Moloque está de volta

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“Eles construíram os lugares altos de Tofete no vale de Ben-Enom, para queimar os seus filhos e as suas filhas, o que eu não tinha ordenado e nem sequer pensado.”

Jeremias 7:31

Moloque era um deus pagão cultuado por fenícios e assírios. Os povos canaanitas que habitavam a palestina juntamente com o povo de Israel também estavam envolvidos nessa religião.

O culto consistia na apresentação  do primogênito da família para queimar no fogo a fim de garantir fertilidade e prosperidade econômica para os próximos filhos.

O culto é mencionado no Pentateuco, no livro dos Reis e nos profetas. O local infame onde foi praticado em Israel era o vale de Ben-Hinom ao Sul de Jerusalém.

Do local onde se queimavam crianças originou-se a palavra traduzida por inferno: geena.

Práticas de um passado de barbárie  já ultrapassado?

O casal Junqueira sai de sua cidade natal, onde mora com o restante da família, em busca de uma situação financeira melhor.

A nova cidade promete e cumpre: emprego e renda na chegada. Os dois se atiram no trabalho de corpo e alma. O filho tem apenas alguns meses de vida.

Os pais deixam ele  num berçário das 7:00 as 19:00 horas. A convivência que  tem com o filho é assisti-lo dormindo a noite. No espaço de um ano a criança está hiperativa, tem acessos de fúria e não consegue dormir.

A Família Schneider  não saiu de sua cidade, mas seus três filhos passam o tempo todo sozinhos. O prontuário médico revela o seguinte: uma delas desenvolveu TOC, a outra toma medicamento para dormir e a terceira diagnosticada com depressão.

A filha única da família Oliveira cujos pais alcançaram a vida “melhor” desenvolveu anemia profunda  e perdeu peso assustadoramente. Detalhe: ela tem apenas um ano e cinco meses.

É bem provável que não faltem presentes caros a nenhuma dessas crianças.

Elas certamente terão X-Box, TV 50 polegadas e comprarão tênis Nike.

Mas quando se trata de família, estar presente é o melhor presente.

Do que adianta a família ganhar o mundo inteiro e perder seus filhos para a doença,  o desequilíbrio emocional e o desespero?

Moloque continua seduzindo e nós como sociedade sem acharmos estranho.

Matéria veiculada na imprensa americana duas semanas atrás, revelou um esquema nos EUA de negociação de órgãos e tecidos de fetos abortados com empresas de pesquisas de células tronco.

A conversa choca pela frieza e pela transformação em balcão de negócios os órgãos de crianças assassinadas no útero de suas mães.

No vídeo que baseia a denúncia, os procedimentos de extração dos bebês são adaptados a fim de que as partes do feto estejam de acordo com a necessidade da empresa. Tudo em nome da ciência, da prosperidade, do futuro.

Não gritaremos contra esses sacrifícios infantis só por que acontecem na nossa geração?

Lembro de um debate na aula de inglês, que o argumento em favor do aborto se baseava nas vantagens econômicas.

O meu argumento continua o mesmo daquela época: se entendermos que a prosperidade econômica tem poder absoluto de decisão,  tudo é permitido, inclusive a matança de menores delinquentes, ou queima de arquivos.

Essa geração que conhece história antiga olha para trás e diz: como podiam?

As gerações que virão, julgarão  nossa cegueira e também dirão: como puderam?

Um abraço quebra costelas.

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A cuia suja

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Como todos que envelhecem, vou sedimentando costumes.

Tenho cicatrizes, e manias.

Odeio lavar a cuia do chimarrão pela manhã.

Hoje encontrei a cuia suja.

Minha mente de Adão, foi logo procurar um culpado, ou uma culpada: “a mulher que tu me destes…”.  Um desejo de colocar na conta de alguém me possuiu por alguns momentos.

Logo em seguida eu tive a incômoda lembrança, que o principal apreciador dessa bebida mágica sou eu.

Tentei outra vez, encontrar um motivo para culpar alguém, mas não quis mais.

Chega.

Sem culpar ninguém, o que me restou foi resolver o que me incomodava.

Esse é o princípio mais básico da mudança no mundo.

Enquanto culpo os outros, o problema não é meu, e enquanto o problema não é meu, eu não resolvo.

Quando assumo a culpa, o problema é meu, e quando o problema é meu, eu dou um jeito de resolver.

Faça isso, em vez de colocar fardos pesados de seus crimes nas costas daqueles que já tem o bastante para resolver.

Um abraço quebra costelas.

