A graça de continuar

“Nós, porém, não somos dos que retrocedem e são destruídos, mas dos que creem e são salvos.”

Hebreus 10:39

Perseverança é o lado monótono da vida, são os passos pequeninos e repetitivos para realizar uma grande obra.

Para cada minuto de êxtase vitorioso houve mil horas de perseverança. Quem não conseguir entender isso, jamais realizará algo realmente significativo.

Quando falo realizar algo grande, entendo que não há nada realmente importante nesse mundo criado por Deus que não exija respeito aos processos. Não existem industrializações no Reino.

Ser libertado do Egito levou uma geração. Preparar o filho de Deus levou trinta anos. Preparar discípulos exigiu três anos. Um fruto saudável precisa tempo, um atleta precisa repetição.

O bom de tudo isso é saber que para perseverar não é preciso ter talento, basta continuar…

Gosto de pensar na perseverança como uma grande jornada.

Você vai ouvir aplausos, mas cuidado, não pare, eles podem tirar você da jornada. O diabo quando não pode arrancar nossas virtudes, coloca um espelho na nossa frente para nos perdermos narcisisticamente.

Você vai ouvir vaias, mas não se ocupe em ouvir tudo que estão dizendo. Você acaba se distraindo.

E na maioria do tempo haverá silêncio, talvez silêncios ensurdecedores. São os mais difíceis, afinal o que é pior que a monotonia para viciados em adrenalina como somos.

Imprescindível nesta caminhada é você não tentar perseverar. É isso mesmo. Não tente perseverar. Tentar é um álibi para desistir. Simplesmente, persevere. Repita a si mesmo: eu não sou do tipo que desiste!

Também não gaste sua energia com bravatas. Os maiores executivos que conheci primeiro faziam e depois falavam.

Mas não se esqueça de ter a plena convicção de que vale a pena. Afinal o que distingue um teimoso de um perseverante é o valor daquilo a que se apegam.

Um abraço quebra costelas.

O discípulo gaudério.

O inimigo número 1 do discipulado hoje.

Meu sogro conta que quando era pequeno, a venda mais próxima da sua casa ficava pelo menos à uma hora de caminhada distante de casa. O que significava que para ir e voltar contava-se duas horas.

Em um tempo em que a psicologia moderna não dominava as mentes dos pais com a obsessão do trauma, as crianças desempenhavam o papel de quase lacaios na família, sem nenhum drama de consciência.

Quando chegavam de volta da jornada a mãe podia pedir sem nenhum constrangimento: “Esqueci de algumas coisas, meninos. Vocês precisam voltar lá!” E “ai” de quem resmungasse!

Chegando lá, eles ainda precisavam contar com a boa vontade do dono da venda. Muitas vezes, eles eram recebidos de mau humor e o homem fechava as portas sem nenhum motivo que justificasse: “Não vou atender ninguém agora”. E lá ficavam eles esperando que o homem se decidisse atende-los.

Essa cena comum cinquenta anos atrás, hoje seria um suicídio comercial. Os direitos do consumidor dominam a cabeça do cidadão. O que para mim é um passo adiante nas relações comerciais.

O grande problema, é que essa mentalidade consumidora invadiu também o reino da espiritualidade. A relação com a igreja, a comunidade dos que creem em Cristo, tem sido transformada na mente de muitos em uma relação de consumo. Só que onde prevalece relações com a lógica do mercado, inexiste discipulado.

Na Bíblia existem três casos típicos de consumismo descarado:

O primeiro deles é Mica, que contrata um levita para ser seu sacerdote particular. Juízes 17.

O segundo são os nove leprosos que foram curado mas não foram capazes de voltar para agradecer. Lucas 17:11

O terceiro é Simão que tem a cara de pau de querer comprar o dom do Espírito Santo. Atos 8:9-25

Infelizmente, muita gente imperceptivelmente passou de discípulo para consumidor, o que explica a crise da igreja hoje.

Quer saber a diferença? É possível perceber em pelo menos onze aspectos.

  1. Consumidores pensam no que podem aproveitar dos outros, discípulos pensam no que podem fazer pelos outros.
  2. Consumidores vão embora assim que algo não atende suas expectativas, discípulos perseveram no que sabem ser a vontade de Deus.
  3. Consumidores não se envolvem, discípulos participam intensamente.
  4. Consumidores fazem cobranças, discípulos sugerem mudanças.
  5. Consumidores são exigentes, discípulos incentivam os outros.
  6. Consumidores aparecem quando tudo está bem,  discípulos estão sempre presentes.
  7. Consumidores agem como sanguessugas, discípulos aliviam as cargas dos outros.
  8. Consumidores não se apegam, discípulos estão envolvidos com as pessoas até a medula.
  9. Consumidores oferecem sobras, discípulos dão o seu melhor.
  10. Consumidores pensam localmente, discípulos pensam globalmente.
  11. Consumidores funcionam na base de direitos e deveres, discípulos funcionam na base da graça e da gratidão.

