Cinco corvos que nos alimentam

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A passagem de I Reis de 17:1-6 é um baita anticlímax na Bíblia. Quando Deus diz a Elias para ir para o Leste do Jordão para ser sustentado, ninguém esperaria o cenário que se desenha naquele lugar.

Um corvo vem trazer alimento para o profeta! Isso mesmo, um corvo. Eu esperaria um anjão forte e com roupa branca, ou um clima mais celestial, com música clássica tocando enquanto algum fenômeno poderoso da natureza acontece diante dos meus olhos.

O próprio Deus decretou na Lei que o corvo era um animal impuro. Certamente porque ele gostava de carniça e tivesse um ar meio macabro.

Mas lá estava o profeta Elias sendo alimentado por um corvo! Qual seria a razão?

O plano de Deus é imenso. Sendo Deus infinito, nada que pudéssemos sistematizar perfeitamente poderia expressá-lo. Ele está acima de nossas explicações. Só que nós,  sim, vivemos em um quadrado existencial bem reduzido. E Deus é um Deus que vai tratando nossas vidas para que possamos sair desse quadrado tão limitador. E é aí que entram os corvos na nossa vida.

Eles são feios, mas podem nos abençoar pra valer. Afinal foi Ele quem os criou! Quem são eles?

1. Inimigos.

Inimigos são gente que nos odeia, e a gente sempre pensa que é injustamente. Afinal como pode alguém odiar uma pessoa tão maravilhosa como nós! O fato é que são eles que dizem as verdades que raramente um amigo vai dizer por medo de que você se afaste. Considere o que seus inimigos falam, talvez haja alimento da melhor qualidade para sua alma.

Os inimigos também nos abençoam nos ajudando na vigilância das nossas almas. Deveríamos sempre fazer as coisas certas pelas razões certas, mas nem sempre isso acontece. Às vezes a graça usa o corvo do inimigo para manter você vigilante. Você orou e pediu: “Senhor me guarda” e o Senhor viu que um inimigo poderia motivar você a se manter na linha. Assim é que você deixou de fazer o mal para não dar motivo ao inimigo para se refestelar com sua queda. Veja só como os caminhos de Deus podem ser maravilhosos.

2. Críticos.

São pessoas diferentes dos inimigos porque não são movidas pelo ódio, mas por uma visão negativa, exigente ou cheia de discernimento.

Organizei duas vezes a famosa Marcha para Jesus em minha cidade, Pelotas. Entre uma e outra ouvi a crítica de um jornalista que chamava a Marcha para Jesus de “A Marcha da Irrelevância”. Na próxima edição, aproveitamos o ajuntamento do povo de Deus para ajudarmos uma instituição de recuperação de viciados em drogas com alimentos recolhidos na oportunidade. A boca afiada do crítico foi uma ferramenta de avaliação preciosa.

3. Pessoas sem glamour.

Deus usa todo tipo de pessoas. Todo tipo. Mas moldados pelo mundo segregador esperamos sempre algo do bonito, do abastado, do sábio e do indivíduo de posição. Só que Deus usa os feios, desdentados, sujos e que sabem menos do que nós. Se abríssemos os olhos poderíamos receber toda a ajuda que precisamos.

Os executivos de uma grande multinacional de produtos de higiene pessoal saíram de uma reunião importante discutindo no elevador como poderiam vender mais pasta de dente sem aumentar o preço do produto. O ascensorista que não tinha nada que ver com o assunto respondeu sem pensar:

– É simples, aumentem o tamanho da boca do tubo da pasta! Os executivos se olharam e disseram: é isso!

4. Pessoas que não simpatizamos.

As razões de nossas simpatias e antipatias nem sempre são as mais justificadas. Já ouvi pessoas rejeitando ouvir alguém pelo tom da voz, pelos erros de português, pela roupa, pelo bom humor, pelo penteado e assim vamos. Mas se nos livrarmos destes preconceitos podemos receber alimento que vem do alto.

5. Dor. 

Nunca valorizei tanto a comida de minha mãe quanto no dia em que tive que  ficar diariamente a mercê de uma cozinheira que só cozinhava bem quando estava de bom humor. O problema é que ela estava sempre de mau humor!

Quando chegava novamente em casa, era um deleite só. Cada sabor era uma experiência celestial. Infelizmente é o corvo da dor que nos ensina as melhores lições.

Espero que esses ensinamentos fiquem abertos pra você que nem galpão de estância.

Um abraço quebra costelas.

O discípulo gaudério.

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