A criança que queres matar és tu, néscio!

Resultado de imagem para infanticidio

Vivi, para ler adolescentes imberbes, que não sabem o que é sofrer, nunca cuidaram de uma criança, jamais estiveram perto de quem chorou a perda de um filho, nem leram muito sobre o assunto a não ser o que o Gregório Duvivier diz e o professor marxista da universidade ensina, levantarem a bandeira do aborto.

Poderia esperar indiferença, mas militância jamais.

O contraditório é que a defesa do aborto venha hoje no pacote de quem gosta de proteger os oprimidos: os negros, mulheres e homossexuais, mas não conseguem enxergar a vítima no bebê indefeso.

Uma criança no ventre de uma mulher é muito mais do que um ser vivo, ele é a representação da vulnerabilidade, da dependência, do indefeso, daquele que não pode nos dar nada a não ser sua presença. Aquele cuja vida nos convida a aprender o que significa amar sem contrapartidas.

Portanto defender a morte dessa criança é a despeito de todos os recursos de eufemismos e lógica diabólica, pisotear na humanidade na sua representação básica: o feto. E quem acha normal opinar sobre a morte de bebês precisa ouvir o grito da consciência daqueles que estão vivos para poder dizer: assassinos!

Creio que eles ainda são minoria, mas são uma minoria barulhenta e aparelhada e combativa.

O culto a Moloque, nascido entre os amonitas (que não por acaso foi uma nação que se desfez na poeira dos séculos), cuja essência era a exigência do sacrifício de crianças em troca de prosperidade material, manifesta-se à esquerda e à direita.

À direita, entre os consumistas que abandonam o lar e esquecem seus filhos na escolinha, e acham que dar tudo a um filho é dar-lhe coisas, à esquerda o novo paganismo que acha bonita e defensável toda tolice que se oponha ao cristianismo arremetendo-se em sua loucura em direção da morte.

O aborto não é de maneira alguma uma questão periférica, é uma questão paradigmática, uma porta que uma vez aberta, traz consigo uma legião de crueldades.

Ela é também o velho incapaz e de fraldas que um dia você provavelmente será, dependendo da boa vontade dos seus filhos para receber sua aposentadoria e lembrar de leva-lo ao médico. Mas seu filho terá aprendido de você que os vulneráveis não têm importância, que você pode roubá-los desde que eles não saibam, que podes esquecer deles porque seu grito não é mais ouvido.

Ela é o deficiente, sem a força de trabalho, sem família, sendo jogado na rua porque não tem nada o que dar para sociedade.

É o homem doente, que não tem plano de saúde, que está desempregado e que esgotou todos os recursos pessoais em busca da cura.

Ela é toda e qualquer criatura humana que em razão do contexto se torna um obstáculo a comodidade, aos planos estabelecidos, a conveniência pessoal. Você um dia será isso, para alguém.

A criança no ventre da mãe que queres matar és tu, néscio.

Um abraço quebra costelas.

O discípulo gaudério.

Anúncios

3 pensamentos sobre “A criança que queres matar és tu, néscio!

  1. Suas palavras entram certeiras no nosso coração e desvendam as fraquezas, os enganos e tudo mais que gostaríamos de encobrir, dos outros e nós próprios. É a claridade que dissipa as trevas. Gratidão

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

w

Conectando a %s