Tratando com os difíceis, cansativos e sujos.

Traduzido por F. B. Goulart do site: christianitytoday.com/leaders

A terça-feira de oração no Tabernáculo do Brooklin foi como esquiar em um tornado, entusiasmante e vigorosa ao mesmo tempo. Eu havia lido sobre esses encontros no livro de Jim Cymbala, ‘Vento Renovado, fogo renovado’ mas nada havia me preparado para o evento em si: 3.500 pessoas, famintas por Deus rompendo os céus durante duas horas.

Logo em seguida do evento, meu amigo e eu fomos jantar com os Cymbalas. Em meio à refeição, Jim voltou-se para mim e disse: “Mark, você sabe qual é o pecado número um da igreja americana?” Eu não tinha certeza, e a questão na verdade era retórica, pois ele continuou dizendo: “Não é a praga da pornografia pela internet que está consumindo nossos homens. Não é a taxa de divórcios na igreja que é exatamente a mesma de nossa sociedade. O pecado número um da igreja americana, é que os seus pastores e líderes não estão clamando de joelhos a Deus: ‘Traga-nos os viciados em drogas, traga-nos as prostitutas, traga-nos os destituídos, traga-nos os líderes de gangues, traga-nos os aidéticos, traga-nos as pessoas que ninguém quer mais, que somente tu podes curar, e permite-nos amá-los em teu nome até que eles sejam restaurados. ’”

Eu fiquei sem resposta. Eu estava arrasado. Ele tinha exposto ali minha própria fraudulência. Eu era o pior dos pecadores. Eu nunca havia orado, nem sequer uma vez, pra que Deus trouxesse esse tipo de pessoas a minha igreja. Então eu voltei a minha casa e tomei um novo rumo. Eu parei de pecar. Eu comecei a clamar por aqueles que ninguém queria mais.

E não sosseguei até que Deus os trouxesse. Mas então eu descobri porque ninguém os quer: eles são confusos, difíceis e sujos. Eles enganam você, mentem pra você, roubam você. Pior, eles fazem você amá-los e então partem seu coração.

Lembra-me uma cena de Entretendo Anjos, a estória de Dorothy Day e seu ministério durante os anos da Depressão Americana. Dorothy está orando na frente de um crucifixo. “Por quê?” Ela pergunta a Jesus, “tu tens que vestir esse disfarce revoltante, coberto em vômito, cheiro de urina, vestido com andrajos, e profano?”.

Mas quando Deus traz pessoas difíceis, acontecem duas coisas: primeiro você tem que ser autêntico e depois você se desespera. Faz você ser autêntico, porque você está lidando com um tipo de pecado contra os quais nossos chavões e superficialidades são inúteis. Você tem que dar nome ao pecado em toda a sua feiúra e ministrar a cura sem diluentes. Um viciado em crack recentemente concordou em entrar para um centro de recuperação porque eu sabia que ele estava blefando e eu o confrontei com sua mentira. Eu me inclinei em direção a ele e disse que a menos que ele parasse de me enrolar, e já, eu estava indo embora. Ele estava em recuperação fazia três dias, e agora ele já está há três meses com nove ainda por vir. Qualquer coisa menos que a dura realidade naquele momento teria sido inútil.

Pessoas difíceis também fazem você se desesperar. Até que eu comecei a clamar, a maioria das pessoas que eu aconselhei estava lutando com pecados cujas conseqüências sociais eram mínimas. Eles ficavam irados rapidamente, fofocavam freqüentemente, estouravam o limite do cartão de crédito. Problemas, sim. Pecados, sem dúvida. Mas qualquer um deles, todos eles, podiam ser de uma ou outra maneira controlados.

O ministério sob essas circunstâncias é como estar em um barco quando o vento bate. Você luta contra o vento e é reconfortante saber que Jesus está por perto, mas você sabe que pode lidar com eles sozinho. É fácil se apoiar nas suas habilidades náuticas naturais para solucionar os problemas.

Mas isso não funciona quando falamos de comerciantes do sexo e viciados em crack. Com eles, o ministério é como sair do barco para caminhar sobre as águas: você nunca esteve ali antes, não há uma técnica de três passos, e a menos que Jesus esteja com você, pronto para pegá-lo quando você cair, você vai afundar.

Tem dias que eu desejaria que as coisas fossem calmas de novo. Mas se ministério e confusão são inseparáveis, eu vou abraçar a ambos.

Mark Buchanan é pastor da New Life Community em Duncan, British Columbia

 

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