Se eu fosse você

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A fórmula é surrada, mas quase sempre funciona desde as sessões da tarde nos anos 80. Dois personagens trocam de lugar, assumem cada um o corpo do outro e acabam descobrindo as alegrias e as dores do outro de uma maneira inesquecível.

Meu favorito é o filme brasileiro protagonizado por Glória Pires e Tony Ramos. O filme me fez refletir um pouco sobre como seria ter que fazer depilação, menstruar uma vez por mês, e meu Deus, … andar de salto alto. Não é fácil ser mulher, foi o que pensei. Talvez por isso elas sejam tão estressadas!

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Mas pra que você mulher não se sinta tão senhora da situação, o contraponto: Norah Vincent. Ela é uma feminista de carteirinha, e jornalista que decidiu fazer um experimento radical. Se disfarçou de homem, durante 18 meses e mergulhou no mundo masculino. O resultado da experiência ela conta em seu livro: Feito homem. Que você encontra em qualquer sebo na internet.

Aqui um parágrafo surpreendente de suas conclusões sendo homem:

“as mulheres eram difíceis de agradar. Elas queriam que eu estivesse no controle, tanto no espírito como no corpo, mas, ao mesmo tempo, também terno e vulnerável, subserviente a seus caprichos e dócil como um coelhinho.”

Colocar-se no lugar do outro é uma desintoxicação para o EGO, e pode revolucionar nossa vida.

Jesus nos ensinou isso através da famosa regra de ouro:

“Em todas as coisas façam aos outros o que vocês desejam que eles lhes façam. Essa é a essência de tudo que ensinam a lei e os profetas.”

Mateus 7:12

O MANDAMENTO DE JESUS NOS FORÇA A PENSAR DIFERENTE

O conceito é simples, mas ignorado. Por que? Porque nós pensamos sempre a partir do nosso interesse. Não conseguimos fazer o exercício mais simples: colocar-nos no lugar do outro.

Se eu chegar na igreja e disser: roubaram um carro aqui na frente! O primeiro pensamento que teremos será, tomara que não seja o meu.

Um filme, o humor, um filho e alguém parecido conosco pode nos ajudar a nos ver e melhorar com os outros.

Sempre participei ativamente, dos treinos de futebol do meu filho. Enquanto ele jogava, eu do lado de fora, sem qualquer noção, gritava conselhos e dizia o que ele devia fazer, o tempo todo. Sim, é o que você pensou, um mala completo.

Um dia, um pai do outro lado da quadra, espelhava minhas atitudes. Parei, e comecei a me irritar com ele, e pensar comigo, que ele não ia ajudar o filho daquela maneira, quando a voz da consciência cantou a canção do Roberto Carlos de forma absolutamente audível dentro de mim: esse cara sou eu!

Tomei um sacode que me fez mudar.

O MANDAMENTO DE CRISTO É RICO PORQUE NOS FAZ VIAJAR PARA DENTRO DO NOSSO CORAÇÃO E DO CORAÇÃO DOS OUTROS.

Lá eu descubro que…

Os outros veem coisas que eu não vejo.

Os outros também tem feridas.

Os outros também enxergam meus defeitos.

Os outros também tem dias ruins.

Os outros também tem uma história triste para contar.

Os outros também se decepcionaram comigo.

O MANDAMENTO DE JESUS É AMPLO E IRRESTRITO.

Veja a amplitude do mandamento de Cristo, e como tudo que ele ensinou, faz sentido para a vida toda.

Pense.

Trate seus empregados como você sempre quis que seu chefe o tratasse.

Fale do gosto musical dos outros como você quer que falem do seu.

Respeite o trabalho dos outros como você quer que respeitem o seu trabalho.

Pague ao seu empregado, da mesma maneira como você gostaria de ser pago.

Discorde dos outros como você gostaria que discordassem de você.

Resolva seus problemas como você sempre disse que os outros deveriam resolver.

Trate seus filhos como você gostaria que seus pais tivessem lhe tratado.

Faça negócios como você gostaria que os outros fizessem negócios com você.

