Elas batem. Eles apanham.

Fonte: Revista Época

O maior levantamento sobre violência amorosa entre os adolescentes brasileiros revela que as meninas agridem mais que os meninos. Por que elas ficaram assim?

NATHALIA ZIEMKIEWICZ, MARTHA MENDONÇA E CAMILA GUIMARÃES

No quarto do namorado da estudante carioca L.M., de 17 anos, há um buraco no armário. É resultado do arremesso de um cinzeiro, lançado por ela. O alvo não era a mobília, mas a cabeça dele. Aconteceu durante uma briga, no fim do ano passado. Eles estavam juntos havia seis meses. O namorado de L.M. implicava quando ela conversava com outros garotos ou passeava sozinha. Na véspera de uma viagem dele, ela comentou que sairia com uma amiga. Ele reclamou. “Tivemos uma discussão e, quando vi, estava atirando o cinzeiro”, diz L.M. Por sorte, a garota não tem boa pontaria. O objeto arranhou o braço do namorado e quebrou o armário. O relacionamento sobreviveu, também com arranhões. O casal ficou um tempo separado e depois reatou, em outras bases. “Ai dele se me estressar de novo”, afirma L.M. A estudante do 2o ano do ensino médio diz que parte de suas amigas tem um comportamento parecido. “Elas são mais ‘macho’ que os namorados. Xingam, empurram. Não dão mole para eles.”

A mensagem

Para os pais
Nos namoros, as adolescentes dão sinais da agressividade que pode durar toda a vida
Para a sociedade
Programas de apoio na escola ajudam a reduzir a violência entre as jovens

As cenas violentas do namoro de L.M. se repetem na vida de milhões de brasileiros. É o que revela o mais completo levantamento sobre agressões no namoro, realizado pelo Centro Latino-Americano de Estudos de Violência e Saúde Jorge Careli (Claves) da Fundação Oswaldo Cruz, no Rio de Janeiro. Foram pesquisados 3.200 estudantes de 104 escolas públicas e privadas em dez Estados. A conclusão é chocante. Nove em cada dez adolescentes afirmaram praticar ou sofrer violência no namoro. E quem mais bate são as meninas. Quase 30% delas disseram agredir fisicamente o parceiro. São tapas, puxões de cabelo, empurrões, socos e chutes. Entre os meninos, 17% se disseram agressores. Essa violência não distingue situação social. Metade da amostra é das classes A e B. “As meninas estão reproduzindo um padrão estereotipado do comportamento masculino”, diz uma das coordenadoras da pesquisa, Kathie Njaine, professora do Departamento de Saúde Pública da Universidade Federal de Santa Catarina. O motivo das agressões é quase sempre o ciúme e a vontade de manter o parceiro sob controle. O estudo está no livro Amor e violência (Editora Fiocruz), lançado em agosto.

G.F., estudante carioca  de 18 anos  (Foto: Guilhermo Giansanti/ÉPOCA)“Os garotos estão apanhando direto. Estão acuados. Como eles são mais fortes, têm medo de revidar e ficam quietos”. G.F., estudante carioca de 18 anos (Foto: Guilhermo Giansanti/ÉPOCA)

Os dados do Claves não sugerem que a natureza das meninas seja mais agressiva que a dos meninos. As atitudes denunciam algo mais complexo: relacionamentos violentos, em que a agressão, física ou emocional, é o meio que os parceiros usam para se comunicar. Funciona como uma estratégia de negociação, na falta de outro tipo de diálogo. Elas dizem bater para se defender. Os meninos, para revidar. Na maior parte dos casos, ambos assumem o duplo papel de vítima e agressor. Os dados do Claves revelam essa ambiguidade: 86,8% dos entrevistados se disseram vítimas e 86,9% agressores. As meninas dizem fazer mais ameaças: 33% afirmaram insinuar destruir objetos ou arremessar algo. Entre eles, 27% relataram esse tipo de comportamento. Elas ainda recorrem ao expediente de espalhar boatos contra o parceiro e tentar afastá-lo dos amigos, prática conhecida tecnicamente como “violência relacional”. Cerca de 20% dos rapazes declararam ser vítimas dessa estratégia ardilosa. Entre as meninas, 14% sofreram com a atitude (leia o quadro abaixo).

A violência praticada pelas meninas pode não deixar marcas físicas porque elas têm menos força para machucar. Mas causa danos emocionais. “Os meninos dizem que as agressões não doem fisicamente, mas eles se sentem moralmente agredidos e humilhados”, afirma a psicóloga Queiti Oliveira, uma das autoras do estudo. Quando são eles que batem, triplica a chance de a menina sair ferida. Eles também recorrem com mais frequência à violência sexual – de beijos forçados a relações não consentidas. A sua maneira, as meninas também usam esse tipo de agressão. Quase 33% das adolescentes disseram forçar o namorado a tocá-las ou pressioná-los a transar, colocando em xeque sua virilidade.

Quase 30% das meninas dizem agredir fisicamente. Entre os meninos, 17% se dizem agressores

A violência no namoro adolescente é um fenômeno internacional. Pesquisas estimam que entre 20% e 60% dos relacionamentos juvenis sejam baseados em agressões. Nos Estados Unidos, um em cada quatro adolescentes diz sofrer abuso físico, emocional ou sexual do parceiro. Lá também parece que as meninas fazem agressões mais frequentes, embora haja discordância sobre quem bate primeiro. “Dada a natureza diferente das agressões praticadas por meninos e meninas, é difícil compará-las para entender quem agride mais”, escrevem os pesquisadores da organização americana Centro Nacional de Recursos contra a Violência Doméstica. Outra dificuldade é estabelecer quando um clima tenso no casal evoluiu para a troca de provocações ou tapas.

Numa pesquisa em São Paulo, 22% das meninas eram agressivas. Quase o dobro dos meninos

Ainda não se sabe se esse tipo de violência sempre existiu ou se está aumentando agora. Há poucos dados sobre o tema de 20 anos para trás. Primeiro, porque esse tipo de pesquisa costuma ser de difícil execução. Em segundo lugar, o conceito de violência é complicado de definir. É possível que o problema sempre tenha estado ali, mas só apareceu quando nossa percepção se tornou mais aguda. A valorização dos direitos humanos e o aumento do nível de educação da população nas últimas décadas deixou as pessoas cada vez mais sensíveis a nuances sutis de agressão. As ofensas verbais, hoje consideradas uma forma de ataque emocional, foram tidas por muito tempo como asperezas naturais dos relacionamentos.

É provável que parte da violência esteja ligada à mudança no papel feminino. Um levantamento com 320 adolescentes entre 10 e 19 anos, feito pelo Centro de Atendimento e Apoio ao Adolescente da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), sugere que 22% das meninas atendidas têm comportamento violento contra outras pessoas (sejam meninos, amigas, pais ou professores). Esse padrão só aparece em 12% dos meninos. “Parece que, ano a ano, a agressividade entre as meninas aumenta”, afirma a socióloga Miriam Abramovay.

