Queres ser curado?

Em um dos muitos relatos de cura do evangelho de João, Jesus encontra um homem paralítico há 38 anos aguardando uma oportunidade no tanque de Betesda para alcançar a cura da sua enfermidade no mover das águas.

Antes de fazer qualquer coisa pelo doente, Cristo faz uma pergunta intrigante ao homem: queres ser curado?

 Ora quem não gostaria de ser curado de uma paralisia? Qual era o sentido dessa pergunta?

Tenho uma suspeita sobre a resposta sobre essa questão.

A doença depois de um tempo se transforma em muleta invisível para os espertos humanos.

É fácil para qualquer um perceber que os doentes  tem direitos especiais. Eles não são repreendidos nem desafiados. Afinal quem está com saúde sente um pouco de culpa por estar tão bem e o outro sofrendo.

Para alguns então sua condição adoecida torna-se um salvo conduto para trafegarem na existência dos outros pela contramão sem sofrerem oposição.

“Coitadinho, está demente.” E o louco se diverte com a condescendência.

“Eu sou bipolar.” Defende-se a aluna desaforada para o professor constrangido com as grosserias ditas dentro da sala de aula.

“Me vistam.” Pede um cadeirante que consegue o que quer com uma carinha de coitado.

 “Ah, o que seria de mim sem esse bendito diabetes!” pensam alguns cônjuges tratados como um bibelô pelo companheiro.

Queres ser curado?

Talvez não. Não mesmo. Afinal se não tiver uma enfermidade terei que assumir responsabilidade por tudo que faço. Tudo mesmo. E o que é um ser humano se não tiver alguém ou algo para colocar a culpa?

Conheci um homem que  cortou o próprio dedo (e não é o Lula não) para poder pedir aposentadoria. Decepar-se para ganhar.

A mulher com 12 anos de fluxo de sangue nos ensina muito. Foram 12 longos anos, mas a doença não tinha se tornado sua identidade. Ela queria mais, e por isso Jesus disse a ela: “A tua fé te salvou”. Ela se apegou a possibilidade de mudar. E mudou.

Você vai negar que está doente?

“A verdade libertará vocês”  disse Jesus. Mas as pessoas parecem fugir da realidade de suas neuroses, e por conviverem sem lutar com seus fantasmas, continuam assombrando a vida dos seus pares.

Cura interior, eu? Capaz, sou bem ajustado. Pena que não perguntou para a família que sofre o peso de carregar o paralítico espiritual.

Você quer manter seus problemas como um bichinho de estimação?

Tem gente que em lugar de encher seu coração com os conteúdos do evangelho, prefere discorrer ano após ano sobre sua enfermidade. É tudo que elas querem ter, mas pra quem já ouviu falar de Jesus, um mundo de possibilidades novas são descortinadas.

O lamento de Jesus sobre Jerusalém a partir dessa reflexão tem mais sentido do que nunca:

“Jerusalém, Jerusalém, você que mata os profetas e apedreja os que lhe são enviados! Quantas vezes eu quis reunir os seus filhos, como a galinha reúne os seus pintinhos debaixo das suas asas, mas vocês não quiseram.”

A pior tragédia da humanidade não é que ela seja doente, mas que não queira ser curada.

Porque quem quer ser curado já tem uma alma sadia, o que já é meio caminho andado. Ou mais.

Um abraço quebra costelas.

O discípulo gaudério

Testosterona redimida

Em comum aos quatro modelos de macheza da nossa sociedade está a fuga. A ira, o vício, a covardia e o narcisismo são o esconderijo desses homens cheios de potencial.

Cristo é o maior modelo de masculinidade que jamais existiu, e um referencial  para os homens que precisam e querem mudar de vida. O problema com os discípulos é que eles foram feitos refém de uma mentira: a mentalidade de que é impossível ser como Cristo. Sem chão construíram suas cópias mal feitas de homens de Deus.

