O Romantismo pode ser vilão!

Há uns seis meses atrás um grande número de amigos no Facebook publicavam o vídeo  “Rolling in the deep” da cantora e compositora britânica Adele.  Fui conquistado imediatamente pela voz marcante, carregada de emoção visceral e a sonoridade retrô. Sim, Adele canta com as entranhas. Os versos da canção destilam um romantismo decepcionado que me fez lembrar as linhas também inspiradas  e na mesma toada de alma do poeta espanhol Gustavo Adolfo Becquer:

“Voltarão do amor em teus ouvidos

As palavras ardentes a soar

Teu coração do seu profundo sono

Talvez despertará

Porém mudo e absorto e de joelhos

Como se adora a Deus diante do altar

Como eu um dia te amei… não te enganes…

Assim  jamais te amarão.”

Imagino que grande parte do sucesso da música se deve a identificação das pessoas com os sentimentos perfeitamente combinados com o clima da música.

Fiquei a pensar duas coisas: Adele é uma exceção romântica feminina em um mundo proeminentemente masculino. A esmagadora maioria das composições amorosas musicais e poéticas vem da pena dos homens. A constatação do fato me leva a uma pergunta: porque será que apesar de tão inclinados a proclamarem seu amor com tons tão fortes, os homens ainda são alvo do descontentamento feminino?

Suspeito que o romantismo  possa ser o vilão. O romantismo é a idealização do ser amado. A pessoa gosta tanto dessa idealização que acaba por não amar pessoas, mas a ideia de amor  concebida em sua mente.

É o tipo de sentimento volátil que habitava capitão Rodrigo da obra de Érico Veríssimo. Ele era o tipo que seduzia qualquer mulher ao ponto de conquistar Bibiana para toda a vida com seu temperamento impetuoso, mas como um típico romântico sua paixão por ela começava a arrefecer tão logo sua idealização caia por terra.

“O verão se foi, entrou o outono e Bibiana – que esperava o primeiro filho para meados da primavera – começava a ficar deformada pela gravidez. Seu ventre estava crescido, as feições um pouco intumescidas e o busto mais cheio. Rodrigo contemplava-a numa confusão de sentimentos. A ideia de que ia ter um filho deixava-o alvoroçado, orgulhoso, e ele contava os dias nos dedos, desejando que o tempo passasse e outubro chegasse mais depressa. Havia, porém, em sua alegria um elemento de impaciência. Porque Bibiana como que se desmanchava aos poucos ante seus olhos sempre gulosos. A rigidez de suas carnes dera lugar a uma flacidez descorada e ela de repente como que se fizera mais adulta, mais mulher. E ele, que já não se podia entregar aos mesmos excessos amorosos – pois além de ser obrigado a cuidados especiais com a esposa já começava a achá-la menos atraente – ficava irritado com a situação e agora já pensava em outras mulheres. Bibiana percebeu isso, mas não disse nada. Vivia em constantes acessos de nervos, chorava às escondidas de medo de pensar no parto. Quando comunicava esses temores à mãe, D. Arminda, para a consolar, dizia: – Não há de ser nada minha filha. A tesoura de tua avó está aí mesmo. Mas isso, longe de confortar Bibiana, dava-lhe um terror frio, pois achava horrível a ideia de cortarem o cordão umbilical da criança com aquela tesoura negra e enferrujada.”

O que acontece com o romântico é que ele vive em um mundo paralelo, negando a realidade, se revoltando contra a vida que lhe nega a vivência de sua quimera. Ao mesmo tempo sua sensibilidade é capaz de fantasiar qualquer esperança de amor.

Isso tem muitas implicações para a vida do dia a dia. Talvez por detrás da alma dos “desigrejados” esteja um excesso de idealismo. Há pastores que neste momento estão abandonando o ministério porque foram confrontados com uma realidade que jamais imaginaram: líderes religiosos inescrupulosos, comunidades doentes e um vício comum das pessoas projetarem a culpa dos seus problemas em seus lideres. Outros com a mesma contundência viciosa que  acusam o governo por seus problemas, culpam seus líderes na igreja por todas as mazelas que enfrentam.