Num estudo coordenado por ela com 13 mil estudantes de cinco capitais brasileiras, 10% das meninas afirmaram já ter batido em alguém na escola. Segundo Miriam, para conseguir o mesmo status de liderança conferido aos homens, as meninas decidiram usar as mesmas táticas: se impor pela força. Inclusive entre elas. “A imagem de feminilidade tradicional não é mais aceita pela sociedade. As meninas competem com os meninos em tudo, no mercado de trabalho, no vestibular, na atenção de outros amigos.”

“Os garotos estão apanhando direto. Estão acuados. Como eles são mais fortes, têm medo de revidar e ficam quietos”, diz a jovem G.F., de 18 anos. Há uma semana, ela terminou um relacionamento de três anos com seu primeiro namorado. Não é a primeira vez. O casal, chamado de ioiô pelos amigos, vive rompendo e reatando por causa do temperamento explosivo de G.F. O motivo, dessa vez, foram as agressões contra o rapaz, de 19 anos. “Ele chegou a minha casa tarde depois do futebol com os amigos, sem avisar. Perdi o controle e parti para cima dele. Dei tapa, soquei, arranhei. Também o chamei das piores coisas possíveis”, diz. Segundo ela, o namorado não reagiu, apenas a empurrou para trás para se defender. G.F. diz que sua agressividade é reação ao comportamento da mãe, que, de acordo com ela, é submissa ao padrasto. “Quero tanto ser diferente que acho que meus namorados acabarão sofrendo.” G.F. diz querer evitar a atitude submissa de sua mãe. Mas acaba reproduzindo em seus relacionamentos o inverso do que vê em casa.

L.M., estudante carioca  de 17 anos  (Foto: Guillermo Giansanti)L.M., estudante carioca de 17 anos
(Foto: Guillermo Giansanti)

O exemplo doméstico é considerado uma das principais causas da violência no namoro adolescente. Na pesquisa do Claves, os agressores tinham 2,6 vezes mais chances de viver em ambiente violento. De acordo com o psicólogo canadense Albert Bandura, professor da Universidade Stanford e criador da teoria da aprendizagem social, os seres humanos aprendem pela imitação. Por isso, o adolescente agressor de hoje pode ter assimilado modelos de violência no relacionamento entre os pais. Quando ele se vê em papel semelhante, reproduz o mesmo padrão de comportamento. “A criança passa a confundir violência com cuidado”, diz a psicóloga Vivien Bonafer Ponzoni, coordenadora do Núcleo de Família e Casal da Associação Brasileira de Psicodrama e Sociodrama, em São Paulo. A formação da personalidade também é abalada pelas experiências da infância. Isso pode tornar o jovem mais propenso a repetir esse tipo de comportamento. Como as relações familiares influenciam nossa capacidade de regular emoções, as pessoas que viveram em ambientes agressivos tendem a ter dificuldade de controlar impulsos, instabilidade emocional e insegurança nas relações afetivas.

Tivemos uma discussão e, quando vi, estava atirando o cinzeiro. Ai dele se me estressar de novo”
L.M .

A professora gaúcha Ana L.F., de 55 anos, diz que sua relação com o marido influenciou sua filha, hoje com 30 anos. “Amo errado desde sempre”, diz Ana. Ela agrediu pela primeira vez um namorado aos 14 anos, quando flagrou uma traição. O comportamento se repetiu durante o namoro, o noivado e o casamento com o ex-marido, pai de seus filhos. “Nossos dois filhos presenciaram vários episódios em que nos xingávamos. Tanto que criei um monstrinho. Minha filha repete meu comportamento violento e ciumento desde os 13 anos”, afirma.

Ana L.F., professora gaúcha  de 55 anos  (Foto: Ricardo Jaeger/ÉPOCA)Ana L.F., professora gaúcha de 55 anos (Foto: Ricardo Jaeger/ÉPOCA)

Reproduzir modelos domésticos não é regra.“Qualquer jovem vítima de violência no lar pode ser capaz de compreender o mal que isso lhe causa ou causou e criar laços afetivos saudáveis”, diz a socióloga Maria Cecília de Souza Minayo, pesquisadora da Fiocruz e uma das organizadoras da pesquisa do Claves. E mesmo quem sempre viveu em uma família tranquila pode se tornar um agressor. Em alguns casos, a instabilidade emocional causada pela adolescência pode ter uma parcela de culpa. “Os adolescentes passam por uma série de mudanças biológicas, hormonais, emocionais. Mas isso é transitório e tende a atenuar com as experiências de vida”, afirma o psicanalista David Leo Levisky, de São Paulo. A necessidade de parecer independente e mostrar autonomia torna os adolescentes mais suscetíveis a aceitar pressões do grupo – e a sucumbir às atitudes violentas. Uma pesquisa com mais de 1.300 estudantes, conduzida pelo psicólogo espanhol David Moreno Ruiz, pesquisador da Universidade Pablo de Olavide, em Sevilha, mostra que os jovens em busca de respeito e admiração dentro do grupo são os mais propensos a agressões.

Criei um monstrinho. Minha filha repete meu comportamento violento desde os 13 anos “
Ana L.F.

A violência no namoro adolescente tem outras consequências. Pouco importa se é para quem agride ou apanha, já que os papéis mudam a todo momento. Pesquisas revelam que a agressividade gera queda no rendimento escolar, problemas com drogas e uso abusivo de álcool, desordens alimentares e sintomas depressivos. Em um levantamento feito com mais de 5.400 estudantes do ensino médio, realizado em escolas da Carolina do Sul, nos Estados Unidos, a epidemiologista Ann Coker descobriu que tentativas de suicídio podem ser frequentes. As meninas que relataram ter sido agredidas duas vezes no último ano tinham risco 50% maior de se matar. Entre os meninos agredidos, havia pensamentos suicidas, mas não tentativas.

Poucos jovens procuram ajuda para interromper o ciclo de violência. Apenas 3,5% dos entrevistados pelo Claves afirmaram ter buscado apoio de psicólogos. A principal razão é desprezarem a importância das agressões dentro do namoro. Para eles, violência doméstica é algo de gente adulta e casada. A pedagoga americana Sandra Stith, diretora do Programa de Terapia Familiar e de Casal da Universidade do Estado do Texas, compara o erro de percepção à relação dos adolescentes com a bebida. “Os jovens consideram normal se embebedar. Mas, se veem um adulto bêbado, consideram que ele tem um problema com o álcool”, diz Sandra. Ela está pesquisando os efeitos da violência sofrida pelos meninos. Contribui para isso o fato de os jovens considerarem o principal estopim das brigas – o ciúme – como um sentimento positivo. “No namoro adolescente, a demonstração de ciúme costuma ser vista como sinal de amor. Só que as restrições vão crescendo – de patrulhar o celular do namorado a proibir a saída com os amigos”, diz o psicólogo Carlos Eduardo Zuma, do Instituto Noos, de prevenção à violência doméstica do Rio de Janeiro. “Se você aceita como algo natural, não importa se como vítima ou autor, a tendência é que piore com o tempo.”