Outros inclusive separam espiritualidade da vida. Pensam que espiritualidade é o que fazem no domingo e nos dias seguintes seguem os ventos conforme eles se apresentam. Mas domingo é treino, o jogo é na vida.

De que maneira então, Cristo nos mostra o caminho como homens?

Em Cristo vemos o homem sensível.  Ele não via sofrimento sem fazer alguma coisa para aliviá-lo. Nós fugimos demais do sofrimento. Nos anestesiamos com doses paquidérmicas de entretenimento. E para alívio da consciência, dizemos que cada um tem o que procurou. Dizemos “graças a Deus que não é comigo.” Ser sensível não é estar o tempo todo pranteando, mas se deixar alcançar por atos e palavras. É entender que chorar não é ser fraco.  Lágrima é coisa bonita, é discurso sem palavras sobre o que é ser humano inteiro. É como uma ponte improvável a unir abismos de diferenças. É uma represa que não pode ser contida do contrário se volta contra a gente.

Em Cristo vemos o homem firme. Firmeza é a capacidade de não retroceder naquilo que sabemos ser o correto. Precisamos ser firmes contra a tentação, firmes nos compromissos assumidos, firmes quando somos minoria, firmes quando nossas ideias não estão na moda, firmes quando postura custa fracasso na carreira, desaprovação e críticas ferozes. Firmes quando a vontade não ajuda o dever, firmes quando precisamos tomar decisões.

Em Cristo vemos o homem intenso. Cristo viveu seu chamado com entrega total. Viveu a alegria e festejou a vida quando essa era a música que Deus tocava, trabalhou incansavelmente quando a necessidade de pregar era premente, estava com o coração presente em tudo que fazia, e nunca houve nele qualquer dissociação entre coração, mente e espírito. Não se guarde para os minutos finais, pode ser que eles nunca cheguem.

Em Cristo vemos o homem corajoso. Quem não tem medo é louco, quem tem só medo é paralítico. Coragem é viver por algo mais forte que o medo: o amor. Foi o que Ele fez. Cristo foi corajoso ao associar-se a gente de moral duvidosa, foi corajoso de falar a verdade a um público hostil na própria casa deles, e foi corajoso de ir até as últimas consequências de sua mensagem: a cruz.

Em Cristo os homens encontram o chão para uma vida livres de mentiras que nos fazem miseráveis.

E quem não quiser perder tempo que siga suas pegadas.

Um abraço quebra costelas.

O discípulo gaudério.

Cristiano Ronaldo, o quarto tipo de homem

O quarto tipo de homem vou chamar de Cristiano Ronaldo. Você já deve ter visto a mudança de aparência que esse jogador planetário passou entre adolescência e vida adulta, transformando-se em símbolo de beleza, transcendendo o esporte. Já deve ter visto também como ele olha para o telão para ver sua própria imagem enquanto o jogo está acontecendo. “Eu estou aqui” aponta para si mesmo quando faz suas centenas de gols.

Ele não é um tipo isolado neste tempo, mas o representante de uma geração de homens.

Esses homens tomaram para si a antes exclusiva vaidade feminina e trouxeram para o domínio masculino. O grande motor de sua vida é o narcisismo, o cultivo da imagem. Nessas vidas midiáticas, mais importante que experimentar, é registrar.

Eles custam chegar à vida adulta. Na verdade não tem nenhuma ambição. Uma pesquisa revela que eles vão chegar à maturidade lá pelos 43 anos. Alguns deles sofrem quando começam a vida de trabalho, pois tem de encarar a realidade que o patrão não é pai e que a rotina é digamos assim “chata.”

Eles chegaram nesta situação provavelmente porque foram criados como estrelas por pais excessivamente deslumbrados e temerosos de que um “não” pudesse trazer um trauma profundo e incurável. Tiveram tudo o que queriam, e carregam consigo a equivocada ideia de que o mundo existe para realizar seus sonhos.

Na rua alguns deles não querem nem mesmo jogar futebol porque pode acabar com o penteado, estragar o brilho das unhas ou deixa-los fedorentos.

