Seis razões para o avanço do ateísmo entre jovens.

Richard Dawkins

Richard Dawkins

É fato, o ateísmo está crescendo entre os jovens: veja essa matéria. Gostaria de investigar algumas razões para isso a fim de trazer subsídios para pensarmos em um caminho de retorno e talvez de precaução. Eis o que venho pensando:

1. Cristãos e igrejas com projetos de poder e dominação. A todo o momento eu me pergunto como os ditos cristãos não conseguem perceber os delírios megalômanos dos seus líderes, e quão distantes seus projetos estão do que Cristo propôs e exemplificou nos evangelhos. Então não é de se admirar que “o Corpo de Cristo”, tão diferente dEle mesmo, cause repulsa nas pessoas. Como já ouvi alguém de fora dizer: Se esses que estão falando de Jesus serão os habitantes do céu, me desculpem mas prefiro ir para o inferno!

2. Pais ausentes. Já escrevi sobre isso, mas não canso de dizer. Uma geração sem pai está vários passos atrás na jornada espiritual de encontrar o Pai. Os novos ateus que encontro poderiam mudar a frase “não acredito em Deus” para “não acredito no meu pai” sem que seu discurso perdesse o sentido, justamente porque o pai é a (me desculpem o paradoxo da declaração) razão afetiva da descrença ressentida deles.

3. A propaganda de que a tecnologia resolve todos os problemas. Segundo a cartilha pós-moderna, tudo que eu preciso está ao alcance de um clique! Aquele jovem inexperiente com as reais exigências da vida e desconectado com seus mais profundos anseios compra essa mentira e pensa que está vivendo na ilha da fantasia da deusa tecnologia. A semelhança dos povos antigos que dependiam da presença do sol para a maioria das coisas importantes  que faziam e terminaram adorando-o, da mesma maneira o jovem do século XXI rodeia-se de bugigangas tecnológicas para tudo que julga fundamental e instintivamente adora no altar tecnológico.

4. Cristãos mal preparados nas universidades. Como diria C. S. Lewis, a boa filosofia deve existir, se não for por outra razão, que seja para combater a má filosofia. Poucas igrejas preparam seus jovens para o embate de ideias que enfrentarão na universidade. Sem preparo, ele acaba intimidado, e no coração começa a duvidar do que lhe foi ensinado. É uma guerra espiritual, pois uma ideia uma vez que conquiste a mente, governará o indivíduo. Está mais do que na hora das lideranças prepararem seus membros para o debate de ideias da universidade.

5. Selva de pedra. O salmo 19 diz que a criação é um livro que discursa sobre a glória e o desígnio inteligente de Deus. Um estudante de veterinária ao estudar os animais e a biologia me disse que não era possível descrer da existência de Deus diante de tamanho detalhamento no funcionamento do mundo animal. Parece que a rotina da cidade grande e suas estruturas de concreto cria uma cortina de fumaça nos olhos espirituais do homem. Tom Jobim faz uma preciosa confirmação dessa verdade quando diz: “A vida tem um sentido oculto, certamente. Fui criado em ambiente cético, de maneira agnóstica. Diante da natureza, sinto que toda a negação é ingênua, que Deus não nos teria criado para o nada”.

6. Desobediência aberta. “Se vocês obedecerem aos meus mandamentos, permanecerão no meu amor…” Uma verdade simples e objetiva é revelada no evangelho: é na obediência que conhecemos a Deus. Esse conhecimento é experiencial. E isso se dá quando eu aprendo e coloca a Palavra em prática na minha vida. A desobediência é uma forma de ignorar a Deus, e a prática de ignorar a Deus acaba dando a mente e ao coração a falsa convicção de que Deus de fato não existe.

Que essas questões nos forneçam pistas de um caminho alternativo para alcançarmos esses corações desalentados e talvez entendermos um pouco a nós mesmos.

Um abraço quebra costelas.

O discípulo gaudério.

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A fé de 8 em cada 10 cristãos é definida na infância

Fonte: Gospel Prime

Por: Jarbas Aragão

Movimento quer reforçar o conceito de Janela 4/14

Durante as últimas décadas os líderes missionários mundiais têm enfatizado o desafio da chamada “Janela 10/40”. O termo foi cunhado pelo missiólogo Luis Bush no início da década de 1990 e refere-se as pessoas que vivem entre as latitudes 10 e 40 graus do globo, que são as  menos alcançadas pelo evangelho, em sua maioria muçulmanos, budistas e hindus.