Conheço jovens que são maduros atraentes e interessantes, mas estão sozinhos e amargurados porque ainda não encontraram a ideia de amor que tem. E provavelmente não vão encontrar, porque sucumbiram ao romantismo em seu estado patológico. Ou talvez fantasiem alguém de sua idealização para logo se decepcionarem e andarão sua vida como muitos imaginando o que poderia ter sido a vida com outra pessoa. Alguns inclusive trairão seus cônjuges porque supõe terem encontrado sua “ideia” de amor em outra pessoa. Muitos agora mesmo estão lutando com essas questões. Em nome do romantismo muitos cometeram os atos mais perversos. Por mais paradoxal que isso possa ser, em muitos casos o romantismo se torna o maior inimigo do amor!

Ora o que diremos diante destas coisas?

Que Jesus não foi nem um pouco romântico quando falou que haveria lobos, que haveria joio e que o caminho da vida passa antes pela morte.  Mesmo assim ainda é necessário sonhar. Somos feito de sonhos também. Mas é necessário equilíbrio para não cair.

Aqueles que absolutizam a realidade como a única verdade se tornam cínicos que desacreditam de tudo e de todos. Creem que a história é tudo o que há. Os que absolutizam o sonho acabam por tornarem-se ingênuos a respeito dos outros e de si mesmos, incapazes de construir uma vida pacífica e estruturada. São levados constantemente pelos ventos de sua imaginação.

Com Jesus aprendemos que podemos orar “venha o teu Reino”  juntamente com  “livra-nos do mal”. Que devemos aprender a viver na saudável e necessária tensão entre o sonho e a realidade!

Quem lê, entenda.

Um abraço quebra costelas.

O discípulo gaudério.

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Como enfrentar conflitos? parte final

VI. Estabeleça regras para o tratamento do conflito. Se os gladiadores do MMA têm regras para aquele derramamento de sangue, quanto mais nós!

Regra 1: Sem raiva: Raiva desperta raiva. Raiva intimida. Raiva coloca as pessoas na defensiva. A raiva estimula a mentira.

Regra 2: Sem gritos: Certa vez em uma reunião muito tensa, sem alterar a voz em nenhum momento disse a um senhor de idade descontrolado: Se o senhor não conseguir falar sem gritar, eu convido a que saia da sala porque nós não vamos continuar essa reunião. Foi o que ele fez, foi embora e nunca mais voltou. É tenso, mas necessário.

Regra 3: Sem ofensas deliberadas. Aquele tipo de delicadeza: “seu sem vergonha”, “ignorante”, “burro” e outros impublicáveis jamais ajudarão a busca de uma solução.

Regra 4: Sem silêncio. Ninguém pode ficar escondendo sentimentos, nem questões delicadas. Tudo deve ser colocado em cima da mesa. É deslealdade e perpetua o problema ficar quieto sobre assuntos importantes no momento da reunião e depois seguir falando sobre eles quando a reunião terminou.

Regra 5: Um problema de cada vez. Quando iniciamos falando de um mal entendido de palavra e daqui a pouco deixamos a questão para falar da discordância sobre a posição política da pessoa com a qual estamos discutindo é certo que vamos perder o rumo.

Regra 6: Se tudo falhar procure um mediador imparcial para administrar a questão.

VII. Não envolva pessoas demais na questão, só aquelas que forem absolutamente necessárias.

VIII. Procure entender a razão dos conflitos. Algumas delas podem ser:

Temperamento. Em um cenário cabeludo o Sanguíneo acha que o Colérico é duro demais nas suas palavras, o Colérico crê que o Melancólico foge dos problemas, o Melancólico acredita que o Fleumático não se importa com nada e  o Fleumático acha que o Sanguíneo é um falastrão. Em caso como estes um pouco de aceitação dos estilos pessoais ajuda muito.

Comunicação. Falar pouco, não explicar, se expressar mal ou não falar podem causar grandes problemas em qualquer lugar.

Ressentimento. Quando as pessoas não perdoam, elas vão causar problemas. Qualquer movimento do alvo da amargura será interpretado como um ataque ou mal intencionado. Uma pessoa ressentida é uma bomba relógio!

Visão. Quando você está em uma organização, você está debaixo de uma visão em termos de estratégia e valores. Se você acha que não pode se adaptar, não permaneça naquele lugar, você vai lutar contra a essência e a razão de ser daquele lugar. Não perca tempo.

