Cristiano Ronaldo, o quarto tipo de homem

O quarto tipo de homem vou chamar de Cristiano Ronaldo. Você já deve ter visto a mudança de aparência que esse jogador planetário passou entre adolescência e vida adulta, transformando-se em símbolo de beleza, transcendendo o esporte. Já deve ter visto também como ele olha para o telão para ver sua própria imagem enquanto o jogo está acontecendo. “Eu estou aqui” aponta para si mesmo quando faz suas centenas de gols.

Ele não é um tipo isolado neste tempo, mas o representante de uma geração de homens.

Esses homens tomaram para si a antes exclusiva vaidade feminina e trouxeram para o domínio masculino. O grande motor de sua vida é o narcisismo, o cultivo da imagem. Nessas vidas midiáticas, mais importante que experimentar, é registrar.

Eles custam chegar à vida adulta. Na verdade não tem nenhuma ambição. Uma pesquisa revela que eles vão chegar à maturidade lá pelos 43 anos. Alguns deles sofrem quando começam a vida de trabalho, pois tem de encarar a realidade que o patrão não é pai e que a rotina é digamos assim “chata.”

Eles chegaram nesta situação provavelmente porque foram criados como estrelas por pais excessivamente deslumbrados e temerosos de que um “não” pudesse trazer um trauma profundo e incurável. Tiveram tudo o que queriam, e carregam consigo a equivocada ideia de que o mundo existe para realizar seus sonhos.

Na rua alguns deles não querem nem mesmo jogar futebol porque pode acabar com o penteado, estragar o brilho das unhas ou deixa-los fedorentos.

Nos relacionamentos eles nem sequer sonham em casar, pois tem dificuldade de se apaixonar, afinal quem poderia estar aos pés de alguém tão maravilhoso quanto eles.

Na política, eles não sentem nenhuma identificação com ideologias, nem querem engajamento com causas sociais, nem almejam um mundo melhor. Não lutam por suas ideias porque não gostam de conflitos. Só se incomodam quando seu mundo particular é invadido. O que importa o problema dos pobres. Cada um tem o que merece, é o que vai à cabeça deles.

Na família, esse tipo de homem está em crise no seu casamento porque não entende como alguém pode reclamar de alguém tão maravilhoso quanto ele. “Reclamam de barriga cheia” é o que ele pensa.

Na versão religiosa tudo que eles pensam é no sucesso do seu “ministério”. Querem ver Deus honrando o nome deles diante de todos.  Não se importam com missões, e estão esperando sempre o próximo evento que vai lhes incendiar por alguns dias do ano e deixar os dias restantes cheios de nostalgia e aguardando ansiosamente o próximo. Eles adoram a adoração, mas não a Deus.

Em suma, esses homens precisam tirar o olho do espelho. Olhar para Deus e para os outros… sem olhar no telão para ver como fica,  é claro.

Para despertar homens do sono que as trevas os têm submetido:

Um abraço quebra costelas.

O discípulo gaudério

 

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