Inspirado nisso, o missionário Dan Brewster, que foi posteriormente Diretor na Compassion Internacional, criou o termo “Janela 4/14″, que reflete um tipo diferente de visão:  as crianças e jovens com menos de 15 anos de todo o mundo que precisam conhecer Jesus Cristo.

Estima-se que 85% das pessoas tomam a decisão de seguir a Cristo farão isso entre os 4 e os 14 anos de idade. ”As crianças ainda estão formando sua visão do mundo, ao passo que os adultos muitas vezes precisam mudá-la. Isso requer um maior investimento. Podemos ser mais estratégicos em nosso investimento”, dizem os defensores da visão.

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Originalmente, Bush elencou cinco razões por que a igreja deveria investir em crianças:

Aos 5 anos: melhor época para a aprendizagem.
Aos 6 anos: Os valores morais estão sendo definidos.
Aos 9 anos: A visão de mundo é formada.
Aos 12 anos: A maturidade começa a chegar, as convicções são reforçadas.
Aos 13: A escolha por uma religião a ser seguida já existe.

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“Nós podemos e devemos nos unir em torno da visão de alcançar crianças e jovens como agentes de transformação “, expressam os líderes do movimento “Iniciativa Global Janela 4/14″. Seu objetivo é “mobilizar o corpo de Cristo em todo o mundo a investir para alcançar, equipar e capacitar a geração 4/14 e maximizar o seu impacto transformacional”.

O primeiro grande encontro global para debater a Janela 4/14 foi realizado em Nova York, em setembro de 2009. Naquela ocasião, os participantes pediram o perdão de Deus por que a igreja não estava fazendo o que poderia e deveria em prol das crianças do mundo.

Anualmente é feita uma campanha de oração mundial pelas crianças nessa faixa etária que já são mais de dois bilhões de habitantes do planeta.  Recentemente, foi lançada a campanha de 2013, que deverá concentrar esforços dia 14 de abril. O site oficial já tem uma versão em portuguêswww.global414day.com/pt com várias informações sobre o movimento e o dia mundial de oração.

São 10 alvos estabelecidos, sendo que os principais são:

Educação: equipar e qualificar crianças e adolescentes para que eles possam transformar suas comunidades e nação através de instituições educacionais.

Pastores: recrutar e mobilizar pastores para planejar e facilitar planos a longo prazo para fortalecer os laços da igreja na vida da geração 4/14 e obter um grande impacto na transformação dessas crianças.

Brasil: a terra dos 30 “berlusconis”

E esta agora? Relatório da Organização Não Governamental Repórteres Sem Fronteiras sobre a imprensa no mundo definiu o Brasil como a terra dos 30 Berlusconis (o ex-primeiro-ministro italiano) por causa da concentração da mídia nas mãos de poucos.

De acordo com o relatório, o Brasil tem problemas endêmicos porque a comunicação está concentrada nas mãos de 10 grupos econômicos de origem familiar. São os magnatas, os que repartem o mercado – o que gera muitas vezes (e este é um acréscimo do blog) o perigo da mesma linha de pensamento.

– Esse nível de concentração contrasta com o potencial do território brasileiro e a diversidade da sociedade – diz um trecho.

É por isso que qualquer menção a regulamentação da mídia no Brasil provoca urticária em certos empresários e a confusão deliberada (e equivocada) de que atenta contra a liberdade de imprensa – quando, na verdade, regula o poder das empresas e não as redações.

Fonte: Blog do Jornalista Mario Marcos

Pesquisa revela o que as pessoas consideram pecado hoje em dia

Para os judeus existem centenas de pecados. Tradicionalmente, o catolicismo aponta os sete pecados “capitais”: inveja, gula, ira, soberba, luxúria, avareza e preguiça.  Essa preocupação em estabelecer uma lista surgiu durante o Concílio de Trento (1545-1563), convocado por Felipe II, rei da Espanha, e coordenado pelo papa Paulo IV. O objetivo do concílio era fixar com clareza os dogmas da Igreja Católica.