O melhor caminho para pacificar essas relações é a educação. A tarefa começa com os pais. “O que pode ou não fazer em um namoro é uma questão moral, e o exemplo vem de casa”, afirma a psicóloga Teresa Helena Schoen, da Unifesp. Parte da responsabilidade é da escola, que deve identificar o problema. O México criou em 2008 um programa de prevenção à violência, aplicado em 500 escolas do ensino médio. O programa, chamado Escolas para a Igualdade, nasceu para combater a violência contra a mulher. Logo no primeiro ano, foi identificado que o abuso sexual e as agressões físicas entre meninas eram comuns. As escolas passaram a abrir aos sábados para atividades educativas e culturais que envolvem pai, mãe, aluno e professor. Também foi criado um canal para ouvir as queixas dos estudantes. Isso ajuda a identificar casos de violência, que ganham acompanhamento psicológico. Cerca de 60% dos jovens que participam do programa dizem que suas relações com pais, professores e colegas melhoraram. E 56% dizem que aprenderam a reconhecer uma situação de violência dentro da escola. Pode parecer um tímido avanço. Mas é o passo fundamental para construir relações mais saudáveis e pacíficas.

Desculpa Zero

Quem dá desculpas não dá resultado. Ouvi essa frase em um encontro de liderança. A princípio pode parecer apenas uma máxima pragmática “a la Benjamim Franklin.” Mas se pensarmos na praticidade do evangelho vamos concordar com ela. Isso fica bem claro na parábola dos talentos nos evangelhos. Três homens receberam investimentos diferentes o terceiro deles usou o medo para justificar sua inércia e simplesmente não deu retorno. (1)

Claro que segundo o evangelho dar resultado não significa multidões, nem tampouco dinheiro conforme reza a cartilha gospel e mundana. Se multidões fossem sinal da bênção de Deus os discípulos do ego estariam no centro da vontade de Deus e se dinheiro fosse sinal de presença de Deus a máfia estaria ungida.

Para Deus dar resultado é cumprir seu chamado com excelência.

Para Deus dar resultado é engrandecê-lO com nosso estilo de vida.

Para Deus dar resultado é dar testemunho verdadeiro de Jesus para as pessoas, independente do fato delas crerem ou não, até porque o crescimento vem de Deus e a decisão é particular.

Para Deus dar resultado é discipular bem as pessoas.

Para Deus dar resultado é ser transformado a semelhança de Jesus.

A Bíblia chama o resultado muitas vezes de fruto. Sou informado que Deus procura fruto  em mim porque investiu tudo nisso. Investiu sua própria vida, Seu próprio filho. O mundo criado, Sua Palavra, o Espírito Santo tudo é um grande investimento para que nossa fé revele o fruto desejado por Deus.

No caminho entre o que Deus investiu e o resultado esperado estão as desculpas. Quero promover um movimento aqui no blog: Desculpas Zero. Quem dá desculpas revela um potencial criativo mas está usando-o de maneira tola e lamentavelmente muitos ainda se acham espertos por fazer assim.

Se você for observar no trabalho e na escola verá que a pessoa mais inútil a sua volta, é aquela que aprendeu e se viciou no hábito de dar desculpas para aquilo que ela deveria ter feito e não fez. Algumas pessoas são tão convincentes que parecem enganar a todos, mas o fato é que elas não dão resultado.

Uma das desculpas mais comuns que você ouve as pessoas darem em todos os lugares é a seguinte:

“Não tenho tempo para orar, ou para estudar, ou para brincar com os meus filhos”

Essa frase esta baseada na falsa ideia de que as circunstâncias dominam totalmente minha vida. É uma crença que desfaz da liberdade humana de escolha. Na verdade deveríamos aprender a dizer com verdade:

“Eu escolhi não dar tempo na minha agenda para orar, para estudar e para brincar com os meus filhos.”

Se fizéssemos assim, teríamos que encarar a verdade, e como Jesus já disse a verdade liberta. As desculpas são uma espécie de mentira branca, politicamente correta que me mantém preso ao meu egoísmo e a burrice de minhas escolhas. As desculpas entorpecem qualquer possibilidade de que eu encare a verdade e mude. As desculpas acabam sendo uma maneira de eu dizer que o meu erro na verdade não foi um erro.

Por exemplo: as pessoas na nossa cultura estão sempre chegando atrasadas em seus compromissos. Isso chega a ser uma regra não escrita. Não é fácil para ninguém estar a tempo em seus compromissos, é preciso disciplina e firmeza de caráter, além de ser uma forma de valorizar quem espera por nós. No entanto quando as pessoas chegam atrasadas elas logo vão se justificando e raramente ouvimos quem quer que seja falar a verdade: “Gente, eu fui desorganizado e imprevidente com meu tempo, me perdoem o atraso.”

No mundo do trabalho existem pessoas que a gente imagina que tenhma uma família como a de Jacó, pois todos os dias acontece algo com alguém da família que justifica atrasos e faltas.

Outro dia li a história de Jean Dominique Bauby, ex-editor da revista francesa de moda Elle . Ele sofreu aos 43 anos de idade um grave AVC e adquiriu aquilo que chamam de Síndrome do Encarceramento:  suas faculdades mentais eram perfeitas enquanto seu corpo perdeu todos os movimentos com exceção da pálpebra do olho esquerdo. Em uma situação que poderia justificar a prostração total, esse homem com o auxilio de um método especialmente desenvolvido para ele por sua fonoaudióloga, escreveu o livro: O escafandro e a borboleta utilizando apenas as piscadas do olho esquerdo. Segundo informações foram necessárias 200.000 piscadas para compor o livro. Esse homem não sabia o que eram desculpas e deu resultado.

Lá no Éden verificamos os primórdios dessa tendência. O homem ao ser perguntado por Deus porque havia comido do fruto que foi proibido comer, sai com a desculpa: foi a mulher que me deste. A partir daí a raça humana não parou mais.

Pergunto para você qual é a classe mais inútil de nossa sociedade?  Sim aqueles que não dão o retorno de acordo com a confiança e o salário que recebem? Todos já sabem que falamos dos políticos. E como eles reagem quando são acusados? Com um recurso tão batido quanto patético eles repetem  nos mais diversos matizes a ideia: “isso é intriga da oposição”.

Em casa acontece a mesma coisa. Se algo de mal foi feito, o marido culpa os filhos, o filho maior culpa o filho do meio, o filho do meio culpa o caçula e o caçula se puder culpará o cachorro. No trabalho quem está abaixo na hierarquia receberá a batata quente, mas no final das contas  quem faz as coisas erradamente raramente assumirá seu erro sem uma justificativa.

Existe muita gente irritada por aí, então você ouve e vê muita grosseria, mas incrivelmente ninguém é responsável de nada. Nem por palavras nem por atitudes. O culpado é sempre o stress. Eu nunca fui apresentado a esse cara, sim porque quem faz as burradas na minha vida não é ele, sou eu.

No final de semana os jogos de futebol se multiplicam  e quem é derrotado tem que passar por aquela horrível bateria de perguntas para dizer porque perdeu. Deve ser difícil e irritante ter que fazer isso em público constantemente. É um golpe duro no ego, principalmente de jogadores que se sentem estrelas intocáveis. Alguns deles sequer falam e outros quase nos fazem rir por repetir a ladainha: o juiz nos prejudicou, foi o gramado. O engraçado é que quando se ganha ninguém acha que foi beneficiado pelo gramado!

