Dezesseis sinais “proféticos” de que você está ficando velho

Aquele pessoal que você chama de “guris” tem mais de quarenta anos.

Sua conversa é mais sobre histórias do passado do que projetos para o futuro.

Você começa a perceber que a moçada te chama a todo o momento de “tio” ou de “tia” ou quem não te conhece de “senhor”.

Você se sente a vontade para chamar os outros de “meu filho”.

Você troca recomendação de medicamentos com seus amigos.

Você pensa que está a mil por hora e alguém chega e chama a sua atenção: cara como você demora!

Nenhuma atividade física intensa sai livre de dores posteriores intensas.

A expressão “no meu tempo” sai naturalmente da sua boca.

Tomar banho se tornou uma atividade aborrecida.

Você precisa pedir ajuda para mexer em um produto novo de tecnologia.

Você critica ferozmente as músicas de “agora”.

Não mudar de ideia é uma questão de honra para você.

Dormir cedo é uma prioridade para você.

Todas as pessoas novas que  conhece, você tem impressão que já viu em outro lugar.

Você começa planejar seu funeral onde e como.

Não há roupa que fique bem em você.

E se isso deixa você desanimado, não esquente não, vamos todos pela mesma jornada!

Um abraço quebra costelas.

O discípulo gaudério.

Há um sabotador entre nós e precisa ser morto!

“O que muda a nossa história não é o que sabemos, mas o que fazemos com o que sabemos.” Verdade pura. Especialmente quando tratamos da cruz na vida do discípulo de Jesus.

A cruz como conhecimento é apenas uma questão histórica. A cruz como estilo de vida é uma questão existencial. Não é uma recordação sentimentalista é uma resposta radical ao convite de Jesus de levarmos nossa cruz.

O texto de Paulo em II Coríntios 4:10 diz: “Trazemos sempre em nosso corpo o morrer de Jesus, para que a vida de Jesus também seja revelada em nosso corpo.” Observem que ele não fala de algo que acontecerá no futuro, ele fala de um morrer diário que produz uma nova vida diária. Portanto, não há vida de Deus, se não há um morrer diário. Se não levarmos para cruz diariamente o nosso pecado não haverá vida em abundância.

A vida crucificada é fundamental porque a questão do pecado é um tema sério em todo o evangelho. Aliás, a depravação humana é uma questão verificável fora das Escrituras, faz parte do nosso dia a dia.

A palavra pecado incomoda os pós-modernos por duas razões. Uma legítima e a outra ilegítima.

A primeira razão é que religiosos arrogantes utilizaram-na para impor-se, dominar e acusar a outros. Em outras circunstâncias esconderam sua própria sujeira condenando a outros.

A segunda razão é ilegítima. E está ligada com o orgulho humano que em cada geração veste uma roupa diferente, agora está de relativismo. “Quem é você para ditar valores aos outros” é o que ouvimos a todo o momento.

O fato é que o pecado é o grande sabotador dos sistemas econômicos, das soluções políticas, e das boas intenções de líderes. Por isso a necessidade de contratos assinados, autenticados e reconhecidos em cartório que detalhem todas as possibilidades de violação.  A traição dos nossos mais altos valores está em nossas veias. Matamos o Autor da vida.

Como então diariamente posso levar à cruz esse sabotador?

  1. Fale mal do pecado. Do seu pecado. Você o conhece melhor do que ninguém. Tem gente que serve a Cristo, mas fala com um riso saudoso dos tempos em que ele enganava as mulheres. Por essa razão seus antigos hábitos estão vindo sempre de volta a tona. A falsa esperteza, o jeitinho brasileiro é louvado em prosa e verso a boca miúda. Isso é manter o pecado vivo no coração.
  2. Não dê oportunidade ao pecado. Para todos nós existem pessoas perigosas, lugares perigosos e momentos perigosos. Desses precisamos fugir. Vou usar como exemplo o diabético. Ele sabe que não pode comer doces. Então ele entra em um processo de aproximação do mal. Ele pensa assim: eu não vou comer doce, eu só vou passar na frente da confeitaria. Eu só vou dar uma olhadinha na vitrine. Eu só vou ver o preço. Eu só vou comprar, mas não vou comer. Eu só vou comer um pedacinho. Eu só vou comer um. Eu comi todos e estou passando mal.
  3. Confesse o mal sem atenuantes. Confessar golpeia profundamente o nosso orgulho como nenhum outro ato pode fazer. O maior motivo para que as pessoas não confessem seus pecados não é o medo de que outros exponham seu pecado, mas de ver o seu orgulho ferido. Tenho um princípio comigo: quem me viu pecar, precisa me ver pedindo perdão sem um “mas” para atenuar.
  4. Confie que no lugar de morte nascerá o novo de Deus para sua vida. O cara que usava a linguagem insultadora verá Deus usar sua boca para proferir as grandezas de Deus. Aquele que tinha o pavio curto usará sua indignação para mudar realidades de morte nesse mundo. E assim conforme a criatividade de Deus para conosco.

