7 maneiras que você manipula e é manipulado pelos outros

Quem gosta de políticos levanta a mão? Ninguém?!

Já temos uma ladainha desgastada sobre eles. E a principal razão de não gostarmos de políticos é que grande parcela deles é manipuladora! Negociam nossos anseios profundos, necessidades e esperanças para conseguirem o que querem.

Desolador é concluir que somos todos um pouco ou muito como certos políticos. Somos grandes manipuladores. Manipulação é a moeda que usamos para traficar o controle e o carinho que desejamos dos outros.

Fazemos isso com tanta naturalidade, que nem percebemos o quanto está nas nossas entranhas. As estratégias mais comuns são:

O bode na sala. Você tem uma notícia ruim para dar, algo que vai colocar você em apuros? Você coloca o bode na sala. Prepara todo mundo para uma tragédia. Tudo fica insuportável. Logo em seguida você tira o bode da sala. E então tudo fica suportável. Foi o que fez uma adolescente esperta com seus pais. Enviou uma carta dizendo a eles que havia decidido sair de casa com o namorado e que estava viciada em drogas. Depois de contar uma história triste de mais de uma página, ela termina a carta assim: “era tudo brincadeira, eu tirei zero em matemática.”

Terrorismo. É o que a direita brasileira fazia com o Lula e a esquerda no passado. Na sua versão religiosa, ouvi em muitas reuniões de pastores que o Lula ia fechar todas as igrejas. Ora, o Lula e o PT ficaram 12 anos no poder e nenhuma igreja foi fechada. Pelo contrário algumas delas até se tornaram aliadas. Só que o molusco aprendeu o truque e agora faz o mesmo em relação à Marina, dizendo entre tantas coisas que ela vai acabar com a bolsa família carro chefe dos programas sociais do PT. E você? Quantas vezes você ameaçou ir embora para poder controlar alguém? Quantas vezes falou meias verdades sobre pessoas que eram um obstáculo pessoal para você?

Adulação. Existem instituições que premiam e até promovem quem fala o que é agradável aos ouvidos. Aquele que se derrama em subalterna e interesseira admiração. Quantos tomam posições vigorosas e fazem declarações de amor apenas para seduzir o lado mais poderoso?

Vitimização. Uma lágrima comove qualquer pessoa do bem. Os manipuladores sabem disso e abrem as comportas para poderem contar com a simpatia de gente boa. Quase sempre cola. Quantos são os viciados que batem na porta da sua casa contando que não tem dinheiro para comprar o gás para cozinhar a refeição para seu menino de seis anos chorando de fome? Quantas mulheres não tiveram filhos para manterem seus parceiros? Quantos com bons salários assinam a petição da bolsa família? Quantos não têm outro assunto senão os seus dramas pessoais para poderem roubar a cena em qualquer encontro de pessoas?

Juramentos. Não é a toa que Jesus condenou os juramentos. Juro pela alma de minha mãe… Juro pelos meus filhos… Juro que vou pagar o que devo… Quem muito jura muito mente.

Uso do nome de Deus. “Deus me falou…” tem sido a blasfêmia mais horrorosa de manipulação na história. Bata na boca. Seja sério, reverente e não se apresse em falar de Deus no que você propõe. Se você acha que Deus é quem dirige você, deixe que Ele mesmo mostre isso aos outros. O Espírito Santo sabe fazer seu próprio trabalho. O que Deus fala, Ele sustenta.

Lavagem cerebral. Você pode convencer qualquer um de qualquer coisa, desde que seja suficientemente obstinado para repetir a mesma coisa o tempo inteiro.

Diante desse panorama miserável de viver na mentira e da mentira Jesus nos chama a conversão. Da manipulação para a verdade. A mediação dos relacionamentos dos discípulos é feita pela verdade, e através da verdade nossos relacionamentos serão libertos.

Um abraço quebra costelas.

O discípulo gaudério.

Os gaúchos precisam de uma nova revolução

O Rio Grande do Sul masculino, de conexões profundas com o instinto guerreiro herdado dos seus antepassados parece se ressentir da falta de uma guerra.

A Bibiana do romance o Tempo e o Vento costumava dizer que a sina das mulheres do sul era esperar, chorar e fiar.