Intransigência. Se quisermos chegar a algum lugar é preciso ceder. Uma mente fechada perpetuará um estado de conflito constante que se manifestará em todo o lugar que você for. Se todo mundo tem problema com o João, então o João é o problema!

Luta pelo poder. Às vezes tudo que está em jogo é: quem dá as cartas aqui! Quando a liderança é fraca a equipe pode entrar nesse esquema.

Falta de habilidades relacionais: Pessoas que não conseguem se avaliar jamais chegarão a um acordo! Neste caso tudo que resta é repreender firmemente a pessoa em questão não permitindo que ela continue a fazer danos.

IX. Procure sempre o “ganha – ganha”. A princípio todos devem ganhar. Especialmente em organizações socializadas em que todos são voluntários. As relações devem ser marcadas pela busca de um acordo que possa beneficiar as duas partes.

X. Não abra mão dos princípios da Palavra para fazer a paz. Veja bem o que está em jogo. Se for o seu orgulho: pise em cima dele. Se for um princípio fundamental da Palavra, firme-se sobre ele. O Senhor batalhará por você.

Você tem lutado limpo em seus conflitos?

Um abraço quebra costelas

O discípulo gaudério

 

(1)    Provérbios 17:14

(2)    Provérbios 25:9

(3)    Mateus 18:15

(4)    Provérbios 18:13

(5)    Provérbios 26:4

(6)    Provérbios 22:10

(7)    Provérbios 19:19

Como enfrentar conflitos?

“Todos se sentem benevolentes se nada acontecer para aborrecê-los no momento.”

C. S. Lewis

Igreja, empresa, família, associação de bairro, cidades, estados e nações. Nenhuma organização humana consegue se livrar dos conflitos. Onde existe gente, existe o conflito. Mas o conflito não precisa ser o fim, pode inclusive ser o começo de muita coisa boa em uma organização, e o futuro de um empreendimento está diretamente ligado à agilidade que ela tem de tratar seus conflitos internos e externos. Se sua organização chegou até aqui é porque ela foi hábil em tratar de suas tensões internas. Se ela continuará viva, dependerá da sabedoria com a qual você continuará tratando conflitos. A Bíblia fala amplamente sobre conflito:

“Começar uma discussão é como abrir brecha num dique; por isso resolva a questão antes que surja a contenda.” (1)

“Procure resolver sua causa diretamente com o seu próximo, e não revele o segredo de outra pessoa.” (2)

“Se o seu irmão pecar contra você, vá e, a sós com ele, mostre-lhe o erro. Se ele o ouvir, você ganhou seu irmão.” (3)

“Quem responde antes de ouvir comete insensatez e passa vergonha.”(4)

“Não responda ao insensato com igual insensatez do contrário você se igualará a ele.” (5)

“Quando se manda embora o zombador, a briga acaba; cessam as contendas e os insultos.”(6)

“O homem de gênio difícil precisa do castigo; se você o poupar terá que poupá-lo de novo.”(7)

I.  Trate logo. Conflito adiado, problema aumentado. Não seja tão rápido que você pegue as pessoas de cabeça quente, nem tão lento que deixe o sol se por com o coração irado.

II. Não procure aliados, procure pessoas sábias. Ficamos confusos. Seja humilde. As vezes o calor da questão faz tremer até mesmo o mais experiente e sábio dos líderes. Não tenha vergonha de procurar uma pessoa com a cabeça fria e o coração cheio da Palavra.

III. Não tome partido, procure a verdade. É justo e sábio ouvir os dois lados da questão e depois ouvir a Palavra. Não seja do tipo de pessoa que quer descobrir o lado que vai escolher para começar a bater. Tem gente que é assim, mas isso não se harmoniza com a atitude que Jesus quer que tenhamos.

IV. Desconfie de suas emoções. Cuidado com a impressão de conspiração generalizada quando você está envolvido, nem de mundo acabando quando os ânimos se alteram. Tampouco demonize quem está do lado oposto da questão.

V. Ouça antes de falar. Às vezes o simples ouvir põe fim ao conflito. Sim, não ser ouvido, para muitas pessoas pode ser o fim do mundo.

Amanhã continuaremos com a parte final deste post.

Um abraço quebra costelas.

O discípulo gaudério.

“Do meu jeito ou nada feito!”