Não esqueça, o novo de Deus não é o que acontece para nós, mas o que acontece em nós!

Um abraço quebra costelas.

O discípulo gaudério.

Como o menino Bernardo pode nos inspirar?

“Nenhum homem é uma ilha, isolado em si mesmo; todo homem é um pedaço do continente, uma parte da terra firme. Se um torrão de terra for levado pelo mar, a Europa fica diminuída, como se fosse uma península, como se fosse o solar dos teus amigos ou o teu próprio; a morte de qualquer homem me diminui, porque sou parte do gênero humano, e por isso não me perguntes por quem os sinos dobram; eles dobram por ti.”

John Donne

 

Diante do inominável que aconteceu com Bernardo, fogem adjetivos, desejo de falar. Sobra apenas perplexidade! Mas precisamos mais do que isso!

Por que sofremos?

Essa é uma pergunta feita há séculos pelos homens questionando Deus.

Respostas lógicas não satisfazem nem a mim, nem a quem vive o desgosto, a consternação.

Servem para uma sala de aula, não servem para o luto inexplicável.

A pergunta certa é o que faremos?

Deus não nos deu respostas, deu a si mesmo em paixão, entrega e serviço.

Deus não nos dará respostas, nos chama para sermos respostas de compaixão e sensibilidade.

Vou continuar pelo caminho sem explicações, mas com atitude. Afinal alguém já disse: “a fé é conviver com perguntas sem respostas.”

O mal espreita a todos nós. Não está só lá em Três Passos. Ele só espera que lhe demos a senha para crescer e infestar! Ele está na porta ao lado, na multidão suscetível como feno seco e que se torna assassina de irmãos, no clima inexplicavelmente sinistro, mas o que é pior ele jaz dentro de nós. A Bíblia chama isso de carne, mundo e Diabo.

Como um bumerangue a pergunta que tenho novamente diante de mim é: o que vamos fazer diante do mal?

Se não é com a gente, não fazemos nada?

Isso se chama indiferença. Fomos treinados para isso. Condicionados a sentar no sofá e chorar um choro inconsequente.

Vamos esperar, na expectativa que tudo mude naturalmente?

Nada muda para melhor “naturalmente”. Para mentir, tomar o que é dos outros, e negar o que é seu, isso é o que vem naturalmente.

Vamos fazer que não ouvimos?

E quando clamarmos quem vai nos ouvir?

Vamos banalizar?

O pior que podemos fazer é nos acostumarmos.

Vamos fugir?

Ninguém pode fugir, o planeta está doente.

Vamos nos perder dissecando razões, motivos psicológicos, sociais e filosóficos?

Isso é burocracia intelectual. É preciso mais.

Da minha parte me sinto  mais premido do que nunca a fazer missões, a falar mal do pecado social e pessoal. Primeiro os meus e depois o dos outros. Vou continuar levando e pregando a cruz, e sustentando a bandeira do discipulado. Sustentando para sempre a bandeira do amor.

O poema de Edward Shillito me inspira neste momento:

 

“Se nunca te buscamos antes, nós te buscamos agora

Teus olhos queimam em meio as trevas, são nossas únicas estrelas

Precisamos da visão dos espinhos cravados em tua fronte

Nós precisamos de Ti, Ó Jesus das cicatrizes

 

Os céus nos assustam, quão calmos eles estão

Não há lugar para nós em todo o universo

Nossas feridas nos machucam, onde está o bálsamo procuramos em vão

Ó Jesus, por tuas cicatrizes, por tua graça clamamos então

 

Se quando as portas estão fechadas, tu acercas-te de nós

Apenas mostra-nos aquelas mãos, teu lado perfurado

Nós sabemos hoje o que é estar ferido, não receie

Mostra-nos tuas cicatrizes, nós sabemos também o que é estar machucado

 

Outros deuses eram fortes, mas Tu fraco tinhas de ser

A caminho do Trono cavalgaram, mas Tu tropeçaste ali

Para nossas feridas, somente as feridas de Deus podem falar

E nenhum Deus tem feridas, como Tu a nos mostrar.