E você onde está?

Um abraço quebra costelas.

O discípulo gaudério.

Um problema chamado experiência

Embora a experiência possa e deva ser consultada ela também pode se tornar em alguns casos a nossa maior inimiga. Precisamos identificar quando enfrentamos um problema realmente novo e sabermos que não podemos solucionar das mesmas velhas maneiras. Dizem que a juventude de nossa mente pode ser medida pela quantidade de dor que uma ideia nova nos causa. Quanto maior a dor, maior a velhice. A juventude cultivada mantém a mente guardada contra a presunção da experiência.

“Nada do que foi será de novo de um jeito que já foi um dia” diz a canção do Lulu Santos, mas à medida que envelhecemos vamos perdendo essa noção.

Aqueles que lidam com pessoas precisam entender que elas estão passando por processos interiores e tendo contato com ideias, livros e influências que nem imaginamos. Por isso a pergunta que Tiago faz em sua epístola: “Tem alguém falta de sabedoria?” deve ser respondida quase sempre afirmativamente.

Os que lideram instituições cristãs ficam seguros do que fazem apenas pelo fato de terem dinheiro na mão, ou inseguros por não tê-lo, mas é preciso estar aberto ao sopro do Espírito. Sempre.

Igrejas tornam-se máquinas de estreitamento, sejam elas de gente culta ou ignorante quando congelam sua experiência passada bem sucedida como um monumento ou eixo sobre o qual tudo deve ser feito.

Qualquer instituição ou pessoa que quer honrar a Cristo, deve olhar para Jesus e estar sempre pronta a mudar seus rumos conforme a direção dEle. Deus não nos chamou para o conforto do que passou.

Para que você entenda o que eu falo, basta dar uma olhada em como Jesus curou de diferentes maneiras. Em Decápolis ele coloca seus dedos nos ouvidos do surdo, cospe e coloca o dedo na língua do mudo, em Betsaida ele leva o cego para fora da cidade, em Jericó ele profere apenas uma palavra de ordem. Ora fica claro que nessas situações o que importa não é a forma, mas o fato de que é Jesus quem está fazendo. Muitas vezes vi gente que se encanta quando um homem de Deus é usado, e desejam ardentemente que o mesmo aconteça com sua vida, e então começam as macacadas evangélicas, os mimetismos ridículos, quando o que deveria ser feito era buscar ao mesmo Deus que capacitou um servo seu. Ora o que você deve desejar ardentemente é que seja Ele quem esteja fazendo a obra através da sua vida. Quando isso acontece não tem jeito de não haver impacto.

Estou acostumado a palestrar em retiros, congressos e cursos e sempre fiquei abismado com o fato de que aquilo que funciona com um grupo de pessoas não funciona com outro. Sou instado constantemente pelo Espírito a buscar aquilo que Ele quer fazer naquele lugar, naquele momento com aquelas pessoas. No Reino de  Deus nada é produzido em escala industrial, sempre tem o toque artesanal de Deus. É o que quero desafiar você a fazer nesse dia. É bem possível que a rotina viciou seus sentidos espirituais a repetir liturgias de vida que estão limitando o que você faz.

Outro problema que a experiência pode nos causar é o espírito crítico com aqueles que fazem as coisas diferentes de nossa maneira. Ouvindo algumas pessoas falarem temos impressão de que só elas entenderam o evangelho e estão fazendo a vontade de Deus. Ora se Deus me usa não significa que Ele aprove tudo que faço ou que Ele só aprove o meu jeito de fazer as coisas. Simplesmente Ele tem um história misteriosa a escrever com cada um de nós, com semelhanças, mas também com dessemelhanças, que deveríamos aprender a respeitar.

A história do maná talvez seja o que melhor represente na Bíblia o que eu quero dizer. Maná bom é maná novo. E Deus prometeu que teríamos maná novo todos os dias. Por isso, vá buscar o seu.

Um abraço quebra costelas.

O discípulo gaudério.

Como enfrentar a desmotivação?

Adaptado e transubstanciado do artigo “Tired of boredom” de Fred Smith:

– Estou desmotivado, não sei  o porquê!

– Ando meio desanimado com tudo.

Essa é a queixa que eu mais ouvi durante anos de aconselhamento pastoral. E o que mais chama a atenção é que quem traz esse sentimento não está passando por qualquer tipo de crise, simplesmente estão achando a vida aborrecida.

Se você está passando por isso também é bom refletir sobre as causas e tomar providências, pois o desânimo prolongado é uma porta aberta para a depressão.

A primeira causa é um trabalho irrelevante. Quando você está ocupando o seu tempo com questões que você não vê nenhum impacto ou importância o senso de inutilidade nos joga para baixo. Lembro quando fui contratado por uma universidade para um trabalho temporário nas matrículas e tudo o que eu tinha que fazer era ficar em uma porta perguntando: “Crédito educativo?” As pessoas diziam não, e eu indicava outra porta. Se diziam “sim” eu respondia que era ali mesmo. Show de relevância, não? Pois é, aquilo chegava a ser uma tortura. Ainda bem que não durava mais que duas semanas.

