Deixem os pastores chorarem

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3 pastores evangélicos de diferentes tradições se suicidaram no último ano. Não tenho dificuldade de imaginar o drama deles, e meu coração chora o que todas essas mortes significam. Tenho 24 anos de ministério em tempo integral, 22 deles em uma mesma igreja. Olhamos todos os dias para o abismo da alma humana: hipocrisia, adultério, inveja, mesquinharia, ódios disfarçados de teologia. Ali vemos os outros e a nós mesmos em nossa trilha redentiva em direção ao dia em que Ele enxugará dos nossos olhos toda lágrima.

Aprendi cedo com alguns mestres a ser humano.  Admita sua dor, descanse, peça ajuda foi o que eles me ensinaram. Por isso sobrevivi a funerais em série da minha comunidade, as expectativas adoecidas dos outros, meus sonhos despedaçados, minha limitação ministerial, tentativas de manipulação e o pecado que insistentemente me assedia em uma regularidade infalível.

Os evangélicos não gostam muito de falar de sentimentos que não estejam ligados a vitória, triunfo, bênçãos e prosperidade, até mesmo os mais ortodoxos teologicamente. É um problema masculino, agravado pela natureza do trabalho do pastor. Viver nos extremos da vida. Esse caos se alimenta de uma porção de mentiras devastadoras:

Descansar é errado.

Viver em vitória é não ter sentimentos negativos.

O cristão não pode ficar deprimido.

Preciso demonstrar que nada me afeta.

Sentir dor é fraqueza e pecado.

Um homem com Deus pode resolver todos seus problemas sozinho.

Eu me conheço bem.

Minha família tem que ser perfeita.

Ninguém vai entender.

Os pastores também caem na cilada de dar conselhos rasos e corrigir sentimentos a todo momento. Alguns talvez arrancariam os salmos de vez da Bíblia. Quando o pastor é corajoso o suficiente para dizer que está triste, que sente depressão, que está decepcionado, uma avalanche de críticas se derramam sobre ele. Um cala boca com frases surradas: um homem de Deus não pode sentir isso. Toma vitória em nome de Jesus.

Se por um lado ele não encontra um contexto sadio para compartilhar o coração, toda a maneira de pensar da igreja joga culpa nesse homem quando ele vai procurar um psicólogo sedento por uma oportunidade na qual possa derramar sua alma. É triste dizer, mas as vezes os psicólogos são mais compassivos que a igreja.

Os salmos têm o poder de derrubar esses mitos que dilaceram a alma.

Eles são um presente de Deus para a igreja. Todos os notáveis da história da igreja se deliciaram no estudo deste livro. Lutero, Spurgeon, Bonhoeffer e Lewis são alguns dos grandes que escreveram livros.

Jesus utilizou-se deles, orou os salmos e como Bonhoeffer diz “Segundo o testemunho da Bíblia, Davi, o rei ungido do povo eleito de Deus, prefigura Cristo. O que lhe sucede acontece por causa daquele que está nele e que descenderá dele, Jesus Cristo. Isso não lhe era segredo, pois era profeta e sabia que Deus lhe prometera sob juramento que colocaria um dos seus descendentes em seu trono. Prevendo isso, falou da ressurreição de Cristo (Atos 2:30)… Portanto, as mesmas palavras de Davi são palavras do Messias vindouro. As orações de Davi foram oradas com Cristo ou, melhor, Cristo mesmo orou através daquele que o precedeu.”

Em tempos de platitudes e banalidades sem fim, um mergulho anual tem sido um refresco indescritível para meu ministério.

Os salmos trazem a palavra de nossa alma, que não conseguimos trazer a boca. Quando sequestrados pela agitação do coração, nos faltam palavras que o saltério nos entrega em abundância.

Eles nos ensinam a sermos brutalmente sinceros em nossas orações. Há na oração daqueles homens tudo que há no coração do ser humano, e que são por assim dizer eclesiasticamente incorretos. Dúvida, cinismo, gratidão, vingança, confissões, medo, decepção e depressão.

Os salmos nos ajudam a entendermos o que acontece no nosso coração. É como se sentássemos na sala de aconselhamento de Deus, à medida que vamos falando tudo que estamos vivendo fica mais claro para nós.

Através deles ficamos aliviados em saber que os homens de fé não são de maneira nenhuma diferentes dos homens comuns na experiência das afeições da existência, com a singular diferença de que eles ousam viver cada uma de suas emoções na presença de Deus. Eles não separam a psiquê da teologia. Eles colocam a Deus no olho do furacão da alma e gritam, esperneiam, se indignam, e choram igualzinho ao que você também gostaria de fazer.

A maioria dos que leem esse texto não são pastores, a vocês uma última palavra: cuide do seu pastor. Deixe de vê-lo como uma máquina de ministrar que não possui sentimentos. Não chegue perto dele apenas quando precisa. E lembre que ele necessita do seu carinho e encorajamento. Deixe ele chorar.