Trate sua esposa da mesma forma que você reclama que ela o trate.

Trate as pessoas a quem você flagra cometendo erros, da mesma forma como você gostaria que os outros o tratassem quando você for flagrado nos seus próprios erros.

Devolva as coisas que você pega emprestado com a mesma rapidez que gostaria que lhe devolvessem.

Faça a seu vizinho aquilo que você acha que um bom vizinho deveria lhe fazer.

Use o banheiro da igreja, da mesma forma como gostaria que usassem o seu.

Trate o torcedor adversário, da mesma forma como gostaria que ele tratasse você.

Jamais poderemos cumprir esse mandamento, se o Senhor não transformar nosso coração.

Cristo foi o mais empático de todos. Nele e por ele podemos mudar nossa maneira de pensar. Ele não só pensou como seria estar em nosso lugar, Ele esteve em nosso lugar.

“Nosso Sumo Sacerdote entende nossas fraquezas, pois enfrentou as mesmas tentações que nós, mas nunca pecou.”

Hebreus 4:15

Um abraço quebra costelas

O discípulo gaudério.

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Qual o tamanho da sua teimosia?

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“Não sou teimoso, simplesmente meu caminho é o melhor.”

Raça humana

Na minha experiência como conselheiro, posso afirmar com convicção que não há problema espiritual mais recorrente do que a obstinação.

A teimosia é a idolatria da própria vontade. É traço característico da personalidade despótica. Já chegamos com ela neste mundo, mas pode ser turbinada por pais sem sabedoria, que não nos negam caprichos e vontades. A vontade mimada se transforma em uma fortaleza indevassável, inexpugnável, intransponível. Tal qual o Faraó do Egito.

Diferentemente da persistência, a teimosia é a insistência em atitudes, escolhas tolas a despeito de ampla evidência contrária.

Faraó, foi advertido nada mais do que 10 vezes.

  • Ouviu uma mensagem clara e inequívoca
  • Ouviu a mesma mensagem 10 vezes
  • Sofreu muitas vezes
  • Prometeu tanto quanto sofreu
  • Cede um pouco, mas não cede totalmente. Êxodo 10:10

E VOCÊ, QUAL É O TAMANHO DA SUA TEIMOSIA?

Existem muitos tipos de obstinados: os simpáticos, eles sorriem, ouvem, mas não consideram; os quietos, ouvem sem retorquir, mas não estão nem aí e por fim os rabugentos, discutem cada palavra até o fim.

O final é o mesmo: o tamanho da sua teimosia, é o tamanho do seu sofrimento. E lamentavelmente o sofrimento dos outros.

Os obstinados desconsideram quem está acima deles, qual é a verdade, quem vai se magoar, e até mesmo se eles próprios vão se destruir. Vale tudo por sua vontade.

Eles dão muitas desculpas, apesar dos erros evidentes. São vingativos, pois não toleram obstáculos, não aprendem com o sofrimento, pelo contrário ficam mais calejados, não respeitam acordos, pois eles também podem se interpor em seus planos.

Você deve conhecer chefias de empresa que não prosperam porque seus líderes não aceitam uma ideia que não seja a sua. Conheci gente obcecada por um relacionamento, que triunfou no cansaço, mas até hoje tolera o desprezo do cônjuge. Pessoas se endividam porque querem realizar o tal “sonho de consumo”.

O contraditório é que quando diz respeito a meditar na Palavra, orar, e obedecer, as mesmas pessoas dizem que não conseguem, sem qualquer tentativa, mas para seus caprichos são capazes de percorrer o mundo. Esse tal de livre arbítrio, na verdade é um escravo.

Mas saiba: toda vez que você opta por resolver as coisas do seu jeito, você escolheu uma colheita carnal!

Jesus disse no jardim do Getsêmane: não seja feita a minha, mas a tua vontade. Aquele que teria todo poder e legitimidade para escolher seu caminho, abriu mão dela, para que fôssemos salvos de nossa obstinação.

Ele foi capaz de abrir mão da sua vontade pela do Pai, para nos capacitar abrir mão de nossa vontade também, para nosso próprio benefício. Nós não podemos, mas Cristo em nós pode.

