Fora com os adivinhos (3)

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“O sábio é conhecido por seu discernimento; palavras agradáveis são convincentes.”

Provérbios 16:21

Eu saía apressado e fardado para jogar o futebol semanal com a turma da igreja quando meu filho caçula, me grita no meio do caminho: Pai, pai, posso ir contigo!

– Só se tu já estiveres pronto!

– Eu tô pai!

– Então entra no carro.

No meio do caminho, um detalhe importante me veio a mente.

– Filho, tu falaste pra tua mãe, que tu ia sair comigo?

– Não, mas ela vai saber…

– Não filho, vamos voltar e avisar. Ela não vai saber, e certamente vai pensar muita bobagem quando te chamar e não te ver.

O que aconteceu com meu filho, acontece a todo momento em organizações e em todas as esferas. É a crença cega no poder de adivinhação das pessoas. É achar que as pessoas são Sherlock Holmes capazes de achar evidências onde todos silenciaram.

O bom relacionamento depende de nossa capacidade crescente de romper o silêncio e nos comunicarmos.

O silêncio dá espaço para a imaginação, e pela minha experiência a nossa imaginação é inclinada a criar filmes de terror.

Nesse caso, a diferença entre a paz de espírito e um estado emocional miserável está apenas a uma informação de distância.

Você pode mudar tudo dessa maneira:

  1. Nunca perca uma oportunidade de falar às pessoas o que foi bem feito!

Outro dia eu estava esperando pra ser atendido em uma papelaria, e a pessoa que me precedia pediu ao atendente que lhe escrevesse o endereço de e-mail em um papel pois ele precisava enviar mais alguns documentos para imprimir.

O atendente rabiscou em um papel e lhe alcançou. O homem logo reagiu.

– Que letra feia! Faltou à aula de caligrafia? Não te ensinaram a escrever?

O atendente ficou meio sem jeito, enquanto o homem resmungava e pegava seu material.

Eu fiquei curioso e perguntei a ele depois que ele saiu:

– Esse cara é teu amigo?

O atendente respondeu que não.

Eu continuei curioso e perguntei:

– Que material ele estava preparando?

– Currículo para recolocação no mercado de trabalho, me disse o atendente.

Não consegui resistir e comentei:

– Com esse jeito, não é de admirar que ele esteja procurando emprego. Quem suporta tamanha grosseria!

Falta gente que diga: Bem feito! As pessoas estão toda hora duvidando e pisando em terra movediça nos relacionamentos e elas precisam mais do que ouvir o que está errado, precisam encorajamento para aquilo que está certo.

Muita gente desanima seus filhos apenas comentando o que eles fazem de errado, mas a melhor educação é a que reforça o que é bem feito!

  1. Toda vez que você ficar em dúvida sobre algum assunto: PERGUNTE!

Se é algo realmente importante para a confiança e a sequência do relacionamento, você tem direito a saber.

Mas se dirija a quem pode realmente lhe responder. É muito comum a gente semear desconfiança em quem não tem nada a ver com o assunto, em lugar de esclarecer.

É fácil sair por aí falando de alguém: Ele não responde mensagens do WhatsApp!

Quando o certo seria você ir até a pessoa e manifestar sua dúvida:

Eu não entendi porque tu demoraste a responder à mensagem que te enviei.

  1. Quando você achar que algo não está bom, faça uma sugestão de mudança.

É comum a gente tomar tudo que é irritante como pessoal. A gente se acha o centro do universo e presume que aquela luz acesa sem necessidade foi ligada por alguém que conhece nosso cuidado e que calculou minuciosamente uma maneira de nos perturbar.

Ou talvez a única maneira que a gente aprendeu de tratar um problema seja reclamar.

Saiba, o que as pessoas precisam são saídas.

Um murmurador é como uma goteira fria caindo no seu pescoço durante um dia de inverno. Basta uma amostra pra gente correr.

Então você pode fazer assim:

“Eu percebi que tu deixaste a luz acesa, eu gostaria que você deixasse apagada toda vez que saísse. ”

Sem indiretas, sem rodeios, mas com muito respeito.

  1. Sempre que acontecer algum fato novo, comunique a todos os envolvidos.

Mudanças de horário, oportunidades, impedimentos, cancelamentos, propostas, dificuldades, investimentos.

As pessoas precisam saber.

  1. Seja absolutamente claro quanto as suas expectativas.

Se for preciso, escreva.

Chefe, diga ao novo empregado quais resultados ele precisa entregar.

Pai, diga ao filho, quais comportamentos são aceitáveis e quais não. Parte da educação é ser bem claro sobre o que se espera e porque se espera.

Esposa, certamente você gostaria que seu marido adivinhasse que ele precisa limpar a garagem neste sábado pois você está muito cansada, mas infelizmente ele não percebeu. Então, fale.

E lembre-se, a comunicação não acontece quando você fala, mas quando as pessoas entendem.

Um abraço quebra costelas

O discípulo gaudério

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