Cristiano Ronaldo, o quarto tipo de homem

MODELOS FALIDOS DE MACHEZA. TIPO 4: O NARCISISTA.

O cenário é a copa do mundo no Brasil em 2014. O jogo é da seleção de Portugal contra os EUA. O momento é o cara e coroa que sorteia os lados do campo e quem começa a partida. O jogador não tira os olhos do telão que exibe sua imagem. Cena que se repete durante a partida nada mais do que 12 vezes.

Sim, estamos falando de Cristiano Ronaldo, um dos modelos mais comuns de masculinidade dos nossos tempos, o representante famoso de toda uma geração de homens. O grande motor de sua vida é o narcisismo, o cultivo da imagem. Tomaram com avidez, a obsessão com a aparência e elevaram a patamares absurdos. Para eles mais importante que experimentar a vida, é registrar a vida.

É provável que tenham sido criados como estrelas, por pais excessivamente deslumbrados e temerosos de que um “não” pudesse trazer um trauma profundo e incurável. Tiveram tudo o que queriam, e carregam consigo a equivocada ideia de que o mundo existe para realizar seus sonhos.

Eles custam chegar à vida adulta. Na verdade, não tem nenhuma ambição. Uma pesquisa revelou que eles vão chegar à maturidade lá pelos 43 anos. Alguns sofrem quando começam a vida de trabalho, pois tem de encarar a realidade que o patrão não é pai e que a rotina não tem a emoção dos videogames.

Efeito colateral do narcisismo, há na sua psiquê uma certa obsessão com limpeza. Na rua eles são do tipo que não querem nem mesmo jogar futebol porque podem acabar com o penteado, estragar o brilho das unhas ou deixá-los fedorentos. Preferem o mundo preservado de gérmens patogênicos das academias, com muito álcool gel, é claro.

Tem dificuldade de manter amizades profundas, uma vez que não lidam bem com a realidade, de que nesse contexto, não são o centro das atenções, mas um igual. A necessidade de ser indispensável é uma pulsão que sabota até mesmo seus melhores anseios.

Quanto a vida afetiva ele sequer sonha em casar, pois tem dificuldade de se apaixonar por alguém que não seja ele mesmo. Quando casam vivem em crise permanente, não conseguem processar as diferenças e reclamações do cônjuge. Eles buscam admiradores, não companheiros.

Quanto a vida política, eles pensam em mudar o mundo subindo hashtags todos os dias, mas bem longe de gente que converse olho no olho. Eles são os leões do Twitter, mas gatinhos da vida real.

Na versão religiosa tudo que eles pensam é no sucesso do seu “ministério”. Querem ver Deus honrando o nome deles diante de todos. Não se importam com missões, e estão esperando sempre o próximo evento que vai lhes incendiar por alguns dias do ano e deixar os dias restantes cheios de nostalgia e aguardando ansiosamente o próximo. Eles adoram a adoração, mas não a Deus. Debatem teologia, mas não servem ao pobre.

Esses homens precisam tirar o olho do espelho. Olhar para Deus e para os outros… sem olhar no telão para ver como fica, é claro.

Para despertar homens do sono que as trevas os têm submetido:

Um abraço quebra costelas.

 

O discípulo gaudério.

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