Um abraço quebra costelas.

O discípulo gaudério.

Margarina com gosto de manteiga

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“Naquela época não havia rei em Israel; cada um fazia o que lhe parecia certo.”

Juízes 21:25

Se me der prazer, eu quero, eu faço, eu vou.

Geralmente, gostar e não gostar hoje é o fim de um debate sobre escolhas.

Fica então fora de nossa vida tudo aquilo que represente esforço, disciplina, justiça, pois estes valores incluem um bocado de frustração em seu pacote.

Houve um tempo relatado nas Escrituras, que ela chama, tempo dos juízes, cujo principal farol das decisões também era o prazer.

Israel entra na terra prometida, mas não conquista toda a terra. Eles se agradaram com menos do que Deus havia prometido. Existem terras na sua vida que ainda não foram conquistadas e que vão lhe custar desassossego: finanças, temperamento, trabalho, sexualidade, relacionamento com vizinhos, futebol, conversa frívola e muitas outras coisas.

Eles seguiram a Baal e suas imagens. Seus olhos se deleitaram, mas eles perderam os valores mais importantes da vida que são invisíveis: fé, amizade, amor, honra e honestidade.

Eles se tornaram escravos dos povos vizinhos. Só quem se dispõe ao sacrifício pode ser livre da tirania. Sua família precisa do seu sacrifício, a saúde de sua igreja precisa do seu sacrifício, seus amigos precisam do seu sacrifício.

Eles foram desleais com quem lhes serviu. Dar as costas para a boa fé é o segredo do fracasso em uma nação. Você conhece um país chamado Brasil?

Eles serviram a Deus do seu próprio jeito. Jefté entregou sua filha em sacrifício.

Homens de Deus se envolveram com prostitutas.

Houve guerra entre irmãos. O hedonista deseja destruir aquilo que o faz sofrer. A justiça é lenta demais para seus nervos.

Eles praticaram violência sexual. Quando o prazer é o árbitro das nossas decisões abre-se uma caixa de maldades quando o assunto é ética sexual: zoofilia, abandono do lar, estupro e pedofilia.

Qualquer semelhança com nossa realidade não é mera coincidência! Ideias tem consequências.

O princípio do prazer é a razão para tomarmos as decisões mais estúpidas da nossa vida. Por duas razões simples e óbvias:

Nossos sentidos nos enganam, e acabamos desejando o que nos destrói. É margarina com gosto de manteiga. Você sente o gosto da manteiga, sente o cheiro da manteiga, mas está comendo o lixo que é a margarina. É acido fumárico com gosto de fruta.

Além disso, ter o prazer como nosso maior valor, nos enfraquece para a vida. Contrariamente ao que se poderia pensar, o hedonista perderá suas maiores alegrias.

Não desenvolve seus dons.

Não tem estrutura para vencer desafios.

Não enxerga além do imediato.

Vivem com medo de perder o que tem.

Sem o governo de Deus, estamos perdidos! Até criamos uma versão religiosa do hedonismo: ‘não senti de Deus que eu devia fazer isso’, ‘não estou sentindo mais a presença de Deus neste lugar’ e lá vamos nós em busca de sensações.

Cristo, foi aquele que em troca da alegria proposta, suportou a cruz. Ele pode nos ensinar a ter prazer naquilo que é bom para nós e para os outros.

O prazer em Deus.

O prazer na Palavra de Deus.

O prazer de ser pai e mãe.

O prazer da amizade.

O prazer de adorar.

O prazer de fazer o que é correto e justo.

O prazer de servir.

Um abraço quebra costelas.

O discípulo gaudério

Quanto de narcisismo há em mim?

 

1. Você vive se auto elogiando?

2. Você tem dificuldade de trabalhar em grupo? Claro, você não entende como que as pessoas não concordam com suas incríveis ideias.

3. Não sei discordar sem ofender. Minhas refutações sempre contém palavras do tipo “idiota”, “doente”, “burro”, “débil mental”.

