Não há lugar para salto alto no Reino!

“Bem aventurados os pobres em espírito, pois deles é o Reino de Deus.”

Mateus 5:3

“Quem quer ser pobre?”

A pergunta gela o coração dos mais fieis discípulos de Cristo.

A verdade é que ser pobre conforme o reino, não tem nada a ver com condição econômica.

É possível ser rico e ser pobre em espírito (embora seja difícil ver) e é possível ser pobre e arrogante.

Mas, as riquezas do reino que são justiça, paz e alegria no Espírito Santo, só são concedidas a quem é despojado no seu espírito das artificialidades e irrealidades com que o glamour da vida entorpece a vida das pessoas.

Cantores famosos no mundo pop nos ensinam muito sobre como o coração humano pode delirar quando lhe é oferecida a oportunidade. Soube que Whitney Houston, já falecida, exigia que alguém fosse atirando toalhas brancas por onde ela caminhava.

Pregadores estrelas exigem cachê de R$ 70.000,00 com 50% entregue  antes da “apresentação” que não raro é muito concorrida.

Um nome internacional como Morris Cerullo  exigia água francesa e que não houvesse ninguém nos corredores quando ele entrasse no palco  púlpito.

Quem paga e quem corre atrás andam no mesmo barco!

Quase posso ouvir Paulo lamentando: “vocês suportam até quem os escraviza ou explora, ou quem se exalta ou lhes fere a face. Para a minha vergonha, admito que fomos fracos demais para isso!”

É preciso migalhas para o coração humano afundar na vacuidade da sua vaidade.

Quantas vezes tropeçamos em elogios e pequenos sucessos?

A tragédia desses tropeços é perder as riquezas do Reino. Terminamos como miseráveis bem sucedidos.

É preciso alimentar nossa alma com algumas lembranças que nos ajudem a manter os pés no chão.

Precisamos lembrar que não estaremos para sempre por aqui. Nos apegamos a cargos e funções a tal ponto de não trabalharmos para o futuro. Não crio meus filhos para andar com seus próprios pés, não formo sucessores, vivo sem amigos. E vamos deixar tudo. A única riqueza que iremos levar é aquela que estiver dentro de nós.

Precisamos lembrar que vivemos de misericórdia. Qualquer coisa que subsiste em nossa vida só é possível porque há misericórdia. Casamento, ministério, trabalho e a vida espiritual se alimentam da misericórdia de Deus. Infelizmente quem está mal foge da igreja. Costumam “dar um tempo”, pois não fazem parte de uma cultura que entendeu que vive pela misericórdia.

Precisamos lembrar que não fazemos nada sozinhos. O heroísmo é uma traição ao espírito do evangelho. Não cabe em nós um espírito piramidal, mas um círculo de irmãos que olham uns para os outros. Jesus enviou os discípulos de dois em dois.

Preciso lembrar que a bênção de Deus nunca vem do mesmo jeito. Sem esquemas. Deus usa gente estranha, métodos esquisitos e momentos inusitados para nos abençoar. É preciso ser simples.

Preciso lembrar que eu sou o que sou. Não sou o que os outros esperam, nem o que deveria ser. Sou eu com meus limites e em progresso.

Quem assim viver, nunca terá falta de satisfação por andar com os pés no chão e alma cheia do Reino.

Um abraço quebra costelas.

O discípulo gaudério.

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