Um abraço quebra costelas.

O discípulo gaudério.

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A criança que queres matar és tu, néscio!

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Vivi, para ler adolescentes imberbes, que não sabem o que é sofrer, nunca cuidaram de uma criança, jamais estiveram perto de quem chorou a perda de um filho, nem leram muito sobre o assunto a não ser o que o Gregório Duvivier diz e o professor marxista da universidade ensina, levantarem a bandeira do aborto.

Poderia esperar indiferença, mas militância jamais.

O contraditório é que a defesa do aborto venha hoje no pacote de quem gosta de proteger os oprimidos: os negros, mulheres e homossexuais, mas não conseguem enxergar a vítima no bebê indefeso.

Uma criança no ventre de uma mulher é muito mais do que um ser vivo, ele é a representação da vulnerabilidade, da dependência, do indefeso, daquele que não pode nos dar nada a não ser sua presença. Aquele cuja vida nos convida a aprender o que significa amar sem contrapartidas.

Portanto defender a morte dessa criança é a despeito de todos os recursos de eufemismos e lógica diabólica, pisotear na humanidade na sua representação básica: o feto. E quem acha normal opinar sobre a morte de bebês precisa ouvir o grito da consciência daqueles que estão vivos para poder dizer: assassinos!

Creio que eles ainda são minoria, mas são uma minoria barulhenta e aparelhada e combativa.

O culto a Moloque, nascido entre os amonitas (que não por acaso foi uma nação que se desfez na poeira dos séculos), cuja essência era a exigência do sacrifício de crianças em troca de prosperidade material, manifesta-se à esquerda e à direita.

À direita, entre os consumistas que abandonam o lar e esquecem seus filhos na escolinha, e acham que dar tudo a um filho é dar-lhe coisas, à esquerda o novo paganismo que acha bonita e defensável toda tolice que se oponha ao cristianismo arremetendo-se em sua loucura em direção da morte.

O aborto não é de maneira alguma uma questão periférica, é uma questão paradigmática, uma porta que uma vez aberta, traz consigo uma legião de crueldades.

Ela é também o velho incapaz e de fraldas que um dia você provavelmente será, dependendo da boa vontade dos seus filhos para receber sua aposentadoria e lembrar de leva-lo ao médico. Mas seu filho terá aprendido de você que os vulneráveis não têm importância, que você pode roubá-los desde que eles não saibam, que podes esquecer deles porque seu grito não é mais ouvido.

Ela é o deficiente, sem a força de trabalho, sem família, sendo jogado na rua porque não tem nada o que dar para sociedade.

É o homem doente, que não tem plano de saúde, que está desempregado e que esgotou todos os recursos pessoais em busca da cura.

Ela é toda e qualquer criatura humana que em razão do contexto se torna um obstáculo a comodidade, aos planos estabelecidos, a conveniência pessoal. Você um dia será isso, para alguém.

A criança no ventre da mãe que queres matar és tu, néscio.

Um abraço quebra costelas.

O discípulo gaudério.

Carnaval

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“O amor não pratica o mal contra o seu próximo.”

Romanos 13:10

DISCÍPULO = DISCIPLINA

O discípulo é chamado a disciplina do discipulado. Ele já é novo homem, mas ainda precisa ser. Cristo começou o treinamento para a vida. Ele vai aprender a falar, a pensar e sentir como um cidadão do Reino. O livro dessa escola já conhecemos, e as disciplinas serão a teologia, o amor, a oração e o serviço. É uma vida disciplinada.

A história nos conta como os povos bárbaros se tornaram civilizados e ordeiros a partir do contato com o evangelho. Antes disso, o instinto determinava suas ações e o mundo que eles criaram era caótico. O encontro com o cristianismo afeito a disciplina que havia preservado o que de bom existia na cultura greco-romana revolucionou aquelas sociedades, que pasmem deram origem ao grupo de países que hoje admiramos: a Europa.

A segunda geração de pentecostais é outra testemunha histórica do quanto a disciplina do evangelho trouxe a pessoas da classe baixa a capacidade de prosperarem, construírem famílias e trabalharem para o bem comum. Seus pais educados pela escola de Cristo, deixaram a embriaguez, o desperdício e a criminalidade aprenderam a amar suas esposas e a respeitarem seus filhos.

CARNAVAL = DESCONTROLE

O carnaval é uma liturgia cultural centenária que expressa e forma o caráter do brasileiro. É a opção do descontrole como sendo seu caminho de redenção. São proverbiais as muitas histórias de pessoas que desapareciam durante a festa, para voltarem na quarta-feira de cinzas completamente exauridos da farra sem freios.

Os dados não mentem.

No carnaval do Rio de Janeiro de 2017 foram atendidas 15.943 solicitações por meio do telefone 190, das quais 2.154 foram para atender a ocorrências de violência contra mulher, representando 14% das chamadas no período.

Denúncias de violência sexual aumentaram 88% no carnaval de 2017.

