Dezesseis sinais “proféticos” de que você está ficando velho

Aquele pessoal que você chama de “guris” tem mais de quarenta anos.

Sua conversa é mais sobre histórias do passado do que projetos para o futuro.

Você começa a perceber que a moçada te chama a todo o momento de “tio” ou de “tia” ou quem não te conhece de “senhor”.

Você se sente a vontade para chamar os outros de “meu filho”.

Você troca recomendação de medicamentos com seus amigos.

Você pensa que está a mil por hora e alguém chega e chama a sua atenção: cara como você demora!

Nenhuma atividade física intensa sai livre de dores posteriores intensas.

A expressão “no meu tempo” sai naturalmente da sua boca.

Tomar banho se tornou uma atividade aborrecida.

Você precisa pedir ajuda para mexer em um produto novo de tecnologia.

Você critica ferozmente as músicas de “agora”.

Não mudar de ideia é uma questão de honra para você.

Dormir cedo é uma prioridade para você.

Todas as pessoas novas que  conhece, você tem impressão que já viu em outro lugar.

Você começa planejar seu funeral onde e como.

Não há roupa que fique bem em você.

E se isso deixa você desanimado, não esquente não, vamos todos pela mesma jornada!

Um abraço quebra costelas.

O discípulo gaudério.

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Sepulcros pintados ou vasos de barro?

Quando o pecado se torna um fenômeno objetivo e mensurável é por que como uma doença grave, ele já dominou o coração, a mente e o espírito.

O problema entre comunidades de seres humanos é a obsessão com aparências e com pecados visíveis. Enquanto isso os  não mensuráveis, ou seja, que não podem ser observados objetivamente, permanecem por longos anos alojados dentro do coração sem serem tratados, mas causando mal de maneira até pior.

Já vi igrejas inquisitoriais que tratam pecado sexual com requintes de detalhes para deleitar os ouvidos dos membros “santarados”, mas jamais vi alguém ser disciplinado por avareza, corrupção na política ou vaidade.

Quem pode quantificar a inveja, se ela pode ser disfarçada de “senso de justiça”?

Quem pode quantificar o orgulho, se ele voltar-se para seus questionadores chamando-os de “despeitados”?

Quem pode quantificar o partidarismo, se ele se justifica como “opiniões fortes”?

Quem pode quantificar a avareza, se o meu dízimo garante a leniência das lideranças?

Mas quem pode negar sua força devastadora?

O pecado que habita em nós, sempre encontra para si poderosas racionalizações.

Por isso o evangelho de Cristo tem na sua essência o exame de coração. O apóstolo Paulo ordena: examine-se o homem a si mesmo.

Pois o coração é o lugar onde começa e termina a verdadeira espiritualidade.

Quando Jesus faz referência ao adultério no coração, não tem por objetivo tornar a lei mais condenadora, mas tornar o exame mais profundo! Até por que atirar pedra nos outros não era uma prática que Jesus apreciasse.

Quando os judeus legalistas se empolgam com o apedrejamento de uma prostituta, a sua resposta: “quem não tiver pecado que atire a primeira pedra”, é outra linguagem para “olhem para dentro de vocês”.

Nossa preferência por quantificação de pecado tem razão no maior pecado de todos: o orgulho. Quantificando posso dizer quem está melhor, me sentir melhor do que os outros.

Quantificando, posso esquecer a assustadora tarefa de olhar para dentro de mim mesmo.

De minha parte quero seguir a Jesus, e liderar de dentro para fora. Para isso, levo muito a sério, perguntas que me fazem olhar minha alma, como as que seguem. Espero que ajudem você também:

Seu relacionamento com Cristo está crescendo em intimidade? Explique.

Você sente que está dando o seu melhor servindo aos outros? Por quê?

Você tem procurado conselho espiritual para tomar decisões importantes de sua vida?

Seu ministério tem sido feito com alegria ou se tornou um fardo pesado? Por quê?

O que as pessoas dizem sobre você como líder corresponde ao que você vê em si mesmo?

Você tem colocado o desejo de agradar a Deus acima do desejo de agradar as pessoas que ministra? Tem confrontado as pessoas com amor e na verdade de Deus?

Existe alguém na sua vida que você permite que repreenda você sem que você entre em crise?

Você tem sido leal aos seus companheiros de vida cristã, ou seja, não fala mal deles, mesmo quando eles não estão presentes?