Conversão! Palavra que denota movimento.  No caso da vida de discípulo pode ser chamada de guinada de 180 graus, ou como muitos gostam de dizer ter a vida virada de pernas pro ar. Significa que minha caminhada mudou. Minha vida assumiu um novo “modus operandi”. A Bíblia traduz essa palavra como arrependimento que significa mudança de mente. Muita gente confunde isso com lágrimas, mas é mais do que isso. Ninguém que queira ser discípulo de Jesus pode fugir dessa escolha!

Sou chamado a uma mudança essencial que abre as portas da vida em abundância. Do meu jeito, para o jeito de Deus.

Paulo falou dela quando disse: “Não sou eu mais quem vivo, Cristo vive em mim”

Jesus falou dos caminhos que ela pode levar para Pedro: “quando você era jovem, vestia-se e ia aonde queria, mas, quando for velho, estenderá as mãos enquanto outra pessoa irá vesti-lo e leva-lo para onde você não quer ir”.

É o que fez de Moisés um libertador em lugar de um simples teólogo da libertação.

Foi o deslocamento na coxa de Jacó que mancava para lembrar que não era mais o mesmo.

Foi a viagem da conhecida terra de Ur de Abraão, para uma terra que ainda não tinha sido vista.

Do meu jeito as coisas se resolvem mais rápido, do jeito de Deus elas mudam.

Do meu jeito alívio rápido e dor crônica, do jeito de Deus são dores de parto que precedem a alegria do nascimento.

Do meu jeito eu me sinto mais em casa, do jeito de Deus é uma aventura assustadora.

Do meu jeito vem as guerras que não acabam mais, do jeito de Deus os nós vão se desatando.

Muita gente dentro e fora das igrejas, que vivem frustrados se queixando de que não conseguem ver a diferença do evangelho em suas vidas vivem na verdade a frustração de viver do seu jeito e querer os resultados do jeito de Deus.

Muitas práticas boas podem nos enganar no caminho. Posso dar o dízimo, mas continuar com meu coração no dinheiro, posso ler a Bíblia, mas não viver a Palavra, posso orar apenas para tentar manipular a Deus. Viver do jeito de Deus é um chamado que permeia toda a vida:

Há o meu jeito de falar e há o jeito de falar de Deus.

Há o jeito de eu fazer negócios, e há o jeito de Deus fazer negócios.

Há o jeito de eu levar o meu casamento, e há o jeito de Deus de edificar um casamento.

Há um jeito de eu encarar minha carreira e vida acadêmica e há o jeito de Deus.

Há um jeito de eu resolver meus conflitos e há o jeito de Deus.

Há o meu jeito de ver as pessoas, e há o jeito de Deus.

Você saberá que fez o movimento mais fundamental da sua vida de discípulo, quando você diariamente, progressivamente e conscientemente fizer a mudança do seu jeito para o jeito de Deus. Todo o bem que vem do evangelho para sua vida, decorre desse abalo existencial pessoal. O seu chão já tremeu?

Um abraço quebra costelas.

O discípulo gaudério.

Como liderar em tempos difíceis?

Quando Deus quer fazer uma obra especial ele prepara líderes e os levanta no tempo certo.

O tempo mais propício para se desenvolver liderança são os tempos difíceis. Não há momento em que se demande mais liderança qualificada! Já li em algum lugar que em tempos de crise se levantam dois tipos de pessoas: gigantes e anões. Que Deus nos ajude a aumentarmos nossa influência nessa hora para a glória do nome de Jesus.

Quero convidar você a buscarmos juntos alguns princípios sobre liderar em tempos difíceis em um episódio dramático na vida de Paulo em que toda sua experiência e liderança vieram à tona para benefício daqueles que o rodeavam. (1)

A situação era extrema, fruto de erros de avaliação daqueles que dirigiam o barco que levava Paulo e demais tripulantes com destino a Roma. Mais um erro e a vida de todos poderia ser perdida no meio do mar. Vejamos o que podemos aprender com Paulo e levar para dentro de nossos ministérios e lugares de influência:

Princípio 1 : Mantenha suas emoções sob controle. Nesses momentos podemos reagir de duas maneiras: como termômetro registrando a temperatura emocional do ambiente que muitas vezes beira a histeria e a irracionalidade. Palavras destemperadas só manterão o círculo vicioso do desespero. Ou podemos reagir como um termostato que determina a temperatura do ambiente para que ele se torne sustentável. Sem um ambiente propício o líder jamais conseguirá levar seu povo para fora da tempestade. E cabe a ele mantê-lo. Não consigo me lembrar de sequer uma vez na qual o descontrole emocional trouxe dividendos espirituais para meu ministério ou de outras pessoas.