Os tempos mudaram e parece que hoje em dia a lista de pecados é bem diferente. Um novo estudo do Instituto Barna examinou quais as tentações as pessoas parecem enfrentar mais comumente e como conseguem lidar com essas “iscas” morais e éticas.  A pesquisa foi realizada em conjunto com um projeto de livro de Todd Hunter, chamado “Nossos Pecados Favoritos”.

Curiosamente, parece que a tecnologia tem gerado uma nova categoria de pecados. A pesquisa mostra quase metade dos entrevistados (44%) dizem que são tentados a gastar muito tempo com isso, incluindo vídeo games, internet, televisão e vídeo. Outra “nova” tentação relacionada à mídia é expressar raiva ou “detonar” alguém por mensagem de texto ou e-mail. Em geral, uma em cada nove pessoas (11%) diz que se sente tentado a fazer isso às vezes ou frequentemente.

Embora os pecados sexuais não sejam novos, ver pornografia online continua a crescer e assumir um papel de destaque. Cerca de um em cada cinco entrevistados (18%) diz que são tentados seguidamente a ver pornografia ou conteúdo sexual na internet. Os homens (28%)  confessam sentirem-se mais tentados a ver pornografia que as mulheres (8%).

Não é de estranhar que os mais jovens, que nasceram em um mundo mais voltado à tecnologia, são mais propensos que a média a lidarem com essas tentações modernas. Mais da metade dos entrevistados com menos de 20 anos (53%) dizem que ser fortemente tentados a passar tempo demais online e um quarto (25%) diz sentir vontade de usar a tecnologia para expressar sua raiva contra as outras pessoas.

Pecados mais antigos como “comer muito” (gula) continua sendo um dos primeiros nas listas de tentações (55%). Já a conduta sexual imprópria é admitida por menos de um em cada dez pessoas (9%). Como era de se esperar, as pessoas mais velhas tem menos problemas com tentações relacionadas ao sexo (3%).

Por outro lado, cerca de um terço dos entrevistados admitem que gastam mais do que deviam  (35%), um em cada quatro (26%), diz que fazer fofoca ou dizer coisas negativas sobre os outros é uma tentação comum. Inveja ou ciúme (24%) ainda é um pecado mais corriqueiro que  mentir ou trapacear (12%) e logo após vem a tentação a usar álcool ou drogas (11%).

Enquanto as pessoas que viveram séculos atrás não considerariam a procrastinação e a ansiedade como atitudes pecaminosas, essas parecem ser as tentações que as pessoas estão mais propensas a admitir.

Três em cada cinco (60%) dizem que são tentados a se preocupar ou ficar ansiosos o tempo todo. O mesmo número diz que procrastinação é um grave tentação para eles. Na mesma linha, 41% admitem que são tentados a ser preguiçosos e não se dedicar tanto ao trabalho quanto deveriam.  Curiosamente, nas tentações relacionadas com o trabalho, os evangélicos são mais propensos que os católicos a vê-las assim (57% dos protestantes acreditam que a procrastinação é uma tentação e 40% admitem ser preguiçosos os números de católicos são, respectivamente, 51% e 28%).

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David Kinnaman, presidente do Grupo Barna, foi um dos lideres do estudo e fez uma breve análise dos resultados, destacando quatro pontos:

* Primeiro, o conceito de moralidade está passando por uma mudança. Um exemplo disso é a forma como a tentação “virtual” cresceu. Para os líderes religiosos, essa mudança reforça a importância da inclusão de tecnologia como parte de uma discussão mais ampla sobre a espiritualidade e mordomia do tempo.

* Segundo, os mais jovens parecem ter uma perspectiva moral distinta quando comparada com as gerações mais velhas. Aparentemente, eles não veem a tentação como algo a ser evitado, mas sim uma característica da vida moderna.

* Terceiro, problemas no trabalho está no topo da lista de tentações atualmente. Prova disso é que os entrevistados parecem mais preocupados com a procrastinação e produtividade, reforçando os conceitos de preguiça e inveja como “pecados capitais”.

* Por fim, apenas 1% das pessoas são capazes de perceber que ceder à tentação é, de fato, um pecado. A maioria dos entrevistados parecem ver a tentação mais como um fluxo constante de altos e baixos que as pessoas precisam lidar. Isso revela uma longa distância entre os conceitos bíblicos de pecado e de santidade e o pensamento moderno.