A segunda causa é não perceber a relevância do meu trabalho. Não foram poucas as vezes que eu precisei lembrar a mim mesmo, depois de haver sido vítima de falatórios injustos ou tratamento indigno, que eu estava fazendo a diferença na vida das pessoas. As vezes é preciso inclusive retirar do armário aquelas cartas de encorajamento que a gente recebe ao longo da vida para não perder o foco e reativar o ânimo.

A terceira causa de desânimo é a má administração do seu tempo. Quando iniciamos o dia sem saber o que vamos fazer, não é de se admirar que cheguemos à noite com uma sensação de vazio. Quando não temos metas, quando procrastinamos, quando ocupamos nosso tempo com tarefas que não levam a nada tais como verificar o facebook mil vezes ao dia, caminhar de um lado para outro conversando inutilidades com os amigos de trabalho ou rindo da cara das pessoas dentro da sala de aula, somos candidatos certos a esse sentimento de monotonia.

Não procure mudar seus sentimentos, mude seus hábitos e o resto virá como consequência. Eis algumas coisas simples que podem ser feitas para virar esse jogo:

  1. Altere algumas rotinas de sua vida. Às vezes não podemos mudar o que fazemos. Se esse é o seu caso, comece a fazer diferente. A repetição muitas vezes rouba o sentido do que fazemos. Isso é verdade em todas as áreas. Se um músico tocar a mesma música sempre, vai cansar aos outros e a si mesmo. A própria Bíblia diz: “Cantai, ao Senhor um cântico novo”, uma rotina de culto destrói o sentido da vida em Deus, a mensagem do evangelho, precisa mudar sua linguagem para não perder o sentido, em cada geração. O próprio casamento sofrerá um desgaste se de tempos em tempos declarações de amor novas não forem proferidas ou uma visita a novos lugares não acontecer.
  2. Acrescente uma nova dimensão em sua vida. Se você não costuma praticar esportes, comece. Se você não tem o hábito de ler, escolha uma temática interessante para desenferrujar o cérebro. Muitos vão rir agora, mas conheço um gaúcho muito macho e de família, que gosta de fazer ponto cruz. Isso mesmo ponto cruz. Minha própria esposa teve seu ânimo renovado ao começar a fazer um curso de pintura em tecido. As rotinas podem matar, mas nós também podemos mata-las se assim desejarmos, em lugar de ficar culpando os outros pelo nosso desalento.
  3. Jogue o lixo da sua vida fora. Existe gente que gasta um tempo desproporcional conversando bobagem. Claro que há tempo de relaxar, e o arco constantemente retesado perderá seu vigor, mas minha observação é de que tem gente exagerando na dose. Quem fica ouvindo fofocas o tempo inteiro, ou fazendo chacota dos outros, certamente perderá seu ânimo com a humanidade. Precisamos de conversa boa, desafiadora, instrutiva. Quanto desse tipo de conversa você tem tido? Outros acumulam lixo no seu físico. Comem porcarias, e comem muito, e ainda ficam orgulhosos de seu descontrole. Só que lixo só produz mau cheiro, atrai ratazanas e toda espécie de doenças físicas, mentais e espirituais.

Para encerrar a inspiração de um estilo de vida que é uma guerra aberta ao desânimo.

Howard Hendricks é professor de seminário e formou muitos líderes cristãos nos EUA. Ele é um exemplo de energia e longevidade no ministério. Ele ministra a mais de 50 anos a matéria “Exposição da Bíblia e Hermenêutica”.

Um dia um aluno passou pelo seu escritório altas horas da noite e ficou intrigado que a luz estivesse acesa. Curioso, no outro dia ele perguntou ao “Profe”   (como é conhecido entre os alunos) o seguinte :

– O que o senhor estava fazendo àquela hora da noite no seu escritório, “Profe”?

– Preparando a aula da próxima semana? Respondeu Hendricks.

– Lecionando há tantos anos a mesma matéria, ainda se prepara para aula?

– Claro, meu filho, não quero que meus alunos bebam de água parada, mas água corrente e fresca!

Um abraço quebra costelas.

O discípulo gaudério.

Como enfrentar conflitos? parte final

VI. Estabeleça regras para o tratamento do conflito. Se os gladiadores do MMA têm regras para aquele derramamento de sangue, quanto mais nós!

Regra 1: Sem raiva: Raiva desperta raiva. Raiva intimida. Raiva coloca as pessoas na defensiva. A raiva estimula a mentira.

Regra 2: Sem gritos: Certa vez em uma reunião muito tensa, sem alterar a voz em nenhum momento disse a um senhor de idade descontrolado: Se o senhor não conseguir falar sem gritar, eu convido a que saia da sala porque nós não vamos continuar essa reunião. Foi o que ele fez, foi embora e nunca mais voltou. É tenso, mas necessário.

