O discípulo e a importância de estabelecer metas

“Porque somos criação de Deus realizada em Cristo Jesus para fazermos boas obras, as quais Deus preparou antes para nós a praticarmos.”

Efésios 2:10 

“Metas são sonhos com um prazo para acontecer” 

“As pessoas falham  muito mais por falta de metas do que por falta de talento.”

Bill Sunday

Aprendi a importância das metas no ano de 1994, em um Seminário do Instituto Haggai em Rivera com o Reginaldo Kruklis. Ele aprofundou esse conceito simples e nos desafiou a sonharmos mais. Nada do que digo aqui é de “particular elucidação”, é puro aprendizado que tem sido útil para mim e acredito pode ser para quase todo mundo.

Intelectuais  evangélicos acreditam que devemos valorizar “a jornada” e evitar a frustração de metas não atingidas. Valorizo a jornada também, mas não compartilho da conclusão.

A frustração deve ser vista como parte natural de nosso caminho. A vida de quem é ativo e aproveita o dom de Deus é um constante reajuste. Aceitar que as coisas não saem exatamente como planejamos é parte disso.

Outros tipos de cristãos não estabelecem metas porque pensam que isso é independência de Deus. Muitas vezes é mesmo, mas o planejamento pode ser dirigido por Deus. Veja como vários homens usados por Deus tinham metas:

Para Noé foi uma arca.

Para Moisés foi libertar um povo.

Para Abraão uma descendência.

Para Josué possuir a terra.

Para Salomão a construção do templo.

Para Neemias a reconstrução dos muros.

Para Paulo anunciar o evangelho aos gentios.

Listo estes poucos para representar a muitos dentro da Palavra.

A grande maioria não planeja suas metas em razão de uma tendência brasileira ao “deixa como estar para ver como é que fica”. Acham que isso toma tempo demais. Mas o tempo gasto com metas é recuperado ao longo do caminho. As cidades no Brasil são planejadas novamente a cada quatro anos de eleições e por isso nosso caos urbano. Na Europa, especialmente na Alemanha as cidades são planejadas com 20 anos de antecedência e não é preciso dizer qual é a diferença.

O que tenho aprendido com meus professores sobre metas?

  1. Quando não planejo meu caminho, estou seguindo o planejamento de alguém mais para mim. Ou pior ainda, me entrego às forças do caos. Quem tem metas firmes provavelmente exercerá liderança em relação aqueles que estão a sua volta.
  2. Estabelecer metas não significa que você está fechado, mas que você iniciou uma jornada. Planejamento que não muda é plane-jumento. Toda atividade humana está sujeita a tentação do legalismo. As metas são um meio, não um fim em si mesmo.
  3. Metas que se cumprem são metas específicas , pessoais, desafiadoras e que tem um lugar no seu dia. Por exemplo:  Você quer ler três livros este ano? Qual livro, quanto tempo você lerá, que horário e qual a razão você quer ler esse livro. Enquanto você não responder essas perguntas você não sairá do lugar. O que, por que, quando, como e onde são as perguntas obrigatórias. Devem também me mover para além do que já tenho andado, devem ter um tom de desconforto. Sem desconforto não há crescimento.
  4. Minhas metas devem depender de mim mesmo, do contrário continuarei condicionado à decisão dos outros para que eu mesmo venha a crescer. Um exemplo de meta não aceitável seria mudar meu cônjuge.
  5. As melhores metas são metas qualitativas. Pessoas que fazem planos de ganhar um número específico de pessoas para o Evangelho  presumem que podem controlar a vidas das pessoas e que se fizerem tudo certo ganharão o número que imaginam de pessoas, mas definitivamente a Palavra não me permite esse pensamento. Posso definir quantas pessoas quero compartilhar o evangelho ou até mesmo quais pessoas quero investir em tempo e amor para alcança-las, mas jamais definir quantos. Concentre-se na semeadura e deixe o crescimento para Deus. Precisamos equilibrar ousadia com bom senso.
  6. As metas devem atingir várias dimensões de minha vida. Físico, familiar, financeiro, intelectual, espiritual e profissional. Devem ter relação com aquilo que quero ser, fazer e ter.
  7. As metas devem ser escritas. Quando são escritas elas saem do mundo da abstração para começarem o processo de concretização. Além disso, quando são escritas elas podem ser lembradas, revisadas, testadas e reajustadas. Escrever torna o homem exato, refletiu Francis Bacon.
  8. As metas devem ser confrontadas com a pergunta que trata da motivação: por que eu quero alcançar isso? Honrar a Deus e servir as pessoas deve ser a força norteadora de tudo que empreendemos.

Que estas dicas te ajudem da mesma maneira como me ajudaram ao longo desses dezessete anos de entendimento.

Um abraço quebra costelas.

O discípulo gaudério.

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