Por favor, salvem o evangelismo da tagarelice!

“Pregue o evangelho o tempo todo. Quando for necessário, use palavras.”

Francisco de Assis

Grande parte dos livros que falam da missão da igreja  ensinam  como compartilhar uma mensagem.

Como falar de Cristo?

O que isso tem de horroroso é que limita o conceito da missão de Cristo. Fazer missões segundo esta perspectiva é falar de Cristo.

Ao ler o evangelho, vejo a pregação como apenas uma parte do trabalho de ir e chamar as pessoas a um relacionamento com Cristo.

O conceito bíblico de evangelismo é muito mais radical: evangelizar é ser como Cristo.

Essa ênfase desproporcional no falar, nos transformou em vendedores chatos de Cristo. Somos conhecidos como tagarelas de quem as pessoas querem distância. Ou na melhor das hipóteses aqueles que ganham nos argumentos, mas perdem no amor.

Essa talvez seja a razão pela qual o crescimento do rol de membros das igrejas esteja mais relacionado à troca de membros entre igrejas do que evangelismo bem sucedido.

Por seu jeito de viver em Antioquia os cristãos foram chamados “cristãos” ou seguidores de Cristo. Não fizeram propaganda, foram designados assim. (1)

Gandhi disse o seguinte:

“Aceito o Cristo de vocês, mas rejeito seu cristianismo. Vocês são tão diferentes do seu Cristo!”

Li outros declarando em alto e bom som:

“Se esse é o povo que vai para o céu, sinto muito, prefiro ir para o inferno.”

É difícil você descobrir que a nota de cem reais que lhe deram é falsa.

É duro comprar tomate com gosto de agrotóxico.

Mas não há nada pior do que um cristão, que não parece com Cristo.

Creio que esse desvio de rota está na ênfase do ensino das igrejas, e da necessidade dos líderes de apresentarem resultados em escala industrial. Isso torna a missão um exercício angustiado e apressado. É preciso reafirmar de muitas maneiras: fomos chamados a fazer as obras de Cristo no mundo. Ser como Cristo, no nosso mundo.

O que no nosso ensino tem nos impedido?

1. Não acreditamos sinceramente que podemos ser parecidos com Cristo.

A graça que pregamos é apenas para perdoar, não tem poder de santificar. Esse ensino nos coloca na mediocridade.

Claro que nosso foco não deve ser a perfeição. Nosso foco tem que ser o crescimento, e o crescimento do amor. Quem cresce no amor cresce do jeito de Deus, sem o ranço do legalismo orgulhoso.

2. Nosso cristianismo é solitário.

A missão só pode ser realizada com acompanhamento. Jesus mandou os setenta de dois em dois porque sozinhos podemos desfalecer.

3. Indisponibilidade.

Quanta compaixão você tem sido capaz de exercitar nessa selva competitiva, estressante e individualista?

Você está disponível para ouvir corações quebrados? Ou melhor, para enxergar corações quebrados por detrás da carranca! É preciso ver com os olhos de Cristo.

É hora de repensar nossa missão.

Um abraço quebra costelas.

O discípulo gaudério.

Um pensamento sobre “Por favor, salvem o evangelismo da tagarelice!

  1. Obrigada Fabiano, você tem sido um profeta anunciando as coisas “chatas”, que os cristãos pós modernos tentam esquecer. Que Deus continue te enchendo de coragem e graça, amigo!!!

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