Regra 3: Sem ofensas deliberadas. Aquele tipo de delicadeza: “seu sem vergonha”, “ignorante”, “burro” e outros impublicáveis jamais ajudarão a busca de uma solução.

Regra 4: Sem silêncio. Ninguém pode ficar escondendo sentimentos, nem questões delicadas. Tudo deve ser colocado em cima da mesa. É deslealdade e perpetua o problema ficar quieto sobre assuntos importantes no momento da reunião e depois seguir falando sobre eles quando a reunião terminou.

Regra 5: Um problema de cada vez. Quando iniciamos falando de um mal entendido de palavra e daqui a pouco deixamos a questão para falar da discordância sobre a posição política da pessoa com a qual estamos discutindo é certo que vamos perder o rumo.

Regra 6: Se tudo falhar procure um mediador imparcial para administrar a questão.

VII. Não envolva pessoas demais na questão, só aquelas que forem absolutamente necessárias.

VIII. Procure entender a razão dos conflitos. Algumas delas podem ser:

Temperamento. Em um cenário cabeludo o Sanguíneo acha que o Colérico é duro demais nas suas palavras, o Colérico crê que o Melancólico foge dos problemas, o Melancólico acredita que o Fleumático não se importa com nada e  o Fleumático acha que o Sanguíneo é um falastrão. Em caso como estes um pouco de aceitação dos estilos pessoais ajuda muito.

Comunicação. Falar pouco, não explicar, se expressar mal ou não falar podem causar grandes problemas em qualquer lugar.

Ressentimento. Quando as pessoas não perdoam, elas vão causar problemas. Qualquer movimento do alvo da amargura será interpretado como um ataque ou mal intencionado. Uma pessoa ressentida é uma bomba relógio!

Visão. Quando você está em uma organização, você está debaixo de uma visão em termos de estratégia e valores. Se você acha que não pode se adaptar, não permaneça naquele lugar, você vai lutar contra a essência e a razão de ser daquele lugar. Não perca tempo.

Intransigência. Se quisermos chegar a algum lugar é preciso ceder. Uma mente fechada perpetuará um estado de conflito constante que se manifestará em todo o lugar que você for. Se todo mundo tem problema com o João, então o João é o problema!

Luta pelo poder. Às vezes tudo que está em jogo é: quem dá as cartas aqui! Quando a liderança é fraca a equipe pode entrar nesse esquema.

Falta de habilidades relacionais: Pessoas que não conseguem se avaliar jamais chegarão a um acordo! Neste caso tudo que resta é repreender firmemente a pessoa em questão não permitindo que ela continue a fazer danos.

IX. Procure sempre o “ganha – ganha”. A princípio todos devem ganhar. Especialmente em organizações socializadas em que todos são voluntários. As relações devem ser marcadas pela busca de um acordo que possa beneficiar as duas partes.

X. Não abra mão dos princípios da Palavra para fazer a paz. Veja bem o que está em jogo. Se for o seu orgulho: pise em cima dele. Se for um princípio fundamental da Palavra, firme-se sobre ele. O Senhor batalhará por você.

Você tem lutado limpo em seus conflitos?

Um abraço quebra costelas

O discípulo gaudério

 

(1)    Provérbios 17:14

(2)    Provérbios 25:9

(3)    Mateus 18:15

(4)    Provérbios 18:13

(5)    Provérbios 26:4

(6)    Provérbios 22:10

(7)    Provérbios 19:19

Como enfrentar conflitos?

“Todos se sentem benevolentes se nada acontecer para aborrecê-los no momento.”

C. S. Lewis

Igreja, empresa, família, associação de bairro, cidades, estados e nações. Nenhuma organização humana consegue se livrar dos conflitos. Onde existe gente, existe o conflito. Mas o conflito não precisa ser o fim, pode inclusive ser o começo de muita coisa boa em uma organização, e o futuro de um empreendimento está diretamente ligado à agilidade que ela tem de tratar seus conflitos internos e externos. Se sua organização chegou até aqui é porque ela foi hábil em tratar de suas tensões internas. Se ela continuará viva, dependerá da sabedoria com a qual você continuará tratando conflitos. A Bíblia fala amplamente sobre conflito:

“Começar uma discussão é como abrir brecha num dique; por isso resolva a questão antes que surja a contenda.” (1)

“Procure resolver sua causa diretamente com o seu próximo, e não revele o segredo de outra pessoa.” (2)

“Se o seu irmão pecar contra você, vá e, a sós com ele, mostre-lhe o erro. Se ele o ouvir, você ganhou seu irmão.” (3)

“Quem responde antes de ouvir comete insensatez e passa vergonha.”(4)

“Não responda ao insensato com igual insensatez do contrário você se igualará a ele.” (5)

“Quando se manda embora o zombador, a briga acaba; cessam as contendas e os insultos.”(6)

“O homem de gênio difícil precisa do castigo; se você o poupar terá que poupá-lo de novo.”(7)

I.  Trate logo. Conflito adiado, problema aumentado. Não seja tão rápido que você pegue as pessoas de cabeça quente, nem tão lento que deixe o sol se por com o coração irado.

