Oito frases que podem resolver 80% dos seus problemas

Preste atenção nas frases que você vai ler.

Cada uma delas representa uma ponte para a verdadeira comunhão, o êxito e a paz.

São fáceis de falar, mas difíceis de ouvir.

Em comum elas tem a humildade. O orgulho é a grande trava para que elas sejam evitadas.

Ele, sempre ele, é e sempre será nossa maior limitação.

Orgulho e burrice, andam de mãos dadas.

1. “Vamos trabalhar juntos?”  Não existe nada mais humilhante para alguém que acha que tem todas as respostas e que se vê melhor do que ninguém do que ter que depender de outros. Trabalhar em equipe na mente arrogante é  a mediocridade institucionalizada. No entanto se você quiser fazer algo realmente grande, precisa aprender a trabalhar com outras pessoas.

2. “Eu não sei!” Li em algum lugar que o brasileiro tem uma grande dificuldade em reconhecer sua ignorância. Não sei se é exclusividade tupiniquim, mas a maioria das pessoas que conheço tem dificuldade em dizer essa frase. As pessoas vão enrolando, falando coisas vagas ou até desviam o assunto para não ter que dizer simplesmente: “eu não sei”. Ah essa frase é o portal do conhecimento. Quando dou aulas costumo repetir a seguinte sentença para meus alunos: “não existem perguntas tolas, existem tolos que não perguntam”. Aliás, esse é o maior sintoma de quem assume sua ignorância: faz muitas perguntas. Nesse quesito, admiro muito os americanos. A maioria dos que conheci chega aqui e pergunta tudo que podem. Os brasileiros de sua parte até fazem piada pensando que os gringos são muito bobos, quando na verdade eles são muito espertos, pois estão aprendendo enquanto perguntam.

3. “Foi mal, eu errei.” Casamentos são destruídos pela ausência dessa simples frase. Já conversei com mulheres e homens que desabafam amargurados depois de anos com problemas: ele(a) nunca reconhece que está errada(o).  Patrões, companheiros de trabalho e tantas outras ocupações teriam seu ambiente revolucionado se fosse criada a cultura de dizer essa frase que destrói a muralha da distância.

4. “Que grande trabalho tu fizestes.” O encorajamento faz milagres. Mas ele precisa ser sincero. Outro dia comecei a jogar futebol com uma turma que eu não conhecia, a exceção de um amigo da igreja. Eu gosto muito de fazer gols. Só que neste jogo o goleiro adversário conseguiu vantagem na maioria dos lances. O que muito me admirou foi a idade dele: 57 anos. Ele não era tão flexível, mas era muito inteligente para fechar os ângulos dos atacantes. No final do jogo, eu fui até ele e disse: “Seu Antônio, o senhor é muito inteligente para jogar. Parabéns. “ O rosto dele se iluminou imediatamente. Fomos sentar naquela tradicional roda após o jogo, e o homem não parou de falar comigo. É o poder do encorajamento, que está ao seu alcance também, todos os dias, a qualquer hora.

5. “Estou/estava com saudades de ti.” Confessar a importância dos outros na nossa vida é um lamento das pessoas em muitos funerais. Eu não quero deixar para falar nesse momento. Quando alguém é importante para mim, faço logo ela saber. Ah, como isso diminui a distância, pois as pessoas muitas vezes ficam longe porque pensam que estão nos incomodando.

6. “Reconheço que não fiz nada sozinho.” Por mais prosaicos que sejamos todos nós temos momentos gloriosos na vida. Nessa hora é preciso nos guardar da embriaguez que as conquistas sempre trazem. É preciso lembrar que muita gente nos ajudou de diferentes maneiras. Mesmo que alguns tenham falhado ou ficado aquém de nossas expectativas nunca ficamos  sem alguma ajuda. A humildade nos manda que nos lembremos dessas pessoas. Que não sejamos impostores em momento tão importante.

7. “Acho que precisamos conversar.” A Bíblia manda que resolvamos nossas pendengas antes que o dia termine. Mas o que acontece é que ficamos discutindo mentalmente quem deve ir a quem. Às vezes percebemos que algo não está bem. Que o clima do relacionamento está diferente, mas acreditamos que procurar saber o que está mal, é um demérito para nós. Mas não é não. Quanto mais tempo um problema se alonga, mais fantasmas vão sendo criados na cabeça de quem está envolvido. Se você costuma tomar sempre a iniciativa do diálogo, saiba que você não é um tolo, mas um grande sábio.

