De ateus funcionais a cristãos engajados I.

Você conhece estes homens?

Respectivamente estes são: Richard Dawkins, Christopher Hitchens (falecido 2011) e Sam Harris. Eles e seus escritos são responsáveis pelo crescimento do chamado neo-ateísmo. Muita gente acha que esta deve ser a maior ameaça ao evangelho nestes tempos.

Respeitosamente venho discordar pois honestamente creio que a grande ameaça ao evangelho são os “ateus funcionais”. Ateu funcional é aquele que declara crer em um Deus vivo e atuante, mas não ora. Como eles contribui para que o mundo e seu entorno afunde na crença inconsequente ou descrença passiva.

O contexto pós-moderno contribui amplamente para o abandono da oração por parte dos ditos cristãos:

1. A automatização do processo natural das coisas como preparar um café em máquinas dá a impressão a esta geração de que tudo se resolve apertando botões.

2. Cremos que a ciência tem condições de resolver todos os problemas relevantes da vida, então nossa esperança sempre fica por conta do anúncio de algum laboratório com um pílula milagrosa.

3. Desejo de controle. Tudo do nosso jeito, com dificuldade para aceitar os inescrutáveis planos de Deus.

4. Vício da multidão. Fugimos de tudo que possa significar solidão, mesmo que não nos envolvamos com as pessoas. Acreditamos que não há vida fora da multidão.

5. Barulho: os fones de ouvidos são a presença mais comum. E sem quietude e silêncio na alma não é possível orar com clareza e entendimento.

Além disso nossa religiosidade nos impede de orar como convém:

Procuramos fórmulas mágicas. Algum livro que nos dê a chave de resposta abundantes e constantes.

Aprendemos a repetir palavras “certas”. Eu costumo dizer na igreja, que a pior coisa que pode fazer um crente novo é aprender a orar. E o melhor que pode fazer um crente velho é desaprender a orar. Orações bonitas são as mais perversas porque a estética é o que menos importa na oração.

Praticamos a oração piloto automático. Oramos com um livro na mão, quando deveria ser com o coração na mão. Precisamos aprender a orar com as vísceras, sintonizados com aquilo que realmente habita nosso homem interior e não com o religiosamente correto.

A melhor e mais simples definição que ouvi de oração é a de Richard Foster: “orar é mudar”. E a Palavra nos autoriza a pensar assim. Ao que tudo indica todo universo é sensível a oração: de nossa alma, a vida daqueles que nos rodeiam a própria história humana. Certamente ela não é um monólogo cansativo que não faz a mínima diferença como muitos pensam, ela é um exercício espiritual com poder de causação.

Vejamos dois textos bíblicos que nos apontam para essa compreensão:

“O Eterno disse ainda a Moisés: “Olho para essa multidão e vejo um povo teimoso e obstinado! Afaste-se um pouco, para que eu possa dar vazão à minha ira e incinerá-los ali mesmo! Mas farei de você uma grande nação”. Moisés tentou acalmar o Eterno, dizendo: “Por que, ó Eterno, perderias a calma com teu povo? Tu os tiraste do Egito numa grande demonstração de poder. Por que os egípcios haveriam de dizer agora: ‘Isso foi premeditado por ele – libertou-os só para que pudesse matá-los nas montanhas e eliminá-los da face da terra’? Por favor, contenha tua ira! Pense duas vezes antes de trazer o mal sobre teu povo! Lembra-te de Abraão, Isaque e Israel, teus servos, a quem deste tua palavra, dizendo: ‘Darei muitos filhos a vocês, tantos quantos as estrelas no céu, e darei para sempre esta terra a seus filhos’. E o Eterno concordou em pensar mais um pouco. E decidiu não trazer sobre seu povo o mal com o que havia começado.” (1)

“Procurei  alguém que pudesse se posicionar em meu lugar contra tudo isso, alguém que reconstruísse as defesas da cidade, que tomasse posição por mim, se pusesse na brecha e protegesse essa terra, para que eu não tivesse de destruí-la. Não achei ninguém. Ninguém mesmo. Então, vou derramar minha ira sobre eles”. (2)

Como funciona essa equação cósmica de soberania de Deus e liberdade humana não é um trabalho que atrai meu coração. Mas sei por mim mesmo que orar faz toda diferença. Já orei por provisão muitas vezes sem que ninguém soubesse (para citar apenas um exemplo), para que alguém em outro lugar do país estivesse orando e fosse dirigido a me ajudar logo após. Prefiro viver o poder da oração a tentar explicá-la, é o que acho que Jesus também queria quando disse:

“Peçam e lhes será dado; busquem, e encontrarão; batam, e a porta lhes será aberta.” (3)

Quem quiser saber como são estas coisas, comece a orar.

Um abraço quebra costelas.

O discípulo gaudério.

(1) Êxodo 32:9-12

(2) Ezequiel 22:20

(3) Mateus 7:7

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