Não era à toa, pois o nosso estado enfrentou Revolução Farroupilha (1835), Federalista (1893), Revolta dos Maragatos (1923), Golpe de Estado liderado por Getúlio Vargas (1930).

Parte daqueles que participavam das pelejas não tinham sequer ideia da razão de estarem fazendo a guerra, apenas entendiam que era seu dever responder a convocação dos chefes de estado. Uma questão de honra, de macheza.

Depois da entrada e saída de Getúlio Vargas do poder nosso estado sossega o facho ao mesmo tempo em que um esporte bretão vai tomando conta do coração dos homens do estado: o futebol.

Pesquisas recentes dão conta que Grêmio e Inter, os dois polos da maior paixão esportiva no Estado, encabeçam a posição de torcedores mais fanáticos do Brasil. Parece que apenas transferimos nossa sanha guerreira do campo de guerra para o campo de futebol. Ali no campo de futebol transferem-se todos os elementos do campo de batalha: estratégia, coragem, virilidade, competição.  Só não há sangue. Pelo menos não havia. Era o que faltava para a perfeita substituição, é o que há agora.

Nossa obsessão pela guerra precisa de redenção!

Quando a Bíblia fala de guerra, ela despersonaliza a questão. Não é contra sangue que lutamos, mas contra entidades espirituais. Ao nosso redor e em nós. Acho que o Rio Grande poderia andar por esse rumo.

Talvez  possamos aprender a transformar o futebol como metáfora da vida e não metáfora da guerra. Transposição de obstáculos, superação dos limites pessoais, aceitação das perdas, para melhor aproveitamento das vitórias.

Quem sabe a identificação de novos inimigos.

Poderíamos nos indignar e fazer guerra pela vida inteira contra os resultados pífios da educação. Nossos filhos não estão aprendendo a interpretar textos. Não sabem raciocinar com lógica. Há muita gente sem paixão pela educação ocupando o cargo de professor. Gente que não gosta de gente.  Entrando em aula desejando que tudo termine o mais rápido possível. Ou conseguir uma vaga na secretaria. Essa sim seria uma linda peleia. Irmos para dentro das escolas, interessar-nos pelo que acontece com nossos filhos lá dentro. Não é uma questão só de salários.

Nosso sistema prisional poderia ser outro motivo da nossa luta. As penas brandas demais dependem de novas leis, os presídios desumanos demandam atitudes do poder executivo. Essa é uma peleia que vale a pena.

A reforma tributária é outra conversa que se arrasta, mas cada ano que passa pagamos um dia a mais de tributos. Já são cinco meses ao ano.

Isso só para citar três.

Só entendemos o quão mal educado somos até que o cachorro do vizinho venha fazer cocô no nosso pátio para então percebemos como o nosso próprio guaipeca é um mala sem alça para os outros. Está mais do que na hora de combater essa tendência arraigada de não nos importarmos com o mal até que ele chegue ao nosso quintal.

E por favor não me venham com essa lorota de que agora nas eleições é a hora de mudar a história. Essa é a maior ilusão pregada em verso e prosa. Nenhum povo muda sem a ativa participação diária de uma significativa parte da população.

Escolha uma boa causa e arregimente seu exército de inteligência, cordialidade e espírito guerreiro. E para de te fresquear e perder tempo com esse negócio de separatismo e superioridade gaúcha. Somos diferentes dos outros brasileiros, só isso. Precisamos é avançar.

Um abraço quebra costelas.

O discípulo gaudério.

O deus supremo do panteão moderno

Inspirado no discurso do presidente uruguaio José “Pepe” Mujica.

Política pode virar religião.

A vitória americana na segunda guerra mundial, consagrou o capitalismo como a força motriz da atividade econômica mundial.

Posteriormente no final dos anos 80, com a derrota da antiga União Soviética, o sistema de mercado tomou de assalto a mente da maioria das pessoas com a convicção de que não há outra maneira de se viver.

E tudo ficou colocado da seguinte maneira:

O grande deus: Mamom

A liturgia: a economia de mercado.

A razão de viver: consumir. “Quando estou triste, vou as compras.”

O sacrifício diário: espiritualidade, família, relacionamentos, sonhos e saúde. Colocamos no altar do mercado as coisas mais importantes de nossa vida, a fim de sermos aceitos por Mamom.

