Como liderar em tempos difíceis?

Quando Deus quer fazer uma obra especial ele prepara líderes e os levanta no tempo certo.

O tempo mais propício para se desenvolver liderança são os tempos difíceis. Não há momento em que se demande mais liderança qualificada! Já li em algum lugar que em tempos de crise se levantam dois tipos de pessoas: gigantes e anões. Que Deus nos ajude a aumentarmos nossa influência nessa hora para a glória do nome de Jesus.

Quero convidar você a buscarmos juntos alguns princípios sobre liderar em tempos difíceis em um episódio dramático na vida de Paulo em que toda sua experiência e liderança vieram à tona para benefício daqueles que o rodeavam. (1)

A situação era extrema, fruto de erros de avaliação daqueles que dirigiam o barco que levava Paulo e demais tripulantes com destino a Roma. Mais um erro e a vida de todos poderia ser perdida no meio do mar. Vejamos o que podemos aprender com Paulo e levar para dentro de nossos ministérios e lugares de influência:

Princípio 1 : Mantenha suas emoções sob controle. Nesses momentos podemos reagir de duas maneiras: como termômetro registrando a temperatura emocional do ambiente que muitas vezes beira a histeria e a irracionalidade. Palavras destemperadas só manterão o círculo vicioso do desespero. Ou podemos reagir como um termostato que determina a temperatura do ambiente para que ele se torne sustentável. Sem um ambiente propício o líder jamais conseguirá levar seu povo para fora da tempestade. E cabe a ele mantê-lo. Não consigo me lembrar de sequer uma vez na qual o descontrole emocional trouxe dividendos espirituais para meu ministério ou de outras pessoas.

Principio 2 : Chame para si a responsabilidade. Paulo tinha ótimas desculpas para não se envolver naquela situação difícil, ele estava preso e não era o chefe do barco. Mas ele se envolveu! O líder ganha autoridade quando assume responsabilidades! Conheço muitos líderes que na hora da crise entregam tudo aos seus subordinados e se escondem. É fácil entender porque perdem autoridade. Vá para frente do barco e conduza o seu povo pela tempestade em nome de Jesus! Se tiver que reconhecer um erro, faça logo. Se tiver que corrigir um erro, faça sem temor.

Princípio 3:  Tenha a Palavra de Deus em sua boca. Aqui se revela a espiritualidade edificada ao longo de uma vida. As pessoas precisam ouvir algo que seja mais do que opiniões ou meras palavras. Precisam de palavra de Deus. Convicções enraizadas. Precisamos  fazer como José  que armazenou em seus celeiros para nos tempos de seca e fome ele tivesse amplos recursos para seu povo e para aqueles que vinham de fora. Precisamos armazenar recursos espirituais para quando eles forem necessários.

Princípio 4:  Promova a esperança. Um ser humano pode passar 40 dias sem comer, 3 dias sem beber mas não pode passar sequer um minuto sem esperança. O líder é chamado a inflamar esta esperança. É chamado a visualizar o futuro pela fé assim como fizeram os profetas e construir essas imagens dentro da cabeça de seu povo para que essa esperança se torne um poderoso combustível do caminhar diário de cada um. Sem isso não há como evitar a apatia.

Princípio 5: Coloque a união no topo de sua agenda. Quando as circunstâncias conspiram contra nós é a tendência querer encontrar culpados, descarregar a tensão nos outros ou até mesmo cair fora. Mas o líder entende o momento e se torna um aglutinador, um defensor ferrenho do grupo. Acredito que esse foi o segredo do técnico Filipão na copa de 2002.  Nos momentos de maior contestação do trabalho da seleção ele se tornou um escudo protetor do seu grupo. Como ele disse em entrevista: “Se ganharmos, ganham os meus jogadores. Se perdermos perdemos com a minha cabeça.“  Não fale mal do seu grupo para outros, fale para eles. Não coloque a culpa do fracasso em alguém que não seja você. É duro, mas é a tarefa do líder excelente. O bom pastor dá a vida pelas suas ovelhas, disse Jesus. (2)

Princípio 6: Seja sensível as necessidades das pessoas. Cada pessoa precisa de um tratamento diferenciado. Às vezes nossos liderados necessitam de um abraço, alguns desabafar, outros uma palavra de encorajamento, outros uma fervorosa oração intercessora e uns ainda uma presença mais forte.  Anos atrás estava recebendo as pessoas que chegavam na igreja em que pastoreio quando me deparei com um dos participantes do grupo de jovens cabisbaixo e deprimido. Chamei-o para perto de mim e lhe dei um abraço apertado e disse que ele era muito importante. No dia seguinte, já com outro ânimo ele me contou como foi reconfortante aquele abraço. Nesses momentos o líder precisa estar sintonizado com seu povo e ministrar de acordo com a particularidade de cada um.

Princípio 7: Crie um ambiente leve através da gratidão. (27:35) Um espírito grato abre as portas do sorriso na face do líder, um sorriso ilumina um ambiente, traz ânimo novo. Um espírito grato é capaz de brincar e se descontrair.  Um espírito grato tem uma linguagem positiva. Uma pesquisa desenvolvida durante mais de dez anos nos EUA  provou que o futuro de uma organização depende em 70% do clima estabelecido pela liderança no ambiente de trabalho. Quer dizer ambiente negativo, baixa produtividade. Ambiente positivo alta produtividade. Funciona assim na igreja também. Quando há um líder capaz de irradiar um coração grato não há quem não goste de cooperar e estar ombro a ombro com ele!

Como você tem encarado os tempos difíceis na sua liderança?

Um abraço quebra costelas.

O discípulo gaudério.

(1) Atos 27

(2) João 10

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