Discípulos de Jesus no Universo XXI – parte dois

Palestra ministrada no 13º Congresso de Jovens da Família em Itaara.

Apresentando as marcas do discípulos ontem, hoje e sempre:

Uma atitude de aprendiz, sempre.

“Venham a mim! Andem comigo e irão recuperar a vida. Vou ensiná-los a ter descanso verdadeiro. Caminhem e trabalhem comigo! Observem como eu faço!” (1) Esse é o significado da palavra discípulo. Alguém que jamais se vê como formado, que assume que não tem todas as respostas, que tem uma atitude de curiosidade, que faz perguntas, que tem humildade para reconhecer que não sabe os porquês de muitas questões. Mas também significa alguém que pensa a vida a partir daquilo que ensinou Jesus. Aqueles que mantém essa atitude de coração, jamais lhe faltarão aprendizados e bagagens para poder compartilhar aonde vai. O discípulo está constantemente observando seu Mestre, incorporando no seu jeito o estilo do Mestre. Não está preocupado em ser original, mas em ser autêntico.

Vida de oração.

“Mestre, ensina-nos a orar.” (2) Quem não ora, faz a declaração mais prática de ateísmo que se possa fazer. Quem não ora faz confissão com a vida das convicções escondidas de seu sentimento de autossuficiência e independência. Os discípulos viam a oração tão presente na vida de Jesus que pediram que os ensinasse a orar. Eis aí uma matéria que treinamentos de liderança passam por alto, ignorando o fato de que a oração foi parte essencial da vida de Jesus. Ele ora antes de escolher seus discípulos, antes de desenvolver seu ministério  com as multidões, ensina extensamente sobre oração, ensina inclusive a enfrentar o mal pessoal através da oração, interrompe o fluxo de trabalho para se reabastecer, ora em meio as angústias da morte iminente. Ao contrário da maioria dos ministros que conheço Jesus intensificava sua vida de oração a medida que o ministério se tornava mais exigente. Só quem dá as costas ao egocentrismo consegue orar, só quem fecha a alma para as demandas do curso deste mundo consegue permanecer em oração. Esse é o caminho do discípulo.

Disposição para andar na contramão.

“Considerem-se abençoados sempre que forem agredidos, expulsos ou caluniados para me desacreditar… E os céus aplaudem, pois sabem que vocês estão em boa companhia. Meus profetas e minhas testemunhas sempre enfrentaram essa mesma dificuldade.”(3) O discípulo foi chamado para ser um crítico do sistema. Não se sente confortável sobre como as coisas andam.  Discerne o sistema em sua própria vida. Sabe que quem está confortavelmente estabelecido é porque já foi engolido por sua maldade. Não se deixa levar pelas aparências, não procura a glória da boca dos homens. O discípulo entende que o mundo não é um lugar geográfico, mas um estado de alma. Também não fica refém de um estado de mal humor que o faz estar contra tudo e contra todos. Não é aquele tipo que “faz tudo que o mundo faz, só que com 10 anos de defasagem.” Seu estilo de vida é integrado sem ser assimilado.

Serviço aos outros.

“Então, se eu, o Mestre e Senhor, lavei os pés de vocês, lavem também os pés uns dos outros. Estabeleci um padrão aqui.” (4) O discípulo está empenhado em fazer a vida dos outros a sua volta melhor através do seu serviço. Ele não espera um grande palco para fazer sua função, nem um grande momento, nem uma grande visão. Ele simplesmente serve as pessoas onde está. Ele é um servo no lar quando deixa de ser exigente dos seus direitos, ele é um servo na escola quando ajuda seus colegas a ser bem sucedidos, ele é um servo no trabalho quando resiste o espírito de competição acirrada para se tornar um companheiro de verdade. Ele não escolhe posições para perseguir onde está simplesmente faz o que lhe vem a mão para fazer.

Fã de Jesus.

O que faz um fã? Sabe tudo sobre a pessoa que é alvo de sua admiração. Imita a pessoa em tudo o que puder. Seus olhos estão atentos. O discípulo tem a convicção que Jesus é a pessoa mais interessante que já habitou esse planeta. Como Pedro ele diz: “Senhor para onde iríamos? Só o senhor tem as palavras de vida verdadeira, de vida eterna. Já decidimos segui-lo de fato e acreditamos que és o Santo de Deus”.(4) Ele gosta dos evangelhos porque ali vê corporalmente a síntese humano divina de tudo o que ele crê. Ele busca prioritariamente o entendimento do evangelho. Tudo que ele faz está submetido a isso. Todas as outras paixões: clubísticas, afetivas, políticas foram colocadas de joelhos diante de Jesus. O discípulo chegou ao entendimento de que Jesus é a pessoa mais inteligente, prática e realista que já existiu. Embora haja uma convicção muda dentro das igrejas de que ele veio falar de bonitos ideais, que são impraticáveis na vida real. Martin Luther King entendeu isso e deu um nó na sociedade racista dos EUA. O próprio Gandhi antecedeu a ele nessa crença quando declarou: “aceito o vosso Cristo, mas rejeito vosso cristianismo”.

Um abraço quebra costelas.

O discípulo gaudério.

(1)    Mateus 11:28,29

(2)    Lucas 11:1

(3)    Mateus 5:12

(4)    João 13:13

(5)    João 6:68,69

 

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