Sete bússolas para entender seus problemas.

“Ou qual o rei que, pretendendo sair à guerra contra outro rei, primeiro não se assenta e pensa se com dez mil homens é capaz de enfrentar aquele que vem contra ele com vinte mil?”

Lucas 14:31

“Cada um com seus problemas.”

Da equação de segundo grau em algum momento do ensino médio, a uma crise conjugal somos seres em constante desafio.

O objetivo deste texto é ajudar você a resgatar o bom senso que perdemos quando estamos sobrecarregados de questões para resolver.

Espero que lhe ajudem

1. Os problemas se repetem enquanto não são resolvidos. Ou você pensa que é por acaso que o mesmo tipo de pessoa cruza o seu caminho? Que o tipo de conflito que você tem em casa também acontece no trabalho? Não é perseguição do universo! É o seu “eu” não resolvido que você não pode evitar. A repetição de um padrão é sinal que você precisa aprender algo.

2. Problemas requerem ação inteligente porque eles têm uma causa inteligente.

Procure entender a causa. A raiva que sentimos não é um sentimento despido de motivos. Quando não conseguimos entender a causa, é importante procurarmos pessoas que tem provada capacidade de discernir pessoas e suas razões. Todos possuímos áreas cegas que requerem a ajuda de outra pessoa. A caminhada dos discípulos é sempre de dois em dois.

Encontre a solução certa. Bater na mesa, xingar, ameaçar pode afastar o incômodo momentaneamente, mas ele vai voltar.

Persevere na aplicação. Somos escravos do imediato.  Uma doença pode exigir um longo período de tratamento para surtir efeito. Não abandone o que você aprendeu, só porque não faz efeito imediato.

3. Problemas não podem ser terceirizados.

Quando você entrega a responsabilidade da parte mais difícil da sua vida para alguém, também dá direito a ela de se imiscuir em tudo o que você faz. Você perde a liberdade dos movimentos. Aquela pessoa que chega se oferecendo docemente para aliviar todas as suas tensões, também vai adorar sugar todo o seu sangue quando precisar.

4. Ignorar os problemas contribui para que eles aumentem.

O tempo não resolve nada. Pelo contrário, apenas traz mais caos. Uma mágoa não é apagada com o tempo, ela apenas se esconde para saltar no meio da gente como uma serpente peçonhenta em um momento crítico. O que apaga mágoas é a decisão de perdoar.

5. Fugir dos problemas gera novos problemas.

A TV, a internet, o sexo pode trazer alívio imediato… e problemas permanentes. A passividade, a incapacidade social e o medo fora do controle são os efeitos colaterais de quem vive fugindo.

6. Pessoas que não resolvem problemas acabam tornando-se problemas para os outros.

Se você observar atentamente verá que os problemas do local de trabalho são a reprodução do que acontece em casa. Aquele chefe que tanto incomoda você, lembra um pouco… seu pai! E as reações condicionadas seguem o mesmo padrão de casa.

7. Não existe solução sem dor.

“Toda dor vem do desejo de não sentirmos dor.” Você já ouviu isso né? A mais pura verdade.

Soluções vêm sempre com rupturas. Romper com relacionamentos tóxicos, quebrar atitudes arraigadas em nós com os anos, abandonar mentiras grudentas. Um dos maiores entraves é procurar algo indolor. Essa busca do indolor leva a rejeição das melhores soluções que precisamos.

Na esperança de ter lhe servido.

Um abraço quebra costelas.

O discípulo gaudério.

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Não há lugar para salto alto no Reino!

“Bem aventurados os pobres em espírito, pois deles é o Reino de Deus.”

Mateus 5:3

“Quem quer ser pobre?”

A pergunta gela o coração dos mais fieis discípulos de Cristo.

A verdade é que ser pobre conforme o reino, não tem nada a ver com condição econômica.

É possível ser rico e ser pobre em espírito (embora seja difícil ver) e é possível ser pobre e arrogante.

Mas, as riquezas do reino que são justiça, paz e alegria no Espírito Santo, só são concedidas a quem é despojado no seu espírito das artificialidades e irrealidades com que o glamour da vida entorpece a vida das pessoas.

Cantores famosos no mundo pop nos ensinam muito sobre como o coração humano pode delirar quando lhe é oferecida a oportunidade. Soube que Whitney Houston, já falecida, exigia que alguém fosse atirando toalhas brancas por onde ela caminhava.

Pregadores estrelas exigem cachê de R$ 70.000,00 com 50% entregue  antes da “apresentação” que não raro é muito concorrida.

Um nome internacional como Morris Cerullo  exigia água francesa e que não houvesse ninguém nos corredores quando ele entrasse no palco  púlpito.

Quem paga e quem corre atrás andam no mesmo barco!

Quase posso ouvir Paulo lamentando: “vocês suportam até quem os escraviza ou explora, ou quem se exalta ou lhes fere a face. Para a minha vergonha, admito que fomos fracos demais para isso!”

É preciso migalhas para o coração humano afundar na vacuidade da sua vaidade.

