Quatro modelos falidos de macheza – Parte I

Não somos pioneiros no jeito de viver. Recebemos modelos de macheza de forma direta ou indireta. E muitas vezes sem muita reflexão, seguimos esses modelos em seus apelos e colhemos a doçura e o azedume deles.

Vou mostrar hoje um dos quatro modelos falidos, mas muito comuns de macheza. Talvez você se identifique como muitos que tenho ouvido nos encontros para homens que ministro. Espero que esse post seja um cutucão para você viver sua masculinidade de forma mais humana e cristocêntrica.

O primeiro modelo é o Arnold Schwarzenegger. Aquele do “Exterminador do Futuro”. Esse homem tem sentimentos, do contrário seria um psicopata, mas trata de escondê-los com dedicação espartana. “Treme o beiço, mas não corre a lágrima”, como disse um amigo descrevendo o pai.

O grande objetivo dessa máscara é ocultar suas ambiguidades, dúvidas, e vulnerabilidade. É um pouco antigo, mas existem muitos por aí. Não gostam de beijos, demonstrações públicas de afetos e quando aprovam alguma coisa o máximo que eles conseguem dizer é: “tá bom”. Até porque na cabeça desses homens dizer “maravilhoso”  seria “homossexualizar geral”.

Meu avô paterno era dessa turma. Os filhos, os mais de quinze filhos, apanhavam de relho nas costas até sangrar. Quando ele terminava, chamava a esposa para salgar a feridas. São homens dominados pela ira.

A mentira na qual creem e querem fazer os outros acreditar é a seguinte:

“Eu não tenho sentimentos”

“Eu sempre tenho razão”.

“Não preciso de ninguém”

“Não me apaixono”

Apesar de parecer monstruoso, esse estilo de vida carrega uma profunda dor, a dor da distância. Carrega também o medo, o medo da decepção, da dúvida, de ter de quebrar o orgulho, de se ver vulnerável em meio a um grande amor. Homens assim se impõem, mas não vivem.

Tem gente que já mudou. Que se entregou as lágrimas. Ah, e como são sensíveis esses homens! O grande desafio deles é na hora da crise. O jeito seguro do “Exterminador do futuro” de conduzir a vida seduz novamente, e lá aparece o “Arnoldão” para dar os ares da sua impostura.

Consciência, conversão e um novo modelo é o que precisamos.

Em seguida os outros três modelos de macho.

Um abraço quebra costelas.

O discípulo gaudério.

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