhos que talvez sejam um pouco dos sonhos deles próprios. Lembro de um rapaz  cujo pai era incansável para que o filho fizesse Direito. Quero que tu faças Direito! Tu tens que ser advogado insistia o pai como uma ladainha. O filho obedeceu estoicamente e concluiu o curso depois de 5 anos e no dia da formatura atirou o diploma na mesa do pai dizendo: Aqui está o teu diploma. A partir de agora eu vou atrás do meu diploma.

Pessoalmente, na minha tarefa como pastor, sinto constantemente a pressão das expectativas das pessoas. Das coisas mais pequenas até as mais significativas. Algumas pessoas gostariam que eu me vestisse de forma mais conservadora: E ai Pastor quando vai colocar um paletó?, minha esposa me pergunta quando vou ter a coragem de colocar uma argola na orelha, e um membro me encontra e sutilmente reclama: Estive doente e ninguém foi me visitar! Ou ainda: Essa igreja precisa de mais poder! Ou até: Bem que poderíamos investir mais na construção e reforma do nosso templo.

Por essa razão corremos loucamente, usamos inúmeros disfarces  e sentimos tantas dores de estômago. Só alguém que tem sua identidade ligada a Deus como filho amado pode desagradar às pessoas e assim mesmo permanecer em paz. Estar consciente de como cada lugar tenta nos escravizar a suas expectativas é um começo da cura.

Não que ser alvo de expectativas seja algo ruim. Não é. Eu costumo dizer que expectativas são uma indicação de que as pessoas acreditam que podemos dar bons frutos.

Há também a opção de rompermos com tudo. De não aceitarmos nenhuma exigência, de sermos totalmente independentes. Conheço pessoas que dizem: “Porque as pessoas se metem em minha vida?” Essa independência que muitas vezes parece desejável também aponta para  certo egocentrismo já que também somos lembrados pela Palavra: “tenham cuidado para que o exercício da liberdade de vocês, não se torne uma pedra de tropeço para os fracos”(5) O problema é que muita gente na igreja abusa desse texto de Paulo, para manipular as pessoas a fazerem e terem um estilo de vida que lhes agrade.

Quando Jesus chama seus discípulos para serem pescadores de homens ele coloca sobre eles algumas expectativas que os liberta da mediocridade para um novo nível de vida.(6) Quando um homem judeu seguia sua profissão era sinal que ele não tinha sido considerado capaz pelo sistema educacional judaico de seguir um Rabi. O que o sistema não viu naqueles homens Jesus viu. Quando ele os chama está mandando várias mensagens não verbais que eles entenderam muito bem:

Vocês podem ser como eu.

Vocês podem fazer o que eu faço.

Vocês vão fazer a diferença.

Mas saiba que certamente você enfrentará ataques injustos, acusações doloridas e caras feias, o que é o preço da liberdade de ter apenas um Senhor. E será neste preciso momento que você será mais livre do que nunca. Antes isso do que tendo todos a volta sorrindo, você implodir por dentro e não realizar  aquilo que Deus tem planejado para você.

Abraçar as expectativas de Deus, estar preso a Ele acima de tudo é o segredo para saber o que devo atender e o que devo esquecer. Assim é que no evangelho sou livre das expectativas de todos e da minha independência egoísta para respondendo a Deus servir as pessoas para o bem delas e minha própria sanidade.

Um abraço quebra costelas.

O discípulo gaudério.

(1)    João 2:2

(2)    Mateus 12:38

(3)    João 11:21

(4)    Lucas 12:13

(5)    I Coríntios 8:9

(6)    Mateus 4:18

 

Intolerável

Marina Silva

Corrupção mata. Entender isso é fundamental para atacar um dos males que mais empatam o desenvolvimento socioeconômico e político do Brasil. Ainda há quem não veja a conexão entre corrupção e violência, mas elas estão intimamente ligadas.

Da mesma forma, devemos entender que a baixa eficiência e o mau funcionamento dos serviços do Estado estão tremendamente relacionados à cultura da corrupção, ao patrimonialismo, à falta de transparência e à baixa capacidade de mobilização social.

A morte da juíza Patrícia Acioli, no Rio, não é apenas um crime brutal. A execução de uma servidora pública correta e rigorosa com os crimes, principalmente os cometidos por agentes públicos, revela a força que as máfias têm no país. E o tamanho que elas adquiriram, graças à corrupção.