Segundo Gisele Pereira:

“Na tradição católica o carnaval é, portanto, o momento de permissividade que antecede as interdições da quaresma. É quando se pode desfrutar dos prazeres da carne: na alimentação abundante e relações sexuais, sem “culpa”

O estímulo é dado pela sociedade, pela religião, pela música e pelo comércio que se alimenta da bagunça.

DESCONTROLE NÃO É LIBERDADE

Para a tragédia do nosso destino como nação, acreditamos que descontrole é liberdade, quando na verdade as mazelas do nosso cotidiano são consequência da libertinagem celebrada no carnaval. Ai de quem tentar criticar o carnaval publicamente. É um totem intocável, em nome do qual sociólogos, psicólogos, analistas sociais se calam amedrontados e coniventes.

Enquanto celebra seu descontrole, o brasileiro é vitimado por ele em demonstrados números de violência, promiscuidade, apropriação indébita e entorpecimento.

A beleza artística das escolas de samba e seus desfiles hollywoodianos, somados ao arremedo de alegria que é a folia, escondem a essência da história do brasileiro. Viver passivamente em um cenário desanimador o ano inteiro, pensando em quatro parcos dias nos quais poderá deixar tudo para trás.

A história de nosso povo seria diferente, se pudéssemos na verdade arrazoar obsessivamente como transformar essas terras em uma nação boa de se viver o ano inteiro em lugar de apenas trabalhar para esquecer.

ALEGRIA É DIFERENTE DE FOLIA

“Hoje eu vou tomar um porre, não me socorre porque eu tô feliz.” diz o samba da União da Ilha do Governador.

A folia é a alegria do entorpecimento, do frisson da música e da entrega dos sentidos ao movimento frenético. É a mesma que produz a depressão pós-carnaval, porque não tem sustento no bem-estar da alma.

A alegria de verdade se mantém com suas próprias pernas. Está enraizada no solo do espírito. Vem de impulsos afetos e sonhos no lugar certo.

Não acredito que o Carnaval vai acabar algum dia no Brasil, mas creio que os cristãos podem e devem se abster com convicção dessa festa. O carnaval viola a lei do amor, pois o amor não é livre, do contrário não seria amor. Como diria Camões “é estar-se preso por vontade”. Participar dela é pisotear aquilo que Cristo fez por nós. Ele é a nossa alegria, e nosso prazer.

Um abraço quebra costelas.

O discípulo gaudério.

Você pode estar morrendo, e não sabe!

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“A estrada mais segura para o Inferno é a gradual – a ladeira suave, com chão suave, sem curvas acentuadas, sem avisos de quilometragem e sem placas indicativas de sinalização.”

C. S. Lewis

A Bíblia nos instrui de muitas maneiras quanto ao perigo da acomodação. Três metáforas poderosas são usadas para abrir nossos olhos.

Ela usa a metáfora militar. Nos adverte a vigiar. A sentinela pode durante a noite quando o sono e a quietude se juntam, ceder ao sono e a sensação de segurança. Mas quando está mais comodamente tranquilo é quando está mais próximo da morte! (1)

Temos também a metáfora da limpeza. Limpem-se, lavem-se diz o profeta Isaías. A sujeira que não é limpa todo dia, gruda no corpo e se torna uma segunda pele, quando não produz mau cheiro e doenças de todos os tipos. (2)

A Bíblia ainda fala da vida cristã como um treinamento rigoroso e disciplinado. É preciso treinar forte, pois o embate é exigente e duro. Se você não tiver sangue no olho, o mundo e sua maldade endêmica farão o que quiser de você. (3)

A mensagem é clara: zona de conforto é zona da morte. E ela pode se instalar em qualquer espaço de nossa vida.

Zona de conforto é distração. É ir atrás do que chama a atenção dos nossos olhos, é  sair do difícil caminho do foco. São os inimigos de Neemias querendo conversa fiada.

Zona de conforto é acreditar que semente boa pode crescer sozinha e sem nutrição em mundo de cardos e abrolhos.

Zona de conforto é preguiça de continuar fazendo os mesmos esforços todos os dias simplesmente porque não há nenhum glamour neles, ou talvez porque ficaram mais difíceis. É você se encolhendo um pouco cada dia.

Zona de conforto é achar que o pecado é inofensivo, que podemos nos entreter com ele, sem que nos derrube. É Davi ficando em casa em dias de guerra.

Zona de conforto é fazer o mínimo necessário quando se poderia fazer com excelência. É se contentar que tudo funcione, mesmo que mal e porcamente.

Zona de conforto é ceder ao comportamento de manada. É aderir ao politicamente correto. Olhar para quem transige seus princípios. Em vez de continuar olhando para Jesus.

Zona de conforto é o líder que não faz nada que lhe dê medo, que foge do desafio, que procura sempre e desesperadamente lugares conhecidos onde já esteve.

Zona de conforto é o casamento que virou um café frio, onde não se pensa mais em como agradar, onde os sacrifícios são mais escassos e tudo que acontece é previsível.

