4 situações que podem te fazer forte ou um cachorro louco!

“Se você vacila no dia da dificuldade, como será limitada a sua força! ”

Provérbios 24:10

Todo mundo é um santo  quando não é incomodado.

Sabe aquele pit bull que permaneceu anos com um olhar pachorrento?

Ele matou a vovó a quem cuidava!

Esse cachorro louco pode ser você. E algumas situações são as melhores para nos tirar do sério e revelar o que somos.

O lado bom é que elas podem nos preparar para vencer.

  1. Divergência total de opinião.

Eu creio que a Bíblia é a revelação de Deus para os homens, você crê que ela é um livro humano e genocida!

Eu acredito na Dilma e sua inocência (isso é uma hipótese), você acredita que ela é o câncer da política brasileira!

Eu acredito que a pobreza é um problema social, você acredita que a pobreza é um problema pessoal!

Será que ainda podemos conviver? Andar juntos?

Em um Brasil dividido, a divergência é uma prova de fogo.

A cusparada está virando moda!

Sou capaz de desacordo sem agressão? Sou capaz de enxergar a pessoa para além de uma opinião infeliz, desinformada, ou melhor informada?

Sou capaz de conviver sem isolar? De combater ideias sem descartar pessoas?

Não podemos reduzir as pessoas a uma opinião. Nem todo o que discorda de nós é mau caráter.

  1. Fora do namorado.

Talvez nada mexa tanto com a gente como ser rejeitado estando apaixonado. Compramos perfume, reservamos tempo na nossa agenda, selecionamos palavras como quem procura ouro, oferecemos na vitrine nossa melhor mercadoria, mas não foi suficiente. Dói para valer, eu sei.

Mas o discípulo de Jesus tem recursos para superar.

Vou transformar quem me rejeitou em um monstro? Isso seria amargura.

Vou revelar os segredos contados enquanto estávamos juntos? Isso seria covardia.

Não vou aceitar um novo relacionamento? Isso seria controle.

Vou me atirar no primeiro abraço que se oferecer? Isso seria dependência.

O fracasso de um relacionamento pode ser o degrau para novos e abençoados relacionamentos.

  1. Ataques a reputação.

Você recebe reportes de que estão falando mal de você. Que seu trabalho não é aprovado e que seus motivos estão sendo questionados.

Tem gente que não permanece em lugar algum a razão disso.

Bom, vamos acabar com as ilusões de unanimidade:

Tem gente que sorri, mas não gosta de nós.

Tem gente que gosta da gente e não gosta do que fazemos.

Tem gente que lê erradamente nossas intenções, com tendências para o mal.

E tem gente que gosta da gente, mas não está nem aí para o fato de que nossa reputação seja destruída.

É hora de ser forte, de criar músculos interiores pela graça de Deus. Talvez reverter tendências e permanecer inteiro apenas com o que Deus diz de você.

Se for embora porque estão falando mal de você, o mundo não será grande o suficiente para percorrer!

  1. Prosperidade dos amigos.

A prosperidade dos amigos pode fazer o pecador desavisado afundar no lodo fétido da inveja.

Alguns chegam a ver fantasmas, para justificar seu incômodo com o sucesso daqueles que estão próximos. Veem desprezo, orgulho. Mas tudo que há, é inveja.

Se você puder se alegrar com um amigo que voa em uma área em que você apenas engatinha, meu amigo, você conquistou um país!

Um abraço quebra costelas.

O discípulo gaudério.

Três segredos bíblicos para uma igreja unida

A experiência de união com a comunidade de fé é comparada pelo salmista com a unção de Deus, e refresco no deserto. (1)

Jesus disse que seria um fator de atração da igreja. (2)

Mas como chegar lá sem comprometer a Palavra?

Alguns estudiosos de origem americana, escreveram livro sugerindo que as igrejas deveriam se reunir em segmentos de identificação cultural. Igrejas de negros, brancos, roqueiros, sambistas, jovens e qualquer que seja sua tribo.

Creio que essa ideia comprada por muitos é uma traição ao espírito do evangelho. A diversidade dos discípulos que Jesus escolheu, a natureza da igreja que se formou em Antioquia e a metáfora do corpo de Cristo deixam muito claro que a grande liga da igreja deve ser realmente as questões espirituais. Para não ser que em um lugar que todos pensam iguais transformemos o evangelho em confraria de iguais.

Igrejas multiculturais representam o céu na terra, expressam o “venha o Teu Reino” que é descrito em Apocalipse como “gente de toda língua, povo e raça”.

Qual é o cimento que nos une? Qual é a nossa liga? O que faz com que vivamos em união?

Três caminhos bíblicos:

  1. A oração corporativa.

Deve ser tão intensa, variada e desenvolvida esta prática na igreja a ponto de se tornar um porto seguro ao qual recorremos sempre para recarregar nossa força espiritual.

Jesus mesmo declarou que a oração conjunta tinha um poder especial. Especule o quanto quiser do porquê, mas o fato é que o hábito de orar com os irmãos é um meio de graça escolhido por Deus para nos abençoar. Infelizmente somos pródigos em seminários, estudos, reuniões de decisões, mas fracos na oração conjunta. Talvez algumas programações que realizamos fossem muito mais bem-sucedidas se fossem precedidas de oração importuna e não burocrática. Oramos em muitas reuniões apenas para bater o ponto. Do tipo: vamos cumprir a obrigação logo e nos ocupemos do que interessa. A oração corporativa tem poder de unir corações em compaixão e propósito. Não poderia ser tão descuidada, apressada e leviana.

Sabe aqueles momentos em que ninguém se entende na igreja? Pare tudo, e ore com a igreja até que tudo mude.

  1. Pensar como corpo.

Precisamos nos desintoxicar do pensamento mundano de “o que eu ganho com isso?” e trocar pelo “o que o corpo ganha com isso?” Isso será uma subversão do pensamento individualista que reina, divide e nos afasta.

É preciso praticar a alegria com os que estão alegres. É preciso livrar os sistemas de organização da igreja de todo ranço competitivo que trazemos em cada canto da alma.

Requer-se abandonar sonhos de usar os irmãos para a própria fama ministerial.

Mas acima de tudo a igreja começa a pensar como corpo quando sua prioridade são aqueles que não podem defender a si mesmos. Os enfraquecidos, os doentes, as crianças, os velhos, os deficientes e os pobres.

Uma igreja que não tem pensamento, atenção e investimento para estes, jamais será uma igreja unida, até porque suas prioridades distam daquelas que seu cabeça estabeleceu!

  1. Olhar fixamente para Jesus.

A igreja que não está apaixonada por Jesus, que não o considera de fato e de verdade a pessoa mais inteligente do mundo jamais poderá conviver. Para isso é necessário que como o apóstolo Paulo fez, Jesus Cristo seja exposto em cada pregação. Que os evangelhos sejam repetidamente desvendados diante do povo e que até as crianças saibam de cor a mensagem da cruz. É necessário que haja experiência no povo de morte e ressurreição existencial no casamento, no trabalho ou seja qual for a dimensão da vida.

É simples, mas não é fácil. Todo pêssego suculento tem seu caroço. Todo abacaxi doce tem sua casca grossa.

Um abraço quebra costelas.

O discípulo gaudério.

(1) Salmos 133

(2) João 17

(3) Apocalipse 7:9-12