Mas a pior de todas é a desculpa favorita dos discípulos de Jesus, dos cristãos: foi o diabo! Bom olha o que diz a Palavra:

“Deus ressuscitou vocês como fez com Cristo! Pensem nisso! Todos os pecados perdoados, a lista toda apagada, a velha ordem de prisão cancelada e pregada na cruz de Cristo. Ali ele desapossou todos os tiranos espirituais do Universo de sua autoridade falsa e os obrigou a marchar humilhados pelas ruas.” (2)

A verdade é que somos livres agora. Se o diabo fosse destruído hoje, tenho certeza que haveria muito crente preocupado pensando em quem poderia colocar a culpa de seus desvios e mancadas.

Por essa razão quero propor a você a campanha: desculpa zero. Coloque uma placa na sua casa, na sua Bíblia e no seu escritório com esses dizeres para lembrar que você está proibido de dar desculpas. Vamos crescer, pois  sem termos onde nos esconder seremos pressionados a ir mais alto.

Um abraço quebra costelas

O discípulo gaudério

“Crianças estão precisando de tapa na bunda” diz terapeuta

Publicado originalmente no IG.

Como explicar a uma criança a forma correta de agir? A dúvida, comum a muitas mães, divide especialistas. Mas há um ponto em que todos parecem concordar atualmente: bater para educar seria pouco eficaz e traumatizante para a criança. Poucos seguem outra linha de raciocínio. É o caso da terapeuta infantil Denise Dias, que lançou em outubro deste ano o livro “Tapa na Bunda – Como impor limites e estabelecer um relacionamento sadio com as crianças em tempos politicamente corretos” (Editora Matrix).

Desde 1998 o conselho da União Europeia está em campanha contra as palmadas. Ao todo, 22 países europeus, como Suécia, Áustria e Alemanha, criminalizaram punições físicas. Publicada em abril de 2010, uma pesquisa realizada com crianças entre três e cinco anos por cientistas da Universidade de Tulane, nos Estados Unidos, constatou que aquelas cujos pais costumavam disciplinar com tapas tinham 50% mais chances de desenvolver agressividade. No Brasil, tramita no congresso desde 2002 um projeto de lei que visa proibir as palmadas. Apoiado pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva e por estrelas como Xuxa, o assunto ganhou notoriedade.

Com mais de dez anos atendendo crianças e adolescentes, inclusive em instituições dos Estados Unidos, Denise, no entanto, não vê problemas na adoção da palmadas educativas. “As crianças estão precisando de tapa na bunda”, diz a terapeuta. Ela vê a carência na imposição de limites às crianças como um dos principais problemas da geração atual: “virou uma bagunça tão grande que hoje nós temos uma geração de delinquentes adolescentes”. Confira a entrevista que ela concedeu ao Delas.

iG: Qual a ideia central do livro?
Denise Dias:
Eu vejo que as palmadas que os pais dão nos filhos, de vez em quando, não têm mal nenhum. “Monstrualizaram” a educação doméstica. Não se pode mais falar em tapa ou em castigo. Não se pode mais falar que os pais mandam nos filhos. Virou uma bagunça tão grande que hoje nós temos uma geração de delinquentes adolescentes. Podemos até falar que é uma geração drogada e prostituída também. A quantidade de jovens usuários de drogas só cresce ano após ano, isso não é falta de informação, é falta de limite. O que é, muitas vezes, imposto com um tapa na bunda.

iG: Qual a diferença entre palmada e agressão?
Denise Dias:
Não existe um “tapômetro” para mensurar isso quantitativamente. No Reino Unido, quando um pai é julgado (por algum tipo de agressão ao filho), eles observam se foi deixada alguma marca na criança. Esta seria uma forma mais palpável de medir.

iG: Um capítulo do seu livro fala sobre “criar monstros”. Você pode explicar essa ideia?
Denise Dias:
Em uma escada de hierarquia, onde ficam os pais? No topo. Onde ficam os filhos? Lá embaixo. Os pais possuem autoridade indiscutível perante os filhos. Para uma criança crescer saudavelmente, ela precisa de um adulto seguro que diga o que pode e o que não pode ser feito. Hoje em dia, ao invés de colocar limites, eles (os pais) estão filosofando excessivamente com as crianças. Costumo dizer que os pais ficam com “teses de doutorado”, explicando demais para uma criança de quatro, cinco anos de idade cujo cérebro não está formado adequadamente para formar abstração, formar filosofia. Por isso que um pai que mora no décimo andar não tenta explicar para a criança que ela pode cair da varanda. O que ele faz? Coloca rede em todas as janelas. É só uma criança, ela paga para ver.

iG: Você acha que a palmada é a melhor forma de exercer autoridade?
Denise Dias:
Não. Acho que é uma das alternativas e, muitas vezes, é o que resolve. Tem crianças que nunca precisam levar uma palmada, a mãe olha e ela já obedece. Tem criança, no entanto, que faz alguma coisa errada e, por mais que a mãe coloque-a de castigo e tire privilégios, continua mexendo onde não deve mexer. O que adianta? O que ela está pedindo? Tapa na bunda. As crianças estão precisando de tapa na bunda.

iG: Não existem outras formas de exercer a autoridade, como saber dizer “não”?
Denise Dias:
Com certeza. Isso eu abordo com clareza no meu livro. O tapa na bunda é um último recurso, mas muitas vezes ele é necessário.

iG: Como saber quando ele é necessário?
Denise Dias:
Quando você já chamou a atenção da criança, já tentou fazê-la parar de fazer o que não deveria estar fazendo, já tentou colocar de castigo e mesmo assim ela continua. O que essa criança está pedindo? Limites. Tem criança para as quais basta dizer algo como “vai ficar sem o cinema hoje”, que ela aprende. Ela não gosta daquilo, então se comportará, em uma próxima vez, para que não aconteça de novo. Mas existem crianças que testam incansavelmente os pais. São esses adolescentes que crescem e queimam um índio, atropelam skatistas…

iG: Bater nas crianças não pode ser considerado um pouco primitivo?
Denise Dias:
De forma alguma. Uma coisa é a palmada, depois que já tiveram vários outros tipos de punições que não deram certo. Outra coisa é um pai que chega estressado do trabalho, a criança faz algo como derrubar suco na mesa, por exemplo, e o pai, na sua ignorância, lasca um tabefe na criança. São situações muito diferentes.

iG: Qual a sua opinião sobre o projeto de lei que visa proibir a palmada?
Denise Dias:
Eu sou contra. Ele não é necessário. O Estatuto da Criança e do Adolescente já protege contra a violência. Vamos definir “violência”. A criança brasileira está prostituída na rua, está na cracolândia… A criança brasileira está chegando ao quinto ano do ensino público sem saber fazer uma conta de subtração. Isso é violência. Agora o congresso quer criminalizar uma palmada que um filho que olha para o pai e fala “cala a boca, seu idiota” toma? O pai que não coloca limites no filho está criando um monstro.

iG: O que levou você a escrever este livro agora, na contramão de diversos estudos e correntes pedagógicas que pregam justamente o fim das palmadas?
Denise Dias:
Para dizer a verdade, no meu convívio profissional o que eu mais conheço, graças a Deus, são profissionais a favor de umas palminhas para educar. Eu vinha escrevendo o livro desde 2009. Quando deu o boom sobre o assunto, por conta do projeto de lei, comecei a correr para terminar o livro.

Pornografia diminui a libido diz pesquisa

Via Gizmodo.

