Palavra aos desanimados

“Mas os que esperam no Eterno renovam suas forças. Abrem asas e voam alto como águias. Correm e não se cansam, andam e não ficam exaustos.”

 

Final de ano, final da linha? Muita gente aproveita o clima de fim de festa nesta época para abandonar o barco. Tem gente largando seu ministério, o trabalho bem feito e as oportunidades pelas quais tanto lutaram. Em um momento de abatimento são engolidos por seu estado de alma. Alguns tragicamente estão tirando a própria a vida. Estão como Elias que após tantas vitórias, atira a toalha e clama: Basta Deus!(1)

Você quer abandonar o barco?

Talvez você deva rever suas expectativas. Expectativas são importantes, mas não podem ser muito importantes. Elas existem para serem revistas. E o crescimento vem à medida que sabemos modulá-las conforme a realidade vai nos ensinando. Talvez você esteja sofrendo porque se recusa encarar o fato que não pode mais contar com uma pessoa, que o suprimento de amor que você precisa não vai vir de onde você está olhando, que as coisas não serão tão rápidas ou fáceis conforme você imaginou. Paciência. Reveja tudo, aceite e anime-se.

Talvez você deva descansar pra valer! Quem não dá lugar ao descanso, dá lugar a doença, alguém já escreveu. Quando estamos esgotados começamos a enxergar tudo sob uma lente cinza que mata nossa esperança. Nossa objetividade morre, e qualquer movimento dos outros pode ser visto como uma confirmação que  estamos completamente abandonados. Não fique por aí como muitos que eu conheço que se orgulham de que nunca tiram férias. Para mim soa como alguém dizer: “Ninguém vai me aplaudir por eu estar me matando?”

Talvez você deva abrir seu coração para alguém! Alguns de nós somos muito fechados. Infelizmente no Brasil temos a cultura de dizer que está tudo bem, quando não está tudo bem. Os salmos deveriam nos ensinar que expor sentimentos é muito bom para a saúde emocional. Admita que você está com raiva, furioso, com medo, apavorado pois Deus já viu tudo isso em você. E veja tudo isso mudando pela graça de Deus. Só não guarde tudo para você.

Talvez você deva lembrar que Deus não te abandonou! A realidade mais incrível da graça de Deus é que a despeito de minhas reiteradas falhas e fracassos, a mão de Deus não me abandona. Seus planos continuam os mesmos!

Talvez você deva ter um ritmo saudável! Equilíbrio entre descanso e trabalho. Equilíbrio entre as várias dimensões de sua vida: espiritual, emocional, familiar, lúdica e profissional. Você está dando espaço para cada uma em sua agenda diária?

Talvez você deva cuidar com os excessos. Eles sempre nos desgastam. Às vezes nos expomos demais, às vezes falamos demais, às vezes paramos demais, às vezes acreditamos demais, às vezes investimos demais, às vezes trabalhamos demais, às vezes nos culpamos demais, às vezes queremos resolver tudo demais. Pare com isso.

Talvez você devesse trabalhar mais em equipe. Você é o tipo que dá algo para alguém fazer e logo depois retira porque não ficou como você queria? Então tenho a certeza que você está carregando o mundo nas suas costas querendo ser a orquestra toda. Chega dessa insanidade. Tolere o fato de que a maioria não é tão boa como você. Claro que isso é uma ironia.

Talvez você devesse se renovar, se reabastecer. Um congresso, oração, uma boa palavra e silêncio podem fazer maravilhas para a alma extenuada. Muitas vezes você convive com pessoas extremamente negativas e ministra a elas sem parar, mas você não precisa bancar o masoquista e ficar ali se torturando constantemente. Pessoas negativas exaurem nossas forças.  Busque novos ares.  Pessoas alegres nos fazem renovar o coração.

Talvez você devesse parar de ouvir apenas os seus críticos. Ouça quem te ama. Porque será que são necessárias mil palavras boas para apagar o impacto de uma palavra destrutiva? escreveu Philip Yancey. Chega um momento que a filtragem se faz necessária, e precisamos recapitular em nossa mente o alimento para o nosso ânimo.

Não brinque com o desânimo, ele parece inofensivo mas pode trazer grandes males. Leve a sério o que você leu e pense nisso.

Um abraço quebra costelas.

O discípulo gaudério.

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