Quantas vezes tropeçamos em elogios e pequenos sucessos?

A tragédia desses tropeços é perder as riquezas do Reino. Terminamos como miseráveis bem sucedidos.

É preciso alimentar nossa alma com algumas lembranças que nos ajudem a manter os pés no chão.

Precisamos lembrar que não estaremos para sempre por aqui. Nos apegamos a cargos e funções a tal ponto de não trabalharmos para o futuro. Não crio meus filhos para andar com seus próprios pés, não formo sucessores, vivo sem amigos. E vamos deixar tudo. A única riqueza que iremos levar é aquela que estiver dentro de nós.

Precisamos lembrar que vivemos de misericórdia. Qualquer coisa que subsiste em nossa vida só é possível porque há misericórdia. Casamento, ministério, trabalho e a vida espiritual se alimentam da misericórdia de Deus. Infelizmente quem está mal foge da igreja. Costumam “dar um tempo”, pois não fazem parte de uma cultura que entendeu que vive pela misericórdia.

Precisamos lembrar que não fazemos nada sozinhos. O heroísmo é uma traição ao espírito do evangelho. Não cabe em nós um espírito piramidal, mas um círculo de irmãos que olham uns para os outros. Jesus enviou os discípulos de dois em dois.

Preciso lembrar que a bênção de Deus nunca vem do mesmo jeito. Sem esquemas. Deus usa gente estranha, métodos esquisitos e momentos inusitados para nos abençoar. É preciso ser simples.

Preciso lembrar que eu sou o que sou. Não sou o que os outros esperam, nem o que deveria ser. Sou eu com meus limites e em progresso.

Quem assim viver, nunca terá falta de satisfação por andar com os pés no chão e alma cheia do Reino.

Um abraço quebra costelas.

O discípulo gaudério.

Quando o diabo cospe sangue!

Não se engane, estamos em uma das maiores crises econômicas dos últimos tempos.

Dois dos maiores propulsores do desenvolvimento econômico foram aumentados a despeito de indicadores exteriores em outra direção.

A energia elétrica no Rio Grande do Sul parte de uma base de 37 por cento de aumento e pode chegar até 66 por cento.

Na cidade de Pelotas onde vivo, o IPTU teve uma facada de até 1000%.

Como se vê no atacado e no varejo, quem deve pagar a má administração pública são os mesmos de sempre.

Não é preciso ser gênio, para saber que teremos uma nova disparada nos preços. Eu disse nova, pois ano passado já fomos atropelados por aumentos escorchantes.

Quando você chega ao posto de gasolina e pergunta ao frentista o preço da gasolina, ele responde rapidinho e sai correndo, de tanto que é para-raio da raiva popular.

Nossa indignação está em ebulição.

Nesses momentos o diabo cospe sangue.

Momentos de crise econômica acentuada favorecem o surgimento de soluções extremistas.

É preciso cuidados redobrados com essa cilada.

Somos ameaçados por duas idéias igualmente perigosas: o derrotismo histórico, tão típico da nossa índole brasileira que diz que não podemos fazer nada, a não ser assistir conformados ao que acontece ou podemos ceder ao anelo por uma solução mágica: alguém ou algo que assuma nossa responsabilidade e resolva nossos problemas como a ditadura ou um líder popular.

A tentação de Jesus no deserto também tinha um forte elemento de polarização.

A verdade tem dois lados. Quem mostra só um lado, está contando uma mentira inteira.

Foi o que propôs o diabo com as Escrituras na ponta da língua: joga-te daqui para baixo, os anjos te sustentarão… A resposta de Jesus nas três propostas teve algo em comum: a palavra “também”.

A palavra “também” apresenta o outro lado da verdade.

Estudo e também a prática da palavra.

Oração e também ação.

Fé e também obras.

Trabalho e também descanso.

Em vários momentos da história quando a igreja vivia no mundo estreito do “nada pode” a doutrina da graça imerecida de Deus surgiu como a carta de alforria.

Novamente o diabo cospe sangue.

Não demoram então, em nome da mesma graça, aparecer aqueles que proclamam o “vale tudo”.

E  aqui o que nos salva é  “nem”.

Nem legalismo, nem antinomismo.

Nem luxo, nem lixo.

Nem vício, nem ascetismo.

Nem bajulação, nem desprezo.

Nem ingenuidade, nem malandragem.

Quando suas vísceras quiserem tomar o lugar do seu cérebro, não esqueça, o pai do extremismo é o diabo!

Um abraço quebra costelas.

O discípulo gaudério.

Como infantilizar seus liderados em 13 lições.

 

É importante termos bebês espirituais na igreja, mas não sempre os mesmos bebês.

Crescer é o que se espera de quem semana após semana ouve o evangelho, é discipulado e preparado em tantas áreas da vida! Só que…

“Eu só aceito visita do pastor, oração de obreiro não é a mesma coisa.”

“Parei de ir à igreja porque o líder do louvor não me cumprimentou.”