Que droga. Então é isto que a minha ex-namorada quis dizer quando falou que sexo comigo era como “relações carnais com algo oco.” É o excesso de pornô de internet! Isso está matando nossa libido, camaradas, um clique com a mão ruim de cada vez. Ou pelo menos é o que diz um estudo da Universidade de Pádua na Itália.

A pesquisa descobriu que os distintos rapazes com uma queda por pornô na net eram mais propensos a sofrer disfunção erétil na hora da ação de verdade. O estudo focou em homens na casa dos 20 anos, e o centro das conclusões é que a maior quantidade e diversidade de pornô online têm levado à diminuição de sensibilidade dos receptáculos de prazer masculino, especialmente os que ativam a dopamina (o neurotransmissor que ativa a “recompensa”).

Por ativar vezes demais e tão frequentemente o botão de recompensa, e com tanta variedade, o pornô da internet na prática acaba diminuindo ou eliminando totalmente a noção fisiológica de felicidade e recompensa que o sexo provém de maneira tão natural e maravilhosa.

Então, dizem os cientistas, quando ela está lá nua na cama esperando você, você percebe que toda a situação é até normal (quantas delas você já viu na net?), não tão excitante e você fica inconscientemente com medo. E as coisas param de funcionar. Meio embaraçoso.

O pior de tudo é que o estudo aparentemente descobriu que abandonar o vício do pornô online criou uma série de sintomas de viciados em drogas que largam a coisa, como insônia e uma condição parecida com resfriado. Mas são coisas menores em comparação com o mal que o vício dos sites .xxx podem causar.

Então, quem aí vai largar o xvideos? [ANSA via CNET]

Uso do Facebook pode alterar estrutura do cérebro, diz estudo

Da France Presse

 Fonte: G1

Redes sociais como o Facebook alteram a maneira como nos relacionamos com a sociedade. E essas alterações acontecem também dentro do cérebro, segundo um estudo que será publicado na edição desta quarta-feira (19) da revista científica Proceedings of the Royal Society B.

Segundo os autores da pesquisa, voluntários colocados em um escâner tridimensional demonstraram ter estruturas maiores e mais densas em três áreas do cérebro quando vinculados a uma grande lista de amigos no Facebook, em comparação com outros que tinham poucos amigos online.

As três áreas são todas relacionadas com a capacidade de socialização.

“O sulco temporal superior e o giro temporal médio estão associados à percepção social, do olhar das outras pessoas ou de pistas sociais advindas de expressões faciais”, explicou o cientista Ryota Kanai, da Universidade College de Londres (UCL).

A terceira área, o complexo entorrinal, “estaria associada com a memória para rostos e nomes”, acrescentou.

Dois anos atrás, a neurocientista Susan Greenfield, da Universidade de Oxford, causou polêmica sobre o impacto das redes digitais nos jovens.

“A mente do século 21 seria quase infantilizada, caracterizada por curtos instantes de atenção, sensacionalismo, incapacidade de enfatizar e um senso de identidade instável”, alertou Greenfield, em discurso na Câmara dos Lordes britânica.

Geraint Rees, professor de neurociências da UCL, disse que o novo estudo trouxe à tona questões-chave relativas a esta controvérsia.

Entre elas, se o tamanho da área de socialização no cérebro nos leva a fazer mais amigos, se esta área é alterada pelas redes sociais na internet ou se esta relação é inócua. Para Rees, que liderou a pesquisa, este enigma de causa e efeito só poderá ser resolvido com estudos posteriores.

A pesquisa
Em seu estudo, Rees recrutou 125 estudantes, 46 deles homens, com idade média de 23 anos.

Seus amigos no Facebook variaram entre um punhado até quase mil. A média estimada seria de 300 amigos por voluntário.

Os resultados foram, então, checados em busca de quaisquer dados tendenciosos com uma amostra em separado, composta por 40 voluntários.

Em um terceiro experimento, os cientistas analisaram mais de perto uma subamostra de 65 voluntários para ver se, na estrutura cerebral, havia relação entre o mundo digital e o mundo real.

Além de se submeter a um exame de escâner cerebral, o grupo também preencheu um questionário sobre seus amigos no mundo real.

Ao combinar os registros de amizade do mundo real com as dos amigos online, os cientistas descobriram apenas uma correlação na substância cerebral.

Ela foi detectada em uma área denominada amígdala bilateral, que acredita-se que processe e armazene as memórias de eventos emocionais.

Esta associação não foi encontrada nas três áreas cerebrais — o sulco temporal superior, o giro temporal médio ou o complexo entorrinal –, realçadas no primeiro experimento.

Rees afirmou que isto pode significar que diferentes áreas do cérebro são usadas para diferentes formas de socialização.

Quando a rapidez é lentidão

Paula se sentia muito sozinha. Olhava a sua volta e todas as suas amigas já estavam namorando. Algumas já falavam em casar. Ela se olhava no espelho e percebia que não era uma miss Brasil, mas também não era alguém para ser esquecida. Ela se perguntava por quê? Claro, ela tinha se proposto a não ser leviana. Não queria namorar por namorar. A maturidade acima da média e a responsabilidade de Paula já tinham feito dela uma menina mulher. Dia dos namorados, sábado a noite depois da reunião de jovens e Natal eram cada vez mais insuportáveis. As noites na cama se tornaram uma tortura solitária. Quando saía pela rua olhava com inveja doída aqueles casais que desfrutavam da doçura do encontro. Ansiava por romance. Foi quando descobriu Eduardo. Um cara que ela conheceu na livraria do centro enquanto procurava uma versão luxuosa do clássico da literatura mundial: O idiota de Dostoievski. Eles começaram a namorar (surpreendentemente para quem conhecia Paula) no mesmo dia depois de um convite para comer um lanche e o que era renúncia se tornou paixão. Paula gostava de livros, e o papo meio intelectual de Eduardo com suas frases pontuadas , pensamento fluído e vocabulário articulado como que apertaram um botão dentro da sua alma. Seis meses depois ela começou descobrir a sombra de Eduardo: seu ciúme doentio. Agora ela tem que se acostumar com os telefonemas controladores e insistentes para casa, para o trabalho, para a igreja além de precisar explicar hematomas para a família e amigos frutos dos braços apertados além de administrar semanalmente barracos homéricos. Ela quer dizer a ele que não quer mais, mas os olhares violentos de Eduardo congelam toda coragem que ela possa sentir. Ele intimida, e muito. Soluções rápidas, problemas demorados.

Seu Jorge, é um trabalhador exemplar. Não refuga trabalho pesado, é honesto daquele tipo que o fio do bigode é mais importante do que a assinatura de um papel. Mas já passou dos cinquenta, e uma porção de cabelos brancos denunciam uma vida de dureza no passado. Já faz seis meses que ele não consegue emprego. Seus currículos  foram mais distribuídos na cidade do que santinho de político em época de eleição. Ele chegou ao ponto que não sabe mais o que fazer. Está desesperado ao ver que precisa se sustentar da solidariedade dos amigos e do pessoal da igreja. Como um abutre que sente cheiro putrefato, o dono de uma pequena empresa de  transportes lhe fez uma proposta tentadora:

– Seu Jorge, quer ganhar muito dinheiro? O dobro do que ganharia se estivesse trabalhando? Perguntou Luís fazendo questão de dar ênfase no “se”.