II. Não procure aliados, procure pessoas sábias. Ficamos confusos. Seja humilde. As vezes o calor da questão faz tremer até mesmo o mais experiente e sábio dos líderes. Não tenha vergonha de procurar uma pessoa com a cabeça fria e o coração cheio da Palavra.

III. Não tome partido, procure a verdade. É justo e sábio ouvir os dois lados da questão e depois ouvir a Palavra. Não seja do tipo de pessoa que quer descobrir o lado que vai escolher para começar a bater. Tem gente que é assim, mas isso não se harmoniza com a atitude que Jesus quer que tenhamos.

IV. Desconfie de suas emoções. Cuidado com a impressão de conspiração generalizada quando você está envolvido, nem de mundo acabando quando os ânimos se alteram. Tampouco demonize quem está do lado oposto da questão.

V. Ouça antes de falar. Às vezes o simples ouvir põe fim ao conflito. Sim, não ser ouvido, para muitas pessoas pode ser o fim do mundo.

Amanhã continuaremos com a parte final deste post.

Um abraço quebra costelas.

O discípulo gaudério.

Como liderar em tempos difíceis?

Quando Deus quer fazer uma obra especial ele prepara líderes e os levanta no tempo certo.

O tempo mais propício para se desenvolver liderança são os tempos difíceis. Não há momento em que se demande mais liderança qualificada! Já li em algum lugar que em tempos de crise se levantam dois tipos de pessoas: gigantes e anões. Que Deus nos ajude a aumentarmos nossa influência nessa hora para a glória do nome de Jesus.

Quero convidar você a buscarmos juntos alguns princípios sobre liderar em tempos difíceis em um episódio dramático na vida de Paulo em que toda sua experiência e liderança vieram à tona para benefício daqueles que o rodeavam. (1)

A situação era extrema, fruto de erros de avaliação daqueles que dirigiam o barco que levava Paulo e demais tripulantes com destino a Roma. Mais um erro e a vida de todos poderia ser perdida no meio do mar. Vejamos o que podemos aprender com Paulo e levar para dentro de nossos ministérios e lugares de influência:

Princípio 1 : Mantenha suas emoções sob controle. Nesses momentos podemos reagir de duas maneiras: como termômetro registrando a temperatura emocional do ambiente que muitas vezes beira a histeria e a irracionalidade. Palavras destemperadas só manterão o círculo vicioso do desespero. Ou podemos reagir como um termostato que determina a temperatura do ambiente para que ele se torne sustentável. Sem um ambiente propício o líder jamais conseguirá levar seu povo para fora da tempestade. E cabe a ele mantê-lo. Não consigo me lembrar de sequer uma vez na qual o descontrole emocional trouxe dividendos espirituais para meu ministério ou de outras pessoas.

Principio 2 : Chame para si a responsabilidade. Paulo tinha ótimas desculpas para não se envolver naquela situação difícil, ele estava preso e não era o chefe do barco. Mas ele se envolveu! O líder ganha autoridade quando assume responsabilidades! Conheço muitos líderes que na hora da crise entregam tudo aos seus subordinados e se escondem. É fácil entender porque perdem autoridade. Vá para frente do barco e conduza o seu povo pela tempestade em nome de Jesus! Se tiver que reconhecer um erro, faça logo. Se tiver que corrigir um erro, faça sem temor.

Princípio 3:  Tenha a Palavra de Deus em sua boca. Aqui se revela a espiritualidade edificada ao longo de uma vida. As pessoas precisam ouvir algo que seja mais do que opiniões ou meras palavras. Precisam de palavra de Deus. Convicções enraizadas. Precisamos  fazer como José  que armazenou em seus celeiros para nos tempos de seca e fome ele tivesse amplos recursos para seu povo e para aqueles que vinham de fora. Precisamos armazenar recursos espirituais para quando eles forem necessários.

Princípio 4:  Promova a esperança. Um ser humano pode passar 40 dias sem comer, 3 dias sem beber mas não pode passar sequer um minuto sem esperança. O líder é chamado a inflamar esta esperança. É chamado a visualizar o futuro pela fé assim como fizeram os profetas e construir essas imagens dentro da cabeça de seu povo para que essa esperança se torne um poderoso combustível do caminhar diário de cada um. Sem isso não há como evitar a apatia.