Rituais: ativismo.

A grande virtude: o trabalho extenuante. Quanto mais próximo da exaustão, mais admirado e premiado. Se você não trabalha, não merece atenção. Crianças e velhos, portanto devem ser esquecidos.

O grande inimigo: o contentamento. Quem se contenta é medíocre, não merece ser parte do grande grupo.

Os sacerdotes: os donos das grandes corporações que manipulam a saúde, entretenimento, moda, alimentação, tecnologia sempre como um meio para alcançar o fim de enriquecer. Mesmo a custas de vidas humanas.

O evangelismo: a propaganda criativamente manipuladora e invasiva.

Estratégia motivacional: inveja, ciúme e competição. Enquanto estiverem ocupados em destruírem uns aos outros não perderão tempo em questionar o sistema.

O céu: ter os símbolos de sucesso que a propaganda diz que os membros da sociedade tem que ter. “Tudo isto te darei se prostrado me adorares.”

O templo supremo: o shopping center.

As orações: repetições dos objetivos da empresa como a mais importante missão da vida.

Andando na contramão:

O discípulo gaudério.

Uma visita inesperada

Qualquer semelhança com uma história real, não é mera coincidência!

Era noitinha quando um grupo de aproximadamente cinco líderes de uma pequena igreja fechavam suas portas frustrados pela ausência do povo em mais uma reunião dominical.

– Vamos fazer uma reunião diferente só entre nós. Somos só cinco pessoas mesmo. Conformou-se o pastor.

– Não adianta, as pessoas não querem nada com nada. Respondeu indignado um homem corpulento e de voz rouca.

– É difícil. Investimos tanto, e colhemos tão pouco. Estou cansada, frustrada. Confessou uma das mulheres presentes.

– Creio que precisamos continuar investindo nas crianças. É o que nos resta. Declarou a pastora.

Uma batida forte na porta interrompe as lamentações do grupo.

– Será alguém atrasado? Pergunta-se o pastor, enquanto se levanta para atender.

Ao aproximar-se da porta de vidro transparente, vê do outro lado um homem de uns setenta anos de idade. Cabelo e barba totalmente brancos. Chapéu na cabeça e sobretudo negro. O semblante é sério, mas não carrancudo.

O pastor abre a porta e diz:

– Pois, não senhor.

O homem levanta uma bolsa que carrega na mão direita e diz:

– Entregue isso para a esposa do pastor.

O pastor chama a esposa que está no fundo do prédio, junto com os demais. Ela se apresenta estendendo a mão:

– Helena. Muito prazer.

– Miguel. Responde monossilabicamente o visitante com voz grave estendendo em sua direção a bolsa que trazia consigo.

– O que é isso?

– Um presente. Responde o velho, sem nenhuma explicação e já voltando suas costas para ir embora.

A pastora sem entender muito o que está acontecendo, ainda tem tempo para perguntar:

– Da parte de quem é o presente?

– Da parte do Senhor! Responde o visitante enquanto desaparece na rua escura.

Sem entender o que estava acontecendo os outros participantes daquela pequena reunião se aproximam para olhar o presente recebido ao mesmo tempo que tentam em vão procurar o homem que já havia desaparecido na escuridão da noite.

– Vamos abrir logo. Diz um deles curioso.

– E se for uma bomba. Diz o outro em um misto de desconfiança e bom humor.

Em seguida abrem o pacote. Ao abrir percebem que há outro pacote dentro. A curiosidade sobe a níveis estratosféricos.

– O que será meu Deus? Grita um dos presentes sem poder se conter.

Quando terminam o último embrulho, e avistam o regalo enviado, há uma pausa perplexa.

– O que é isso? Pergunta o pastor.

– Fantoches. Lindos fantoches. Seis ao todo. Responde a pastora.

Que significado poderia ter aquela visita misteriosa, para a situação difícil que enfrentava aquela igreja?

Como poderiam simples fantoches ser uma resposta a um pedido de socorro daquele grupo?

Seria apenas uma coincidência?

Essas eram as perguntas que enxameavam a cabeça daquela comunidade sofrida mas perseverante.

Talvez, a repetição de um padrão começado lá no Antigo Testamento.