Zona de conforto é o pregador que não é mais profeta, mas um perfeito estudioso de marketing. Sempre busca o aplauso e o tapinha nas costas depois da proclamação. É aquele que não fala mais em pecado, e juízo final.

Zona de conforto é escolher modelos de vida que não nos desafiam, mas nos conformam a mediocridade.

Zona de conforto é se esconder atrás do “eu não consigo” para não mudar comportamentos enraizados em situações que gritam por transformação.

Zona de conforto é sempre procurar um culpado pela minha miséria na família, na profissão, e na vida.

Zona de conforto é onde você está morrendo! Não se ache esperto por estar fazendo corpo mole e não ser flagrado. Fique preocupado. O mal está vindo em míssil teleguiado.

Um abraço quebra costelas

O discípulo gaudério

(1) Mateus 26:41

(2) Isaías 1:16

(3) I Coríntios 9:25-27

Por que os filhos de cristãos fogem da igreja?

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“Ele fará que o coração dos pais volte para seus filhos e o coração dos filhos volte para seus pais.  Do contrário, eu virei e castigarei a terra com maldição.”

Malaquias 4:6

Sempre me intrigou a ojeriza com que alguns filhos de crentes reagiram ao evangelho exposto a eles dentro de casa.

Antes de simplesmente chamá-los de rebeldes, o que seria fácil e conveniente, quero descobrir para meu próprio benefício e de outros parceiros que se preocupam com a vida espiritual de seus filhos, quais os fatores familiares mais distanciam os filhos dos crentes da igreja.

É curioso, como muitos desses pródigos em sua maioria não rejeitou a fé, mas rejeitam de forma hostil a comunidade cristã.

Depois de conversar com muita gente, gostaria de sugerir algumas respostas, que certamente não são científicas, já que não sou pesquisador, mas apenas ouvinte atento e privilegiado. Afinal são mais de 23 anos de ministério em tempo integral.

Fator número 1: Uma obsessão com a perfeição. Os filhos afastados muitas vezes precisaram apresentar um desempenho ilibado diante dos membros da igreja, sem poderem expor suas dúvidas e dificuldades. A perfeição as vezes estava ligada ao uso de certas roupas, a aparência de dedicação adulta e ao uso de um vocabulário “santificado”. A preocupação se restringia apenas a conduta e o coração não era tratado.

Fator número 2: Incapacidade para rir e divertir-se. Ora, o ativismo incansável, a seriedade extrema, a dificuldade para aceitar a troça e o divertimento como parte da vida, contribuem para feridas posteriores. De certa forma um assassínio da infância. Hugh Hefner fundador da revista Playboy revela em sua biografia: “Eu era um garoto muito idealista e muito romântico em um lar reprimido do meio-oeste metodista. Não havia demonstração de afeto de qualquer tipo, e eu fugia em direção a sonhos e fantasias produzidos pela música e os filmes da década de 30.”

Fator número 3: Falta de evangelização. Presume-se que quem está dentro da igreja entende tudo o que se fala. Não há dentro de casa uma discussão clara dos conteúdos do evangelho, nem uma ênfase direta na escola bíblica dominical sobre a necessidade de conversão. Contar histórias bíblicas não significa necessariamente a mesma coisa que evangelizar.

Fator número 4: Os pais manifestavam uma atitude de quem estava sempre certo e os filhos sempre errados. Eles não eram modelo de quebrantamento e humildade. A disciplina se assemelhava a rigidez militar. Muitos dos afastados, manifestaram cansaço com uma inflexibilidade quanto a horários e atitudes. Também falaram de que faltava afeto na cobrança de comportamentos aceitáveis.

Fator número 5: Cruzada moral contra as preferências típicas da juventude.  Aqui podemos colocar corte de cabelo, adereços e música. A liderança acabava se prestando ao papel de reprimir a individualidade dos jovens misturando conservadorismo com mensagem do evangelho. O texto preferido sempre foi de que os jovens não podiam “escandalizar” os mais velhos.

Muitas vezes o alvo preferido da crítica das pregações eram os vícios juvenis e raramente os pecados dos mais velhos.

Outro dia ouvi o sarcasmo de uma pessoa afastada da igreja dizendo: “As irmãs do círculo de oração pintaram e bordaram na juventude, e agora que pela provecta idade não podem mais agitar, só querem saber das reuniões de oração. ”

Lembro do Ezequiel filho do Pastor Antenor, que criado em um ambiente de alta exigência comportamental, quando completou seus 18 anos e pode se sustentar longe do domínio paterno, assumiu os comportamentos mais condenados na sua igreja. Começou a fumar e a beber sem limites, namorar meninas que não tinham a fé como parte da sua vida e frequentar festas desregradas semanalmente. Uma proclamação de independência.