Princípio 5: Coloque a união no topo de sua agenda. Quando as circunstâncias conspiram contra nós é a tendência querer encontrar culpados, descarregar a tensão nos outros ou até mesmo cair fora. Mas o líder entende o momento e se torna um aglutinador, um defensor ferrenho do grupo. Acredito que esse foi o segredo do técnico Filipão na copa de 2002.  Nos momentos de maior contestação do trabalho da seleção ele se tornou um escudo protetor do seu grupo. Como ele disse em entrevista: “Se ganharmos, ganham os meus jogadores. Se perdermos perdemos com a minha cabeça.“  Não fale mal do seu grupo para outros, fale para eles. Não coloque a culpa do fracasso em alguém que não seja você. É duro, mas é a tarefa do líder excelente. O bom pastor dá a vida pelas suas ovelhas, disse Jesus. (2)

Princípio 6: Seja sensível as necessidades das pessoas. Cada pessoa precisa de um tratamento diferenciado. Às vezes nossos liderados necessitam de um abraço, alguns desabafar, outros uma palavra de encorajamento, outros uma fervorosa oração intercessora e uns ainda uma presença mais forte.  Anos atrás estava recebendo as pessoas que chegavam na igreja em que pastoreio quando me deparei com um dos participantes do grupo de jovens cabisbaixo e deprimido. Chamei-o para perto de mim e lhe dei um abraço apertado e disse que ele era muito importante. No dia seguinte, já com outro ânimo ele me contou como foi reconfortante aquele abraço. Nesses momentos o líder precisa estar sintonizado com seu povo e ministrar de acordo com a particularidade de cada um.

Princípio 7: Crie um ambiente leve através da gratidão. (27:35) Um espírito grato abre as portas do sorriso na face do líder, um sorriso ilumina um ambiente, traz ânimo novo. Um espírito grato é capaz de brincar e se descontrair.  Um espírito grato tem uma linguagem positiva. Uma pesquisa desenvolvida durante mais de dez anos nos EUA  provou que o futuro de uma organização depende em 70% do clima estabelecido pela liderança no ambiente de trabalho. Quer dizer ambiente negativo, baixa produtividade. Ambiente positivo alta produtividade. Funciona assim na igreja também. Quando há um líder capaz de irradiar um coração grato não há quem não goste de cooperar e estar ombro a ombro com ele!

Como você tem encarado os tempos difíceis na sua liderança?

Um abraço quebra costelas.

O discípulo gaudério.

(1) Atos 27

(2) João 10

Você se acha um messias?

O messianismo é a bondade que adoeceu e se tornou egocêntrica. Não deseja mais ver aos outros bem, mas se sentir bem a custa da contemplação narcisista da sua própria bondade. Quem trabalha com pessoas diariamente e ouve seus problemas corre o risco de se deixar levar por essa corrupção da bondade. Pastores como eu e profissionais da saúde da alma, caminham nessa linha fina que separa bondade e messianismo. É bom aprender como João que disse: “Eu não sou o Cristo”. O peso do mundo em seus ombros vai lhe matar. E vai matar quem está na sua volta, porque todo messias que não seja Jesus que era humilde e manso, tem um que de doença e tirania.

Leia os sintomas e pense!

Você tenta resolver todos os problemas das pessoas? Talvez você esteja sendo pretensioso afinal você não tem resposta pra tudo.

Você não consegue viver e celebrar enquanto há alguém sofrendo no mundo? Creio que basta dizer que Jesus não fez isso. Ele recebe a unção com um caro perfume cujo valor poderia alimentar a muitos pobres, mas ele faz sem drama.

Você acredita que é o único que se importa com a vida dos outros? Elias também pensava isso e dizia que restava ele somente, e Deus lhe fez lembrar que havia ainda sete mil como ele em Israel. Os decepcionados com a igreja só olham para televisão e os gatunos falando em nome de Deus, mas esquecem dos muitos que são sérios e não se curvam a Baal.

Você se sente amargurado porque ninguém faz o que você faz? Lembre-se que o seu chamado pode não ser o do outro. Que é só abrir os olhos para ver que a sua igreja, a sua organização, o seu ministério são muito pequenos para englobar os grandiosos e misteriosos caminhos do Reino entre os homens.

Você se ressente quando alguém tenta cuidar da sua vida e fazer você descansar. Valorize, pois Deus está falando com você.

Você despreza as férias até porque tem tanta gente passando mal que você não tem o direito de descansar. Saiba que você vai morrer e o mundo continuará seu curso.

Você está sempre reclamando que está sozinho para fazer tudo. Talvez você devesse se analisar. Qual o impacto da sua liderança para os outros?

Você não aceita a ajuda porque ninguém está no nível que você acha que dever ter. ? Talvez você devesse baixar um pouco seus padrões e ser menos crítico. Conheço pastores que reclamam não ter ajuda, mas são críticos devastadores. Como poderão mobilizar voluntários com tanto azedume?

Você tem uma antipatia no coração por todos quantos em algum nível se envolvem tentando lhe ajudar a cumprir suas tarefas?

Você enxerga a todos como um bando de coitados, vítimas das circunstâncias. Saiba que essa não é a verdade toda. Muita gente também sofre porque escolhe o sofrimento. Às vezes é bom deixa-las que enfrentem a consequência de suas escolhas para que possam crescer. Todos somos vítimas e vilões de nossa história. Quem aprender isso vai crescer bastante.