Você tem sido pontual nos seus compromissos ministeriais da mesma forma que é pontual no seu trabalho?

Como está o seu ritmo de vida? Devagar, equilibrado ou acelerado?

Você tem separado um dia na semana para descansar de todo trabalho? Se não, por quê?

Quais são as maiores críticas que você ouve do seu cônjuge? Você já considerou que elas podem ser verdades?

Como você tem lidado com o fato de muitas vezes não ter seu trabalho reconhecido?

Quanto tempo você gasta por dia com internet e TV?

Você tem conseguido não fazer nada sem se sentir culpado?

Você tem guardado as confidências das pessoas, só falando com a permissão deles?

Você gasta o que ganha, gasta menos do que ganha ou gasta mais do que ganha? Por quê?

Há algum tipo de inveja no seu coração de algo material, dom, ou amizade que alguém próximo seu tem?

Você se percebe mais brando ou mais duro no trato com outras pessoas?

Qual foi a última palavra de encorajamento que você deu a alguém?

Para começar estas são boas, mas essa jornada não termina até que venha aquele que é perfeito.

Um abraço quebra costelas.

O discípulo gaudério.

A lágrima mentirosa.

Um estudioso que eu não lembro o nome observou que depois do cristianismo conquistar o mundo, a vítima, até então desprezada pelo mundo antigo como uma derrotada, começou a ser levada em consideração pelas pessoas em razão de que Jesus teria sido a vítima divina da maldade humana. A partir daí as minorias começaram a ter uma atenção maior. O infanticídio começou a ser combatido entre cristãos, crianças que eram abandonadas em praças públicas por serem defeituosas ou por serem  do sexo feminino foram cuidadas. Enfermos abandonados por suas famílias que acreditavam que elas eram canais de maldição eram acolhidas nos lares dos seguidores de Jesus que entendiam que aqueles que sofriam deveriam ser cuidados como Jesus fez quando esteve na terra.

Como tudo que é bom na raça humana repete a história do Éden, o ser humano perverteu a legítima preocupação com as pessoas afetadas pela opressão dos outros para esconder-se atrás da máscara da vitimação. Ao perceberem que a vítima sempre tem a simpatia dos outros, os espertos e  mal intencionados não poupam esforços artísticos para torcerem situações e se colocarem como oprimidos. Dessa forma elas conseguem ter a atenção, os benefícios pelos quais não querem suar, e tantas outras coisas que repousam em seu colo sem o menor esforço. Ah, como há lágrimas mentirosas nesses tempos, ah como precisamos aprender a discernir.

Uma pessoa com quem convivi, na tentativa de fazer com que amigos em comum partilhassem de uma postura favorável  a ela em um conflito, foi capaz de inventar uma circunstância humilhante na qual eu era o vilão e ela era a vítima. Arquitetou uma situação fantasiosa com requintes de detalhes e lágrimas nos olhos capazes de granjear a simpatia deles imediatamente.  Como não sou de muito chorar, e costumo resolver meus problemas usando mais razão do que emoção,  perdi momentaneamente a simpatia e a solidariedade dos meus amigos. A situação me fez refletir, e muito. Será que tem que ser assim? Então comecei a observar quem se faz de vítima e percebi que eles viviam a mais arrastada das existências.

Refleti também sobre Cristo. Será que ele morreu para nos ensinar que se fazer de vítima é uma ótima opção de vida. Um estilo de viver esperto. Então lembrei a resposta de Jesus ao choro das mulheres de Jerusalém no momento da crucificação: “Filhas de Jerusalém, não chorem por mim. Chorem por vocês mesmos e por seus filhos. “ (1) Em outras palavras Jesus estava dizendo: chorem pelo que tem que ser chorado. Não tenham pena de mim!

Quando olho para Jesus não vejo o pobrezinho que foi até a cruz, vejo minha maldade que está latente e que frequentemente me leva a arremeter-me contra o que Deus traz a vida. Vejo uma mensagem de esperança de que nossa maldade jamais poderá sepultar permanentemente os propósitos de Deus. Haverá ressurreição, mais poderosa do que nunca.

A vitimação é uma condenação à miséria permanente. Não ensine seus filhos a ser coitadinhos, isso é tirar deles a fibra interior. É certo chorar, enfrentar dias de luto, rasgar a alma diante de Deus, mas há uma hora de dizer chega, que é pra gente não começar a gostar demais da situação.

