A paixão por espelhos

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“Vejam a grande cidade da Babilônia! Com meu próprio poder, construí esta cidade para ser o centro do meu reino e para mostrar o esplendor de minha majestade.”

Nabucodonosor, rei da Babilônia

Daniel 4:28

O narcisismo transborda de todos os lados.

Programas de televisão para mudar o “visual” como se a feiura fosse a nova lepra, indústria de cosméticos faturando sempre alto, cirurgia plástica pra deixar todo mundo com cara de felino e Facebook para o povão viver essa obsessão cultural.

Há até quem tatue seu próprio nome na pele.

Aqueles que caminham nos corredores das universidades não amam o conhecimento, mas o parecer sábio. Os que ocupam cargos de eminência não se preocupam com a oportunidade de fazer a vida do outro melhor, mas de ostentar posição: sabe com quem está falando? E a igreja baluarte da humildade do Cristo descreve suas próprias virtudes pretendendo superioridade moral.

Narcisismo dos pés a cabeça. Vaidade, tudo vaidade.

A pergunta que fica não é se sou narcisista, mas quão narcisista sou nesse delírio coletivo.

Podemos ser tentados a menosprezar esse potencial devastador pelo ridículo e pela sedução que se apresenta ao nosso EGO, mas a questão é grave!

No narcisismo não há lugar para o outro. O casamento não dá certo porque duas pessoas que se unem, não querem um companheiro, querem um fã. Só me interesso por aquele que me exalta, glorifica ou centraliza.

A convivência pura e simples se torna um inferno, porque o cultivo da minha imagem, me empurra constantemente a não tolerar os gostos dos outros, o trabalho dos outros. Tudo que não seja favorável, ou tire atenção de minha imagem não me serve.

Como posso ter compaixão, se estou chorando porque não pude comprar o novo Iphone?

No narcisismo não há lugar para Deus, só para deus. Deus como ele é, é um intruso. Então é criado o deus “gênio da lâmpada”, que nada mais é do que uma projeção de meus desejos ególatras. Só um deus que me glorifica, que exalta meu nome e que eu uso como plataforma dos meus sonhos pessoais. Ou então nada de Deus. Sejamos ateus e sigamos nosso caminho sem sermos perturbados!

O fim dessa viagem é o vazio e a solidão. Fomos criados para relacionamentos, e para dar glória a Deus. Não tem como funcionar.

Embora nossa cultura tenha potencializado o poder da aparência, essa preocupação não é nova entre os homens. Adão e Eva cobriram-se quando pecaram. Eles sabiam que havia algo errado e distorcido neles. O que fazemos hoje, é fruto da mesma realidade. Estamos obcecados com a aparência de beleza para esconder nossa insuficiência, e incapacidade. Nos agarramos em expedientes humanos para resolver a necessidade de aceitação e segurança.

Não venceremos por nossas próprias forças o tsunami da cultura. Precisamos de Cristo. Ele que em si reunia toda a excelência da beleza, abriu mão disso tudo para tornar-se aquele no qual “não havia nada de belo nem majestoso em sua aparência” e conquistar um lugar para nós no qual não precisamos esconder nossa natureza fraturada, pois somos aceitos e incluídos.

A beleza nunca foi o problema. O problema sempre foi o coração adoecido por detrás da beleza.

Creia no amor que desconsidera nossa feiura e nos convida a aprender com Ele o que significa amar de verdade.

Um abraço quebra costelas

O discípulo gaudério

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