O discípulo gaudério.

Você quer um mago ou um Mestre?

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“Mestre, queremos ver um sinal miraculoso feito por ti.”

Mateus 12:38

“Sem dúvida tu és um Deus que trabalha nos bastidores, Deus de Israel, Deus Salvador.”

Isaías 45:15

Após serem escritos os evangelhos como temos na Bíblia (Mateus, Marcos, Lucas e João), surgiram cem anos depois o que chamamos de evangelhos apócrifos.

Fica óbvio na comparação, que corações pagãos queriam um mago, então produziram as seguintes narrativas sobre Jesus:

Sobre sua infância  no apócrifo de Pedro:

“Foram dar, em seguida, em uma cidade, cheia de ídolos. Quando eles se aproximavam,

ela foi transformada em um monte de areia.” Capítulo XXIII

“Foram ter, em seguida, a um sicômoro, que chamam hoje de Mataréia, e o Senhor Jesus

fez surgir neste lugar uma fonte, onde Maria lavou sua túnica. O bálsamo que produz esse

país vem do suor que escorreu pelos membros de Jesus.” Capitulo XXIV

Sobre a juventude no apócrifo de Tomé:

Encontrava-se ali presente o filho de Anás, o escriba, e teve a idéia de fazer escoar as

águas represadas por Jesus, usando uma planta de vime.

Ante essa atitude, Jesus indignou-se e disse:

— Malvado, ímpio e insensato. Será que as poças e as águas te estorvavam? Ficarás

agora seco como uma árvore, sem que possas dar folhas, nem raiz nem frutos.

Imediatamente o rapaz tornou-se completamente seco. Os pais pegaram o infeliz,

chorando a sua tenra idade, e o levaram ante José, maldizendo-o por ter um filho que fazia

tais coisas.

De outra feita, Ele andava em meio ao povo e um rapaz que vinha correndo esbarrou em

suas costas. Irritado, Jesus disse-lhe:

— Não prosseguirás teu caminho.

Imediatamente o rapaz caiu morto.

O mercado religioso oferece um mago, quando o coração pagão demanda.

Quem procura mágica…

gosta de pensar que as pessoas são objetos

acredita que circunstância é filme que a gente pode pular as partes que não gosta

acha que decisões podem ser desvinculadas das conseqüências.

Nossas igrejas estão cheias de gente que desejam o mago, não o Mestre. Querem um show, não mudança no coração, um arrepio e não um caminho a seguir.

Isso explica a grande parcela de crentes que pensa ser falta de fé buscar ajuda médica ou seguir procedimentos científicos para encontrar cura para doenças e problemas físicos. Se não for instantâneo não é divino. Para estes o mundo natural não foi criado pelo Senhor.

Quantas vezes  nos  momentos tenebrosos de dúvida, você quis um sinal do céu, uma voz que ribombasse o quarto e ela não veio? Tantas outras, você procurou uma palavra profética e recebeu um arremedo, um embuste, uma charlatanice?

Você quer provas de que a palavra de Jesus é verdadeira? O convite é para ouvi-la com atenção e depois se jogar na obediência. É ele mesmo quem dá a dica: “se alguém decidir fazer a vontade de Deus, descobrirá se o meu ensino vem de Deus ou se falo por mim mesmo.” João 7:17

Quem obedece, descobre tudo.

Conheci uma jovem que se lamentava muito:

– Pastor, meu marido é um cara difícil, por favor orem para que ele mude.

Eu sentia muita pena dela, mas acabei descobrindo tempos depois, porque aquela oração não era respondida: apesar de estar a muito tempo frequentando reuniões e cultos, aquela mulher não passava de uma criança mimada.

Deus se esconde para que o discípulo saia da eterna infância. Isaías 45:15

Deus prefere uma tentativa trôpega de caminhar, do que uma vida de fraldas bem sucedida.

Confesso que algumas vezes eu gostaria que ele fosse mago. Facilitaria as coisas para mim. Especialmente quando administro mal as minhas finanças e anelo que um dinheiro “caia” repentinamente na minha conta.

Afinal quem quer aprender a administrar dinheiro? Queremos é gastar.

Então de novo vejo o Senhor Jesus apontando a porta estreita para mim.

Se for um mago que você quer, o evangelho será para sempre uma porta que não se abre, uma cidadela inexpugnável, um criptograma sem sentido, um banquete sem sal.

A quem lhe servir o chapéu que trate de tirá-lo, e a quem nunca, nunca.

Um abraço quebra costelas.

O discípulo gaudério.