As pessoas podem fazer o que quiser com você desde que deixem escorrer algumas lágrimas? Você sabe que é explorado pelos malandros e espertalhões, mas mesmo assim se sente realizado. Quem é sábio sabe que nem toda lágrima é sincera, que muito choro às vezes é manipulação. Sabe também que nem toda ajuda, ajuda. E que às vezes é necessário “ser cruel para ser bom”.

 

Na esperança que estes falsos messias a espreita caiam por terra:

 

O discípulo gaudério.

 

O discípulo e a importância de estabelecer metas

“Porque somos criação de Deus realizada em Cristo Jesus para fazermos boas obras, as quais Deus preparou antes para nós a praticarmos.”

Efésios 2:10 

“Metas são sonhos com um prazo para acontecer” 

“As pessoas falham  muito mais por falta de metas do que por falta de talento.”

Bill Sunday

Aprendi a importância das metas no ano de 1994, em um Seminário do Instituto Haggai em Rivera com o Reginaldo Kruklis. Ele aprofundou esse conceito simples e nos desafiou a sonharmos mais. Nada do que digo aqui é de “particular elucidação”, é puro aprendizado que tem sido útil para mim e acredito pode ser para quase todo mundo.

Intelectuais  evangélicos acreditam que devemos valorizar “a jornada” e evitar a frustração de metas não atingidas. Valorizo a jornada também, mas não compartilho da conclusão.

A frustração deve ser vista como parte natural de nosso caminho. A vida de quem é ativo e aproveita o dom de Deus é um constante reajuste. Aceitar que as coisas não saem exatamente como planejamos é parte disso.

Outros tipos de cristãos não estabelecem metas porque pensam que isso é independência de Deus. Muitas vezes é mesmo, mas o planejamento pode ser dirigido por Deus. Veja como vários homens usados por Deus tinham metas:

Para Noé foi uma arca.

Para Moisés foi libertar um povo.

Para Abraão uma descendência.

Para Josué possuir a terra.

Para Salomão a construção do templo.

Para Neemias a reconstrução dos muros.

Para Paulo anunciar o evangelho aos gentios.

Listo estes poucos para representar a muitos dentro da Palavra.

A grande maioria não planeja suas metas em razão de uma tendência brasileira ao “deixa como estar para ver como é que fica”. Acham que isso toma tempo demais. Mas o tempo gasto com metas é recuperado ao longo do caminho. As cidades no Brasil são planejadas novamente a cada quatro anos de eleições e por isso nosso caos urbano. Na Europa, especialmente na Alemanha as cidades são planejadas com 20 anos de antecedência e não é preciso dizer qual é a diferença.

O que tenho aprendido com meus professores sobre metas?

  1. Quando não planejo meu caminho, estou seguindo o planejamento de alguém mais para mim. Ou pior ainda, me entrego às forças do caos. Quem tem metas firmes provavelmente exercerá liderança em relação aqueles que estão a sua volta.
  2. Estabelecer metas não significa que você está fechado, mas que você iniciou uma jornada. Planejamento que não muda é plane-jumento. Toda atividade humana está sujeita a tentação do legalismo. As metas são um meio, não um fim em si mesmo.
  3. Metas que se cumprem são metas específicas , pessoais, desafiadoras e que tem um lugar no seu dia. Por exemplo:  Você quer ler três livros este ano? Qual livro, quanto tempo você lerá, que horário e qual a razão você quer ler esse livro. Enquanto você não responder essas perguntas você não sairá do lugar. O que, por que, quando, como e onde são as perguntas obrigatórias. Devem também me mover para além do que já tenho andado, devem ter um tom de desconforto. Sem desconforto não há crescimento.
  4. Minhas metas devem depender de mim mesmo, do contrário continuarei condicionado à decisão dos outros para que eu mesmo venha a crescer. Um exemplo de meta não aceitável seria mudar meu cônjuge.
  5. As melhores metas são metas qualitativas. Pessoas que fazem planos de ganhar um número específico de pessoas para o Evangelho  presumem que podem controlar a vidas das pessoas e que se fizerem tudo certo ganharão o número que imaginam de pessoas, mas definitivamente a Palavra não me permite esse pensamento. Posso definir quantas pessoas quero compartilhar o evangelho ou até mesmo quais pessoas quero investir em tempo e amor para alcança-las, mas jamais definir quantos. Concentre-se na semeadura e deixe o crescimento para Deus. Precisamos equilibrar ousadia com bom senso.
  6. As metas devem atingir várias dimensões de minha vida. Físico, familiar, financeiro, intelectual, espiritual e profissional. Devem ter relação com aquilo que quero ser, fazer e ter.
  7. As metas devem ser escritas. Quando são escritas elas saem do mundo da abstração para começarem o processo de concretização. Além disso, quando são escritas elas podem ser lembradas, revisadas, testadas e reajustadas. Escrever torna o homem exato, refletiu Francis Bacon.
  8. As metas devem ser confrontadas com a pergunta que trata da motivação: por que eu quero alcançar isso? Honrar a Deus e servir as pessoas deve ser a força norteadora de tudo que empreendemos.

