O que nunca lhe disseram sobre o amor

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Amar. Verbo que procura o bem da outra pessoa.
É um caminho de vida. Que orientará nossas máximas e mínimas decisões.
Ou é o amor, ou o caixão antecipado. Zumbi. Morto vivo.
E como é doce ouvir todo mundo falando bem do amor, do pregador ao apresentador de televisão.
Vim aqui para desarrumar essa alegre unanimidade.
Vim falar do lado B do amor conforme visto na vida do nosso Senhor Jesus.
Quatro faces que precisamos lembrar para vivermos sem chororô.

1. Quem ama se decepciona.
A coisa mais difícil dos casamentos é vencer o luto das expectativas desfeitas no primeiro ano.
Você nunca imaginou que sua esposa acordaria com aquele cabelo de quem levou um choque na tomada.
Você nunca pensou que criar filhos envolveria noites acordado, fraldas cheias de cocô, e que eles tomassem rumos que você não sonhou para eles.
Seria perfeito se não fizéssemos tantas expectativas, mas o fato é que fazemos.
E quem faz expectativas, sempre se decepciona. Eu disse sempre.
Nossas expectativas são fruto de uma sede que temos por amor infinito, que só se encontra na casa do Pai. Mas insistimos em encontra-lo em cônjuges, igrejas, pastores e melhores amigos.
Se não aceitamos a decepção, nos recolhemos a casa da amargura e não saímos mais de lá pelo resto da vida. Nossas expectativas são um peso insuportável e idolatria da pior espécie.
Aprenda a amar. Vença a decepção.

2. Quem ama, é amador e jamais será profissional.
O amor que damos e recebemos é obra de principiante. É uma construção recente que precisamos consultoria para seguir em frente.
Por isso que todo o relacionamento é também um aprendizado onde encontramos em contato com nossa pobreza e nossa riqueza pessoal. E raramente essas duas coisas combinam com a outra pessoa.
Quando dois medos iguais se encontram é um Deus nos acuda.
Pense no medo de ser traído. Os dois se entregam e se fecham em constante desconfiança sobre o que está acontecendo do lado de lá. Confio desconfiando. Falo, mas faço verificação.
Até o ponto da ruptura e da entrega é uma longa caminhada.

3. Quem ama, sangra.
Seus amigos e parceiros atravessarão longos vales. E se você se importa estará perto deles participando dos seus sofrimentos. Você sangrará junto com eles. Não poderá rir totalmente porque uma parte sentirá dor. Às vezes não haverá muito o que fazer a não ser estar presente e orar.
A perda do controle faz a situação se tornar uma assombração paralisante.
Faz dois anos que um casal de nossa igreja descobriu que seu jovem filho estava com câncer.
Durante esses anos oscilamos, talvez sem que eles soubessem o tanto que foi, junto com eles nos nossos estados anímicos. Ficamos esperançosos, estivemos angustiados, choramos escondido, oramos intensamente, perdemos a esperança, recuperamos a esperança.
Até que na semana passada nossa comunidade pode celebrar uma boa notícia em tantos meses de dor.
A luta não terminou, mas derrubamos um grande oponente. Estamos mais perto.
Sangramos muito, mas estamos mais humanos e crentes.

4. Quem ama, se encolhe.
A cama de casal talvez seja a melhor metáfora do que eu quero dizer.
Precisei aprender a dormir com minha esposa. Eu era um esparramado.
Todo espaço que eu recebia eu ocupava. Nós somos assim.
Mas para amar, você precisa se encolher para que o outro possa continuar próximo de você.
Ou talvez ir embora, como quando com 17 anos eu deixei minha casa, sem que meus pais tentassem me impedir, para nunca mais voltar e estudar teologia.
Se Deus não se restringisse, não poderia existir eu.
Se você não se controla, não sobra sorvete para os outros.
Se você não cala a boca e escuta, nunca haverá diálogo.
Se você não faz o que os outros gostam de fazer, acabou-se a amizade.
Se você não abre mão do restaurante todo dia, não há dinheiro para o inglês do filho.

O grau em que isso é doença ou virtude, fica na conta do aprendizado de cada um.
Mas temos um Mestre sensacional.

Um abraço quebra costelas.

O discípulo gaudério.