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Fonte: Gospel Prime

“Muitos pais não percebem, mas seus filhos se tornaram idiotas, diz Ziraldo na Bienal

  • Ziraldo durante a 22º Bienal Internacional do Livro, em São Paulo (9/8/2012)Ziraldo durante a 22º Bienal Internacional do Livro, em São Paulo (9/8/2012)

Uma breve conversa de 15 minutos com Ziraldo na Bienal Internacional do Livro de São Paulo acaba passando por temas como literatura, colonização brasileira, marketing, UFC, novas tecnologias, casos de família e até mesmo um pouco sobre os seus lançamentos na feira.

Aos 80 anos e em sua 16ª Bienal, o pai do Menino Maluquinho não cessa de enfatizar a importância de feiras literárias e do próprio livro para enfrentar o que ele considera em “emburrecimento” endêmico da sociedade.

“A família brasileira não lê. Nós temos a internet que pode ser a fonte da vida e do conhecimento, mas o computador é usado como brinquedo. Muitos pais não percebem, mas seus filhos se tornaram idiotas”, disse Ziraldo ao UOL. “Bote um livro na mão do seu filho e ensine o domínio da leitura. Se ele não dominar isso, só vai dar certo se souber jogar futebol ou dar porrada muito bem para entrar nesse UFC”.

“Liguei a TV de madrugada outro dia e vi dois seres se esfregando. Achei que fosse pornografia. E aí o chão começou a se encher de sangue como se tivesse rompido o hímen. Só depois percebi que era essas lutas”

Ziraldo sobre o UFC

Ziraldo mostra não aprovar o sucesso das competições de artes marciais mistas. “Liguei a TV de madrugada outro dia e vi dois seres se esfregando. Achei que fosse pornografia. E aí o chão começou a se encher de sangue como se tivesse rompido o hímen. Só depois percebi que era essas lutas”, contou Ziraldo.

Apesar de ser autor de obras que marcaram seguidas gerações de crianças brasileiras, Ziraldo diz que não se considera um narrador. “Não tenho um talento como o de Thalita Rebouças ou da autora do Harry Potter”, falou. “Eu parto de uma ideia simples como uma ilustração e tento fechá-la com chave de ouro, como fazia quando trabalhava no marketing”.

“O livro é o objeto mais perfeito da história da humanidade”, defendeu Ziraldo. “Você carrega a história em suas mãos, sente o cheiro do papel, o tempo que você vira uma página é um tempo que percorre na história. O livro contém vida e isso não pode ser substituído por algo frio e digital”.

Quando perguntado sobre o que mudou em sua comunicação com as crianças em todos os anos de literatura infantil, Ziraldo responde: “Não mudou nada. Os tempos e as tecnologias podem mudar, mas a criança não muda nunca”. Ziraldo lança na feira “O Grande Livro das Tias” (Melhoramentos), homenagem às tias e sua importância na infância.

Estudo diz que universitários estão mais individualistas

Natália Fernandjes
Do Diário do Grande ABC

Estudo inédito realizado com 17 mil estudantes de universidades católicas espalhadas por 34 países dos cinco continentes destaca que os jovens estão mais individualistas. A constatação é baseada em análise preliminar da pesquisa realizada pela Fiuc (Federação Internacional das Universidades Católicas), apresentada durante a 24ª assembleia da federação, realizada no Centro Universitário da FEI, em São Bernardo, até hoje.

O resultado do trabalho feito com jovens de 16 a 30 anos mostra que a maior parte deles não confia nas instituições políticas, que receberam nota 1,9 em avaliação de zero a 10. Com isso, aumenta a autoconfiança e a busca por resultados pessoais, explica a socióloga e professora Rosa Aparicio Gómez, do Instituto Universitário Ortega y Gasset, na Espanha, responsável pelo estudo.

Quando questionados sobre quais projetos os universitários gostariam de colocar em prática nos próximos 15 anos, 62% gostariam de ter bom trabalho, 45% de formar família e apenas 5% desejam envolver-se em projeto social.

Outro ponto que merece destaque é o uso da internet. Em média, os estudantes passam de duas a quatro horas na frente do computador, sendo que as redes sociais consomem mais tempo. “Dá impressão que os jovens substituem os amigos pela internet”, aponta a socióloga.

