August Landmesser: um homem só com sua consciência

Por Elizabeth Flock no Washington Post.

Traduzido por F. B. Goulart

Estamos na Alemanha Nazista em 1936, e uma multidão de pessoas tinha se ajuntado para o lançamento de um navio de treinamento da marinha. Enquanto centenas respondiam em uníssono a saudação nazista, um homem permaneceu com seus braços cruzados e os olhos torcidos a quem estava comandando a saudação.

Esse homem não foi identificado até o ano de 1991 como August Landmesser, um trabalhador da Blohm + Voss construtora de navios em Hamburgo, por uma de suas filhas, depois que ela viu a foto em um jornal alemão.

Essa semana, a foto ressurgiu depois que um blog que havia sido lançado para facilitar os esforços em aliviar o impacto do terremoto no Japão e posterior tsunami, compartilhou-a em sua página no Facebook. Junto com o texto, a foto tem aproximadamente 25.000 compartilhamentos.

Landmesser aparentemente tinha uma razão bem pessoal para não repetir a saudação.

Acredita-se que ele tenha sido um membro do partido Nazista de 1931 a 1935, e foi mais tarde expulso do partido por casar com um mulher judia, Irma Eckler, de acordo com Fasena, um sítio educacional no campo de concentração Nazista em Auschwitz.

Depois que ele criou duas filhas com Irma, ele foi enviado para prisão por “desonrar a raça”. Acredita-se que Irma tenha sido detida pela Gestapo na prisão policial de Fuhlsbüttel em Hamburgo. Suas filhas foram separadas.

Landmesser foi libertado da prisão em 1941 mas logo foi convocado para servir na guerra. E mais tarde foi declarado perdido em ação e dado como morto.

Em 1996, uma das filhas de Landmesser, Irene, escreveu a história da família na Alemanha, dizendo esperar compartilhar a história de como sua família tinha sido separada.

Dezesseis anos mais tarde, aquela história está se espalhando pelo Facebook, graças ao hábito dentro da Internet de redescobrir tesouros históricos. Muito como o renovado interesse da semana passada em uma carta de um ex-escravo de 1865 ao seu senhor, a resposta a lição fotográfica de Landmesser, fala  alto para uma audiência virtual faminta por histórias de heroísmo moral.

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