Fator 6: O ativismo vazio. Famílias típicas da igreja, raramente desfrutaram de tempo de qualidade juntos. Em alguns lugares nem sequer uma refeição. O funcionamento da família era de três turnos de trabalho. Alguns sequer separavam um dia de descanso, quanto mais dias de férias. Os filhos acabaram vendo a igreja como uma competidora que lhes roubava o que restava dos pais.

O quanto cada questão dessas tem de impacto, é uma discussão que nós deveríamos trazer para nossas comunidades. Eu não quero que minha família e igreja sejam um obstáculo para a jornada de fé de meus filhos.

Um abraço quebra costelas.

O discípulo gaudério

Ser cristão não é ser um cara legal. (4)

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Se você lesse os evangelhos pela primeira vez, como você definiria Jesus?

Certamente, você não o descreveria como um cara legal! Isso porque depois de filtrarmos tudo que nos escandalizava no filho de Deus, nós transformamos o projeto de discipulado de Jesus em bom mocismo.

“Que benção ele é, não tem boca pra nada!”

Nós brasileiros gostamos desse perfil cara legal. A gente tem uma dificuldade entranhada de admitir conflitos, agravado por uma versão água com açúcar do evangelho.

Para nós o conflito é o fim do mundo. Então tudo fica velado, escondido, debaixo do tapete, embora esteja ali pra gente tropeçar a qualquer momento.

A especialidade da nossa cultura é a facada pelas costas, os sussurros ao pé do ouvido, conspirações em quartos fechados regado a muitos sorrisos e tapinhas amigáveis. Somos traiçoeiros.

E a gente precisa atravessar os conflitos pra que o relacionamento siga adiante. Não entender a natureza dos conflitos ou fugir deles é condenar o relacionamento a morte.

Precisamos entender que todo o conflito é bom! Ele define caminhos, posturas e expectativas. É difícil aprender isso, quando são muitos anos acostumados a guerras surdas. Mas é isso que vemos na Escritura e precisamos nos reeducar.

Jesus sempre tratou os conflitos. Até mesmo os mais espinhosos. Ele não fingia que não via, e quando as pessoas não queriam mais diálogo, ele simplesmente ia embora.

Quando os discípulos disputavam quem iria ser o primeiro, o mais importante entre eles, Jesus entrou em cena. Ele não se fez de vítima, nem fez que não viu. Ali havia algo fundamental a ser tratado. Era a mentalidade de poder contra a mentalidade de serviço. E seu tratamento foi gráfico. Ele pegou uma bacia e lavou os pés dos discípulos para mostrar que quem é maior no Reino, serve aos outros.

Não importa qual seja o resultado. É melhor o conflito tratado, do que o conflito escondido.

O conflito escondido gera distanciamento. Quando estamos incomodados por dentro, não queremos conversar, estar próximos. Sabe aquela pessoa que não chega mais perto de você e você não entende? É um conflito velado!

O conflito escondido gera divisão. Pois quando não falo para quem precisa ouvir, eu falo com quem não tem nada a ver com o assunto e acabo arregimentando aliados. Transformo uma diferença em uma disputa.

O conflito escondido gera desânimo. Ambientes de trabalho vão abaixo, as pessoas dão o mínimo necessário quando na linguagem futebolística “o vestiário está rachado”.

Querer ser um cara legal tem um custo alto demais!

Quando a igreja começou a alcançar os gentios, ela não sabia o que da lei eles deveriam obedecer e o que deveriam deixar de lado. Foi depois de intenso debate que eles definiram uma posição. Nesse caso o conflito trouxe unidade de visão.

Isso, não quer dizer que você vai querer resolver tudo. Existem coisas pequenas demais, que podemos deixar passar. Você não vai mudar o temperamento de uma pessoa, por exemplo. Quem é falante vai ser sempre falante. Quem fala pouco, sempre falará pouco e pensará bastante.

O próprio Jesus evitou algumas questões, como a herança entre irmãos. Ele não era um homem bomba com a faca entre os dentes sempre que interpelado sobre alguma questão. Deixamos isso para o Ratinho e afins.

Eu sugiro a você três perguntas para saber se uma demanda vale a pena o enfrentamento:

Quero manter esse relacionamento no futuro?

Minha cabeça está fria para falar?

Essa questão vai afetar o andamento da minha vida lá na frente?

Eu posso lhe garantir que toda vez que tratamos nossos conflitos, embora possa ser motivo de angústia e aflição para alguns, nossos relacionamentos avançam e se definem. Mesmo quando não chegamos a um acordo.

Veja o que aconteceu com Paulo e Barnabé. Eles discordaram sobre dar uma segunda chance a João Marcos.  Não chegaram a um ponto em comum naquele momento. Embora Paulo, anos mais tarde tenha cedido, eles naquele momento decidiram não andar mais juntos. Foi melhor do que acabarem se devorando nos bastidores.

É “concordar em discordar”.

Um abraço quebra costelas.

O discípulo gaudério.

 

Fora com os adivinhos (3)

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“O sábio é conhecido por seu discernimento; palavras agradáveis são convincentes.”