4. Você só fala de si mesmo? Até mesmo no sofrimento dos outros.

5. Você aceita rir de si mesmo?

6. Você só aparece em público produzido?

7. Você reclama de Deus sempre que suas vontades são contrariadas?

8. Você sabe ouvir?

9. Você é competitivo nível hard? Daquele tipo que não aceita perder nem par ou ímpar?

10. Você tira muitas selfies por dia?

11. Você fica de mau humor quando as pessoas não curtem o que você publica?

Qualquer uma das perguntas tem a ver com preocupação com a própria imagem. Pense nisso!

Um abraço quebra costelas.

O discípulo gaudério.

A paixão por espelhos

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“Vejam a grande cidade da Babilônia! Com meu próprio poder, construí esta cidade para ser o centro do meu reino e para mostrar o esplendor de minha majestade.”

Nabucodonosor, rei da Babilônia

Daniel 4:28

O narcisismo transborda de todos os lados.

Programas de televisão para mudar o “visual” como se a feiura fosse a nova lepra, indústria de cosméticos faturando sempre alto, cirurgia plástica pra deixar todo mundo com cara de felino e Facebook para o povão viver essa obsessão cultural.

Há até quem tatue seu próprio nome na pele.

Aqueles que caminham nos corredores das universidades não amam o conhecimento, mas o parecer sábio. Os que ocupam cargos de eminência não se preocupam com a oportunidade de fazer a vida do outro melhor, mas de ostentar posição: sabe com quem está falando? E a igreja baluarte da humildade do Cristo descreve suas próprias virtudes pretendendo superioridade moral.

Narcisismo dos pés a cabeça. Vaidade, tudo vaidade.

A pergunta que fica não é se sou narcisista, mas quão narcisista sou nesse delírio coletivo.

Podemos ser tentados a menosprezar esse potencial devastador pelo ridículo e pela sedução que se apresenta ao nosso EGO, mas a questão é grave!

No narcisismo não há lugar para o outro. O casamento não dá certo porque duas pessoas que se unem, não querem um companheiro, querem um fã. Só me interesso por aquele que me exalta, glorifica ou centraliza.

A convivência pura e simples se torna um inferno, porque o cultivo da minha imagem, me empurra constantemente a não tolerar os gostos dos outros, o trabalho dos outros. Tudo que não seja favorável, ou tire atenção de minha imagem não me serve.

Como posso ter compaixão, se estou chorando porque não pude comprar o novo Iphone?

No narcisismo não há lugar para Deus, só para deus. Deus como ele é, é um intruso. Então é criado o deus “gênio da lâmpada”, que nada mais é do que uma projeção de meus desejos ególatras. Só um deus que me glorifica, que exalta meu nome e que eu uso como plataforma dos meus sonhos pessoais. Ou então nada de Deus. Sejamos ateus e sigamos nosso caminho sem sermos perturbados!

O fim dessa viagem é o vazio e a solidão. Fomos criados para relacionamentos, e para dar glória a Deus. Não tem como funcionar.

Embora nossa cultura tenha potencializado o poder da aparência, essa preocupação não é nova entre os homens. Adão e Eva cobriram-se quando pecaram. Eles sabiam que havia algo errado e distorcido neles. O que fazemos hoje, é fruto da mesma realidade. Estamos obcecados com a aparência de beleza para esconder nossa insuficiência, e incapacidade. Nos agarramos em expedientes humanos para resolver a necessidade de aceitação e segurança.

Não venceremos por nossas próprias forças o tsunami da cultura. Precisamos de Cristo. Ele que em si reunia toda a excelência da beleza, abriu mão disso tudo para tornar-se aquele no qual “não havia nada de belo nem majestoso em sua aparência” e conquistar um lugar para nós no qual não precisamos esconder nossa natureza fraturada, pois somos aceitos e incluídos.

A beleza nunca foi o problema. O problema sempre foi o coração adoecido por detrás da beleza.

Creia no amor que desconsidera nossa feiura e nos convida a aprender com Ele o que significa amar de verdade.

Um abraço quebra costelas

O discípulo gaudério