Principio 2 : Chame para si a responsabilidade. Paulo tinha ótimas desculpas para não se envolver naquela situação difícil, ele estava preso e não era o chefe do barco. Mas ele se envolveu! O líder ganha autoridade quando assume responsabilidades! Conheço muitos líderes que na hora da crise entregam tudo aos seus subordinados e se escondem. É fácil entender porque perdem autoridade. Vá para frente do barco e conduza o seu povo pela tempestade em nome de Jesus! Se tiver que reconhecer um erro, faça logo. Se tiver que corrigir um erro, faça sem temor.

Princípio 3:  Tenha a Palavra de Deus em sua boca. Aqui se revela a espiritualidade edificada ao longo de uma vida. As pessoas precisam ouvir algo que seja mais do que opiniões ou meras palavras. Precisam de palavra de Deus. Convicções enraizadas. Precisamos  fazer como José  que armazenou em seus celeiros para nos tempos de seca e fome ele tivesse amplos recursos para seu povo e para aqueles que vinham de fora. Precisamos armazenar recursos espirituais para quando eles forem necessários.

Princípio 4:  Promova a esperança. Um ser humano pode passar 40 dias sem comer, 3 dias sem beber mas não pode passar sequer um minuto sem esperança. O líder é chamado a inflamar esta esperança. É chamado a visualizar o futuro pela fé assim como fizeram os profetas e construir essas imagens dentro da cabeça de seu povo para que essa esperança se torne um poderoso combustível do caminhar diário de cada um. Sem isso não há como evitar a apatia.

Princípio 5: Coloque a união no topo de sua agenda. Quando as circunstâncias conspiram contra nós é a tendência querer encontrar culpados, descarregar a tensão nos outros ou até mesmo cair fora. Mas o líder entende o momento e se torna um aglutinador, um defensor ferrenho do grupo. Acredito que esse foi o segredo do técnico Filipão na copa de 2002.  Nos momentos de maior contestação do trabalho da seleção ele se tornou um escudo protetor do seu grupo. Como ele disse em entrevista: “Se ganharmos, ganham os meus jogadores. Se perdermos perdemos com a minha cabeça.“  Não fale mal do seu grupo para outros, fale para eles. Não coloque a culpa do fracasso em alguém que não seja você. É duro, mas é a tarefa do líder excelente. O bom pastor dá a vida pelas suas ovelhas, disse Jesus. (2)

Princípio 6: Seja sensível as necessidades das pessoas. Cada pessoa precisa de um tratamento diferenciado. Às vezes nossos liderados necessitam de um abraço, alguns desabafar, outros uma palavra de encorajamento, outros uma fervorosa oração intercessora e uns ainda uma presença mais forte.  Anos atrás estava recebendo as pessoas que chegavam na igreja em que pastoreio quando me deparei com um dos participantes do grupo de jovens cabisbaixo e deprimido. Chamei-o para perto de mim e lhe dei um abraço apertado e disse que ele era muito importante. No dia seguinte, já com outro ânimo ele me contou como foi reconfortante aquele abraço. Nesses momentos o líder precisa estar sintonizado com seu povo e ministrar de acordo com a particularidade de cada um.

Princípio 7: Crie um ambiente leve através da gratidão. (27:35) Um espírito grato abre as portas do sorriso na face do líder, um sorriso ilumina um ambiente, traz ânimo novo. Um espírito grato é capaz de brincar e se descontrair.  Um espírito grato tem uma linguagem positiva. Uma pesquisa desenvolvida durante mais de dez anos nos EUA  provou que o futuro de uma organização depende em 70% do clima estabelecido pela liderança no ambiente de trabalho. Quer dizer ambiente negativo, baixa produtividade. Ambiente positivo alta produtividade. Funciona assim na igreja também. Quando há um líder capaz de irradiar um coração grato não há quem não goste de cooperar e estar ombro a ombro com ele!

Como você tem encarado os tempos difíceis na sua liderança?

Um abraço quebra costelas.

O discípulo gaudério.

(1) Atos 27

(2) João 10