Tempestades sexuais

A história de Amnom e Tamar nos ensina muito sobre nosso assunto. Leia com atenção II Samuel 13:1-14.

O desejo sexual é um dom maravilhoso de Deus, mas geralmente quer sair do controle. A rebeldia chega como uma mera sugestão, logo se torna uma obsessão, para em seguida tornar-se uma obsessão. Precisamos evitar que chegue a este estágio.

Quando permitimos que saia do controle, é imprevisível os resultados que podem vir daí. E a experiência e a Escritura testemunham que o momento de prazer não compensa os dias de dores que podem sobrevir. Amnom enlouquecido pela sofreguidão do impulso não conseguiu imaginar o que o estupro de sua irmã poderia desencadear no reino de Israel. Vergonha da irmã, ódio do irmão e assassinato na família.

Acredito que pelo caráter sagrado e profundo da sexualidade, as paixões e sentimentos despertados sempre são violentos.

Não seja ingênuo com seus desejos. Eles precisam ser tratados, confessados e acompanhados para que sua vida possa permanecer sóbria em meio a tantos apelos para embriaguez. Sem obsessões e sem concessões.

Os poderes das trevas tentam nos jogar contra Deus neste momento, em lugar de nos lançar contra o desejo rebelde. Esse é o último estágio da tentação. É o surgimento da teologia do embriagado: Deus é meu inimigo, Deus não se importa e Deus não existe.

Cada momento da vida é sujeito as suas próprias tempestades sexuais, e cada tempestade é uma resposta a uma ferida. É uma tentativa de compensar as dores que enfrentamos na jornada.

O adolescente enfrenta a dor de crescer e se inserir no mundo e no relacionamento com o sexo oposto. A tempestade é um desejo novo a cada dia.

O homem e a mulher de quarenta anos enxergam que lhes resta pouco tempo de vigor a esta altura da vida, e a dor de envelhecer pode surgir com interesses por gente mais jovem, que possa trazer um pouco da juventude de volta.

A dor de esperar pelo companheiro certo, pode significar a entrega ao primeiro que chegar. Antes mal acompanhado do que só é o pensamento do desespero.

A dor da autoimagem abalada por algum tipo de rejeição pode ser a mola propulsora para um envolvimento que não tem outro fundamento que não seja usar o outro.

O homem ou mulher que foram usados por outros, agora são movidos pela vontade de vingança. Usam dos seus predicados sexuais para se vingarem do mundo.

A dor da incapacidade de envolver-se, de ser íntimo, de se aproximar da complexidade de um relacionamento leva ao caminho largo do consumo desenfreado de pornografia.

Deus nos chama para fora da solidão do desejo sexual desordenado. Nos chama para a luz da transparência. Quanto maior for o silêncio, maior a compulsão. Quanto maior for a abertura, mais leve será o fardo.

O desejo sexual não terá domínio sobre nós. Cristo é o nosso Senhor.

Um abraço quebra costelas.

O discípulo gaudério.

 

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