Apesar de não ter dados que mostre o perfil do jovem brasileiro, Rosa destaca que o País difere dos vizinhos da América Latina e se aproxima mais dos países emergentes, como a Índia. Uma explicação provável, segundo ela, é o momento de ‘abonança econômica’.

A análise indica ainda que as mulheres são maioria – 64% dos entrevistados, da mesma forma que os estudantes de classe média – 73% deles. A principal razão para que os alunos estejam na universidade é a busca por emprego (91%).

Rosa destaca que nos próximos oito meses pretende publicar livros com análises aprofundadas sobre o estudo. A expectativa é que a pesquisa seja utilizada pelas universidades como instrumento para melhoria da educação.

Estudo mapeia morte de jovens no Brasil

Fonte: Folha de São Paulo

Era 26 de março de 2010 quando o jovem Rafael Souza de Abreu, 16, virou mais um número para pesquisadores de segurança pública.

Nessa data, ele foi morto com oito tiros perto da casa de um amigo em Santos (SP).

Segundo seu pai, o operador portuário José de Abreu, e a Promotoria, o rapaz foi confundido com um ladrão de uma loja de roupas e foi morto em represália a um furto que não praticou.

Assim, ele passou a ser um dos 8.686 adolescentes e crianças assassinados naquele ano e engrossou a lista que, desde 1980, aumentou 376%. No mesmo período, entre 1980 e 2010, os homicídios como um todo cresceram 259%.

Os dados são do “Mapa da Violência 2012 – Crianças e Adolescentes do Brasil”, pesquisa que será lançada hoje.

O levantamento analisa as informações do Ministério da Saúde sobre as causas das mortes de pessoas entre zero e 19 anos de idade.

O ritmo de crescimento da morte entre jovens é constante. Em 30 anos, só teve queda quatro vezes. Nos demais aumentou entre 0,7% e 30%.

Editoria de Arte/Folhapress

Um dado que chamou a atenção do sociólogo Julio Jacobo Waiselfisz, coordenador da pesquisa, foi quanto os homicídios de jovens representava no total de mortes. Em 1980, eles eram pouco mais de 11% dos casos de assassinato. Já em 2010, 43%.

“Os homicídios de jovens continuam sendo o calcanhar de aquiles do governo. Esse aumento mostra que criança e adolescente não são prioridade dos governos”, disse.

Entre os Estados em que houve maior aumento dos assassinatos de jovens estão Alagoas, com uma taxa de 34,8 homicídios por 100 mil habitantes, Espírito Santo (33,8) e Bahia (23,8).

Segundo Waiselfisz, vários fatores influenciam o aumento em determinadas regiões. Um deles é a interiorização dos homicídios.

“Antes, a maior parte dos crimes acontecia nos grandes centros. Agora, com a melhor distribuição de renda, houve uma migração da população e os governos não conseguiram implantar políticas públicas para acompanhar essa mudança”, disse.

Os Estados que apresentaram as menores taxas foram Santa Catarina, (6,4), São Paulo (5,4) e Piauí (3,6).

Para Alba Zaluar, antropóloga da Universidade Estadual do Rio, os dados devem ser analisados com “cuidado”, já que entre 2002 e 2010 houve uma melhora na qualificação das estatísticas sobre mortes. Ou seja, casos que antes constavam como “outras violências” nos dados oficiais passaram a ser homicídios.

“É muito complicado falar do aumento de mortes por agressão no Brasil como um todo”, afirmou Zaluar.

Waiselfisz diz que a pesquisa aponta que os problemas existem e serve de alerta para governos tentarem reduzir o índice, que já incluiu o assassinato do jovem Rafael.

Em tempo: quatro pessoas, sendo três policiais, foram acusadas pela morte do adolescente. Mas o julgamento ainda não aconteceu.

Por que a geração y tem tanta dificuldade para argumentar?

Tive o prazer de assistir pela primeira vez ao programa Conexão 4 x 4, em sua segunda edição,  veiculado pelo ClickCarreira. Rico em experiências e expectativas de jovens talentos e gestores de RH, o que me chamou a atenção foi a observação da mediadora do evento, Sofia Esteves, presidente da DMRH, ao final do programa, dizendo que um dos maiores problemas dos jovens nos processos seletivos era a falta de capacidade argumentativa em dinâmicas e entrevistas.