Nos relacionamentos eles nem sequer sonham em casar, pois tem dificuldade de se apaixonar, afinal quem poderia estar aos pés de alguém tão maravilhoso quanto eles.

Na política, eles não sentem nenhuma identificação com ideologias, nem querem engajamento com causas sociais, nem almejam um mundo melhor. Não lutam por suas ideias porque não gostam de conflitos. Só se incomodam quando seu mundo particular é invadido. O que importa o problema dos pobres. Cada um tem o que merece, é o que vai à cabeça deles.

Na família, esse tipo de homem está em crise no seu casamento porque não entende como alguém pode reclamar de alguém tão maravilhoso quanto ele. “Reclamam de barriga cheia” é o que ele pensa.

Na versão religiosa tudo que eles pensam é no sucesso do seu “ministério”. Querem ver Deus honrando o nome deles diante de todos.  Não se importam com missões, e estão esperando sempre o próximo evento que vai lhes incendiar por alguns dias do ano e deixar os dias restantes cheios de nostalgia e aguardando ansiosamente o próximo. Eles adoram a adoração, mas não a Deus.

Em suma, esses homens precisam tirar o olho do espelho. Olhar para Deus e para os outros… sem olhar no telão para ver como fica,  é claro.

Para despertar homens do sono que as trevas os têm submetido:

Um abraço quebra costelas.

O discípulo gaudério

 

Quatro modelos falidos de macheza – Tipo 3

“Eu não minto para as mulheres, protejo-as da verdade.”

Charlie Harper

O tipo 3 de homem encontrado por aí, eu chamarei de Charlie Harper, o personagem principal do seriado “Dois homens e meio”. Ele é um canalha sem nenhum pudor, cujo grande motor da vida é o prazer imediato na forma de álcool, mulheres e festas.

Homens desse tipo não conseguem envolvimento afetivo, mas tem grande capacidade de identificar a carência feminina e é nisso que eles apostam para fugir do relacionamento assim que ele demonstre alguma exigência de compromisso. Geralmente este tipo de homem tem facilidade para se comunicar. Fala bem, sabe o que as mulheres querem ouvir e não deixa de usar isso em seu favor.

A fonte dessa obsessão sexual é o relacionamento mal resolvido com a mãe. Aliás, costumo dizer às mulheres que se afastem de homens que odeiam a mãe ou que não suportam a mãe. Na minha experiência 100% destes homens vingam-se delas na vida das outras mulheres. Chega a ser um prazer sádico que muitos deles desfrutam inconscientemente.

Quanto mais apaixonada a mulher se mostrar, tanto mais cruéis eles serão. Porque na mente desses homens eles não valem nada e se alguém gosta realmente deles, não deve ser gente boa. Se estes homens não perdoarem  suas mães, jamais poderão seguir em frente em um bom relacionamento afetivo.

Depois de uma palestra em um Congresso, uma jovem veio me procurar para falar de seus problemas no trabalho. Ela  me contou horrorizada que um de seus colegas costumava dizer:

“Só existem dois tipos de mulheres na vida, as prostitutas, e as que voam!”

Essa é a alma de um Charlie Harper. Você pode imaginar a maneira que ele tratará o sexo feminino: como um objeto de prazer. O pior de tudo é quando esse homem casa.

Além dessa problemática, o prazer para eles tem um valor supremo. Está acima das pessoas. Eles são aquele tipo que perde o amigo, mas não perde a piada. Se possuírem tendência a dependência de drogas tanto pior, pois não negarão a si nenhum prazer mesmo que ao custo do sofrimento familiar.

Homens desse tipo, quando convertidos ao Senhor, em momentos de dor se sentirão tentados a voltar aos antigos refúgios decadentes e precisarão de toda boa companhia e transparência que puderem achar, para resistir à recaída.

Mas o Reino de Deus é construído com ex-canalhas. Essa é a nossa grande esperança.

Um abraço quebra costelas.

O discípulo gaudério.

