Como agem aqueles que são usados por Deus?

A parábola do samaritano nos ensina os princípios de quem é usado por Deus:

  1. Corra riscos. Aquela estrada para Jericó era famosa pelo ataque de salteadores. Parar por ali era risco na certa, mas o samaritano parou. A história não é escrita pelos espectadores que trilham o caminho previsível, seguro e unânime. É quem enfrenta o descrédito, a possibilidade de ridicularização, a ameaça do fracasso e a possibilidade de rejeição que faz a diferença.
  2. Não seja escravo da sua agenda. Aqueles homens que ignoraram o homem a beira do caminho tinham uma agenda. Sempre há uma boa desculpa para não parar diante de uma necessidade. Uma agenda é bom, mas não deve ser alvo de adoração. A agenda serve a mim, eu não sirvo a agenda. Ouvi alguém dizer que Deus não confia em nós por mais de um dia. Assim que tudo começa do zero em cada manhã.
  3. Entenda que toda pequena necessidade é uma porta aberta para Deus. Um simples copo d’água faz a diferença quando o dia é quente e nossa casa está distante. Quando a necessidade inesperada vier responda com o amor necessário. Não é preciso heroísmo, apenas a simplicidade de fazer o que é preciso fazer.
  4. Ofereça a Deus o que você tem em suas mãos. Sua percepção, sua solução para os problemas, seu conhecimento único, as pessoas que você conhece e que podem ajudar e até seus cacarecos que você chama “bens”  podem servir.
  5. Envolva-se com os problemas das pessoas. Ouça, pergunte, saia do seu casulo “smartphoniano” e do seu individualismo habitual.

Um abraço quebra costelas.

O discípulo gaudério.

O que é ser usado por Deus?

O que é ser usado por Deus?

Ame a cada pessoa que você encontrar pelo caminho.

O cara que ficou empenhado no meio da rua com o pneu para trocar.

O colega da frente que deu pane no computador e que não sabe o que fazer.

A idosa que não consegue embarcar no ônibus.

O homem que faltou dinheiro no caixa.

O vizinho que  precisa de uma carona pois a empresa de ônibus entrou em greve.

Não precisa hora marcada, jogada ensaiada, holofotes ou possibilidade de retorno.

Apenas a reação espontânea de quem foi em Cristo, reconciliado com a fonte do amor.

Abraço quebra costelas.

O discípulo gaudério.

A parábola do bom kardecista

Certo dia um presbítero de uma igreja evangélica chegou até Jesus e perguntou: como posso ser usado por Deus? Jesus então lhe propôs uma parábola:

Certo homem que não conhecia o Rio de Janeiro entrou sem querer em uma favela perigosa e foi interpelado por ladrões violentos que tiraram tudo o que ele tinha e  bateram nele até ficar desacordado.

Logo em seguida passou por ali um pastor pentecostal, que ao ver o corpo do homem desacordado deixou escapar: Aleluia, o Senhor me livrou, imagina se tivesse passado aqui um pouco antes. E assim se foi para casa cantando um hino da Cassiane.

Depois disso cruzou no mesmo caminho um pastor presbiteriano, que com visão periférica avistou o moço caído, mas a leitura do livro “Responsabilidade Social na teologia de Calvino” deliciava-o tanto que ele deixou que a soberania de Deus se encarregasse do homem.

Outro homem do movimento profético, também passou por ali e tendo avistado o  jovem exclamou em alto e bom som: garanto que estava sem cobertura espiritual! E saiu dali convicto de que estava no caminho certo.

Finalmente um espírita kardecista, que morava na rua de cima, ia até a padaria para comprar pão e ouvindo os gemidos do jovem, compadeceu-se dele. Voltou pegou sua Kombi velha e levou o homem até o hospital mais próximo e de suas economias pagou atendimento particular aquele homem.

Então Jesus perguntou ao presbítero: quem foi usado por Deus nesta situação? E o presbítero completamente incomodado respondeu: aquele que ajudou o homem.

O que importa é ser feliz?

O que importa é ser feliz diria Jeffrey Dahmer em uma ceia macabra.

O que importa é ser feliz diria Madame Bovary ao se jogar nos braços de Rodolfo e Leon.

O que importa é ser feliz diria Hitler ao avançar sobre a Polônia em setembro de 1939.

O que importa é ser feliz diria Júlio César para o Senado desconfiado do seu crescente poder.

O que importa é ser feliz diria Fiodor Karamázov ao aderir sem freios  a uma vida libertina e hedonista .

O que importa é ser  feliz diz o traficante aos seus clientes em uma esquina qualquer do nosso país.

O que importa é ser feliz diz o vendedor falacioso a mais uma frágil vítima consumista.

O que importa é ser feliz, defende-se em sua consciência o pedófilo enquanto não é descoberto.

O que importa é ser feliz diz o homem fechando a porta atrás de si sem querer ver o filho que chora sua partida.

O que importa é ser feliz, não importa quanto tempo, quem sangra, os valores pisoteados e a honra destruída.

O que importa é ser feliz repete uma geração que não pensa, afundando no desespero!

Pense!

Um abraço quebra costelas.

O discípulo gaudério.