Quando escuto esse tipo de conversa de quem está a mais de 5 anos em uma comunidade de fé a pergunta que eu faço a mim mesmo é: será que estou contribuindo para essa infantilidade?

Quando a questão é maturidade dos liderados existem três tipos de líderes:

O líder lobo: ele deseja que as pessoas permaneçam totalmente dependentes dele para que possa manipulá-las conforme suas pretensões.

O líder doente: são aqueles que precisam ser precisados. A dependência permanente de outros adultos reforça seu frágil sentido de importância. Eles não querem relação de igual para igual.

O líder sincero: ele sabe que os resultados não são bons, mas não sabe por que isso acontece. Este se beneficiará mais deste artigo.

Aprenda com o mau exemplo. Se você fizer o que está abaixo, certamente cultivará um grande jardim da infância na sua igreja.

1. Decida tudo pelo liderado.

Embora o pastor de almas deva ser um orientador, ele jamais deve tomar as decisões pela ovelha. O ser humano adora terceirizar suas responsabilidades. Não podemos cair nesta cilada, nem sermos cúmplices, pois quem vai pagar o preço seremos nós mesmos. Se eles forem bem sucedidos a vaidade será nossa companheira, se forem mal, nos culparemos até a depressão. Grande parcela dos líderes desanimados assumiu a culpa que não lhe pertence.

2. Esteja presente sempre que solicitado.

Crianças querem atenção constante. Se saírem do centro, são capazes de inventar doenças, emburrarem-se e chamarem o tempo todo. É preciso dizer “não posso” sem constrangimentos. Porque na realidade você não pode sempre.

3. Controle o comportamento.

Quando as pessoas estiverem com você, fique dizendo a elas o tempo todo o que podem e o que não podem fazer. Mas saiba você está criando um filhote de hipócrita. Ele agirá de uma maneira diante de você e de outra diante dos outros, e finalmente fugirá da sua presença muitas vezes.

4. Livre a pessoa da conseqüência dos seus atos.

Alguém que falou o que não devia, pode pedir constantemente uma intercessão para o líder. Isso pode ser uma atitude viável em momentos de crise, mas não como estilo corriqueiro.

5. Tenha uma explicação para tudo.

Confesso que já me senti na obrigação de ter uma resposta para tudo. Mas essa é uma mentira sutil. Reduz a vida em preto e branco e esconde o fato que nós não sabemos tudo. Uma verdade precisa ser ensinada para quem quer amadurecer: a jornada da vida é muitas vezes um grande mistério.

6. Oculte suas lutas com o pecado.

Quando abrimos a realidade de nossas próprias lutas podemos inspirar a caminhada dos outros rumo a maturidade, e aliviar o peso de ser “perfeito” como nossa imagem. Certamente o que poderão pensar será: se ele tem lutado e conseguido eu também posso.

7. Apresente-se sempre com uma aparência glamorosa.

Nunca apareça escabelado, sem fazer a barba, com roupa de andar em casa, sem perfume ou doente. Crie uma aura de segredo.

Dessa forma eles aprenderão a olhar você como olham para um artista mundial. Alguém com o qual eles não têm nenhuma intimidade, mas muitos sentimentos embriagantes de mistério e até arrepio. Tudo o que se refere a você irá beirar as raias do retardamento mental.

Que nenhum deles descubra que você vai ao banheiro, por favor, pode ser fatal. Baseie sua autoridade na pompa não no amor.

8. Jogue os conflitos da vida para debaixo do tapete.

Esconda que existem opiniões divergentes. Simplifique o que é complicado. Diga que a vida é fácil e se o crente agir de acordo com as receitas tudo será previsível. Fale que na igreja é tudo gente boa e que crente não tem problema.

9. Dê atenção só a quem tem problemas.

Dessa forma você mostra que é preciso surtar para contar com sua presença. Aí então você terá um prato cheio de falsas possessões demoníacas, diagnósticos terminais e chamadas no meio da noite.

10. Não confronte.

As pessoas são muito fracas para enfrentarem a verdade sobre si mesmas. Tente contornar as situações agindo mais no ambiente do que expondo as pessoas a verdade sobre Deus, elas mesmas, e outras pessoas.

11. Ensine-as a ficarem longe do perigo.

Assim toda vez que elas chegarem perto dos lobos, elas serão sempre presas fáceis, pois não aprenderam a dizer por si mesma “não” ao mal.

12. Trate com frieza quem pensa diferente de você.

Ensine com essa atitude que mentir conformidade é a atitude esperada de todos que querem sobreviver sob sua liderança. Perca a riqueza da diversidade em favor da previsibilidade da imaturidade.

13. Não permita iniciativas que não venham da sua cabeça.

Argumente: “não faz parte da nossa visão”.

Intimide: “sério que você pensou nisso?”

Ameace: “o povo daqui não vai apoiar”.

Depois de tudo isso feito. Fique tranqüilo.

Você reinará para sempre no jardim da infância.

Um abraço quebra costelas.

O discípulo gaudério.