Refleti, pensei nos jovens com quem convivo no trabalho, amigos e parentes e me parece que a observação da especialista tem todo fundamento. Mas por que essa geração tem dificuldade para argumentar, defender suas ideias com acesso a tanta informação? Lembrei da excelente palestra que Sidnei Oliveira fez no Monster, e de seus livros sobre a geração Y. Uma geração formada pelo vídeo game, nativa da web e com uma incrível capacidade de inserção nas novas tecnologias. Bingo!

Ao longo dos últimos 20 anos, assisti e vivi como jornalista a redução drástica dos textos. É preciso comunicar rápido. Nos blogs, a recomendação é de quatro parágrafos e se possível, muitos bullets. Dar dicas. Nas redes socais, no twitter, a informação tem que ser veloz e aqui não vai nenhuma critica. Participo da blogosfera, gosto, trabalho com mídias sociais e acho um cenário maravilhoso de troca de informação em todos os âmbitos. O “Meio é a mensagem”, já teria previsto tio McLuhan décadas atrás.

Ganhamos volume, mas perdemos um pouco da profundidade. Lemos muito menos literatura, a produção cinematográfica é criada para atingir um público de 13 a 35 anos (oi?). Os filmes “adultos” ou de “arte” ganham cada vez menos espaço. E a capacidade de argumentação vem justamente da experiência da complexidade, da riqueza da linguagem, dos sentimentos humanos. É nesse mergulho de palavras, de narrativas que vão “Além do Bem e do Mal”, para citar outro autor maravilhoso, Nietzsche, que estão as pecinhas que vão acrescentar nosso argumentos, nossas crenças, nossos valores, dar um tempero à nossa individualidade, em tudo o que fazemos e na forma como nos relacionamos com o outro. Nossa marca.

Assisti várias palestras de Carlos Faccina no CONARH, maior congresso de RH da América Latina, executivo que fez uma carreira brilhante na Nestlé como diretor de RH e hoje possui sua própria consultoria, a Intuitiva Business (o nome já diz tudo!). Apesar de uma experiência fascinante no ambiente corporativo, Faccina fala em suas apresentações sobre a importância da emoção, da sensibilidade, de exercer sua vida profissional com paixão. Todo mundo chora.

Lista sempre os livros que não podemos deixar de ler para melhorar a performance como gestores de pessoas: Guimarães Rosa, Gilberto Freyre, Machado de Assis, Fernando Pessoa e uma série de autores de obras clássicas da literatura. Em sua experiência, afirma que melhores gestores são melhores pessoas, atentas à profundidade humana. São aquelas capazes de sentir o outro, compreendê-lo em toda sua riqueza e complexidade.

Então #ficaadica. Nessas férias, não exclua o prazer de estar nas redes sociais. Mas guarde umas horinhas para mergulhar de cabeça em alguns grandes romances clássicos, suspirar, fechar um livro no meio para poder pensar no sofrimento ou a conquista daquele personagem. Mergulhe na humanidade dessas obras. Sem perceber, estará esculpindo aquilo que o fará autêntico e apaixonado pelas suas ideias. E com melhor capacidade de sustentar os próprios argumentos. Um humano diferenciado. Boa leitura!

Por Fabíola Lago, Community Manager do Monster Brasil.

Você odeia mulheres que considera mais bonitas?

Fonte: Zero Hora Digital

Jornalista britânica lança polêmica ao afirmar que é detestada simplesmente por ser bonita.

A jornalista britânica Samantha Brick decidiu investigar porque algumas mulheres eram más com ela sem nenhuma razão aparente. A polêmica conclusão se tornou um dos temas mais comentados em redes sociais nesta semana. Samantha constatou que era alvo de mesquinharias simplesmente por ser bonita.

O artigo onde a jornalista comenta suas impressões foi publicado nesta semana no jornalDaily Mail. Samantha discorre sobre outros pontos negativos de ser uma mulher atraente, mas reforça que o tratatamento rude sem motivo é o que mais incomoda.

– Na semana passada eu estava caminhando com o cachorro e abanei para uma vizinha que passou de carro. Ela me ignorou. Perguntei a uma amiga se tinha feito algo errado. Minha amiga disse que a tal vizinha me detestava por me considerar uma ameaça -declarou.