Quando a propina chancela e incentiva o desvio de conduta, torna-o cada vez maior. E chega a um ponto em que vê na lei um obstáculo que precisa ser removido, tirando do caminho quem a faz cumprir.

É na má política que se choca o ovo da serpente da violência policial e das relações espúrias entre poder de Estado e delinquência. Quem assistiu aos filmes de José Padilha “Tropa de Elite” e “Tropa de Elite 2″ pode ver como a propina de todo dia fortalece a mão que aperta o gatilho contra os inocentes.

A morte de Patrícia Acioli é uma afronta ao Estado democrático de Direito. Ela não é apenas mais uma vítima. Era alguém que, no desempenho de suas funções, buscava combater a barbárie de grupos que querem controlar a vida de quem mora na periferia e, claro, o próprio Estado.

Matar uma juíza revela enorme convicção da própria impunidade. É uma declaração de guerra às leis, à democracia e à sociedade. Assim como é inaceitável que o Brasil conviva com a execução de uma juíza, também não é mais tolerável convivermos com o nível de corrupção que tem marcado o nosso país.

Vemos, na mídia, como a Índia, país com problemas maiores do que os nossos, desperta vigorosamente para o combate à corrupção. E o que falta para o Brasil? Quanto mais indignada for a resposta da sociedade aos escândalos e aos homicídios de cada dia, maior será o poder de reação contra essas mazelas no âmbito do próprio Estado.

A autoridade pública da menor à maior se sentirá fortalecida e incentivada a agir contra a corrupção, que é, em si, uma forma de violência contra a coletividade.

A faxina, então, deixa de ser rápida, como se faz quando chega uma visita inesperada, e passa a ser permanente, vigorosa, profunda. É desse nível de exigência que precisamos. Se nos acostumarmos a deixar barato, perderemos o controle do que é público, do que é de todos nós.

fonte: Folha de S.Paulo

A busca do sentido da vida

 (palestra ministrada no evento Be Yourself)

As leis da física nos ensinam que a vida tende ao caos, e quanto mais me empenho em dar sentido a vida mais caos e desorganização eu crio. O Eclesiastes diz que Deus colocou a eternidade no nosso coração, o desejo da ordem e do sentido. Creio que isso representa nossa vida. Nossa existência é a história da busca por um sentido. Aqueles que entendem que não há esperança de sentido no caos, simplesmente se entregam a projetos autodestrutivos como as drogas. Por mais que a sociedade nos incentive a um estilo de vida McDonalds (seu copo, seu hambúrguer, suas batatas fritas) nosso coração nos impele na busca por transcendência, algo maior que nós mesmos.

Aqueles que por instinto acreditam em um sentido buscam em pelo menos 4 formas populares. Poderíamos falar de outras mas vamos falar das principais:

Romance: a esperança e o desejo de viver um grande amor. Isso parece coisa de mulher, mas não é. Os barbados também choram e se emocionam com uma boa comédia romântica e escondem suas lágrimas atrás de um copo de cerveja. Se você der uma observada vai ver que a maioria das músicas românticas são composições de homens para as mulheres. Hoje em dia essa opção parece cada vez mais desgastada.  Veja só o desenvolvimento: cortejar, namorar, paquerar, flertar, ficar e agora “pegar”. Fizeram uma pesquisa com meninos e meninas perguntando o porquê desse comportamento, e o que se descobriu? Ambos deram uma resposta semelhante: não dá para confiar nos homens e nas mulheres hoje em dia. O que aponta para o fato de que as pessoas continuam sedentas de intimidade.  A grande esperança de grande parte da sociedade continua sendo encontrar um grande amor e assim trazer sentido a vida. A partir daí se constroem os vampiros e os sanguessugas, o perfil ideal dos crimes passionais cada vez mais comuns. Saiba quando o romance dá sentido a vida, ele se torna um deus, e quando é deus, ele é o diabo!