Que estas dicas te ajudem da mesma maneira como me ajudaram ao longo desses dezessete anos de entendimento.

Um abraço quebra costelas.

O discípulo gaudério.

A Escada do Comprometimento

Com esse post começa uma seção nova aqui no blog: liderança. Ensino liderança e formo líderes há muitos anos. É um assunto que permeia tudo. Toda semana você lerá algo a respeito por aqui.

É minha convicção que os princípios de liderança de Jesus são transferíveis para qualquer instituição e realidade e que há muita coisa boa que podemos trazer de fora para o nosso contexto de fé. Vamos começar com o assunto comprometimento.
“Lembre-se: as pessoas jamais se comprometerão além daquilo que seu líder se comprometeu.”
John C. Maxwell
“No que diz respeito ao empenho, ao compromisso, ao esforço, à dedicação, não existe meio termo. Ou você faz uma coisa bem feita ou não faz.”
Ayrton Senna
“O amor à verdade ensinou-me a beleza do compromisso.”
Mahatma Gandhi
“A realidade se forma em volta do compromisso.”
Kobi Yamada
“De que adianta assumir um compromisso se queres todos ao mesmo tempo.”
Vinny Leal
Compromisso é a palavra equivalente a frase: “pode contar comigo de verdade”. O crescente individualismo da cultura dificulta a formação dessa competência especialmente nos jovens. Se você é ensinado que deve buscar sempre ser agradado em tudo, não é de se admirar que não se possa contar com você na hora em que a situação é monótona, difícil ou sem interesse imediato.
No entanto, ninguém realiza uma grande obra, sem comprometimento. E não qualquer tipo, pois existem vários níveis, comprometimento de alto nível.
Quero compartilhar com você como o comprometimento pode progredir a ponto de dominar nossas ações em direção a grandes realizações.
Sinais de comprometimento de alto nível.
1. Pontualidade. Você conhece como as pessoas estão envolvidas pelo horário em que chegam ao local de trabalho. Atrasos habituais demonstram que você não está nem aí para o futuro do empreendimento, não importa o quanto se desculpe e justifique. Nos trabalhos voluntários então isso fica muito claro. Ninguém é obrigado a nada, então você conhecerá as pessoas com maior potencial para fazer um grande trabalho. Se você vir uma pessoa que sem interesse monetário se envolve com uma causa e está presente nos horários, eis aí um grande trabalhado que daria certo em qualquer empresa.
2. Presença nas reuniões importantes. Existem reuniões chaves e estratégicas, se você não comparece a menos que seja constrangido, algo está podre. Aconselho quem recruta pessoas para novos postos de trabalho que não procure motivar quem não se motiva, mas procure quem está sempre presente nos principais encontros. Estes provavelmente darão mais resultado.
3.  Assumir publicamente seus propósitos. Quem quer fazer a diferença, não tem medo de dizer a que veio. Fala em alto e bom som o que vai fazer. Sabe que será cobrado pelo que disse, mas não tem medo.
4.  Preocupar-se com os resultados do que faz. Às vezes quem se preocupa pode ser tomado como pessimista, alarmista ou até confundido com um mala qualquer, mas prefira quem se preocupa do que quem se esquiva. Quem se preocupa com os resultados está envolvido e observante. Quem não precisa de gente assim? Em alguns momentos será preciso canalizar e modelar, mas mil vezes assim do que a indiferença.
5.    Sugestões para  melhoramentos. Ora quem ama o que faz, pensa no que pode melhorar e quando pensa não faz como quem quer acabar com tudo, mas como quem tem algo a sugerir.
6.    Sacrifício pessoal. Há um preço a ser pago para fazermos a diferença. Pode ser emocional, de tempo ou financeiro. Nosso grau de crescimento é diretamente proporcional à intensidade de desconforto que somos capazes de assumir para fazer nosso papel.
7.    Respeito à liderança. Isso não significa subserviência, puxa-saquismo. Quer dizer que respeito às hierarquias da organização. Que sei me disciplinar para executar ordens quando necessário. Quem não aprendeu a obedecer jamais estará apto para liderar outros.
8.    Reproduzir a visão. Devo ser a encarnação da visão que tanto aprecio. Essa atitude transcende horários de trabalho e se reflete em minhas decisões e cada passo que dou. Jamais deveríamos nos envolver em qualquer coisa que não representasse algo que está no nosso coração.
9.    Intensidade no trabalho. Aqui se refere ao quanto de nós colocamos no que estamos fazendo.
10.    Celebração das vitórias. Alegrar-se com as vitórias é a atitude definitiva de quem está comprometido. Desconfie de quem não celebra. Certamente essa pessoa será um fator corrosivo no futuro da organização.

Tenho algum interesse além dos meus próprios? Alguma causa conquistou meu coração?

Será que eu tenho o direito de esperar dos meus liderados um comprometimento de alto nível?

Onde chega o meu nível de comprometimento?

Um abraço quebra costelas.

O discípulo gaudério.