O povo clamava por uma mudança e Deus chamou Moisés.

– O que tens em tuas mãos Moisés? Foi a pergunta de Deus.

– Um cajado.

E com aquele cajado entregue nas mãos de Deus, um povo saiu da escravidão para a terra prometida.

O que tens em tuas mãos?

Você espera há muito tempo por mais dinheiro, mais gente, um talento especial, mas tudo o que Deus quer é que você acredite que esse pouco totalmente entregue nas Suas mãos, pode abrir mares e libertar um povo.

Aconteceu, e ainda acontece. Creia.

Um abraço quebra costelas.

Conversão é sensibilização

“Eles estão obscurecidos no entendimento e separados da vida de Deus por causa da ignorância em que estão, devido ao endurecimento do seu coração.”

Efésios 4:18

A perda da sensibilidade é a essência do estado caído e distante de Deus.

Tal perda nos faz sentir mortos por dentro.

Essa morte interior produz desespero.

O desespero uma vez instalado nos leva ao exagero (sexo, drogas, comida) em busca da vida que se perdeu.

A descida poderia ser expressa da seguinte forma:

DESSENSIBILIZAÇÃO ⇒ DESESPERO ⇒ DECADÊNCIA ⇒ DEPRAVAÇÃO

Depravação ou … conversão.

A dessensibilização é um tipo de lepra espiritual. Como se sabe, os leprosos perdem o tato e acabam por perderem os pedaços do corpo por conta da doença.

Para um discípulo há três áreas fundamentais de sensibilidade: Deus, pessoas e beleza.

Precisamos fazer um auto exame constante pois esse mundo nos embrutece.

Estou ouvindo a voz de Deus? O quarto fechado da alma é o lugar do encontro pessoal e intransferível. Você tem chegado lá?

Sou afetado pelo drama das pessoas? É fácil criar um mundinho paralelo de casa – trabalho – igreja. É fácil frequentar as comunidades religiosas e escorregar do envolvimento com problemas. É fácil assinar canais de entretenimento e esquecer a miséria do mundo.  E nesse mundinho desinfetado, morre nosso coração. Chorar é preciso.

Sou sensível a beleza de Deus no mundo? Não fosse a beleza de Deus a maldade humana seria um fardo insuportável. Há pessoas viciadas no movimento. Não há música, não há por do sol, não há poesia. Para estes tudo é visto do ponto de vista capitalista, (a nova religião mundial): se não produz, não me seduz.

Triste, e mal sinal para a alma.

Um abraço quebra costelas.

11 sinais de decadência de uma igreja local

“A primeira condição para modificar a realidade consiste em conhecê-la.”

Eduardo Galeano

Antes de você ler, entenda que quando falo de decadência, não me refiro a números. Uma igreja pode estar “bombando” numericamente, mas ser totalmente infiel ao projeto de Jesus. Nem todo aquele que me diz “Senhor, Senhor”… Você conhece o texto. Ao mesmo tempo que, uma igreja pequena não é necessariamente mais fiel.

1. Perder a preocupação com sua essência, para preocupar-se com sua permanência.

A igreja do Senhor está constantemente procurando ajustar seu foco naquilo que realmente importa. A essência de uma igreja é o amor transubstanciado em relacionamentos altamente comprometidos, missões, obras de amor e pregação fiel da palavra. Uma igreja que se perdeu preocupa-se em disputar com suas irmãs o espaço religioso. Teme perder o terreno. Pode até se impor mas não será mais igreja com o passar do tempo. A igreja que vive no sopro do Espírito não precisa se angustiar sobre sua continuidade, pois tem a promessa que “as portas do inferno não prevalecerão contra ela.”  Quando se cuida das raízes o fruto é consequência. 

2. Substituir a paixão por Jesus, pela paixão por um líder carismático ou instituição.

Não se trata de vilanizar instituições, pois toda organização é instituição. Mas instituições podem ser sadias ou doentes. Igrejas doentes são apaixonadas pelo próprio nome. Ironicamente, da mesma forma como o catolicismo substituiu Jesus por Maria, o evangelicalismo tem substituído Jesus pela denominação. Mau sinal, sem ele nada poderemos fazer.  A conversa comum entre os membros da comunidade vaza a real paixão entre eles. A bondade do Senhor ou o carisma da liderança?