Outro dia vi um vídeo do Morgan Freeman, que desaprovava o dia da consciência negra e que talvez tenha sido mal entendido que você pode ter acesso aqui.  Entendi o que ele quis dizer: definir-se como vítima é pouco para a história de qualquer povo ou raça. É certo que em muitas circunstâncias de nossa vida, fomos injustiçados e oprimidos, mas essa não pode ser toda a história. Tem que haver o outro lado, o lado da reação, da atitude perseverante, amorosa, que não se amargura e não cede ao ódio heroico, mas  segue em frente.

Para finalizar, uma palavra a você que é discípulo de Jesus:

  1. Não resolva seus problemas em meio ao choro, nunca algo objetivo e profundo sai daí.
  2. Não se apresse a tirar conclusões a partir das lágrimas, peça discernimento a Deus.
  3. Não importa o que possam ter feito a você, você sobreviverá pela graça de Deus, e será (se assim o crer) mais forte do que nunca para glória de Deus. Se o mundo não ama o discípulo de Jesus, ele não  lamenta, apenas se joga nos braços daquele cuja essência é acolher.

Um abraço quebra costelas.

O discípulo gaudério.

(1)    Lucas 23:26-31

Você também é um dos corruptos?

“O caráter de um homem é o seu destino.”

Heráclito

Todos são corruptos? Não há ninguém íntegro, do judiciário, planalto e casa branca? Existem indícios que sim. Mas o que diremos de nós mesmos?

1. “Não usamos de engano”

As pessoas podem contar comigo quando digo sim a elas? Ou sou rápido em suspender compromissos em função de ofertas mais vantajosas que aparecem de última hora. Quem ouviu minha palavra, não precisa de minha assinatura?

2. “Temos esse ministério pela misericórdia que nos foi dada”

As pessoas tem uma imagem de mim que não condiz com a realidade? Quanto disso é imaginação delas e quanto disso é trabalho duro em meu marketing pessoal? Sou pronto a desfazer falsas expectativas quanta a minha vida intelectual, lutas pessoais, falhas de caráter?

3. “Recomendamo-nos a consciência de todos , diante de Deus”

Quando as luzes estão apagadas e ninguém me vê, quais são os pensamentos que ocupam preferencialmente a minha mente? O que entretenho e dou as boas vinda a minha alma na maior parte do tempo em que algo não me distrai? O que faço com o troco a mais que me dão, o que desejo a meu inimigo, o que faço para poder ser bem sucedido, o que falo sobre os outros quando não estão presentes? O que faço com o computador quando o patrão não está observando, o que faço com a vassoura quando a peça está vazia, o que digo sobre o real problema do carro que me entregaram esta manhã?

4. “Renunciamos procedimentos secretos e vergonhosos”

Resolvo meus problemas pessoais sendo leal a todos? Todas as pessoas com as quais tenho problemas conhecem meu pensamento e objeções aos seus atos, ou sabem pela boca de outros? Sou dado a sutilezas ou sou direto e claro no que penso e quero?

5. “Temos esse tesouro em vasos de barro”

Quanto tempo eu levo para admitir meu erro que já está evidente para todos? Quanto eu uso do meu poder de argumentação, racionalizações, manipulação emocional, vitimação e posição ministerial para evitar dizer aquelas terríveis e quase impronunciáveis palavras: Perdoem-me eu errei!

6. “Ao contrário de muitos, não negociamos a palavra de Deus visando lucro”

Sou pronto a tomar posição contra o erro mesmo que isso implique em risco para minha posição, minha conveniência financeira e minha reputação? Estou pronto a dar a cara a tapa tanto quanto espero quando sou injustiçado  outros tomem posição ao meu lado? Quanto sou solidário quando eu não ganho nada em me solidarizar?

7. “pois estamos tendo o cuidado de fazer o que é correto, não apenas aos olhos do Senhor, mas também aos olhos dos homens.”

Estou pronto a dar contas de minha vida, enfrentar perguntas difíceis sobre minha vida sexual, financeira e relacional? Acho humilhante ter que prestar contas aos outros das obras de minhas mãos?

Se depois dessa acareação eu ainda estiver de consciência leve então não é de se admirar que tudo que eu faça tenha investimentos, influência, estabilidade, confiança e o nome de Deus glorificado.

Um abraço quebra costelas.

(1)    Todas as citações encontram-se em alguma parte da segunda epístola de Paulo aos Coríntios.