Por que muita gente sofre com a igreja?

Tem muita gente que foi ferida em nome de Deus. Há inclusive um excelente livro sobre isso, com esse nome. Mas há também o outro lado da moeda: há muita gente chorando porque tem aquilo que sempre procurou. Não dá para tomar aspirina e não querer ter acidez no estômago. Não é possível tomar purgante e não sentir dor de barriga.

1. Porque procuram uma igreja de grife. Igrejas de grife são aquele tipo de comunidade que você tem orgulho de dizer para os outros que faz parte. São aquelas igrejas que são conhecidas na cidade. 80% por cento delas estão mais preocupadas com o seu bom nome do que em servir as pessoas, e as pessoas estão mais preocupadas com o orgulho de pertencerem a elas do que em buscarem a Deus. Algumas delas são franquias de outros estados que são trazidas para cá com uma descontextualização que chega ser engraçado. São o tipo de grupo no qual você tem estruturas que não mudam. O status quo enquadrou a todos e eles tem nome de quem vive mas estão morrendo. No entanto você quer ter um nome de igreja do qual se orgulhar e depois reclama de que sofre e muito “mimimi”. Você tem o que buscou.

2. Porque procuram igrejas representantes de Babel. Igrejas representantes de Babel são igrejas que estão mais preocupadas com as estruturas físicas do que com as pessoas. O “babelismo” (perdoem o neologismo) é característico de personalidades megalômanas ao longo da história. Essas personalidades e lideranças fazem grandes construções sob o pretexto de uma grande causa, mas o que está por detrás é a glória e os interesses do próprio nome. Os faraós com as pirâmides, Herodes com o templo de Jerusalém, os italianos da época da reforma com a Basílica de São Pedro, os babilônios com os jardins suspensos e hoje os líderes religiosos. Tudo do que eles se gloriam é o fato de que são grandes, tem bons banheiros, cadeiras confortáveis e um púlpito imponente. Nessas comunidades você será tratado como um detalhe, e geralmente será mais um na multidão. Não chore por ser esquecido, não é isso mesmo que você está procurando?

3. Porque querem uma igreja perto de sua casa na comodidade do seu lar. Essas pessoas não conseguem discernir entre o preto e o branco. Acham que qualquer coisa que fale de Jesus está boa para elas. O invólucro (o nome de Jesus) garante a qualidade do conteúdo no pensamento destes e já que está perto, vamos ficar com essa mesma. Alguns querem tão perto que se puder servir santa Ceia no quarto será o ideal.

4. Porque adoram um líder carismático. Entregar sua vocação para pensar, e assumir responsabilidades sempre é uma tentação para quem está em crise. E crise é o que não  falta em nossa jornada humana. Até a Alemanha, um povo de primeiro mundo foi capaz de em pleno século 20 entregar sua alma e aspirações a um maníaco como Adolf Hitler então não é de se admirar que nós brasileiros também o façamos. O problema é que muitos sofrem, são espezinhados e maltratados, mas não largam o osso jamais. Podem até falar mal, mas a ruptura não vem nunca até porque acreditam que não há vida espiritual longe dali.

5. Porque estão procurando um palco para os seus dons. Qualquer lugar que ofereça um espaço para elas é o lugar ideal. Alguns líderes inescrupulosos chegam a fazer propostas hoje em dia: Vem pra cá que aqui você pode tudo. Te daremos o “ministério” que tu desejares é só dizer.  Como uma prostituta oferecendo seus serviços esses líderes fazem tudo para acrescentar mais um ao rebanho, menos pregar o evangelho. Mas as pessoas acham legal e depois quando são substituídas pelo último que chegou ficam tristes e queixam-se da crise da igreja.

6. Porque estão procurando um lugar cheio de gente. A mentalidade de hoje nos faz crer que: “uma centena de pessoas não podem estar erradas” o que é na verdade um equívoco. Nenhuma mentira se torna verdade porque a maioria das pessoas começa a acreditar. Mas muitos gostam de estar onde a energia da multidão está presente.

Seria certo dizer que cada um tem o pastor que merece? Não sei.

Ora, o que eu diria a você para fazer? Isso é assunto para o nosso próximo post.  As quatro colunas da espiritualidade de Jesus.

Um abraço quebra costelas.

O discípulo gaudério.

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