8. “Tu podes me ajudar com isso?” Tem gente que vive reclamando da vida. Que está abandonado, que ninguém se lembra dela. Mas jamais pede ajuda. Espera que os outros adivinhem. Nunca tive problema com isso. Talvez por ser caçula e me acostumar a pedir ajuda ao meu irmão mais velho. O fato é que minha experiência infantil tirou qualquer dificuldade para pedir ajuda. E sabe o que acontece? Sempre tem gente boa que estende a mão para me ajudar. Você pode experimentar o mesmo é só praticar.

Agora que você já sabe as frases, o que está esperando para derrubar muralhas?

Um abraço quebra costelas.

O discípulo gaudério.

Sete diferenças gigantescas entre juízes e profetas.

“Pois o mandamento é lâmpada, a instrução é luz, e as advertências da disciplina são o caminho que conduz à vida.”

Provérbios 6:23

Estamos em tempos de altas suscetibilidades e melindres no meio evangélico. Se você conversar com alguém sobre seus maus caminhos logo se levantam autodefesas “escriturísticas” dizendo: a Bíblia diz para não julgar!

É verdade, mas nem todo confronto é julgamento. Inclusive a repreensão na verdade é um dos mais poderosos instrumentos de mudança para o discípulo de Jesus. Jesus repreendeu fortemente seus discípulos e justamente por isso foram forjados poderosamente.

Creio que a formação deficitária dos discípulos do nosso tempo tem tudo a ver com a impossibilidade cultural do chamado a verdade do evangelho.

O Novo Testamento indica no mandamento: sujeitem-se uns aos outros a formação de uma comunidade que se ajuda na jornada espiritual através da lembrança amorosa um ao outro dos caminhos de verdade e justiça.

O individualismo ocidental também contribui para alienação das pessoas da igreja, afinal somos um corpo, mas até o ponto em que ninguém se meta na nossa vida. Queremos comunidade para nos ajudar no que cremos que precisamos, mas definitivamente ouvir verdades desconfortáveis não está no nosso cardápio. Pensamos como a canção do Cazuza: “mentiras sinceras me interessam”.

Há um abismo entre um juiz e um profeta. Precisamos de profetas, mas de juízes não precisamos de nenhum, porque já temos um infalível. Qual a diferença?

1. O juiz dá sentenças definitivas, o profeta confronta com expectativa de mudança. O apóstolo Paulo instrui que devemos repreender na expectativa da mudança(1) e não procedermos com declarações definitivas como: “esse não tem mais jeito!” O único que não tem mais jeito é o diabo.

2. Quem julga fala com tom de superioridade, quem confronta sabe que pode cair no mesmo erro. A metáfora do juiz pressupõe uma atitude de superioridade. Quem confronta fala com consciência, comunica a possibilidade de cair no mesmo erro. Não aponta o dedo, mas coloca o braço ao redor e fala com carinho.

3. Quem julga fala precipitada e superficialmente, quem confronta pensa bem antes de falar. Quem ama a verdade usa o princípio do jornalismo: sempre checa suas fontes esmeradamente antes de afirmar qualquer coisa.

4. Quem julga fala a distância e indiretamente, quem confronta olha no olho, vai direto ao assunto e não usa intermediários. Hoje as pessoas utilizam muito o Facebook para lançar para todos uma palavra que se destina a um só. Além de covardia, o efeito desse expediente é nulo além de produzir aquilo que Jesus disse: o contraveneno. “Quem é esse homem para falar da minha vida se ela faz isso e isso.” É a reação típica.

5. Quem julga tem como grande motivação o sentimento de superioridade, quem confronta faz isso com um coração pesaroso. Aliás, um dia ouvi um conselho que carrego comigo para sempre. Se você sente prazer em repreender, você não está preparado para fazê-lo.

6. Quem julga está sempre com um espírito crítico de prontidão, quem confronta não é afoito para crer no mal. Essa talvez seja a maior diferença. Um juiz não cessa de falar palavras condenadoras. Toda conversa dele é  a respeito do mal que outras pessoas perpetraram. Sua atitude geral é de um azedume insuportável. E mesmo falando a verdade acaba contaminando o seu conteúdo com seu negativismo. Ao passo que um coração que está cheio do Espírito não acredita no mal de primeira.

7. Quem julga fala e depois ouve, quem confronta ouve e depois fala. Se você tem temor de Deus no seu coração, sabe que aquela vida que você vai conversar é preciosa e então você pergunta primeiro sobre o que você sabe ou que ouviu em lugar de despejar seu sermão. Talvez sabendo o que está por detrás de uma atitude ajude você a ter um coração mais misericordioso.

Que o medo de ser juiz não lhe roube a vocação profética e que o desejo de ser profeta não tire a doçura do seu coração.

Um abraço quebra costelas.

O discípulo gaudério.

(1) II Timóteo  2:24,25