Precisamos alguém que diga: “vocês não vão escapar”

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Confesso que o momento do nosso país me assusta.
A nudez explícita dos comandantes da nossa nação retirou de nós qualquer sopro de esperança.

Apesar disso as pessoas continuam precisando de liderança.
E quando não há, ficamos muito próximos da loucura coletiva. As pessoas procuram a todo o momento alguém que lhes ofereça um caminho seguro.
Para piorar o panorama, há ainda um tom de deboche nas cenas protagonizadas pelos principais responsáveis pelo estado de coisas.

É surreal precisarmos ouvir o presidente da Câmara, atolado na corrupção, decidir sobre uma questão de integridade como impeachment do presidente da República.

Podemos concluir com facilidade que não há talvez nenhuma relação financeira entre estado e particulares que não esteja manchada pela corrupção. Está tudo doente dos pés a cabeça.

Vejo no nosso país a semente de uma nova Colômbia. O vácuo da liderança nos colocou nessa corda bamba.

Este ano muitas cidades têm testemunhado crimes ligados ao tráfico de drogas. Hoje as facções se sentem muito a vontade para estabelecer seus territórios, decretar suas leis e executar seu veredicto sem qualquer impeditivo.

O mesmo acontece com o roubo, que ganha o espaço público desconhecendo geografias, ou circunstâncias difíceis. Não há nenhuma força consistente, nem voz de ordem que diga como disse a procuradora geral dos EUA, Loretta Lynch sobre os dirigentes corruptos do futebol: “Vocês não vão escapar.”

O medo faz com que a população comum, abra a porta para quem quer que prometa segurança. E aí entramos em um terreno perigoso.

Recebi informações sobre uma empresa que oferece serviços de alarme e segurança que anda tomando para si o papel que o estado deveria cumprir.
O motivo parece ser legítimo, mas todo poder paralelo acaba desejando ser um poder absoluto.

A proteção dos cidadãos se torna a moeda de troca para o apoio a medidas extremas tais como intimidar quem não contrata os serviços da empresa, através de assaltos suspeitos e assumir o papel de polícia castigando infratores e marginais.

Sinto algo nefasto tomando forma.

É preciso que as boas lideranças saiam do cômodo papel de espectadores críticos. A omissão dos justos sempre faz mais vítimas que a própria maldade.

Do contrário não tardará muito em que os poderes paralelos tomem de assalto a combalida sociedade brasileira, transformando em campo minado o espaço público, proclamando leis estranhas ao estado de direito, ditadas pelas más lideranças que se apossam do vácuo deixado pelo poder público.

O processo se acelera como “nunca antes na história desse país.”

Tomara que daqui a dois anos minha intuição possa se provar errada.

Um abraço quebra costelas.

O discípulo gaudério.

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