Provérbios 16:21

Eu saía apressado e fardado para jogar o futebol semanal com a turma da igreja quando meu filho caçula, me grita no meio do caminho: Pai, pai, posso ir contigo!

– Só se tu já estiveres pronto!

– Eu tô pai!

– Então entra no carro.

No meio do caminho, um detalhe importante me veio a mente.

– Filho, tu falaste pra tua mãe, que tu ia sair comigo?

– Não, mas ela vai saber…

– Não filho, vamos voltar e avisar. Ela não vai saber, e certamente vai pensar muita bobagem quando te chamar e não te ver.

O que aconteceu com meu filho, acontece a todo momento em organizações e em todas as esferas. É a crença cega no poder de adivinhação das pessoas. É achar que as pessoas são Sherlock Holmes capazes de achar evidências onde todos silenciaram.

O bom relacionamento depende de nossa capacidade crescente de romper o silêncio e nos comunicarmos.

O silêncio dá espaço para a imaginação, e pela minha experiência a nossa imaginação é inclinada a criar filmes de terror.

Nesse caso, a diferença entre a paz de espírito e um estado emocional miserável está apenas a uma informação de distância.

Você pode mudar tudo dessa maneira:

  1. Nunca perca uma oportunidade de falar às pessoas o que foi bem feito!

Outro dia eu estava esperando pra ser atendido em uma papelaria, e a pessoa que me precedia pediu ao atendente que lhe escrevesse o endereço de e-mail em um papel pois ele precisava enviar mais alguns documentos para imprimir.

O atendente rabiscou em um papel e lhe alcançou. O homem logo reagiu.

– Que letra feia! Faltou à aula de caligrafia? Não te ensinaram a escrever?

O atendente ficou meio sem jeito, enquanto o homem resmungava e pegava seu material.

Eu fiquei curioso e perguntei a ele depois que ele saiu:

– Esse cara é teu amigo?

O atendente respondeu que não.

Eu continuei curioso e perguntei:

– Que material ele estava preparando?

– Currículo para recolocação no mercado de trabalho, me disse o atendente.

Não consegui resistir e comentei:

– Com esse jeito, não é de admirar que ele esteja procurando emprego. Quem suporta tamanha grosseria!

Falta gente que diga: Bem feito! As pessoas estão toda hora duvidando e pisando em terra movediça nos relacionamentos e elas precisam mais do que ouvir o que está errado, precisam encorajamento para aquilo que está certo.

Muita gente desanima seus filhos apenas comentando o que eles fazem de errado, mas a melhor educação é a que reforça o que é bem feito!

  1. Toda vez que você ficar em dúvida sobre algum assunto: PERGUNTE!

Se é algo realmente importante para a confiança e a sequência do relacionamento, você tem direito a saber.

Mas se dirija a quem pode realmente lhe responder. É muito comum a gente semear desconfiança em quem não tem nada a ver com o assunto, em lugar de esclarecer.

É fácil sair por aí falando de alguém: Ele não responde mensagens do WhatsApp!

Quando o certo seria você ir até a pessoa e manifestar sua dúvida:

Eu não entendi porque tu demoraste a responder à mensagem que te enviei.

  1. Quando você achar que algo não está bom, faça uma sugestão de mudança.

É comum a gente tomar tudo que é irritante como pessoal. A gente se acha o centro do universo e presume que aquela luz acesa sem necessidade foi ligada por alguém que conhece nosso cuidado e que calculou minuciosamente uma maneira de nos perturbar.

Ou talvez a única maneira que a gente aprendeu de tratar um problema seja reclamar.

Saiba, o que as pessoas precisam são saídas.

Um murmurador é como uma goteira fria caindo no seu pescoço durante um dia de inverno. Basta uma amostra pra gente correr.

Então você pode fazer assim:

“Eu percebi que tu deixaste a luz acesa, eu gostaria que você deixasse apagada toda vez que saísse. ”

Sem indiretas, sem rodeios, mas com muito respeito.

  1. Sempre que acontecer algum fato novo, comunique a todos os envolvidos.

Mudanças de horário, oportunidades, impedimentos, cancelamentos, propostas, dificuldades, investimentos.

As pessoas precisam saber.

  1. Seja absolutamente claro quanto as suas expectativas.

Se for preciso, escreva.

Chefe, diga ao novo empregado quais resultados ele precisa entregar.

Pai, diga ao filho, quais comportamentos são aceitáveis e quais não. Parte da educação é ser bem claro sobre o que se espera e porque se espera.

Esposa, certamente você gostaria que seu marido adivinhasse que ele precisa limpar a garagem neste sábado pois você está muito cansada, mas infelizmente ele não percebeu. Então, fale.

E lembre-se, a comunicação não acontece quando você fala, mas quando as pessoas entendem.

