Super-heróis e parasitas (2)

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Apesar de sermos ensinados a praticar o amor incondicional, isso não significa permissão para sacar irresponsavelmente da misericórdia alheia.

O Novo Testamento tem mais de 27 mandamentos de mutualidade, os populares “uns aos outros”. Isso quer dizer que relacionamento é uma construção conjunta.

É preciso nutrir, vitaminar, fortalecer os laços que pretendemos manter.

Há dois tipos de pessoas quanto a nutrição, os parasitas e os super-heróis.

Os parasitas só querem receber, os super-heróis, só querem se doar. Ambos acabam na solidão, pois o medo que carregam os mantém distante das pessoas.

Se você está enfrentando dificuldades de relacionamento, é hora de perguntar: ele está sendo bem nutrido?
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Questione-se…

  1. Tenho sido grato?

A guerra dos tronos é aqui. Todos acreditam ter direito ao trono de ferro e querem os outros como súditos.

Saia desse filme.

Agradeça todo bem que as pessoas lhe têm feito. Os pais de hoje só ensinaram aos seus filhos a parte dos direitos. É a receita do inferno.

Mas ainda dá tempo. Levante sua cabeça agora, e escreva três notas de agradecimento aqueles que estão na sua volta.

  1. Tenho sido presente?

Você não gosta de ir naquela festinha cujo ritual você sabe do começo ao fim? Não gosta da música que vai tocar? As pessoas que vai encontrar?

Acha tudo muito prosaico para sua sofisticação?

Saiba que quem lhe convidou entende sua presença como um gesto que diz: Você é importante para mim!

E essa mensagem sempre será a mais importante mensagem que existirá até o final dos tempos.

  1.  Tenho aberto as portas do porão?

Esse passo é um pouco mais arriscado!

É mais fácil falar…

Da nova série do Netflix.

Do jogo de ontem.

Do trendtopic do Twitter.

Da publicação do Facebook.

Das ideias profundas daquele livro cabeça.

Enquanto você passa incógnito entre as pessoas

Abrir as portas do porão é falar o que fere seu coração. O que lhe dá medo, o que faz você vibrar de emoção, os grandes desafios que você tem enfrentado, em que você tem tropeçado.

Quando somos estranhos um ao outro não nos conectamos.

  1. Tenho sido um Severino?

Observo o derrame de carinho que algumas pessoas recebem e constato que a razão maior é prontidão para servir, para ajudar.

Procure ser mais interessado do que interessante.

Não faça promessas, apenas entre em cena quando for necessário.

Quando as pessoas a sua volta estiverem em momentos de sequestro emocional, quando forem alvo de abuso, ou cegueira absoluta, entre em cena e faça o que precisa ser feito.

Em suma, resolva problemas das pessoas.

  1. Deixo as pessoas livres?

Cada pessoa tem seu ritmo, e sua limitação quanto ao que pode dar. Permita que o relacionamento cresça com naturalidade.

Não use lágrimas para trazer a pessoa para perto. Não acuse jogando um fardo de culpa sobre o outro com declarações que você sabe que são um exagero. Não fique em cima. Dê uma chance a saudade.

Procure sempre a leveza nas conexões. Quando confrontar, não fique pegando no pé. Fale e deixe viver e errar, se ele assim quiser.

  1. Promovo o bem que os outros me fazem?

Faça o marketing. Pratique a boa fofoca. Aproveite a ausência, e abra portas. Conte como você tem sido abençoado pela presença das pessoas na sua vida. Além de ajudar , fortalece a confiança.

A gente é viciado em falar mal dos outros.

A quem honra, honra.

Um abraço quebra costelas

O discípulo gaudério

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