3. Deixam de ser abertos para mudanças para se tornarem os representantes do conservadorismo.

Não mudam linguagem, liturgia ou aplicação dos princípios bíblicos. O planejamento se tornou em plane-jumento. Tornaram-se odres velhos. São tão previsíveis quanto o especial do Roberto Carlos no final do ano.

4. Perdem a coragem de empreender e vivem das grandes conquistas do passado.

O papo da comunidade se torna em saudosismo dos velhos tempos.

5. Abandonam o poder do amor para usar a força do medo.

Ameaças tornam-se cada vez mais comuns na pregação. Controlam cada passo dos membros, e a liderança procura criar uma aura de distância para estabelecer um padrão de distância e mistério. Deixam de apascentar para a-pau-sentar.

6. Abandonam a preocupação por pessoas para preocuparem-se com multidões.

Aqui não me entendam mal. Igrejas devem crescer de forma sadia. Isso é bom e desejável. Mas quando as pessoas perdem-se na multidão, não conhecem e não são conhecidas algo de fundamental perdeu-se. Geralmente comunidades assim vivem de eventos. É fácil amar multidões, difícil é amar quem está perto.

7. Deixam de ouvir seus profetas para apedrejar seus profetas.

Profetas são homens e mulheres levantados por Deus para dizer à igreja aquilo que ela não quer ouvir. São como alguém já disse a reserva espiritual da igreja. Quando eles estão sendo apedrejados, ou quando a igreja só está “gostando” da pregação é sinal que o profetismo não passa por um bom momento. Tem gente incomodando o “status quo” em sua igreja? Não? É hora de colocar as barbas de molho.

8. As decisões não são mais dirigidas por Deus, mas dirigidas pelo dinheiro.

O inimigo tenta convencer a igreja de sua impotência por sua total ausência de recursos deste mundo:

Vocês não tem dinheiro suficiente!

Vocês não tem talento suficiente!

Vocês não tem pessoas o suficiente!

Se as decisões de uma comunidade dependem do dinheiro, então é o dinheiro quem manda.

Se o dinheiro manda, a composição da liderança da igreja será decidida pelo potencial financeiro, as pessoas serão tratadas de acordo com o dinheiro, o alvo da evangelização será determinado pelo dinheiro, os programas serão mantidos de acordo com sua lucratividade, enfim a alma da igreja será o dinheiro. E o deus será Mamom.

9. Sai a família cosmopolita entra a confraria de iguais.

 O cerne da missão de Jesus foi sair da sua “tribo celestial” e cruzar as fronteiras religiosas, geográficas e ideológicas para alcançar o coração humano.

Amar pessoas cuja única identificação é a imagem de Deus é o chamado da igreja. Não amar apenas aqueles que são da nossa cultura, ou seja, mesma educação e mesma classe social.  

Os imigrantes alemães fizeram isso quando chegaram ao Brasil, os americanos praticaram apartheid religioso, e algumas cartilhas de crescimento de igreja também estimulam a formação de uma confraria de iguais.

A confraria de iguais acaba se tornando um “beijo no espelho” conforme o Floriano Cambará da obra de Érico Veríssimo.

10. Perdem a preocupação pela saúde dos relacionamentos, para preocupação com a posição na hierarquia.

Em comunidades doentes as pessoas não se tratam pelo nome, mas pela posição que ocupam. A grande recompensa é a ascensão na escada hierárquica. Quando essa é a lógica, uma competição feroz acontece nos bastidores e a falsidade impera. Os problemas são jogados para debaixo do tapete. O evangelho no entanto nos diz que somos todos pródigos que receberam do Pai sandálias, roupas e anel no dedo. Quem gosta de meritocracia é o irmão mais velho da parábola.

11. Abandono da ênfase no servir para a busca do estrelato.

Talvez essa seja a principal razão da ausência evangélica na ação social destas igrejas. Não dá ibope. É trabalho sem glória.

Sempre faço um pergunta nas igrejas aonde vou: se a sua igreja saísse deste bairro, deste endereço, a vizinhança sentiria a falta dela? A resposta dirá muito sobre os caminhos que estamos trilhando.

Um abraço quebra costelas

O discípulo gaudério.