Um abraço quebra costelas

O discípulo gaudério

Super-heróis e parasitas (2)

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Apesar de sermos ensinados a praticar o amor incondicional, isso não significa permissão para sacar irresponsavelmente da misericórdia alheia.

O Novo Testamento tem mais de 27 mandamentos de mutualidade, os populares “uns aos outros”. Isso quer dizer que relacionamento é uma construção conjunta.

É preciso nutrir, vitaminar, fortalecer os laços que pretendemos manter.

Há dois tipos de pessoas quanto a nutrição, os parasitas e os super-heróis.

Os parasitas só querem receber, os super-heróis, só querem se doar. Ambos acabam na solidão, pois o medo que carregam os mantém distante das pessoas.

Se você está enfrentando dificuldades de relacionamento, é hora de perguntar: ele está sendo bem nutrido?
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Questione-se…

  1. Tenho sido grato?

A guerra dos tronos é aqui. Todos acreditam ter direito ao trono de ferro e querem os outros como súditos.

Saia desse filme.

Agradeça todo bem que as pessoas lhe têm feito. Os pais de hoje só ensinaram aos seus filhos a parte dos direitos. É a receita do inferno.

Mas ainda dá tempo. Levante sua cabeça agora, e escreva três notas de agradecimento aqueles que estão na sua volta.

  1. Tenho sido presente?

Você não gosta de ir naquela festinha cujo ritual você sabe do começo ao fim? Não gosta da música que vai tocar? As pessoas que vai encontrar?

Acha tudo muito prosaico para sua sofisticação?

Saiba que quem lhe convidou entende sua presença como um gesto que diz: Você é importante para mim!

E essa mensagem sempre será a mais importante mensagem que existirá até o final dos tempos.

  1.  Tenho aberto as portas do porão?

Esse passo é um pouco mais arriscado!

É mais fácil falar…

Da nova série do Netflix.

Do jogo de ontem.

Do trendtopic do Twitter.

Da publicação do Facebook.

Das ideias profundas daquele livro cabeça.

Enquanto você passa incógnito entre as pessoas

Abrir as portas do porão é falar o que fere seu coração. O que lhe dá medo, o que faz você vibrar de emoção, os grandes desafios que você tem enfrentado, em que você tem tropeçado.

Quando somos estranhos um ao outro não nos conectamos.

  1. Tenho sido um Severino?

Observo o derrame de carinho que algumas pessoas recebem e constato que a razão maior é prontidão para servir, para ajudar.

Procure ser mais interessado do que interessante.

Não faça promessas, apenas entre em cena quando for necessário.

Quando as pessoas a sua volta estiverem em momentos de sequestro emocional, quando forem alvo de abuso, ou cegueira absoluta, entre em cena e faça o que precisa ser feito.

Em suma, resolva problemas das pessoas.

  1. Deixo as pessoas livres?

Cada pessoa tem seu ritmo, e sua limitação quanto ao que pode dar. Permita que o relacionamento cresça com naturalidade.

Não use lágrimas para trazer a pessoa para perto. Não acuse jogando um fardo de culpa sobre o outro com declarações que você sabe que são um exagero. Não fique em cima. Dê uma chance a saudade.

Procure sempre a leveza nas conexões. Quando confrontar, não fique pegando no pé. Fale e deixe viver e errar, se ele assim quiser.

  1. Promovo o bem que os outros me fazem?

Faça o marketing. Pratique a boa fofoca. Aproveite a ausência, e abra portas. Conte como você tem sido abençoado pela presença das pessoas na sua vida. Além de ajudar , fortalece a confiança.

A gente é viciado em falar mal dos outros.

A quem honra, honra.

Um abraço quebra costelas

O discípulo gaudério

O enigma dos relacionamentos (1)

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A vida é relacionamento! Com mais de 630 mandamentos exigindo obediência da consciência, os judeus tinham uma pergunta recorrente aos seus rabinos: qual o mandamento mais importante da lei? Jesus resumiu tudo em dois: amar a Deus e ao próximo. Basicamente relacionamento.

Cansei de ouvir gente suspirar depois de muitas tentativas fracassadas de relacionamento: “nunca tive sorte”.

É mais fácil lidarmos com nossos fracassos atribuindo tudo a má sorte, ou aos outros, mas não há nada de sorte quando a questão é relacionamento!

Imagine que cada pessoa com a qual você começa a conviver na vida, abre uma conta afetiva zerada para você. É sua responsabilidade transformar esse saldo zerado em positivo. E a moeda que positivará essa conta é a confiança.

A gente procura confiança nos relacionamentos porque quer relaxar em mundo onde cruzamos esquinas com os músculos retesados. Porque queremos nos esparramar no sofá, tirar os tênis dos pés e falar o que transborda do coração. Quer ser politicamente incorreto sem ser censurado, falar bobagens sem medo de ferir suscetibilidades. Alguns chamam isso de lar, outros de amizade.

“Pai, será que ele não vai se ofender com essas brincadeiras que tu estás fazendo? ” Me perguntou Tomás, meu filho caçula quando visitávamos a casa de uma família muito especial em Gramado.

