O linha fina que separa a indiferença e o fanatismo

EQUILÍBRIO

É sadio fazer o bem a quem cruza nosso caminho, mas é fanatismo religioso querer resolver o problema do mundo inteiro.

É sadio amar a todos e por ninguém alimentar o ódio que se alimenta do nosso coração, mas é fanatismo religioso achar que todos são dignos de confiança.

É sadio ter autodisciplina, e aprender a dizer não a si mesmo, jejuar, ler e orar, mas é fanatismo religioso perder a espontaneidade da vida cobrindo cada detalhe da existência com uma regra particular.

É sadio pregar o evangelho a toda criatura, mas é fanatismo religioso continuar falando para quem já tapou os ouvidos há muito tempo.

É sadio crer e orar pela cura física, mas é fanatismo religioso entregar toda responsabilidade a Deus e não fazer pela nossa saúde o que está ao nosso alcance fazer.

É sadio crer e estar aberto a palavras de revelação e profecia, mas é fanatismo religioso querer receber uma a cada dois passos ou abraça-las sem o escrutínio e o juízo devido.

É sadio questionar, perguntar e analisar, mas é fanatismo secularista não duvidar de suas dúvidas também.

É sadio respeitar hierarquias e lideranças diversas, mas é fanatismo religioso acreditar que elas sempre fazem o que é certo ou que não podem ser questionadas.

É sadio e verdadeiro acreditar que existem entidades espirituais do mal, mas é fanatismo religioso ver mais a obra do diabo do que a obra de Deus em uma terra que está cheia da sua glória.

É sadio sentir culpa pelos pecados que cometemos, pois só os psicopatas não sentem culpa, mas é fanatismo religioso sentir culpa por todo prazer legítimo que foi dado por Deus.

É sadio proclamar aos quatro cantos da terra a graça que perdoa sempre e completamente, mas é fanatismo tendencioso esquecer a graça que capacita.

É sadio fazer uso de tecnologias que facilitam nosso trabalho, mas é fanatismo pós-moderno acreditar que a tecnologia resolve todos os problemas.

É sadio amar a comunidade local dos discípulos de Jesus, mas é fanatismo religioso crer que o centro do Reino é a sua denominação.

É sadio termos líderes espirituais que nos dão conselhos, mas é fanatismo religioso permitir que os pastores gerenciem cada detalhe de nossa vida como se fôssemos para sempre crianças irresponsáveis, e seres maquinais e anencefálicos.

É sadio pensarmos sobre Deus e seus propósitos, mas é fanatismo humanista achar que Ele pode ser explicado com categorias humanas.

É sadio entendermos que tudo que é bom e belo vem de Deus, mas é fanatismo religioso achar que é preciso que a palavra “Deus” e “Jesus” esteja presente para justificar que algo tenha origem divina.

Um abraço quebra costelas.

O discípulo gaudério

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