Notas explicativas da Bíblia: Jesus e os vendilhões do templo

Dica do Samuel Murad no Facebook

Os saduceus representavam a elite que controlava todo o sacerdócio no tempo de Jesus. Retiravam esse nome de “filhos de Zadoque” sumo sacerdote da época de Salomão.  A purificação do templo que está acima ilustrada e contextualizada foi um ataque direto a sua administração gananciosa do templo. O imposto do templo era cobrado de cada jovem acima dos dezenove anos. O valor era de meio siclo, o que equivalia ao salário de um dia e meio de trabalho. Não se aceitava moeda estrangeira. Cada câmbio de moeda os cambistas cobravam o salário de um dia de trabalho. Um preço exorbitante! Tudo feito é claro em nome de Deus.

Além destes havia também os vendedores de animais que formavam outro bando de aproveitadores aliançados com os saduceus. Animais que eram comprados ou trazidos de fora geralmente eram rejeitados pelos inspetores do templo, forçando a compra dos peregrinos de um animal para sacrifício ali mesmo dentro do templo onde o custo chegava a um ágio dez vezes maior que seu preço normal. Um abuso evidente.

Sua plataforma era a seguinte: precisamos ter o controle político de todas as coisas a fim de impormos nosso projeto espiritual.

O projeto espiritual: com inteligência, prudência e diplomacia façamos o que Moisés mandou, tudo que ele silenciou dancemos conforme a música. A dimensão sobrenatural da fé estava morta neles.

Certa vez quando ministrava um curso de métodos de estudo bíblico, comentei com os alunos que a IURD não era igreja evangélica. Um aluno experiente na Bíblia, retrucou e disse que eu estava pegando pesado demais. Mas o silêncio daqueles que tem consciência do evangelho acaba por facilitar a ousadia dos maus e espertalhões.

Edir Macedo disse certa vez: por Jesus eu faço qualquer coisa, passo cheque sem fundo, digo mentiras, pra Ele vale até gol de mão. Outros sem tanto talento para os negócios tentam controlar o poder na igreja: são loucos por um cargo, quando possuem dinheiro querem controlar todas a decisões, são intimidadores, articulam-se politicamente para fazer o que querem, tentam fazer negócios com a alma do pastor, são os famosos “donos de igreja”. Esse é o caminho do poder.

Esse não é o nosso caminho.

Jesus não fez política, porque com esses mafiosos não se negocia, se denuncia. Ele sabia que estava arriscando sua vida, mas não titubeou. A ressurreição de Jesus é uma esperança para nós, pois mesmo que todos se corrompam o Espírito encontrará maneiras de levantar um povo só seu.

Um abraço quebra costelas.

O discípulo gaudério.

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