Os 12 mandamentos do mau caráter

Se cometer um erro, negarei até o fim.

Se alguém me acusar, me farei de vítima das circunstâncias.

Se conseguir mentir e chorar melhor ainda.

Se ninguém lembra eu não falei.

Se ninguém viu eu não fiz.

Se alguém viu e não falou, eu também não fiz.

Se as aparências me favorecem, é melhor eu cuidar mais a roupa que compro.

Se há alguma disputa, descobrirei o mais rápido possível o lado mais forte.

Se ninguém pode ver minhas motivações, esconderei até o fim.

Se fizer algo de bom, é preciso ganhar algo com isso.

Quando maior a maldade, maior o planejamento.

Se alguém descobrir quem sou, das duas uma: ou acabo com ela ou fico bem longe.

 

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O churrasco de despedida de Eliseu

Grandes tarefas não são para quem quer experimentar. É preciso antes de qualquer empreendimento avaliar a grandeza e a dignidade do mesmo.

Depois de avaliada a situação, não podemos mais negociar, ou perguntar aquilo que já sabemos, pois isso tirará o ímpeto e a força criativa que precisamos.

O erro de Balaão, foi ouvir os argumentos dos enviados de Balaque quando já havia recebido uma palavra definitiva de Deus: Números 22:1-20.

Dessa forma, muita gente fracassa no casamento porque deixa o plano B do divórcio habitar suas cogitações. Na verdade isso acaba se tornando um vazamento do foco para construir um grande relacionamento.

Tem muito líder, pastor desenvolvendo seu ministério pensando em sair do lugar onde está, e acaba não fazendo um bom trabalho e também não encontra alegria nenhuma.

Meu conselho a você: pare de tentar. Elimine essa palavra do seu vocabulário. Diga: vou fazer! E feche a porta da desculpa para fugir da raia.

Se você acha que está em um momento de transição, saiba que você precisa sempre deixar para trás algo construído e um sucessor capacitado. Há sempre algo maior que nós mesmos em jogo.

Faça como Eliseu quando chamado para ser discípulo do profeta Elias. Sua vida anterior era levar uma parelha de bois. Ele então queima a parelha e faz um churrasco dos seus bois como uma excelente forma de celebrar o novo tempo e dizer aos outros e a si mesmo: pra cá eu não volto mais. I Reis 19:19-21.

Um abraço quebra costelas.

O discípulo gaudério.

O Jesus tolerante e o Jesus intolerante.

Jesus expulsa os vendilhões do templo Doré

A tolerância é a bandeira branca que se deve levantar em uma sociedade cheia de diversidade.

O que é tolerância? É dar o direito ao outro de pensar diferente, ser diferente e ter ideias diferentes e mesmo assim ocupar o mesmo espaço público sem sofrer agressões.

Você pode ter convicção, e ainda assim ser tolerante, você pode tentar convencer o outro da verdade que você fala e ainda assim ser tolerante. Você pode criticar o pensamento sem rebaixar o pensador.

Jesus veio em um tempo e a um lugar de intensa guerra cultural em um povo que de tão beligerante e intransigente teve sua principal cidade Jerusalém, queimada e destruída em 70 d. C.

Ele mais do que qualquer figura histórica, ensinou ao mundo o que é ser tolerante, a ponto de preferir sofrer o mal, a levantar a bandeira do ódio.

Às vezes acho os discípulos desse Jesus surpreendentemente inflexíveis, embora reflitam a natureza da sociedade que vivem. Pois uma sociedade que padece de um mal chamado “bullying” não pode falar sobre coexistir sem ficar com o rosto vermelho.

Quero olhar para os evangelhos e aprender nestes tempos de ódios enrustidos, o que devo como discípulo de Jesus, tolerar e o que não posso tolerar.

Olhem vocês mesmos para Cristo em cena:

Jesus tolerava gente pecadora. Mas não tolerava gente pecadora bancando a justa e perfeita.

Jesus tolerava que as pessoas não cressem nele, mesmo os de sua cidade e povo. Sabia que poderia fazer mais por eles, mas não forçava a entrada. Ele dizia aos discípulos que enviava que quando não fossem benvindos deveriam bater os pés e ir embora. Só não tolerava quem dizia crer, mas não dava passos de fé.

Jesus tolerava a limitação daqueles que o rodeavam, só não tolerava que gente que tinha visto e vivido o que ele fez ainda continuasse querendo mais sinais.

Jesus tolerava ser preso pelo império romano e morto pelos pecados do mundo. Só não tolerava o esquema formado por saduceus e fariseus para controle e lucro com o templo. Para Jesus quem explora a fé alheia não tem desculpas e merece o relho nas costas.

Jesus tolerava todo tipo de perguntas e não se ofendia com quem trazia suas dúvidas para a mesa. Só não tolerava perguntas com agendas ocultas cujo objetivo era ridicularizar o que ele ensinava.

Jesus tolerava que a multidão dissesse o que quisesse a respeito dele, muitos o chamavam de profeta, de Elias, ele não tolerava era que seus discípulos depois de tanto tempo não tivessem ideia de quem ele era e o que vinha fazer.

Jesus tolerava uma agenda ativa e cheia de compromissos, mas era intolerante quanto a abrir mão do seu tempo a sós com o Pai.

Jesus tolerava os gritos de um cego pedindo por um milagre que o fizesse enxergar de novo, só não tolerava religiosos falsos pedindo sinais como para um espetáculo religioso.

Jesus tolerava que não o quisessem por perto, só não tolerava discípulos que queriam enfiar o evangelho goela abaixo dos outros.

Jesus tolerava viver com pouco e não ter onde dormir, só não tolerava que tentassem tirá-lo de sua grande missão: morrer por nós.

Um abraço quebra costelas.

O discípulo gaudério.