– Mas que negócio seria esse tchê? Respondeu seu Jorge no tom rude e sincero que lhe caracterizava.

–  Vamos trazer uma muamba que vem lá do Paraguai!

– Que tipo de muamba?

– Cigarro. Contrabando de cigarro. Carga grande. Eu venho na frente uns 20 km como batedor, e o senhor vem atrás com a carga. Qualquer coisa eu lhe dou um toque pelo celular e o senhor entra em qualquer estradinha que encontrar e só sai quando eu disser. É garantido!  É muito dinheiro seu Jorge, e pelo que sei a vida não tá muito fácil pro senhor. Sabe como é, a família espera pela gente, não é mesmo? Tudo pela família. Aceita?

Astuto, Luis tocou nos brios de seu Jorge. “Tudo pela família” era algo que orgulhava a alma dele, era tudo que lhe restava, a honra de dar sua vida pela família. Sem titubear mais, ele foi firme:

– Aceito. Quando a gente começa? Disse sufocando a consciência que desejava falar.

O que seu Jorge jamais imaginou, era que a polícia não atacaria de frente. Tendo estudado a malandragem e os movimentos do dono da empresa, já havia  discernido como o esquema funcionava. O caminhão que seu Jorge dirigia estava marcado. Interpelado pelos policiais e sem nenhuma documentação da carga, foi encaminhado para delegacia e detido como contrabandista. Uma mancha para sua história de vida. Luis só quer saber de safar seu próprio nome e patrimônio e abandonou seu Jorge a sua própria sorte. Hoje ele sofre atrás das grades uma vergonha que jamais imaginou que poderia passar ao mesmo tempo em que dá explicações a família e luta com pensamento suicidas. Soluções rápidas, problemas demorados.

Helena é uma cristã devota e sincera. Não é do tipo que vive uma vida na igreja e outra em casa. Seus filhos são criados com cordialidade e disciplina. Ela se converteu já com seus 30 anos. Em um momento de vazio pessoal e procurando um sentido para a vida, ouvir a mensagem do amor de Deus em Cristo, respondeu todos os seus anseios e perguntas de uma vez só. Ela agora estava pacificada. Lia a Bíblia diariamente e apreciava as reuniões de intercessões. Os filhos logo se associaram a ela, e estavam bem envolvidos da coreografia ao grupo de jovens. Mas Helena não estava satisfeita. Seu sonho era “ver toda a sua família louvando ao Senhor no domingo juntos”. Já faziam mais de dez anos que ela orava pelo marido Mariano. Mas nem sinal dele sequer pensar em ir a igreja. Ele pensava em seu coração que o fato de sua mulher orar por ele já era o suficiente, aliás mais do que suficiente. Acreditava que era opção pessoal e não transferível como gosto por música. Cansada da falta de resultados de suas orações, Helena resolveu acelerar o processo e  partiu para o ataque verbal diário:

– Até quando vais ficar aí caminhando para o inferno, enquanto tua família marcha para o céu?

– Não tem vergonha de ser o único incrédulo em uma família que serve a Deus.

– Tens ideia de onde vais passar a eternidade?

Com pouca vocação para a dialética e a esgrima verbal ele resmungava de vez em quando ou saía porta a fora. Pouco a pouco ele foi se calando, e uma distância surda se estabelecendo entre eles.  Ela não participava mais de qualquer encontro social que não fosse mediado pela igreja, e seu ressentimento contra ele foi crescendo ao ponto dela também o rejeitar na cama com uma frequência desalentadora.

Hoje ela chegou a casa e encontrou apenas o bilhete do marido:

“Chega! Case-se com a igreja. Não aguento mais tanta humilhação. Sou jovem ainda, acho que posso viver com outros ares. Volto para buscar minhas coisas.”  Soluções rápidas, problemas demorados.

Milhares de anos atrás, antes que qualquer pessoa pudesse imaginar onde poderia chegar essa jornada humana. Abraão e Sara recebem uma promessa de Deus. Seriam genitores de uma nação forte e robusta que seria responsável por mostrar ao mundo os propósitos de Deus. Segundo as palavras da Bíblia, eles seriam bênção. No entanto eles já estavam velhos e não havia inseminação artificial nem tampouco ginecologistas para poder ajudar na tarefa impossível que eles tinham recebido de Deus. A promessa fora dada, mas ela agora pensava: Será que não foi tudo um sonho, coisa de velhos? Será que não morreremos sem descendência? (1)

Sara então decidiu dar uma acelerada na situação, e pediu para que seu marido se deitasse com a serva da casa que se chamava Hagar para que ela tivesse um filho através dela. Hagar atendeu ao pedido ficou grávida e sentiu-se superior a sua senhora. O clima em casa ficou insuportável.  Sara agora via que o escape da sua situação havia se tornado um beco sem saída.

Hoje Ismael e Isaque filho de Sara continuam uma briga milenar que parece não ter fim nem solução a não ser a vinda do Príncipe da Paz. Soluções rápidas, problemas demorados.

Jamais deveríamos esquecer esse princípio espiritual especialmente em tempos de crise afetiva, econômica ou espiritual.  Que Deus nos guarde das urgências disparatadas e nos ajude a respeitar os processos dEle que a nós parecem demorados.

Um abraço quebra costelas.

O discípulo gaudério.

(1)    Gênesis 16-18

19 detalhes que arruínam relacionamentos

“Como uma mosca morta faz cheirar mal o frasco de perfume, uma pequena tolice estraga muita sabedoria.”

“Apanhem para nós as raposas, as raposinhas que estragam as vinhas, pois as nossas vinhas estão floridas.”

Estudei três anos no seminário, convivendo em um quarto 4×5 com mais dois marmanjos. Ao longo desse tempo aprendi alguns “detalhes” sobre convivência e relacionamentos que creio vão ajudar você melhorar. Alguns desses certamente eu mesmo ainda preciso melhorar. Posso dizer que minha experiência me mostrou o quanto eu (e os outros) posso ser irritante. Aqui vão eles:

1. Falta de higiene pessoal. Cuidados pessoais não são bons apenas para quem se cuida, mas também para o nariz dos outros. Um bom perfume faz bem a todo mundo, mas se não for possível um bom banho já é aceitável.

2. Samba de uma nota só. Falar só em um assunto não só é chato como doente. Existem pessoas que só sabem falar da própria profissão. Outros não tem paciência para falar assuntos triviais. O fato é que falar sempre a mesma coisa pode minar pouco a pouco um relacionamento.

3. Falar só de si mesmo. É quase uma  compulsão para alguns. Se o assunto é a doença de alguém a pessoa acaba achando uma doença em si mesmo para poder continuar sua autobiografia.

4. Síndrome do Faustão. Interromper o que os outros estão falando.

5. Criticar as pessoas que os amigos amam. Ninguém é unanimidade. Você não vai gostar de todo mundo, mas todos deveriam saber a regra não escrita de que: “Só quem pode falar mal da minha família sou eu!”.

6. Palavrões. Palavreado barato e grosseria despropositada poluem os ambientes e ferem os ouvidos.

7. Ausência em momentos importantes. Coisas como aniversário, funerais, natais, formatura podem parecer bobagem para algumas pessoas, mas para a maioria não é. Se quiser preservar, lembre!

