Dois Imperadores na Minha Vida

Dois imperadores lutam para dominar a vida humana. Um se chama: Instinto e o outro Princípio.
Quem obedece ao Instinto tem sua vida marcada pela confusão, instabilidade, sentimento de culpa, mágoas. Esse Imperador é um tirano e não aceita o adiamento de suas ordens. Quem rendeu o território de sua alma a ele, não será capaz de dar direção a sua vida, estará sempre insatisfeito, mesmo obedecendo.
O imperador chamado Princípio tem fala firme, mas não gritada. Quando desobedecido, chama a atenção com tranquilidade quase que imperceptivelmente.  Aqueles que vivem sob seu governo encontram  paz de espírito, a estabilidade, a coerência e a consciência limpa embora não vida fácil.
A regra máxima do Instinto é faça o que você tiver vontade, agora. A lei fundamental do Princípio é: faça o que tem que ser feito. Todos admiram publicamente o Princípio, mas em sua maioria vivem sob o governo do Instinto. Cada decisão a que sou exposto ouço os dois falando em meu ouvido.
Quando alguém me fere, o Instinto me diz: fere de novo e com mais força, enquanto o Princípio me diz: perdoa conforme foste perdoado.
Quando estou em meio a um ambiente onde todos perdem a paciência, o Instinto grita: solta os freios e vai conforme a corrente, enquanto o Princípio sussurra: mantém tua posição sem retroceder.
Quando uma mulher que não é a minha me assedia e me convida para fantasias de amores, o Instinto pula ao meu redor ordenando: não perca a oportunidade, enquanto o Princípio traz a minha memória a aliança que fiz a dezoito anos atrás.
Quando sinto sono e  preguiça no meu corpo, o Instinto argumenta que ninguém deve fazer o que não tem vontade, enquanto o Princípio me mostra que eu fui chamado a servir através do exemplo dAquele que lavou os pés poeirentos de uns judeus galileus.
Quando tenho fome depois de ter comido o suficiente e não sei se avanço no segundo prato, o Instinto me faz ver que eu já faço muitos sacrifícios na vida (embora não lembre quais) para não me dar essa concessão, enquanto o Princípio simplesmente diz: basta, é o suficiente.
Quando encaro um povo ano após ano, semana após semana falando a eles sobre a Palavra de Deus, o Instinto me mostra que pode ser bom para o meu bolso, saúde emocional pessoal e dos meus filhos, posição na denominação se eu falar o que todos querem ouvir, enquanto o Princípio me mostra cenas de um passado distante no qual eu chorava diante do chamado de Deus e dizia que seria fiel a ele e a Palavra.
Quando recebo ordens legítimas de alguém que está acima de mim, mas que eu não gosto, o Instinto olha bem nos meus olhos  e diz: ninguém manda na sua vida cara! Enquanto o Princípio me diz: obedeça que vai fazer bem para sua alma.
Quando meus filhos desobedecem teimosamente, o Instinto me manda repetir palavras que ferem a identidade deles e aliviam minha tensão, enquanto o Princípio  me mostra que posso ser firme sem perder a cabeça.
Quando vejo algum colega bem sucedido, muito mais do que eu, o Instinto justifica meu sentimento de inferioridade dizendo que ele não foi honesto, que foi beneficiado, que não é fiel, enquanto o Princípio me manda cuidar de minha própria vida e me alegrar.
Quando a vida se torna inexplicável, cheia de perplexidade e dolorida o Instinto me diz que a fé é uma estupidez, que ninguém presta e que devo voltar ao velho caminho enquanto o Princípio me manda esperar e ficar firme, pois a vida é grande demais para alguém tão pequeno quanto eu poder entender completamente.
O Instinto está sempre conversando comigo que não há ninguém maior do que eu nesta vida, enquanto que o Princípio me diz que há alguém que é Legislador nesse mundo e que é Mestre da vida.
Depois de muito tempo observando as pessoas que conquistaram minha admiração, as que fizeram a minha vida melhor, consigo perceber um fio que as liga e coloca na mesma família: elas viveram debaixo do Império do Princípio. Minha mãe, minha esposa, professores, Caio Fábio, Bonhoeffer, Martin Luther King, C.S. Lewis e Spurgeon. Alguns embora mortos ainda falam.  Obrigado a todos vocês nuvem de testemunhas que me inspiram.
Um abraço quebra costelas.
O discípulo gaudério.

2 pensamentos sobre “Dois Imperadores na Minha Vida

  1. Faz sentindo;geralmente procuro obedecer ao principio,costumo pensar no que é certo, antes de tomar qualquer decisão, agindo assim nunca me arrependi de nada.
    Mas a quinze dias a traz, por um descuido, agi por instinto que me resultou em um sério acidente,
    quebrei a perna,estou com suporte externo na perna, o médico me disse que vou ficar por muito tempo ainda com este suporte.resultado, meu ministério paralizado por algum tempo., além do meu trabalho aqui na congregação eu estava dando aula no seminário em pedro osório, eu estava gostando muito do que eu fazia, mas por obedecer ao instinto vou ficar infrutífera por algum tempo e isso me doe muito. Hoje lamento nao poder voltar a traz.

    um abraço pastor.

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