Seis Práticas Simples Para Alimentar a Fé

Sempre digo que 95% por cento das coisas que fazemos dependem de um exercício de fé para que nossa vida funcione. Permitam que eu explique. Você entra em um ônibus para trabalhar pela manhã, você precisa confiar que o motorista é um homem responsável e que não está tomado de um espírito suicida ou homicida e que não vai atirar o ônibus em um barranco. Dezenas de pessoas que estão se locomovendo naquele veículo estão depositando a segurança de suas vidas nas mãos desse homem. Esse é um exemplo. Aqui vem outro. Você come todos os dias aquele pão francês crocante. Chega à padaria bem na hora em que ele sai quentinho e pede uma manteiga que se derreta em sua superfície fumegante. Mas você sabe onde andaram as mãos que amassam aquele pão? Não? Claro, você apenas confia. Sem falar no médico do posto de saúde, que mal você se senta e ele já está entregando a receita. Sem pestanejar você compra o medicamento que ele manda, na confiança em suas credenciais. Você escolhe confiar. Ora Deus conhecendo como somos, espera a fé como uma resposta nada irracional diante das abundantes evidências que temos de Sua providência assim como fazemos com outras coisas. Mas o nosso mundo está cada vez mais doido e obsessivo por controle que as pessoas investem mais nos seus medos, do que na fé, especialmente a fé em Deus e Sua palavra. É tão grande o número de fobias que os especialistas relatam que a coisa parece não ter limites.

Tem gente com fagofobia. Tem medo de engolir. Como consegue viver uma pessoa assim? Outros tem espectrofobia. Medo de espelhos. Ok. Em alguns casos se justifica. Tem gente que tem medo de vegetais. Essa loucura se chama lacanofobia.

Isso acontece porque as pessoas alimentam seus medos ao invés de alimentar a fé. Outro dia meu filho chegou correndo da cozinha gritando e dizendo que tinha uma barata por lá. Eu respondi: E daí? Vamos lá que eu vou te ajudar a matar a danada. Alimentei a fé dele. E estou convicto que os discípulos devem alimentar sua fé também. Como? Aqui vai o que tenho aprendido com a Palavra.

1. Pequenas obediências.  A pretensão hoje em dia é tão grande e a arrogância tão ampla que as pessoas estão questionando até o batismo. Elas acham que não é importante. Que um banho de água não fará nada por suas vidas. Reconheço que o batismo não opera salvação, mas é uma ordenança de Jesus, uma pequena obediência que pode me fazer crescer. Certa vez Deus falou com Samuel e lhe disse: “Eu o enviarei a Jessé. Escolhi um de seus filhos para fazê-lo rei.” Mas Deus não lhe disse  quem era, e Jessé tinha oito filhos. Foi necessário que Samuel se movesse para que Deus desse uma nova instrução. Quem não faz o mínimo, não pode esperar algo a mais de Deus.

2. Imposição de mãos. A Bíblia fala amplamente sobre a imposição de mãos para consagração de líderes e oração pelos enfermos. O sentido parece ser de afirmação e de fé em cada uma delas. Quando recebemos oração ou quando oramos por alguém, estamos compartilhando nossa fé com ela. Costumo orar pela liderança da igreja com imposição de mão com certa frequência, e também peço que orem por mim, pois isso me ajuda a crescer e em certos momentos a me manter na fé.

3. Memorização da Palavra. Não falo de uma repetição do tipo papagaio. Muito bonita, mas sem significado nenhum. Falo da memorização que vem precedida pela compreensão. A nossa mente precisa de alimento para podermos renovar nossas atitudes diante dos desafios da vida. A Palavra enraizada é um antídoto poderoso as invasões que somos vítimas todos os dias através dos sentidos.

4. Ouvir a Palavra. A fé vem pelo ouvir, e ouvir a Palavra de Deus. Nada incendia mais o coração de um verdadeiro discípulo de Jesus, do que a pregação genuína do evangelho. Sempre saio com o ânimo renovado, a consciência despertada e o discernimento afiado depois de ouvir homens de Deus falando a Palavra no poder do Espírito Santo. Não faça como uma senhora que um dia veio falar comigo e disse: “Pastor, que bênção essa igreja! Eu tinha um problema terrível de insônia, até que eu comecei a vir. Agora é eu entrar aqui, que eu durmo o culto todo que é uma beleza.”

5. Viver no presente. Não sou contra planejamento, mas contra o vício da alma moderna de estar em todos os lugares menos no presente. Jesus disse que somos capacitados para enfrentar os problemas de cada dia. Se você acrescentar os problemas de todo o ano, no seu dia, e ainda pensar nos detalhes sobre o que vai acontecer ou não, certamente você vai terminar o ano no bagaço. Tem gente que está participando de um banquete, e em lugar de se alegrar, começa a fazer comentários angustiados: Vamos aproveitar agora, porque não sabemos até quando teremos para comer assim. Quer dizer, a pessoa está ali, mas já está angustiada quanto ao futuro.

6. Fazer festa. Os israelitas foram ordenados a celebrarem uma porção de festas no seu calendário anual, e toda vez que obtinham uma vitória eles dançavam sem culpa, como fez Davi. Segundo o Antigo Testamento festejar é sagrado. Se você quer reforçar o impacto de uma vitória, não seja econômico na celebração. Fortalece sua vida, e das pessoas que lhe ajudaram.

Alimente sua fé, não os seus medos e avance pelo poder de Deus.

Um abraço quebra costelas.

O discípulo gaudério.

(1)    I Samuel 16:1

(2)    II Timóteo 1:6

(3)    Josué 1:8,9

(4)    Romanos 10:17

(5)    Mateus 6:32

(6)    Levíticos 23:2

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