Um abraço quebra costelas

O discípulo gaudério.

O cenário da Cruz continua o mesmo!

“Não havia nada de atraente nele, nada que nos levasse a olhá-lo com atenção.”

Isaías 53

O que a Cruz revelou no passado continua revelando hoje.

Ali discernimos o homem, o pecado e Deus da mesma sorte que vemos hoje.

Ainda vendemos nosso Cristo por 30 moedas de prata. Ou por R$ 900,00.

Ainda gente boa na hora que o bicho pega foge da Cruz.

Ainda o silêncio misericordioso dos céus é interpretado como omissão. Desce da Cruz é o que pedimos. Quem ficaria de pé se a face do juiz divino se revelasse sem freios?

Ainda fazemos pouco caso dos perdedores, ainda preferimos tronos suntuosos aquela velha Cruz.

Ainda matamos o amor por inveja, avareza e medo.

Ainda o pecado é cruel, sujo, contundente e irrefreável.

Ainda a humanidade está falida.

Ainda não achamos graça numa pregação que não venha acompanhada dos signos externos de poder.

Ainda o poder político se presta para servir a conveniência de poucos do que a justiça.

Ainda aqueles que sabem e viram o bastante para formar uma opinião da verdade estão ausentes do lugar onde deveriam estar.

Ainda as incensadas incertezas dos intelectuais cedem lugar ao protagonismo de quem é convicto em sua iniquidade.

Ainda queremos matar Deus. Ele continua sendo um estrangeiro para nós.

Ainda há só um jeito: graça.

Um abraço quebra costelas.

O discípulo gaudério.

 

Você crucificaria Jesus?

Se você se arrepia de ver a intimidade e afeto que Ele tem com aquela prostituta, sem se importar com o que  aquilo parece. Se tudo isso o deixa profundamente incômodo, pois afinal é preciso cuidar com a aparência do mal, e claro até seu futuro religioso pode estar em jogo ao fazer parte dessas loucuras, talvez seja o momento de abrir fora.

Se você se irrita quando alguém que não merece é bem tratado, acolhido ou pago, então você já começou o trabalho.

Se você se incomoda porque ouve que o dinheiro, (ah o dinheiro que resolve tanto os nossos problemas) é uma grande armadilha no caminho espiritual, posso sentir daqui o seu desconforto.

Se você gosta de ocupar os holofotes, de ser cumprimentado por todos, de ser lembrado sobre suas boas obras, de ser honrado, talvez esse homem que se diz Deus seja uma sombra para você na sua instituição. Então porque tolerá-lo e deixa-lo crescer a um ponto sem retorno?

Se o seu negócio é o tráfico de poder, intimidar quem pensa diferente, ameaçar, pisar cachorro morto e colocar todo mundo no seu lugar, então essa pregação inofensiva que não grita no meio das ruas, nem esmaga a tocha que fumega, talvez atraia o seu gosto por sangue.

Se você sente seus sonhos pessoais ameaçados por seu chamado a uma vida de serviço ao próximo, então talvez você considere que algo precisa ser feito logo.

Se você vê toda a sua religiosidade rasa e descomprometida desmascarada por suas palavras, então pode ser que ele seja mesmo um inimigo real.

Se Ele tem derrubado seu ganha pão no templo, tentado se intrometer em uma  vida perfeita como a sua, que funciona muito bem obrigado, talvez eu veja você tramando.

Se Ele conta histórias em que o vizinho espírita é o grande herói e o pastor protestante uma figura indiferente, a chapa está esquentando.

Se Ele não costuma aparecer em suas festas tão asseadas com gente estudada e interessante, que diagnosticam com precisão os problemas do mundo sem jamais olhar o próprio coração ou mover uma palha, mas dá preferência para gente mais simples, que mal sabe fazer a diferença entre o pretérito perfeito e o futuro do presente, então não há porque tolerar esse galileu presunçoso e de mau gosto.

Se você tentou comprar sua atenção com promessas mal intencionadas, com louvores calculados e falsas devoções e não o viu  mover um músculo de impressionado, ah meu amigo sei o quão frustrante isso pode ser. Sempre foi, sempre será. Esse nazareno não se deixa domar pelas manhas de ninguém. Vamos crucifica-lo e assim teremos justificativa dizendo: era apenas um louco pregando um grande devaneio que Ele chamava de boas notícias.

Um abraço quebra costelas.

O discípulo gaudério.