Política: “Meus heróis morreram de overdose, meus inimigos estão no poder” Meu irmão era filiado ao PSB e fez campanha para vereador. Também integrou em meados dos anos 80 um jornal de viés esquerdista em Bagé. Na mesma toada eu fui daqueles que fizeram campanha para Lula em 1989. Cantei junto com Djavan e Chico Buarque “olê olê olá Lula Lula. Lula lá, brilha uma estrela, Lula lá meu primeiro vota prá fazer brilhar nossa estrela. Eu chorava de emoção sonhando em mudar o país. Nos anos seguintes votei só em candidatos do PT para toda e qualquer eleição. Chegando ao século 21, mensalão, reformas adiadas e políticas sociais pífias. Então tristemente tive que cantar Pula lá, Pula dessa estrela.  Talvez a política partidária seja o óculos e o prumo com o qual você julga e enxerga a vida. Quando é assim enxergamos a vida assim: quem está comigo está certo, tem a cabeça aberta, e entende como é a realidade, quem não está é obtuso, está errado e não entende nada. Nós somos os mocinhos e eles são os vilões. Embora não seja alienado, tenho convicção de que uma mente encadeada pela política com muita facilidade oprimirá seu próximo ou violará sua consciência. Quando a política se torna um deus na nossa vida, ela é o diabo.

Universidade: O ensino superior me ajudou a abrir os olhos para um montão de coisas que eu ainda não entendia. Sempre tive uma inclinação para ler e questionar, mas devo confessar que fui acometido da síndrome do novato na universidade. O ensino superior no Brasil é além de todas as coisas maravilhosas uma fonte de vaidade. Lembro que com as notas e os desempenhos promissores no Seminário e o elogio dos professores eu me achei a última bolachinha do pacote e ao mesmo tempo em que estudava sobre Deus, estava pelo meu próprio orgulho vazio espiritualmente. Descobri por experiência própria que o conhecimento infla, envaidece e nos faz criar elites, mas não enche nossa alma. É como a tentação do Éden: sereis conhecedores do bem e do mal. Atrelada a busca de conhecimento vem a promessa: sereis como Deus. E é precisamente assim que aquele que adora no templo do conhecimento se sente: um pequeno deus. E não é preciso dizer como age um homem com complexo de Deus. Universidade é bom, mas quando é deus é o diabo.

Futebol: o estádio de futebol é cada dia mais um templo e menos um local de entretenimento. Levam-se para lá todas as esperanças e expectativas e alegria e leva-se dali frustrações, conflitos que não acabam com o apito final da partida. Vejo no Uruguai como o futebol tem sido usado para elevar a autoestima daquele país que outrora foi a Suiça da América Latina, mas agora luta para manter-se em pé com apenas 3 milhões de habitantes. Ao mesmo tempo me impressiono com o fanatismo que cresce celeremente desafiando a sociedade civil. Há pouco tempo atrás em uma fila para assistir Pelotas x Grêmio  vi a insensatez das provocações, da cabeça quente por tão pouca coisa. Apesar de termos já visto suficientes tragédias nos campos de futebol tenho a impressão de que não aprendemos. Minha opinião é que a razão disso é que o futebol virou uma religião, um deus, e o futebol quando se torna deus também é o diabo.

Cada uma destas dimensões são tentativas de dar sentido a vida. De colocar ordem no caos.

Cada uma delas funcionam bem como coadjuvantes em nossas vidas, jamais como protagonistas. Jesus veio até a terra, e foi mais do que tudo um mestre da vida. Sua proposta é de que cada um de nós se torne um templo ambulante cujo o anseio feroz por transcendência seja saciado nEle. Como disse Chesterton: O cristianismo não foi experimentado e abandonado por ser impossível, mas foi considerado impossível e jamais experimentado.

Meu convite a você  é que hoje comece uma peregrinação em direção a um novo sentido da vida.

Eu creio que se você procura a verdade, ela vai te encontrar. Então abra sua cabeça hoje. Se você veio até aqui hoje é porque algo o intriga sobre as questões espirituais. Aconselho a você três coisas:

Comece a ler os evangelhos por você mesmo.

Faça perguntas.

Ore onde quer que você esteja abrindo-se para Deus. Sem qualquer compromisso institucional abra seu coração para que Deus te conduza nessa jornada. Como disse alguém: nossas mentes são como paraquedas só funcionam quando estão abertas.

Um abraço quebra costelas.

O discípulo gaudério.

“Simancol”, o remédio ideal para relacionamentos

Um dos grandes segredos dos bons relacionamentos é o seguinte: ter coragem de estabelecer limites e discernir os limites dos outros. De amizade a casamentos, falhar neste quesito é a razão do fracasso em grande parte dos relacionamentos.

