Antes que chegue 2015…

“Atente bem para sua própria vida e para a doutrina, perseverando nestes deveres, pois, agindo assim, você salvará tanto a si mesmo quanto aos que o ouvem.”

I Timóteo 4:16

Você tem cuidado de si mesmo?

Sabia que para cuidar dos outros é preciso cuidar bem de nós mesmos?

Quem cuida de si mesmo, serve mais, melhor e com alegria.

I. Quanto a sua mente…

Sabia que as doenças mentais também se originam de padrões de pensamento nocivos que não são combatidos?

Você faz leituras edificantes de forma regular?  Quantos livros você leu este ano?

Você tem procurado se informar? Jornais, política, economia, psicologia?

O que você aprendeu dos seus problemas e fracassos este ano?

Você recebeu com espírito ensinável e manso a repreensão de outros?

II. Quanto ao seu corpo…

Você sabia que o que você faz com o corpo tem impacto na sua alma e vice-versa? E que a maioria dos cristãos acham que os abusos contra o corpo em nome da “espiritualidade” nunca terão conseqüências? Mentira fatal! Deus não está comprometido com sua loucura.

Você faz exercícios regulares? Isso quer dizer, pelo menos 40 minutos três vezes por semana?

Você tem dormido pelo menos sete horas por dia?

Você tem se alimentado de forma saudável? Comida pouco gordurosa, rica em fibras, verduras e frutas?

Você descansa pelo menos um dia na semana, sem fazer nada que represente trabalho?

III. Quanto ao seu espírito…

Você tem reagido à vida com oração?

Você cresceu no entendimento do Evangelho?

Você tem um espírito grato? Experiência profunda de adoração, contentamento com o que tem, serviço sem murmuração e uma atitude encorajadora com os irmãos?

IV. Quanto as suas emoções…

Ah, o crente acha que é máquina de dar glória a Deus! Precisa reconhecer suas emoções para ser curado.

Você tem conseguido discernir emoções tóxicas em sua vida? Raiva, ressentimento, medo e ansiedade?

Você tem aberto seu coração sem medo com alguém sobre seus problemas mais profundos?

Você tem admitido para si mesmo suas frustrações?

Você tem colocado um limite para pessoas que tentam ferir você?

Você consegue falar bem de si mesmo? Dizer, como Deus disse a respeito de sua obra: Isso é muito bom!

Desejo a você uma boa reforma!

Um abraço quebra costelas.

O discípulo gaudério.

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Por favor, salvem o evangelismo da tagarelice!

“Pregue o evangelho o tempo todo. Quando for necessário, use palavras.”

Francisco de Assis

Grande parte dos livros que falam da missão da igreja  ensinam  como compartilhar uma mensagem.

Como falar de Cristo?

O que isso tem de horroroso é que limita o conceito da missão de Cristo. Fazer missões segundo esta perspectiva é falar de Cristo.

Ao ler o evangelho, vejo a pregação como apenas uma parte do trabalho de ir e chamar as pessoas a um relacionamento com Cristo.

O conceito bíblico de evangelismo é muito mais radical: evangelizar é ser como Cristo.

Essa ênfase desproporcional no falar, nos transformou em vendedores chatos de Cristo. Somos conhecidos como tagarelas de quem as pessoas querem distância. Ou na melhor das hipóteses aqueles que ganham nos argumentos, mas perdem no amor.

Essa talvez seja a razão pela qual o crescimento do rol de membros das igrejas esteja mais relacionado à troca de membros entre igrejas do que evangelismo bem sucedido.

Por seu jeito de viver em Antioquia os cristãos foram chamados “cristãos” ou seguidores de Cristo. Não fizeram propaganda, foram designados assim. (1)

Gandhi disse o seguinte:

“Aceito o Cristo de vocês, mas rejeito seu cristianismo. Vocês são tão diferentes do seu Cristo!”

Li outros declarando em alto e bom som:

“Se esse é o povo que vai para o céu, sinto muito, prefiro ir para o inferno.”

É difícil você descobrir que a nota de cem reais que lhe deram é falsa.

É duro comprar tomate com gosto de agrotóxico.

Mas não há nada pior do que um cristão, que não parece com Cristo.

Creio que esse desvio de rota está na ênfase do ensino das igrejas, e da necessidade dos líderes de apresentarem resultados em escala industrial. Isso torna a missão um exercício angustiado e apressado. É preciso reafirmar de muitas maneiras: fomos chamados a fazer as obras de Cristo no mundo. Ser como Cristo, no nosso mundo.

O que no nosso ensino tem nos impedido?

1. Não acreditamos sinceramente que podemos ser parecidos com Cristo.

A graça que pregamos é apenas para perdoar, não tem poder de santificar. Esse ensino nos coloca na mediocridade.

Claro que nosso foco não deve ser a perfeição. Nosso foco tem que ser o crescimento, e o crescimento do amor. Quem cresce no amor cresce do jeito de Deus, sem o ranço do legalismo orgulhoso.

2. Nosso cristianismo é solitário.

A missão só pode ser realizada com acompanhamento. Jesus mandou os setenta de dois em dois porque sozinhos podemos desfalecer.

3. Indisponibilidade.

Quanta compaixão você tem sido capaz de exercitar nessa selva competitiva, estressante e individualista?

Você está disponível para ouvir corações quebrados? Ou melhor, para enxergar corações quebrados por detrás da carranca! É preciso ver com os olhos de Cristo.

É hora de repensar nossa missão.

Um abraço quebra costelas.

O discípulo gaudério.