Aos pregadores sinceros do evangelho

“Orem também por mim, para que, quando eu falar, seja-me dada a mensagem a fim de que, destemidamente, torne conhecido o mistério do evangelho,pelo qual sou embaixador preso em correntes. Orem para que, permanecendo nele, eu fale com coragem, como me cumpre fazer.”

Efésios 6:19,20

O evangelho é proclamação, em palavras e obras. As palavras explicam o sentido das obras e as obras confirmam as palavras. E o que Deus uniu, não separe o homem.

A pregação portanto é uma forma de guerra espiritual. Ela é descrita como espada.

Paulo em sua carta aos irmãos de Éfeso, descreve em alguns poucos versos um modelo para a pregação.

Ele ancora seu ministério em quatro preocupações fundamentais:

Em primeiro lugar ele busca apoio consistente de oração. O líder que quiser ter vida longa no ministério de pregação precisa ter muita gente que lhe respalde em oração. Não deve ter medo de pedir, deve ser organizado para recrutar gente que ore por seu ministério. A oração faz toda diferença, porque Deus em sua graça colocou-a como um recurso fundamental para nós. Tem gente orando por seu ministério de pregação?

Logo em seguida ele fala do conteúdo da oração que ele mesmo faz. Há nela três preocupações que são um modelo para nós também.

Devemos pedir que Deus nos dê a mensagem certa para cada momento. Nem toda mensagem serve para toda estação. Toda palavra do evangelho é igualmente edificante, mas há um tempo certo para cada uma delas e esse é um grande desafio. É a diferença entre você pregar e você impactar vidas. Um medicamento desempenha seu papel quando é aplicado à doença certa, de outra maneira pode até colocar você de cama. Assim como cada alimento tem seu momento apropriado. A dependência do Espírito nos levará a esse caminho.

Devemos pedir que o ministério não devore nossa alma. Paulo se preocupa em permanecer em Jesus. Não são poucos os que hoje amam fazer a obra de Deus, mas não amam o Deus da obra. Operam como profissionais sem coração a partir de mimetismos aprendidos e enganam facilmente o ouvinte médio das igrejas. Alguns gritos, um esboço copiado da internet, e palavras chaves como vitória, prosperidade e está feito o impostor. E olhe que o impostor pode até mesmo ter boa teologia. Mas a pregação que não nasce da experiência diária da palavra e confiança em Jesus é mera opinião religiosa. Opinião religiosa serve quando muito para alimentar partidarismos, curiosidade inútil ou exibir a capacidade de comunicação de uma pessoa. A pregação viva enraizada no Cristo, inspira o amor criativo, acende nossa esperança e desperta nossa fé. Sua grande paixão não pode ser a pregação mas a Jesus que lhe chamou a pregar. É um ministério sem compulsão, que é capaz também de ouvir a outros com prazer. “Viajamos o mundo para pregar, mas para ouvir não queremos atravessar nem a rua”, já escreveu alguém.

Devemos pedir a Deus coragem. Ninguém é tão macho a ponto de dizer que não tem medo de nada, mas se foi chamado para pregar deve pisar cada um desses medos e seguir adiante. É claro que não se deve confundir coragem com grosseria, como muitos fazem. Mas não podemos pregar com o alvo de sermos convidados para o próximo congresso. Isso é prostituição do ministério.

Existem três tipos de pessoas que podem intimidar o pregador:

  1. Aqueles que podem lhe prejudicar política e financeiramente. Nessa categoria estão os líderes na hierarquia, ou grandes mantenedores do seu trabalho.
  2. Pessoas que consideramos superiores intelectualmente a nós.
  3. Pessoas que eu chamo de “opiniáticas”, que não se furtam a atacar verbalmente quando se sentem atacados no seu estado de vida.

A pergunta que você sempre deve fazer a si mesmo é esta: será que estou falando com coragem ou apenas faço a média que o povo quer ouvir?

Se você tiver essas preocupações centrais as demais coisas certamente lhe serão acrescentadas e as portas do inferno não prevalecerão sobre as palavras de Deus na sua boca.

Um abraço quebra costelas.

O discípulo gaudério.

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