Quatro modelos falidos de macheza – Tipo 2

“Tudo que for ter que dar mais de doze passos para fazer não vale a pena.”

Homer Simpson

O segundo tipo é o Homer Simpson, um dos modelos mais comuns nos dias de hoje. E devo ao meu amigo e companheiro Marcos Garcia, a lembrança desse personagem como mau exemplo de homem. Personagem de uma das séries mais longevas da história dos desenhos, (mais de 500 episódios), ele é o reflexo de uma geração que não é capaz de ir embora de casa, mas também não é capaz de ali habitar.

Esses homens são dominados pelo medo. Acham-se incapazes diante da vida.

Eles não assumem responsabilidade por nada. Apenas fazem o mínimo para que a vida continue funcionando. Entregam as rédeas de sua vida aos patrões, a sua esposa e tudo que eles querem é um momento no qual possam estar ausentes. Vivem da fantasia do futebol ou da pornografia.

Esses homens transformaram suas mulheres em suas mães. Aceitam ser tratados por elas como crianças, e em troca recebem o desprezo. Mas eles não se importam (ou aparentam não se importar) desde que não sejam abandonados. Quando estão doentes, são como crianças totalmente dependentes, e competem com seus filhos por atenção como se fosse um deles.

Eles não têm ambições de qualquer natureza. O que desejam é um pouco de sombra e água fresca para descansarem dessa vida penosa. Eles fogem de tudo que represente desafio.  Sempre procuram a zona de conforto.

Gordon Dalbey conta uma história que ilumina a situação desse tipo de homem cada vez mais comum entre nós:

“Alguns anos atrás, um amigo e colega pastor captou totalmente minha atenção ao contar me a história de um homem em sua paróquia que veio a ele atormentado por um sonho recorrente e aterrorizante, no qual um leão feroz o perseguia até ele cair exausto e acordar gritando. Entendendo que o leão representava algo que causava medo na vida do homem, meu amigo mostrou-lhe alguns possíveis significados: o chefe do homem? a esposa? Alguma pesada responsabilidade?

À medida que eles discutiam o assunto, o homem ficava cada vez mais frustrado. Sim, todas essas alternativas representavam algum grau de medo para ele, mas nenhuma delas com suficiente importância para ser parte de um pesadelo repetitivo. Frustrado e cheio de incertezas, meu amigo decidiu finalmente orar com o homem por um entendimento mais claro do que estava acontecendo.

À medida que eles oravam, meu amigo no impulso do momento convidou o homem, a revisitar o sonho, mesmo em todo o seu medo. Hesitantemente, o homem concordou e logo reportou que na verdade, o leão estava perto dele e vinha em sua direção. Meu amigo então instruiu o homem, “Quando o leão se aproximar de  você, tente não fugir, mas em lugar disso, fique no lugar e pergunte a ele quem ou o que ele é, e o que ele está fazendo na sua vida. Eu vou ficar orando por você – você pode tentar isso?

Inquietado na sua poltrona, o homem concordou, e então contou o que estava acontecendo: O leão está rugindo e movendo sua cabeça, e está em pé bem em frente a mim… Eu pergunto a ele quem ele é … e – Oh! Eu não posso acreditar o que ele está dizendo! Ele diz: Eu sou sua coragem e sua força. Porque você está fugindo de mim?”

Muitos destes homens sentem que algo está errado. E é isso que pode projetar-lhes para fora da bolha de conforto e arremessá-los para a vida para servirem as pessoas com dons que talvez  eles nem saibam que existem dentro deles.

Meu amigo se você vive assim, tudo é possível ao que crê. Inclusive deixar de ser Homer Simpson. Lembre-se Deus colocou em você coragem e força, o que você precisa é usá-las.

Um abraço quebra costelas.

O discípulo gaudério.

Quatro modelos falidos de macheza – Parte I

Não somos pioneiros no jeito de viver. Recebemos modelos de macheza de forma direta ou indireta. E muitas vezes sem muita reflexão, seguimos esses modelos em seus apelos e colhemos a doçura e o azedume deles.