8. Fazer trocadilho com o nome do outro. Tudo bem Oliveira, sempre escorregadio como azeite hein! Esse costume infame é humor da pior qualidade.

9. Apelidos irritantes e degradantes. Costumo dizer e repetir sempre: “Perco a piada mas não perco o amigo”.

10. Nunca reconhecer seus erros. Definitivamente pessoas perfeitas são difíceis de levar pela simples razão que elas são “fake”.

11. Mau-humor. Sabe o cara aluado, ou a mulher de fases?  O bipolar na atitude acaba com a confiança de qualquer um.

12. Gostar de brincar, mas não aceitar brincadeiras.  A liberdade de brincar é uma via de duas mãos.

13. Pedir emprestado e não devolver. A generosidade é uma virtude que deve ser honrada mas não deve ser abusada.

14. Onipresença. A pessoa que não se liga que tem hora para desgrudar. Embora só Deus seja onipresente, nem por isso deixam de existir pessoas que tentam a façanha só que na vida de uma só pessoa. É aquele tipo que não te deixa respirar.

15. Cobrar o bem que faz. De maneiras sutis e escancaradas tem gente que não deixa de passar a conta pelo trabalho “voluntário” que fez. Como o político tradicional pessoas assim não dão ponto sem nó.

16. O autoelogio. No Rio Grande do Sul nós chamamos de “balaqueiro” a pessoa que não perde a oportunidade de exaltar suas grandezas. É melhor deixar que os outros falem o que é bom em nós.

17. Reclamar a toda hora. Lembra da hiena Hardy do desenho animado? Ó dia, ó vida, ó azar?  Essa atitude acaba com o ânimo de qualquer um.

18. Corrigir os outros compulsivamente. Já viu aquelas pessoas que vivem enquadrando o português de alguém? Tanto fazem sem que ninguém peça que todo mundo acaba fugindo.

19. Contar piada ruim. É triste quando as pessoas não tem noção que não são engraçadas e continuam tentando abafar!

Ora, claro que se pode conviver com todas essas coisas, mas a soma delas ao longo dos anos acaba comprometendo casamentos, amizades, relações familiares e de trabalho. Uma pequena gota na mesma direção pode fazer um grande rombo!  Examine-se e ande com sabedoria. Os discípulos também cuidam das pequenas coisas.

Um abraço quebra costelas

O discípulo gaudério.

(1)    Eclesiastes 10:1

(2)    Cantares 2:15

Os desafios do individualismo a vida do discípulo

Uma forma prática de morrer para mim mesmo

O individualismo é uma filosofia de vida que domina nossa sociedade ocidental. Ela se resume a máxima: “eu não me meto na vida de ninguém, e ninguém se mete na minha vida”. Isso pode ser destrinchado de forma prática nas seguintes frases:

Não me peça nada emprestado que eu não peço nada emprestado para você.

Não invada meu espaço físico, que eu não chego perto de você também.

Não pergunte como eu estou, que eu também não pergunto para você.

Use seus fones de ouvido, que eu uso os meus.

Tudo é individualizado. Seu som.  Sua própria hora de comer. Os sonhos são apenas projeções do ego individual sem qualquer interesse coletivo.

Em razão disso também é cada vez mais difícil se viver em comunidade. As pessoas vão perdendo as habilidades básicas de relacionamento que nossos avós dominavam. Você passa por um adolescente de 25 anos (sim, a adolescência tem ido até essa idade) que acordou mal humorado e ele te deixa no vácuo sem te cumprimentar. Então nos surpreendemos como podem se tornar best-sellers  livros que  dizem lugares comuns do tipo: “Diante do sofrimento alheio, não reaja com superioridade ou arrogância”, como se fosse um grande insight.

As brincadeiras dos anos pré vídeo game desenvolviam nas crianças a noção de trabalho em equipe. Era quase impossível divertir-se sem companhia. Mas hoje um adolescente pode mofar dentro de um quarto escuro isolado de todos e imerso no mundo de um daqueles jogos eletrônicos.

Assim é que você constrói tudo ao seu gosto, do computador ao sanduíche. E o assunto pode chegar até a igreja ao gosto do cliente. Há uma porção de pessoas que estão em crise porque não acham um lugar para congregar por essa razão. Elas acham muito normal deixar de ir a uma igreja por que:

Não gostam como o pastor se veste.

O encontro da igreja é longo demais.

Falam sobre o dízimo.

Descobrem que as pessoas são falhas.

Vida espiritual ao gosto do  cliente não combina com vida de discípulo, pois vida de discípulo pressupõe a prática da obediência.

Embora a cultura não nos estimule, a Palavra nos descreve a obediência com tintas extremamente estimulantes e que deveriam nos cativar.  Os discípulos de nossos dias foram convencidos que ela é um exercício tolo de curvar o eu a vontades arbitrárias de uma divindade caprichosa. Mas não é não.

Vejamos então:

1.      A obediência é descrita como festa.

“Se vocês se dispuserem a obedecer, irão festejar como reis. Mas se forem obstinados, morrerão como cães.” (1)

Alguns se orgulham tolamente de não obedecerem a nada nem ninguém.

2.      A obediência é descrita como um banho.

“É melhor não conhecer o caminho de Deus que andar nele e depois retornar, repudiando a experiência e o mandamento santos”. Eles comprovam o provérbio: “O cachorro volta ao seu vômito”; ou este: “O porco lavado procura a lama.” (2)

Todos falam dos custos da obediência, mas esquecem dos custos da desobediência que são mais altos ainda. Que desgraça para a vida ansiar por bons relacionamentos e ver seus desejos legítimos serem sabotados pelo egocentrismo. Que tragédia querer ser generoso e ver todos seus anelos dominados pela avareza.

3.      A obediência é descrita como o ato de colocar algo ruim para fora.

“O cachorro volta ao seu vômito”. (3)

4.      A obediência é descrita como a libertação da escravidão.

“Não há dúvida que Deus chamou vocês para uma vida de liberdade. Mas não usem essa liberdade como desculpa para fazer o que bem entendem, pois, assim acabarão destruindo-a.” (4)

5.      A obediência é descrita como plantar uma árvore a beira das águas.

“Pelo contrário, você vibra com a Palavra do Eterno, você rumina as Escrituras dia e noite. Você é como uma árvore replantada no Éden, dando frutos novos a cada mês. Que nunca perde suas folhas e que está sempre florescendo.” (5)

Por detrás da obediência estão duas verdades fundamentais: a morte do eu e a fé. Só quem crê obedece, só quem obedece crê realmente. Por lógica podemos também afirmar que todo o pecado é de certa maneira uma forma de incredulidade. De duvidar da bondade e da provisão de Deus para nós.