“Não, meu filho, fica tranquilo. Nós somos amigos.” Respondi.

Nossa conta afetiva estava para lá de positiva.

O Brasil é uma cultura que aposta no abuso da boa-fé das pessoas para vencer na vida. Isso faz com que muitas pessoas já comecem os relacionamentos conosco com um saldo negativo.

As pessoas te observam a todo momento, sem que você perceba. A boa-fé é um pássaro arisco.

Você precisa sofrer o tempo de prova, tolerar a desconfiança.

Será necessário aprender o valor de falar e fazer. Você disse que iria, e foi, você disse que faria e fez, você disse que ajudaria, e ajudou. Cada inconsistência é uma mentira, cada mentira um saque afetivo.

As pessoas poderão perdoar, mas não confiarão. E se não confiarem a porta estará fechada para você. Você estará por perto, mas estará fora.

Será necessário ser claro em suas intenções. As pessoas percebem quando você está “comendo o mingau pelas beiradas”.

Será preciso humanidade. Mostrar a pessoa de verdade que vive dentro dessa cabeça. Escancarar sua imperfeição, pois todos os perfeitos são impostores.

Será necessário não ferir ninguém de propósito. Uma porta aberta não significa o direito de você entrar com os pés embarrados.

E então quando isso acontecer e seu saldo for muito positivo, as pessoas caminharão além do dever, lhe darão cheque em branco, ouvirão o que você diz, e o recomendarão para os outros efusivamente.

A vida será melhor.

Um abraço quebra costelas.

O discípulo gaudério.

 

Nossos altares nos controlam

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“Seguiram ídolos inúteis, tornando-se eles mesmos inúteis.”

II Reis 17:15

“Consagraram-se àquele ídolo vergonhoso e se tornaram tão repugnantes quanto aquilo que amaram. ”

Oséias 9:10

O que o ateu, o pagão e o cristão tem em comum? Todos são adoradores.

Existe neles algo ou alguém que é objeto supremo de seu amor, respeito e dedicação.

E nossos altares nos controlam. Controlam nossos sentimentos, pensamentos, conta bancária e agenda.

Pense no pagão cujo coração é controlado pelo futebol. Ele é torcedor do Flamengo, como poderia ser torcedor de qualquer outro clube do Brasil, inclusive meu Grêmio.

Sua alegria ou tristeza durante a semana, depende dos resultados do clube no final de semana. É mais do que futebol como eles dizem. Não deveria nos causar espanto quando sua tristeza se transforma em fúria de morte em direção ao adversário que ameaça a estabilidade de sua relação. Sim, meus amigos, é um adorador em guerra santa.

A semana inteira é gasta pensando em como será a próxima partida, em como cornetear o adversário ou lendo comentários sem fim que em suma dizem a mesma coisa com diferentes palavras. Suas conversas acabarão sempre convergindo para isso. Pouco ou nada mais fará com que seus olhos brilhem.

Ele gasta seu dinheiro comprando produtos oficiais, associando-se ao clube, acompanhando o clube onde ele estiver e inevitavelmente dispensará qualquer compromisso que seja conflitante com a partida de futebol aguardada.

Você pode substituir o futebol pelo que quiser. Pode ser o sexo, o trabalho, a comida e até a família. A tragédia é que esse altar, ao mesmo tempo em que controla também abate com uma demanda sem fim de sacrifícios espirituais até finalmente esgotar nossa alma. Ele não nos alimenta, ele se alimenta de nós.

É preciso derrubar os altares pagãos!

É necessário colocar cada coisa no seu lugar, começando pelo tempo. Ouço a todo momento as pessoas comentarem que não tem tempo para orar, para ler a Palavra, para meditar, enfim para o silêncio da alma! Carregam um livro debaixo do braço, que não conhecem, nem fazem qualquer empenho para conhecer. Repetem chavões irrefletidos dos enfadonhos cultos que pregadores passam o tempo inteiro mandando falar blá blá blá para o irmão da direita, enquanto eles pensam algo melhor para dizer.

Chega dessa mentira! Diga as coisas como são: “eu decidi que não era importante orar, refletir e estar presente para Deus. Acredito que outras coisas podem me alegrar mais o coração!” Talvez esse confronto com a verdade do coração seja o começo de algo.

É necessário investir seus recursos. Deixe essa bobagem de sonho de consumo. Dura menos de 24 horas. Jesus foi muito objetivo. Onde você coloca seu dinheiro, ali seus afetos prosperam. Gaste e gaste-se por toda causa que Deus está interessado.

Sonhe com o Reino de Deus implantado. Sonhe as coisas impossíveis de Deus nascendo bem diante dos seus olhos. Engaje-se com seus superpoderes na realização destas coisas, em lugar de cumprir um ritual desgastado.

Depois de feito tudo isso, o coração irá para o lugar certo!

Um abraço quebra costelas.

O discípulo gaudério