O discípulo e suas decisões

Quando o assunto é decisões todo mundo tem um jeito de toma-las. Existem vários tipos:

  1. Aquelas pessoas que simplesmente se escondem e choram sem tomar qualquer atitude.
  2. Aquelas que evitam os amigos para não ouvirem o que não querem ouvir, e procuram pessoas que lhes dirão o que é mais cômodo fazer aliviando-lhes a consciência.
  3. Aqueles que não fazem nada e deixam que alguém com mais coragem tome a decisão por eles, e então dizem tacitamente que “foi feita a vontade de Deus”.
  4. Aqueles que fazem aquilo que sentem vontade de fazer no momento, sem qualquer critério.
  5. Aqueles que sempre procuram ganhos pessoais.

Independente dos critérios, a maioria das pessoas, na maior parte do tempo sabe o que deve fazer.

Assim é que se somos discípulos de Jesus estaremos orientados para fazer o que tem que ser feito.

O discípulo não pode agir motivado pelo medo de errar, mas se movimentar pelo desejo de fazer a coisa certa, fazer o bem para a maioria das pessoas através de suas ações. Agir pelo medo de errar é ser motivado pela culpa, e a culpa essencial foi removida na cruz, o que resta agora é escolhermos entre a vontade de Deus e a desobediência.

Sim, se você é discípulo de Jesus…

Faça o que tem que ser feito, mesmo quando não tem vontade de fazê-lo. É o que muitas vezes fiz em minha vida. Em muitos momentos as dificuldades e obstáculos se acumulavam e se sucediam com uma frequência desanimadora. A vontade que eu tinha era fugir, mas não fugi, levantei quando queria ficar deitado, preguei quando queria ter calado, aconselhei e ouvi quando o que eu mais precisava era ser ouvido, orei por outros quando queria chorar e me lamentar, ensinei quando não entendia nada. Foi uma viagem longa, mas eu sei que valeu a pena. Sei que um dia as coisas poderão tornar a ser assim, então ouço uma voz que me diz:  faça o que tem que ser feito.

Faça o que tem que ser feito, mesmo que suas motivações sejam questionadas. Quando Paulo começou a pregar o evangelho, nem mesmo os apóstolos acreditavam em sua conversão e mudança. Depois de longo tempo em comportamentos que não nos recomendam é normal sermos questionados, mas isso não deve tirar o foco do chamado de Deus para nós. Não temos promessa de sucesso, apenas de companhia. “Eis que estou com vocês sempre” disse Jesus. Então não se ressinta para que você não se arrependa amanhã.

Faça o que tem que ser feito, mesmo que não haja ninguém para constrangê-lo.  C. S. Lewis comprometeu-se durante a guerra a cuidar da mãe de um colega de trincheiras se sobrevivesse a primeira guerra. Quando sobreviveu a guerra e seu colega morreu era o momento de assumir uma tarefa de grande custo pessoal, o que ele fez levando a senhora para morar em sua própria casa e cuidando-a até o final de sua vida.

Faça o que tem que ser feito, mesmo que todos a sua volta não estejam fazendo mais. Uma lenda antiga conta que um homem se pôs no meio de uma cidade e começou a denunciar os desmandos e corrupções que eram realizadas nela. Ele fez isso ano após ano, até que alguém curioso de ouvir as denúncias se repetir sem que houvesse qualquer mudança no comportamento dos moradores da cidade perguntou ao homem: Porque você continua falando contra o mal dessa cidade se ninguém muda? Ao que o homem replicou: Se eu parar de falar, foram eles que me mudaram!

Faça o que tem que ser feito, mesmo que você não veja resultados. Segundo a filosofia pragmática que predomina nossa sociedade tudo deve ser julgado segundo os resultados imediatos. Jeremias o profeta não pensava assim. Ministrou ao povo de Judá durante quarenta anos a mesma mensagem sem, contudo conseguir evitar que seu povo viesse a ser escravizado pela Babilônia de Nabucodonozor. Um completo fracasso! Mas na história de Deus Jeremias é um dos grandes que devem servir de inspiração para nós. Deus procura fidelidade os resultados são consequência, ou não.

Faça o que tem que ser feito, sem pensar nas consequências. Foi o que fez Dietrich Bonhoeffer quando a salvo do nazismo morando nos EUA, voltou para sua terra para ser uma voz e uma presença atuante contra o nacional socialismo de Hitler, embora soubesse que isso pudesse lhe custar a vida, como de fato custou.

Um abraço quebra costelas.

O discípulo gaudério.

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