Além dessa dificuldade, quando decidem fazer o que deve ser feito os discípulos acabam enredados em obediências malandras como segue:

1. Obediência demorada. Faraó é um exemplo de advertência repetida. Dez vezes pra ser mais exato. Quanto mais demorada for a obediência, mais demorada será a bênção a ela vinculada.(6)

2. Obediência parcial. Saul é orientado por Deus a destruir completamente seus inimigos, mas ele queria ficar com os despojos. É aquele tipo de pessoa como um pregador que conheci que vivia de qualquer jeito e quando tinha alguma campanha para fazer tirava uma semana para se “santificar” e  poder fazer seu trabalho, ou como aquele que só “acerta” sua vida para poder tomar santa ceia. (7)

3. Obediência mal humorada. É aquele tipo de atitude que embora faça o correto, fica lembrando com saudades aquilo que fazia no passado. Acha que obedecendo está perdendo algo, quando na verdade está ganhando.(8)

4. Obediência inconstante. Esses são aqueles que estão bem quando tudo está bem, mas nossa fidelidade a Deus é requerida quando o bicho pega. Quando estamos irados, sofrendo ou com medo. É como dizia um ministro que quando caiu em desgraça pública, “só levantava porque tinha que levantar”. (9)

5. Obediência de aparência. São os atores de altas performances cúlticas. Que vestem a roupa certa, fazem a coreografia certa, mantém a atitude certa nos momentos considerados sagrados pela comunidade cristã: os encontros. Estes já receberam recompensa. (10)

Então não se engane, morda o beiço, e experimente a Deus como nunca antes através da obediência consciente.

Um abraço quebra costelas.

O discípulo gaudério.

(1) Isaías 1:19

(2) II Pedro 2:20-22

(3) Idem.

(4) Gálatas 5:13,14

(5) Salmos 1:2,3

(6) Êxodo 5-11

(7) I Samuel 15:17

(8) II Reis 5:11,12

(9) I Reis 11:1-5

(10) Atos 5

O Truque do Sofá

“No momento em que o homem para e resigna-se, ele se torna sujeito às imposições do status quo. Ele está mais escravizado quando pensa estar confortavelmente estabelecido em liberdade.”

“A liberdade não significa nada a não ser que represente vitória sobre a necessidade.”

Jacques Ellul (1)

“A minha alma está armada e apontada para a cara do sossego.”

O Rappa

A igreja que se forma a partir das grandes perseguições que começam através de Nero (64 d.C.) acusando os cristãos de colocarem fogo em Roma, é uma igreja solidária, comprometida, para quem os valores modernos de crescimento numérico e visibilidade nada significariam. Sob sua influência silenciosa o infanticídio, a luta de gladiadores e sacrifícios humanos típicos da cultura greco-romana(2) seriam combatidos e finalmente derrotados. Os poderes das trevas perceberam que não poderiam parar um movimento daqueles na força, e aprenderam novos truques. Decidiram colocar o sofá dentro da casa dos cristãos. Eles (os cristãos) acharam inocente, nada agressivo até pensaram que uma trégua tinha sido assinada. Sentaram e a partir daí tornaram-se mais e mais inofensivos. Quando decidiram levantar estavam flácidos, gordos e sem energia. Esse é o retrato da igreja hoje: escrava do sofá, do comodismo.

Hoje é muito fácil nos condicionar e dominar. Basta que nos retirem alguma comodidade. Faremos qualquer coisa, até vender nossa alma para obtermos de volta nosso idolatrado conforto.

Sim, a acomodação faz surgir o pior de nós.

Moisés queria ficar no deserto sem se incomodar e levou um puxão de orelhas de Deus.

Israel quis voltar para o Egito e seus melões e pepinos e perdeu uma geração no deserto.

Eli não quis corrigir seus filhos e acabou vendo sua descendência comprometida.

Davi fugiu do campo de batalha e acabou envolvido em adultério.

Salomão foi fazendo acordos com os vizinhos para aumentar seu poder, e acabou escravo dos deuses estrangeiros.

Custos do comodismo

É fácil se tornar refém do comodismo, mas é difícil conviver com ele. Assim como a hipertensão arterial, ele é uma doença da alma silenciosa. Muita gente culpa uma série de questões periféricas para seus problemas quando na verdade o que causa seus problemas é o apego preferencial ao conforto.

Quem se acomoda no pensamento fica refém da manipulação. É fundamental investigar, checar informações. Não culpe os manipuladores, culpe sua preguiça de pensar.

Quem se acomoda no físico fica refém da apatia. Não culpe a falta de energia, culpe sua falta de atitude.

Quem se acomoda ao que já cresceu fica refém do primitivo interior que amaldiçoa, grita e aponta para um lado diferente todo dia. Não procure razões para sua falta de vontade de fazer o que deve fazer, culpe a sua espera pela vontade.

Quem se acomoda com conflitos não resolvidos, colhe relacionamentos quebrados e distância. A Palavra me aconselha a resolver tudo antes que o dia termine. Então não se faça de vítima do diabo, culpe sua procrastinação.

Quem se acomoda a ouvir todos os apelos de consumo sem reagir acaba vivendo a vida inteira com dívidas a pagar. Não culpe seu salário baixo, culpe sua irresponsabilidade.

Quem se acomoda em encostar-se aos outros para que tomem suas decisões espirituais, acaba tomando rumos distantes de Deus. Conheci um homem que pelo fato de não querer se incomodar com a esposa, se afastou da igreja. Hoje vive “em paz” longe do conflito  e na estrada sem sobressaltos que leva a morte.

Quem se acomoda com grandes bênçãos espirituais do passado, vê sua vida retroceder com cheiro de naftalina.

Quem se acomoda com filhos tiranos, terá que conviver com o desprezo deles no futuro.

Acabe com tudo isso.

Não acredite nas forças do destino, que só servem para manter você sentado sem fazer nada.

Não use o amor e a bondade como álibi para se manter inerte. Eles não rimam com passividade.

Largue suas muletas espirituais. Pare com a dependência crônica de pessoas fortes a sua volta para você se mover.

O fato triste de nossa vida é que esperamos a pressão para agir, e às vezes pode ser tarde demais.

Fazemos um novo acordo de casamento depois de anos com um casamento meia boca, só quando cônjuge diz que vai embora.

Pagamos nossas contas no último dia ou quando somos cobrados.

Estudamos quando recebemos um zero. Ou cuidamos da nossa saúde quando temos um AVC ou uma cegueira diabética.

Seja sábio! Não espere pelo medo para se mexer. O medo sempre traz medidas desesperadas. Não espere a ira para tomar uma atitude. A ira geralmente traz ações de curta duração e alta destruição. Nem medo, nem ira, mas consciência!

Os jebuseus eram um povo que habitava a região de Jerusalém desde a época da conquista. Ficaram porque não houve determinação em retirá-los dali. Eles eram “osso duro de roer”. Para removê-los seria necessária uma dupla determinação. Mas Davi não deixou por menos. Ele sabia que conquistar aquele lugar era estratégico. (3)

O músculo para fortalecer-se tem que romper suas fibras. Então em 48 horas eles se recuperam novamente, só que surgem mais fortes. É assim que eles se desenvolvem. Semelhantemente é o processo do nosso crescimento. Precisamos de pequenas rupturas e um pouco de dor a fim de crescer.

E cuidado com o sofá, não parece, mas ele já causou mais estragos que bandos de leões famintos.

Um abraço quebra costelas.

O discípulo gaudério.

(1)    The Technological Society

 

(2)    Impacto Demoledor – Cómo el cristianismo ha transformado la civilización – Alvin J. Schmidt

 

(3)    II Samuel 5:5