Respeite os limites de intimidade. Você não pode achar que sem conhecer uma pessoa tem o direito de falar com ela como se fosse íntimo. Até mesmo os casais deveriam saber que não tem direito de invadir a intimidade do outro sem permissão. Talvez sua esposa deteste que você entre no banheiro quando ela está lá. Não corra riscos. Fique longe.  Vem à mente um pastor amigo que me recomendou: Fabiano, jamais more na igreja ou muito perto, pois as pessoas passam dos limites. Quando falava isso ele contava que um dia acordou com um membro da igreja na porta do seu quarto: Pastor posso falar contigo? Aquela era uma cidade pequena e o pastor costumava fechar a casa sem passar a chave. O pastor respondeu: O que tu estás pensando rapaz? Como tu entras no meu quarto e na minha casa sem ser convidado? Sai já daqui que depois eu converso contigo. Talvez por essa razão o avô de minha esposa dizia: Povo pequeno, inferno grande! Faço justiça aqui: jamais tive esse tipo de problema com o povo que lidero.

Respeite os limites de generosidade. Existem pessoas que emprestam o que é seu, e são desprendidas em tudo. O que é muito bom e é uma virtude a ser cultivada por todos nós. Mas ao lado dessas pessoas crescem os tipos aproveitadores. Conheci um rapaz que era solteiro, tinha um bom emprego e era mão aberta. A rapaziada da igreja por outro lado não trabalhava, mas gostava de sair depois das reuniões. Toda vez que saiam presumiam que o rapaz pagaria a conta. Tanto foi o abuso que no final ele já se escondia e se esquivava do pessoal. Em uma ocasião um menino chegou a um comércio e ele estava no carro. O rapaz vinha comendo e falou na maior cara de pau: Fernando peguei um iogurte, paga lá pra nós. Ele sacudiu a cabeça e foi lá pagar. Quase não pude acreditar.

É como a história do empregado recém-chegado na empresa que cheio de confiança entra na sala do chefe sem bater:

– Então quer dizer que aqui é a sala do chefe?

– É, sim. Responde o chefe.

– E o senhor quem é?

– Eu sou o Fernando, seu mais novo funcionário. Gostei daqui. Confortável. Um dia ainda vou ocupar essa sala disse se recostando em um sofá confortável com as duas mãos colocadas atrás da nuca.

– Ah é? Respondeu friamente o patrão.  Só de enxerga-lo entrando e nestas poucas palavras que ouvi, percebi que esta sala não está a altura da sua ousadia. Acho que tenho um lugar perfeito para o senhor.

– Nossa, qual é? Perguntou o folgado.

– A rua.

– Mas…

 

Respeite os limites do medo. Quando era criança tinha aquele hábito sádico que parece ser um problema no DNA masculino de querer assustar as meninas. Pegava qualquer bicho que pudesse trazer a tona os gritos histéricos das meninas e me divertia muito com isso. Hoje aprendi a respeitar o medo das pessoas. Gosto de incentivá-las a vencer seus medos, e sempre explico que o crescimento vem quando deixamos de ser controlados pelo medo, mas não posso empurrar ninguém. Cada pessoa deve tomar a decisão por si própria. Há também aquelas pessoas que acham os medos dos outros absurdos, mas não conseguem pensar o quanto elas mesmas fogem dos seus próprios. Não seja mala e respeite esse limite.

Respeite os limites da ira. Segundo os estudos, chega um momento em que a pessoa irada não consegue mais raciocinar nem voltar atrás. Mas sempre existem os loucos que gostam de tirar osso da boca de cachorro faminto. Não fique provocando as pessoas quando você vê que elas já perderam a paciência. Fique na sua e espere a loucura ir embora. Depois você pode até chamar a atenção. Casais casados há muito tempo são campeões de cometerem este erro e são nessas horas que palavras cortantes são ditas, que a louça da casa é quebrada e a porta é lacrada. As mulheres de forma especial tem o costume de falar, falar e falar até o ponto em que recebem uma resposta inadequada que poderia ter sido evitada se houvesse um respeito pelo limite do outro.