Samantha ouviu a terapeuta Marisa Peer em sua reportagem. A médica, autora de livros sobre autoestima, confirmou as suspeitas que a jornalista sentia na própria pele.

– As mulheres costumam se comparar umas às outras usando a beleza como parâmetro, não suas conquistas. Isso pode fazer a vida das bonitas muito difícil. Tenho várias clientes que são modelos e as pessoas se surpreendem quando comento que a vida delas não é simples – disse a terapeuta.

Suicídio, modo de usar

Barbara Gancia, na Folha de S.Paulo

Via Pavablog

NOSSA MOLECADA está doente. Sabemos que o drama maior é o homicídio, que extermi­na os jovens da periferia em pro­porções epidêmicas, mas agora de­mos também para ver aumentar nossos índices de suicídio.

Nos últimos tempos, até as escolas particulares, que educam nossas crianças mais bem amparadas, fo­ram castigadas pelo drama. Con­tam-se um, dois, três suicídios se­guidos -ou mortes que aparenta­ram ser propositais- nas escolas mais tradicionais da cidade.

De 1980 a 2000, no grupo dos 15 aos 24 anos, o suicídio cresceu im­pressionantes 1900%. E os índices continuam subindo. Por quê?

Bulimia, anorexia, automutila­ção, dependência, violência do­méstica, abuso físico e sexual, have­ria uma série de argumentos para explicar o fenômeno. O dr. Jair Ma­ri, professor titular da Escola Pau­lista de Medicina e pesquisador da Unifesp é especialista em doenças mentais e está preparando um es­tudo a respeito. Diz ele que o país só dedica 2% do orçamento da Saúde às doenças mentais (como depressão, dependência química, alcoolismo, esquizofrenia e bipola­ridade), enquanto outros países, como Inglaterra e Canadá, reservam 11% de seu budget para tratar e estudar esses males. “Cerca de 75% dos problemas mentais começam a se desenvolver entre os 12 e os 24 anos”, diz. “E nós não estamos prestando atenção”.

Em Campinas, SP, um estudo constatou que 17% da população ad­mitiu em algum momento ter tido uma ideação suicida. Dos pesquisa­dos, 5% chegaram a elaborar um plano e 2% tentaram chegar às vias de fato. O dr. Jair não concorda com a assertiva de que o bullying deve ser tratado como fato da vida, algo que sempre existiu e que certo ní­vel de agressividade faz bem ao de­senvolvimento. “A humilhação constante, especialmente agora com as redes sociais, tende a trans­formar o jovem vulnerável em um deprimido”, diz.

Um estudo epigenético observou dois grupos de ratos. Uma mãe com filhotes que cuidava deles e outra que não olhava para os seus. Cons­tatou-se que o sistema neuroendócrino dos ratinhos que foram pro­tegidos desenvolveu-se melhor, prova de que o ambiente é um fator determinante no desenvolvimento mental.

Isso vem diretamente de encon­tro com o grave problema da gravi­dez na adolescência e das políticas que adotamos para enfrentar a gra­videz indesejada. Ainda assim, isso não bastaria para explicar o au­mento do suicídio entre as camadas mais amparados da sociedade.

Pois recentemente o FDA (Food and Drug Administration, órgão que regula a venda de medicamen­tos nos Estados Unidos) começou a questionar a efetividade de se mi­nistrar antidepressivos a pacientes jovens. O assunto é polêmico e está gerando rebuliço.

O que se discute é que em uma po­pulação mais propensa a compor­tamentos de risco, a retirada do medicamento depois de um perío­do de uso prolongado pode ter con­sequências. De uma hora para a ou­tra, aquele jovem vulnerável que estava amparado da dor pelo medi­camento ficará muito mais exposto à falta de estrutura para lidar com a frustração.

Teria sido melhor não dar a ele ne­nhum antidepressivo em primeiro lugar? A discussão lá nos EUA está aberta. Conversa que deveria estar mais do que encerrada por aqui é aquela sobre a de gravidez indese­jada. A corajosa ministra Eleonora Menicucci bem que poderia voltar a tocar no assunto. Caminhada ini­ciada, que se dê o segundo passo.