Discípulos de Jesus no Universo XXI- Parte Final

Continuação da palestra ministrada no 13º Congresso de Jovens da Família em Itaara.

Marcas do discípulo:

Equilíbrio.

O extremismo é a fonte de injustiça, violência, burrice e divisões em nosso mundo. Como Jesus o discípulo está em busca do balanceamento perfeito. Entre o natural e o sobrenatural, sem vício e sem ascetismo, nem ingênuo nem malandro, confrontando o pecado, mas misericordioso, orando e agindo, nem tagarela nem mudo, de fé e de obras, entre o trabalho e o descanso, nem luxo e nem lixo, sem bajular nem desprezar, respeitando carismas e a comunidade.

Disciplina.

“O autossacrifício é o caminho – o meu caminho – para que vocês descubram sua verdadeira identidade. Qual é a vantagem de conquistar tudo o que se deseja, mas perder a si mesmo?” (1) Disciplina é a arte de fazer o que eu não quero a fim de alcançar aquilo que eu quero. É o triunfo do propósito sobre o instinto. Nada grande ou significativo é feito nesse mundo se não houver disciplina. Recebemos isso de nossos pais. Mas se não entendemos a importância, precisamos aprender no discipulado. É como o time do Barcelona. Aquele show de futebol não acontece por acaso e nem só pela reunião de grandes talentos. É preciso disciplina para nunca dar chutões e sempre olhar e buscar alguém para passar a bola. Quem joga futebol sabe. Da mesma forma o discípulo disciplina seus pensamentos, seu temperamento, seu corpo para que ele seja instrumento do bem. Ele canaliza seu poder energia como o laser, e se torna um instrumento poderoso.

Prestação de contas.

Jesus enviou seus discípulos, mas pedia deles o relatório do que haviam feito. Nada acontecia sem supervisão (2) A razão número 1 para que a corrupção endêmica de nosso país continue a existir é que não há auditoria sobre quem trata com o dinheiro. Isso nos ensina que a falta de prestação de contas afrouxa a fibra moral do ser humano pelo pecado que nele habita. Ora, o discípulo não é ingênuo e sabe que é pecador também e que é bem capaz de fazer tudo aquilo que lhe horroriza nas pessoas. Por esse entendimento ele presta contas de sua vida constantemente em todas as áreas. Ele submete sexualidade, dinheiro, família, mente, físico ao escrutínio sério para que possa evitar que o mal se assenhore de sua vida. Como disse o pastor Abe Huber: “quem confessa tentação, acaba não confessando pecado”. O que é infinitamente melhor.

Obediência.

“O pastor passa pela porta. O porteiro abre a porta para ele, e as ovelhas reconhecem sua voz. Ele chama as ovelhas pelo nome e é o guia delas. Quando estão fora do aprisco, ele as conduz, e elas o seguem, porque conhecem sua voz.” (3)

Obediência é descartar o que há de pior no “eu”.

Negar a si mesmo. E abraçar ao outro.

Negar que eu sei o melhor para minha vida. E receber a Palavra que me sustenta.

Negar que eu sou o centro do Universo. E me render em adoração àquele que reina para sempre.

Negar que o meu conforto é a coisa mais importante deste mundo. E sacrificar tudo em função do chamado de Deus.

Missão impossível e arriscada.

“Mantenham-se alertas. Eu os estou incumbindo de um trabalho perigoso. Vocês serão como ovelhas correndo no meio de um bando de lobos, portanto chamem atenção para vocês. Sejam espertos como a serpente, mas inofensivos como as pombas.”(4) O discípulo está consciente de que as grandes coisas que Deus faz acontecem quando ele se dispõe a sair de sua área de ação confortável. Os milagres e a presença de Jesus foram prometidas sob condição de que nós fôssemos. Há um segredo perfeito para destruição de uma comunidade de discípulos: koinonite. É aquela atitude avestruzesca de se voltar exclusivamente para as reuniões agradáveis e previsíveis de nossas comunidades e não se voltar para o mundo e seus desafios e perigos. Progressivamente a comunhão fica vazia, e a falta de desafios vai trazendo a monotonia que leva a mesquinhez e ao atrito constante. Ficar vivo entre lobos e transformar lobos em ovelhas, eis o nosso chamado.

Amor

“Ame o Senhor seu Deus… Ame o próximo como a você mesmo.” (5)O amor é chave com a qual o discípulo interpreta as ordens que recebe de seu Mestre. Ele sabe que as palavras que recebe são vida. É assim também que ele faz decisões e discerne os caminhos ainda não percorridos. Ele se pergunta: Qual seria o caminho do amor aqui? Essa é inclusive a sua identidade diante de Deus. Por estar em Cristo ele pode receber as palavras ditas a Jesus no momento do seu batismo como ditas a ele: “Este é o meu Filho, escolhido e marcado pelo meu amor, a alegria da minha vida” (11) Sou a alegria de Deus. Que palavra!

Ora se alguém se intimidar com essa lista, saiba que tudo começa com o coração de aprendiz, o resto a graça de Deus vai conduzindo e fazendo crescer.

Um abraço quebra costelas.

O discípulo gaudério.

(1)     Lucas 9:25,26

(2)     Lucas 10

(3)     João 10:2,3

(4)     Mateus 10:16

(5)     Mateus 22:37

 

 

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