Vou mostrar hoje um dos quatro modelos falidos, mas muito comuns de macheza. Talvez você se identifique como muitos que tenho ouvido nos encontros para homens que ministro. Espero que esse post seja um cutucão para você viver sua masculinidade de forma mais humana e cristocêntrica.

O primeiro modelo é o Arnold Schwarzenegger. Aquele do “Exterminador do Futuro”. Esse homem tem sentimentos, do contrário seria um psicopata, mas trata de escondê-los com dedicação espartana. “Treme o beiço, mas não corre a lágrima”, como disse um amigo descrevendo o pai.

O grande objetivo dessa máscara é ocultar suas ambiguidades, dúvidas, e vulnerabilidade. É um pouco antigo, mas existem muitos por aí. Não gostam de beijos, demonstrações públicas de afetos e quando aprovam alguma coisa o máximo que eles conseguem dizer é: “tá bom”. Até porque na cabeça desses homens dizer “maravilhoso”  seria “homossexualizar geral”.

Meu avô paterno era dessa turma. Os filhos, os mais de quinze filhos, apanhavam de relho nas costas até sangrar. Quando ele terminava, chamava a esposa para salgar a feridas. São homens dominados pela ira.

A mentira na qual creem e querem fazer os outros acreditar é a seguinte:

“Eu não tenho sentimentos”

“Eu sempre tenho razão”.

“Não preciso de ninguém”

“Não me apaixono”

Apesar de parecer monstruoso, esse estilo de vida carrega uma profunda dor, a dor da distância. Carrega também o medo, o medo da decepção, da dúvida, de ter de quebrar o orgulho, de se ver vulnerável em meio a um grande amor. Homens assim se impõem, mas não vivem.

Tem gente que já mudou. Que se entregou as lágrimas. Ah, e como são sensíveis esses homens! O grande desafio deles é na hora da crise. O jeito seguro do “Exterminador do futuro” de conduzir a vida seduz novamente, e lá aparece o “Arnoldão” para dar os ares da sua impostura.

Consciência, conversão e um novo modelo é o que precisamos.

Em seguida os outros três modelos de macho.

Um abraço quebra costelas.

O discípulo gaudério.

Mandamentos da liberdade financeira

  1. Deus é o seu patrão e nada lhe faltará.
  2. Se não pode comprar, não vá olhar.
  3. São as pequenas prestações acumuladas que quebram seu orçamento. Quer sair? Compre a vista.
  4. Você só controla o que você anota.
  5. Se quiser ter um relacionamento sadio com o dinheiro, pense em como ele era visto na sua família e o que você fazia com o pouco que ganhava.
  6. O propósito das riquezas é servir as suas necessidades, da sua família, aos necessitados e a obra de Deus. O resto é vaidade.
  7. Quem quer trabalhar, sempre trabalha! Às vezes o que queremos é a vaidade do cargo. Outras vezes somos preguiçosos.
  8. Não tente adaptar sua renda aos seus desejos, adapte seus desejos a sua renda.
  9. Você não é o que você compra! Os bens não nos atribuem valor, nós é que atribuímos valor aos bens.
  10. O propósito do orçamento bem sucedido é fazer sobrar. Qualquer outro resultado no mês é um sinal de perigo!
  11. Quem tem paciência sempre faz a melhor compra! O afobado é controlado pela propaganda, pelo vendedor e pelos seus desejos.
  12. Espere o melhor, mas prepare-se para o pior!
  13. Seu coração controla o seu bolso. Você pode aprender boas atitudes sobre o dinheiro, mas ainda sim ser vítima da malandragem do seu coração.
  14. Ainda perdido? Procure conselho de alguém vitorioso nas finanças. Nem o avarento, nem o perdulário.

Um abraço quebra costelas.

O discípulo gaudério.