Respeite os limites das brincadeiras. Isso merece um post a parte. Mas você já notou como em nossa cultura o salvo conduto para qualquer bobagem que façamos é: “eu estava brincando, meu”. Então você critica a aparência do outro: “cabeção”, “boca”, “canetinha”, “frank” e ninguém pode dizer nada. Por mais que alguém goste de brincar, todos tem um limite e é bom saber qual é. Tem pessoas sem noção do momento (gente que ri em funeral), o tipo de brincadeira (com a tragédia dos outros) e a frequência (não sabem a hora de parar). Em quase todas as situações de conversas com meus amigos vem a minha mente frases e respostas “engraçadinhas”. Tenho um filtro pelo qual passam todas elas. Essa piada tem o potencial de ferir? É conveniente? Estou diminuindo a outra pessoa?  Perco a piada mas não perco o amigo!

Respeite os limites de cansaço. Certas pessoas andam sobrecarregadas por exigências em todos os níveis de sua vida. Quando alguém diz: “estou cansado”, talvez ela esteja mesmo. Então espere o momento para pedir que ela faça aquele servicinho que você está precisando na sua casa.

Respeite os limites do perdão. Sim, há muitas pessoas que repetem os mesmos erros contra os outros em uma monotonia insuportável, e depois dizem com arrogância: “Tu tens que me perdoar”. Perdão é uma exigência de Deus para o ser humano. DAquele que ama sempre e incondicionalmente. Entre seres humanos perdão se pede não se exige. E é direito para o bem ou para o mal das pessoas concederem.

Respeite os limites do evangelismo. Sinceramente, fale para quem quiser ouvir. Jesus quando não foi bem recebido em Samaria foi embora e quando instruiu seus discípulos disse bem claro que eles entrassem para falar na casa que lhes recebesse. Ah, como teria sido diferente nossa história humana se todos soubessem respeitar os limites da fé de cada pessoa. Outro dia minha esposa recebeu uma pessoa que vinha divulgar uma fé que não aceitamos. Minha esposa disse que já era cristã e não queria conversar. Embora minha esposa tivesse dito três vezes a mesma coisa, ela fez que não ouviu. Essa atitude me fez lembrar que nós evangélicos às vezes tentamos fazer a obra do Espírito Santo. Alguns me dirão que existem igrejas que enchem seus templos com esse tipo de abordagem. E eu responderei: eu sei que tipo de fruto esse tipo de conversão dá: momentâneo, superficial e de conveniência.

Por outro lado talvez você esteja infeliz porque as pessoas estejam cruzando demais a linha e o muro invisível da sua vida. Não se sinta culpado em colocar limites. Não se deixe manipular pelo beicinho e pela ameaça. Você não precisa ser grosseiro, nem ter um acesso de fúria. Com maturidade diga as coisas como são. Assim como ensinou nosso Mestre: Seja o teu sim, sim e o teu não, não. (1)

Um abraço quebra costelas.

O discípulo gaudério.

(1)    Mateus 5:37

Histórias da graça

Talvez você já tenha ouvido esta história: há quatro anos, numa grande
cidade do extremo oeste, começaram a correr os rumores de que certa
mulher católica estava tendo visões de Jesus. Os relatos chegaram ao
arcebispo. Ele decidiu verificar. Existe sempre uma linha tênue entre o
místico autêntico e a extremidade fanática.
—E verdade, minha senhora, que a senhora tem visões de Jesus? —
perguntou o clérigo.
—E — respondeu singelamente a mulher.
—Então, na próxima vez que a senhora tiver uma visão, quero que
peça que Jesus lhe conte os pecados que confessei na minha última
confissão.
A mulher ficou perplexa.
—Estou ouvindo direito, bispo? O senhor quer mesmo que eu peça a
Jesus que me conte os pecados do seu passado?
—Exatamente. Por favor, ligue-me se alguma coisa acontecer. Dez dias
depois a mulher informou o seu líder espiritual da aparição mais
recente.
—Por favor, venha — disse ela.
Uma hora depois o bispo havia chegado. Ele olhou-a nos olhos.
—A senhora acaba de me dizer ao telefone que teve de fato uma visão
de Jesus. A senhora fez o que pedi?
—Sim, bispo, pedi a Jesus que me contasse os pecados que o senhor
confessou na sua última confissão.
O bispo inclinou-se para frente, na expectativa. Seus olhos se
estreitaram
— O que Jesus disse?
Ela tomou a mão dele e olhou fundo nos seus olhos.
— Bispo — ela disse, — essas são as exatas palavras dele: EU NÃO ME
LEMBRO.