Contra a máfia II: mais pimenta no discipulado

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Cristo foi a vanguarda da atitude contra a máfia religiosa de Jerusalém. Como bem disse Tim Keller: Ele não foi morto na cruz porque era um cara legal, mas porque era uma ameaça aquele sistema.

Como Jesus se tornou uma ameaça?

Jesus enfrentou o sistema opressivo do templo de Jerusalém. A purificação do templo foi um ataque direto a administração gananciosa do templo. O imposto do templo era cobrado de cada jovem acima dos dezenove anos. O valor era de meio siclo o que equivalia ao salário de um dia e meio de trabalho. Cada câmbio de moeda os cambistas cobravam o salário de um dia de trabalho. Um preço exorbitante! Tudo feito é claro em nome de Deus. Por outro lado os vendedores de animais formavam outro bando de aproveitadores aliançados com os saduceus. Animais que eram comprados ou trazidos de fora geralmente eram rejeitados pelos inspetores do templo. Forçando a compra dos peregrinos ali dentro onde o custo de um animal “oficial” chegava a um ágio dez vezes maior que seu preço de mercado. Um abuso evidente.

Jesus expôs a hipocrisia dos líderes mais admirados em Israel: os fariseus. Ao unir-se a gente desprezada e a curar gente excluída a diferença era mais do que um discurso ousado era uma vida profética.

Jesus enfrentou os delírios triunfalistas das multidões que queriam transformá-lo em um rei político que os livraria da opressão romana. Ao contrário do que o povo pensava ele apontava para o pecado do coração como a mais vil opressão que poderia existir.

Jesus se importava mais com o indivíduo do que com a opinião pública. Como se sabe isso pode ser bem embaraçoso, como na reunião com Simão, em que a prostituta cai aos pés de Cristo sem escrúpulos e ele não está nem aí para o que a situação parece, apenas para aquilo que é: um testemunho de redenção.

Levante-se você também contra a máfia.

Quando você toma posição o coração dos outros despertam.

Não são necessárias batalhas homéricas.

Basta olhar com atenção seu pequeno mundo. Sim, seu pequeno mundo é “o universo em uma casca de noz.” Ele te convoca a uma atitude corajosa.

Assustador? O medo é a matéria prima da coragem.

Tem gente que se deixou dominar de tal forma pela covardia que tem medo até de provar um sabor novo de sorvete, outros sequer mudam o trajeto de volta para casa.

A visão ética do crente empobreceu-se até o ponto da irrelevância. Ser crente virou sinônimo de não fazer. Não falar palavrão, não beber, não fumar, não protestar e outras negativas mais questionáveis. Não é preciso muita coragem para ser esse tipo de discípulo.

Perdemos tanto tempo esquadrinhando pecados dos outros e possíveis dilemas éticos que esquecemos o amor urgente.

O chamado para amar é propositivo e arriscado.

Você vende seu voto por alguma promessa de emprego no futuro? Ponto para a máfia.

A turma da escola humilha o colega porque é feio, limitado e fora do padrão, você não se sente a vontade, mas ri junto? Mais um ponto para a máfia.

O patrão convoca você para mentir a favor dele no tribunal contra um colega de trabalho. Você aceita porque afinal é preciso pensar na própria pele. Três a zero e fecha a conta.

Temos medo do divisor de águas da opinião, da postura, da convicção.

Vamos largar esse projeto de chuchu e tacar pimenta nessa vida de discípulo.

Um abraço quebra costelas.

O discípulo gaudério.

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