Aos pregadores sinceros do evangelho

“Orem também por mim, para que, quando eu falar, seja-me dada a mensagem a fim de que, destemidamente, torne conhecido o mistério do evangelho,pelo qual sou embaixador preso em correntes. Orem para que, permanecendo nele, eu fale com coragem, como me cumpre fazer.”

Efésios 6:19,20

O evangelho é proclamação, em palavras e obras. As palavras explicam o sentido das obras e as obras confirmam as palavras. E o que Deus uniu, não separe o homem.

A pregação portanto é uma forma de guerra espiritual. Ela é descrita como espada.

Paulo em sua carta aos irmãos de Éfeso, descreve em alguns poucos versos um modelo para a pregação.

Ele ancora seu ministério em quatro preocupações fundamentais:

Em primeiro lugar ele busca apoio consistente de oração. O líder que quiser ter vida longa no ministério de pregação precisa ter muita gente que lhe respalde em oração. Não deve ter medo de pedir, deve ser organizado para recrutar gente que ore por seu ministério. A oração faz toda diferença, porque Deus em sua graça colocou-a como um recurso fundamental para nós. Tem gente orando por seu ministério de pregação?

Logo em seguida ele fala do conteúdo da oração que ele mesmo faz. Há nela três preocupações que são um modelo para nós também.

Devemos pedir que Deus nos dê a mensagem certa para cada momento. Nem toda mensagem serve para toda estação. Toda palavra do evangelho é igualmente edificante, mas há um tempo certo para cada uma delas e esse é um grande desafio. É a diferença entre você pregar e você impactar vidas. Um medicamento desempenha seu papel quando é aplicado à doença certa, de outra maneira pode até colocar você de cama. Assim como cada alimento tem seu momento apropriado. A dependência do Espírito nos levará a esse caminho.

Devemos pedir que o ministério não devore nossa alma. Paulo se preocupa em permanecer em Jesus. Não são poucos os que hoje amam fazer a obra de Deus, mas não amam o Deus da obra. Operam como profissionais sem coração a partir de mimetismos aprendidos e enganam facilmente o ouvinte médio das igrejas. Alguns gritos, um esboço copiado da internet, e palavras chaves como vitória, prosperidade e está feito o impostor. E olhe que o impostor pode até mesmo ter boa teologia. Mas a pregação que não nasce da experiência diária da palavra e confiança em Jesus é mera opinião religiosa. Opinião religiosa serve quando muito para alimentar partidarismos, curiosidade inútil ou exibir a capacidade de comunicação de uma pessoa. A pregação viva enraizada no Cristo, inspira o amor criativo, acende nossa esperança e desperta nossa fé. Sua grande paixão não pode ser a pregação mas a Jesus que lhe chamou a pregar. É um ministério sem compulsão, que é capaz também de ouvir a outros com prazer. “Viajamos o mundo para pregar, mas para ouvir não queremos atravessar nem a rua”, já escreveu alguém.

Devemos pedir a Deus coragem. Ninguém é tão macho a ponto de dizer que não tem medo de nada, mas se foi chamado para pregar deve pisar cada um desses medos e seguir adiante. É claro que não se deve confundir coragem com grosseria, como muitos fazem. Mas não podemos pregar com o alvo de sermos convidados para o próximo congresso. Isso é prostituição do ministério.

Existem três tipos de pessoas que podem intimidar o pregador:

  1. Aqueles que podem lhe prejudicar política e financeiramente. Nessa categoria estão os líderes na hierarquia, ou grandes mantenedores do seu trabalho.
  2. Pessoas que consideramos superiores intelectualmente a nós.
  3. Pessoas que eu chamo de “opiniáticas”, que não se furtam a atacar verbalmente quando se sentem atacados no seu estado de vida.

A pergunta que você sempre deve fazer a si mesmo é esta: será que estou falando com coragem ou apenas faço a média que o povo quer ouvir?

Se você tiver essas preocupações centrais as demais coisas certamente lhe serão acrescentadas e as portas do inferno não prevalecerão sobre as palavras de Deus na sua boca.

Um abraço quebra costelas.

O discípulo gaudério.