Poço dos desejos

Poço dos desejos

Somos uma usina de desejos.

Cada um dos cinco sentidos é um botão direto para nosso coração.

Contraditórios, inconfiáveis, desconexos e imprevisíveis eles saltam de não se sabe onde.

“Quero tua companhia, não posso mais olhar na tua cara.”

“Recebi meu exame de sangue, sou diabética. Quero um quindim!”

“Não quero falar com ninguém pela manhã.”

As mulheres grávidas que o digam: sabão, gelo, areia são alguns dos bel-prazeres acionados pela gestação de um novo ser humano.

Saímos no shopping Center e a visão de produtos bem iluminados e que agradam nossos olhos ativam facilmente o quereres.

Quando realizamos nossos desejos parece que a vida perde a graça, quando não realizamos sentimos como se não tivéssemos vivido.

Não dê a eles importância absoluta, pois provavelmente você não satisfará 99% de seus desejos.

Diante da nossa natureza humana isso pode ser um excelente negócio.

Algumas pessoas que conheço, foram devoradas pelo próprio desejo.

Não sou budista. Não acho que o desejo seja o mal da humanidade. Só apontam de forma inequívoca para o fato de que somos incompletos, seres marcados pela necessidade. Não nos bastamos.

É preciso descobrir o desejo por detrás do desejo. Como disse G. K. Chesterton: “o homem que bate na porta de um prostíbulo à noite, está na verdade a procura de Deus.”

E fundamental nessa bagunça interior é confiar no “não” de Deus. É ele que nos dá uma luz para esse emaranhado interior.

Nas Escrituras aprendemos que Saul teve uma jornada decadente porque não aceitou o não de Deus. (1)

Nosso caminho  é bem parecido.

Você fabrica mentiras para se convencer de que o que faz é bom. Entram nessa hora os falsos profetas que são atraídos por quem não aceita a Palavra como ela é. Sempre há um mentiroso de plantão para quem quer se enganar.

Você perde o respeito pessoal. Desrespeita quem ama você, seu corpo e sua vida interior.

Você pensa que a paciência de Deus é uma prova de que o princípio que você transgrediu não é tão importante. “Encontrei uma forma nova de servir a Deus” é o que pensamos.

Depois disso você começa a usar o nome de Deus para um estilo de vida que não tem nada a ver com Deus.

E finalmente quando a casa cai você acusa  Deus. A pergunta que vem é “porque tu permitiste que isso me acontecesse Deus?”

Esse é um momento decisivo: ou você volta para casa do Pai, ou chafurda de novo na lama.

Eu espero que você volte.

Sempre.

Um abraço quebra costelas.

O discípulo gaudério.

(1) I Samuel 15; e capítulo 28.

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